Passeio: Projeto Tamar

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / todos os direitos reservados

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / direitos reservados

Ao contrário do que se pensa, no inverno praia também é uma boa pedida. Viajar fora de época é uma escolha sustentável para fugir dos destinos em alta temporada. Para as férias de julho ou para qualquer momento, inclusive dias frios ou nublados, minha sugestão é um passeio a um dos centros de visitantes do Projeto Tamar. Presente em 25 endereços no Brasil, a instituição que preserva as tartarugas marinhas brasileiras (além de outros animais como raias, tubarões e da vida marinha como um todo), através da pesquisa, proteção e manejo das espécies, todas ameaçadas de extinção, tem oito centros de visitação: Fernando de Noronha, PE; Oceanário de Aracaju, SE; Praia do Forte, BA; Arembepe, BA; Regência, ES; Vitória, ES; Ubatuba, SP; Florianópolis, SC. Todos em regiões litorâneas turísticas, unindo lazer com educação ambiental.

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Os centros do Tamar apresentam tanques e aquários com tartarugas marinhas ou outros animais, painéis informativos, réplicas de tartarugas em tamanho real, salas de vídeo, lojinha e proporcionam atividades com interação, visitas guiadas e, eventualmente, até shows. O legal é se informar sobre as atividades dos locais antes de visitar. As tartarugas se alimentam apenas uma vez ao dia. No Projeto Tamar, você pode ver elas se alimentarem e dar comida (peixe fresco) para as tartarugas. A refeição costuma ser por volta das 15h30 ou 16h.

Os personagens da Galera da Praia, que ilustram souvenirs e ganharam esculturas para a garotada abraçar e tirar fotos, são muito simpáticos. Só as animações podem ser um pouco impressionantes para crianças pequenas, então avalie antes de entrar acompanhados de bebês ou crianças menores de 5 anos nas salas escuras. Minha filha, com quase 3 anos na época, nunca esqueceu a cena de um afogamento (seguido de salvamento por uma sereia, com ajuda das tartaruguinhas) de um curtinha que vimos no cineminha do Projeto Tamar da Praia do Forte. Não precisa insistir se a criança não quiser entrar no cinema, lá fora há tanto o que ver!

Na loja, que é irresistível, todos os produtos são confeccionados pelo próprio Projeto Tamar, o que está ligado a seu trabalho com as comunidades. Há vários produtos artesanais e são todos com um apelo ecológico. Preste atenção nos joguinhos ou atividades para crianças – compramos, por exemplo, um kit para brincar com colagem de areias coloridas, bem legal.

Vale muito a pena conhecer mais de um centro de visitantes. Fomos visitar alguns centros do Projeto Tamar e convidamos a Juliana Rosinha, outra mamãe e fundadora da Maria Joaquina Criancices, confecção de lacinhos e acessórios para crianças, pra contar mais sobre o Projeto Tamar de Floripa.

O passeio agrada a todas as idades! Aproveite para ir com as crianças pequenas – até 1,20m de altura, elas não pagam. A regra me parece estranha (minha filha é alta), mas, no fim, o valor do ingresso, apesar de não ser padronizado para todas as unidades, é justo. Fiquem atentos à programação de férias, o horário é diferenciado e há atividades recreativas.

Praia do Forte – BA
Também endereço da sede nacional do Projeto Tamar, este centro de visitação fundado em 1982 está situado no Centro da Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Bahia, a 75km do Centro de Salvador, capital bahiana. É maravilhoso! Preste atenção: entre setembro em março, se pode ver áreas protegidas na areia das praias onde estão os ovos das tartarugas – inclusive na praia em frente ao hotel Iberostar Bahia, onde há também uma réplica da desova das tartarugas.

  • Valor do integral ingresso: R$ 22,00
  • Destaque para: túnel para visualizar os animais debaixo d’água; poder fazer carinho nos tubarões-lixa (guiado por monitores em horário pré-estabelecido); alimentar as raias.
  • Para completar o passeio: Tomar banho nas piscinas naturais da Praia do Forte, com muitos peixinhos. Excelente para bebês!

Ubatuba – SP
Localizado no litoral norte de São Paulo, cerca de 4h de viagem da Capital paulista, no meio do caminho para o Rio de Janeiro. Quase 80% do território do município integra o Parque Estadual da Serra do Mar e é cercado de 73 praias.

  • Valor integral do ingresso: R$ 18,00
  • Destaque para: Parquinho infantil (quase perdemos de vista a nossa pequena, que correu para brincar assim que o enxergou de longe, então atenção); presença de jabutis; Museu Caiçara, que conta a origem de Ubatuba e sua antiga relação com as canoas de pesca; atividades de férias.
  • Para completar o passeio: Visitar o Aquário de Ubatuba, onde há também um museu que orienta os visitantes sobre o lixo no mar.

Floripa – SC
Situado na Barra da Lagoa, na costa leste, na ilha da Capital catarinense, cerca de 9km do centrinho da Lagoa da Conceição. Não há vista para a praia e fica afastado de pontos de táxi e comércio (mas a equipe pode chamar um táxi para você, que demora um pouco mais de 15 minutos para chegar). A estrutura não é muito grande, então o passeio pode ser rápido ou render mais* se coincidir com o horário de uma visita guiada.

  • Valor integral do ingresso: R$ 12,00
  • Destaques para o programa educativo: as crianças adoraram as caixinhas com curiosidades; há um espaço para desenhar e colorir papeis em formato de tartaruga, caranguejo, estrelas, entre outros (um por criança) – pontos altos tanto para a Catarina, de 1 ano e 10 meses, quanto para a Dora, aos 3 anos e 2 meses.
  • Para completar o passeio: Visitar o Parque Ecológico do Córrego Grande (Horto), o jardim botânico de Floripa. Lá vocês podem fazer a comparação com os jabutis e ver muitos macaquinhos saguis numa grande área verde, com um grande parquinho. Como quase tudo em Floripa, não é perto do Tamar, mas é possível fazer os dois passeios no mesmo dia.

Um adendo: As visitas guiadas são bacanas para aprendermos mais sobre a vida marinha e sua conservação, tirar dúvidas sobre o tamanho, a idade, a espécie, o gênero ou os hábitos das tartarugas marinhas. Por exemplo: por que no desenho do Bob Esponja não aparecem tartarugas? Porque as tartarugas pente gostam de comer esponjas. Mesmo fora do horário oficial de visitação, adoramos ter a sorte de acompanhar a visita de uma escola. Já a filha da Ju se assustou com o guia falando alto para um grupo grande, apesar de ter gostado de ver as tartarugas.

Assim como a gente, a Juliana também visitou o Projeto Tamar Floripa em dia nublado, até com chuviscos. Foi uma maneira ótima para aproveitar bem aquela manhã, pelo menos pra gente. Elas ficaram decepcionadas por não ter visto a soltura de tartarugas para o mar – o que nós não chegamos a ver em nenhuma das três visitas. Sempre há razão para voltar.

Cada vez que visito o Projeto Tamar lembro daqueles que me perguntam por que eu não como peixe… Já que a pesca é uma das principais ameaças para a extinção de tantas espécies marinhas.

Leia mais:
Tudo sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar
Viagem com bebê – pelo Blog da Mamãe Sustentável

Piquenique de aniversário

piquenique

Cada ano que passa, estamos ficando mais minimalistas em relação ao aniversário. E vocês?

Atualmente a melhor festa, ao meu ver, é um piquenique. O custo-benefício é ótimo, como coincidentemente destaca o pai do blog Paizinho, Vírgula, que fez um vídeo bacana sobre essas festinhas. É uma festa mais simples de organizar, que nem pode ter muita decoração ou atrativos (ou a administração do parque pode até impedir sua realização), nem precisa de muito (o entorno já costuma ser perfeito, ao ar livre, no meio do verde), a duração pode ser até mais curta (principalmente entre montagem e desmontagem) e, com certeza, cada minuto será muito bem aproveitado.

Simplificando a festa
Primeiro aninho é aquela festa tão esperada, quando queremos apresentar o bebê pra todo mundo, um grande evento, mesmo que seja em grandes ou pequenas proporções. Nós escolhemos comemorar na casa dos avós, fizemos boa parte da decoração à mão, uma função, mas foi delicioso e bem aproveitado. No segundo ano foi a vez de realizar tudo o que não foi possível fazer na festa de um ano, mas para um grupo menor de pessoas, salão pequeno, fazendo grande parte da festa nós mesmos, exceto detalhes da decoração (estrelinhas de origami) que deixamos para artesãs mais experientes. Era pra ser menor, mas parece que deu mais trabalho que o primeiro aniversário. No terceiro, estávamos já exaustos, hehe. Com passagens caras, nem tivemos a chance de pensar em organizar uma grande festa com a família no Sul. Aqui em SP, não pensamos em outra coisa senão um piquenique! Ou seja, o mais simples possível.

No primeiro ano a gente também fez piquenique aqui, só que não foi a festa oficial. Foi bem informal, para um grupo de amigos próximos. Cada um naturalmente levou uma coisa, nós trouxemos “docinhos” da festa de Porto Alegre, mais algumas coisinhas, e assim foi.

Dessa vez, era a festa oficial, então avisamos que ninguém precisava levar nada. Mas reduzimos as opções do cardápio para conseguirmos preparar tudo em tempo. Fiquei na dúvida se iam gostar do que levamos, pois era no geral tudo natural, caseiro, orgânico, vegano ou sem lactose. Imagina, sucesso principalmente com as crianças!

Festa ecológica
Num parque, temos que ter ainda mais cuidados com a festa do que num ambiente fechado, pois você vai querer deixá-lo exatamente como estava. Ou seja, zero lixo. Isso quer dizer: zero copinhos plásticos, zero colheres plásticas, zero balões. Tenho pavor de encontrar em caixas de areia traços de festinhas, vocês não têm?

O ideal é saber se o parque tem coleta de lixo seletivo e lixeiras separadas para lixo reciclável. Na dúvida (ou mesmo na dúvida se o destino do lixo reciclável é a reciclagem), evite gerar lixo. Você pode levar pra casa seu lixo, mas imagino que já terá outras coisas para carregar.

Por isso, melhor evitar coisas prontas com muita embalagem, preferir levar coisas reutilizáveis que voltem pra casa (como pratos, sousplats, copos, talheres) ou biodegradáveis (utensílios de papel, bambu, madeira).

Decoração
Balões de látex são biodegradáveis, mas eles não desaparecem de um dia para o outro se estourados na grama ou na areia. Aqueles metalizados podem ser reutilizados, entretanto ainda provocam lixo e podem voar longe… No primeiro ano, abolimos balões, só de papel. No segundo, decoramos com balões de látex transparentes recheados com as tais estrelinhas de origami de papel, mas em ambiente privado. No parque, defini que decoração = lembrancinha, de preferência algo bem lúdico, tradicional e ecologicamente correto.

Do que lembramos? Cataventos! Lindos, artesanais, feitos com papel e palito de bambu. Pode até fazer você mesmo, mas preferi procurar no Elo7 um fornecedor próximo que fizesse como eu queria (materiais e cores) e com perfeição. O frete não sai caro, pois são leves e chegaram bem inteiros!

catavento

Se você não puder fazer ou não conhecer quem faça, em sites como Elo7 sempre tem gente talentosa

Toalhas e guardanapos reaproveitamos (do nosso casamento). Alguns pratos e copinhos levamos de casa. Outros comprei numa lojinha de bairro de festas. Impressionante como os produtos de papel e madeira estão se popularizando finalmente! Essa lojinha da Vila Mariana, em São Paulo, localizada na rua José Antônio Coelho, vende, por exemplo, garfinhos de madeira importados com um preço realmente acessível.

No mais, levamos alguns brinquedos para dividir e decorar, como uma cestinha de piquenique de faz-de-conta. E a diversão estava garantida com os brinquedos públicos do parquinho!

Cardápio
Sabe o que as crianças mais amaram? Morangos orgânicos e mix de castanhas e frutas secas! Além de potinhos com essas frutas e castanhas, preparamos:

  • Pão “sem queijo” vegano (receita já divulgada aqui);
  • Varinhas de frutas (palitos de bambu com uvas sem sementes, morangos, cubinhos de abacaxi ou melancia, blueberry e carambola, não exatamente nessa ordem, mas quando finalizamos com estrelinhas de carambola ou frutas cortadas em formato de estrela, parece uma varinha mágica, como a da Holly, do desenho do estúdio da Peppa, Ben & Holly);
  • Bolo preguiçoso de maçã, bem caseiro, preparado pela titia, que fica baixinho na forma, então decoramos com os cataventos;
  • Brigadeiros de grão de bico (em função da possível alergia à proteína do leite de vaca ou intolerância, nossa filha ainda não provou um brigadeiro tradicional e este foi seu primeiro aniversário com brigadeiro!), ficam bem gostosos e foram bem aceitos – passo a receita em breve (tenho que pedir ao maridão, sim, foi o papai que fez!).

Pra beber, água, chá gelado de erva cidreira ou suco integral de uva orgânico. Basta!

potinho

Reaproveitando o potinho, você pode servir porções individuais da salada e cobrir a tampa com um guardanapo de tecido

Se fosse uma festa ainda mais minimalista e comemorássemos só com a família ou meia dúzia de pessoas no total, sugiro um almoço piquenique – como já fizemos num final de semana de “hanami”, festival das cerejeiras. Em potinhos de geléia individuais, montei uma salada estilo Rita Lobo, com camadas de molho, macarrão frio, legumes raladinhos e verduras. Nesse caso, se for aniversário, bolo de sobremesa, claro. Que delícia!

Acessório indispensável
Ganhei de uma amiga no meu aniversário e pude aproveitar no aniver da minha filha esta esteira dobrável impermeável, própria pra piquenique. Vem com alça para carregar, muito prática. A estampa é linda, mas, com pena de sujar, cobri com as toalhas.

Ano que vem
Diferente do primeiro ano, que mal terminou a festa eu estava planejando o ano seguinte, agora é a pequeninha que já está tendo ideias para seu aniversário de 4 anos. Ela tem ideias sobre um tema (viu numa padaria um bolo que a encantou), o que comer, sobre o parque… Pois curtiu muito a comemoração singela deste ano, cada detalhe. Por ela, repetiria os cataventos, mas de outras cores!

Vamos ver como vai ser. Adorei ler este artigo sobre o aniversário das crianças na Alemanha! Realmente não precisa de muito, o legal é celebrar, deixar o dia especial.

 

Saiba mais:
Artigo muito interessante sobre a comemoração dos aniversários na Alemanha
Receitinhas saudáveis para aniversário
Como fazer uma festa ecológica

Em uso – pra mamãe

Experimentei novos produtos que estou amando – e podem ser ótimas ideias para presente nesse Dia das Mães!

Pra disfarçar a cara de sono da mamãe, nada como ir para uma praia sem agito fora da temporada, ficar uma semana offline, sem TV. Pode levar crianças e bebês, mas tem que ir dormir junto com elas, bem cedinho. Como não é sempre que isso acontece e mãe dorme pouco, eu, que adoro andar de cara lavada, devo admitir que vale investir numa boa maquiagem. De preferência natural, vegana, fair trade, de insumos orgânicos rastreados, que faça bem pra gente e para o planeta.

Estou usando e recomendo:

  • Corretivo Nutritivo Universal Bioart
    Ilumina a região dos olhos e disfarça olheiras, como efeito de equilíbrio da oleosidade.
    No primeiro uso, achei que demorou para o produto chegar até o pincel aplicador. Mas logo consegui usar, girando a embalagem. Se parece não fazer diferença logo que você aplica, observe na hora de remover. Do nada, revê as olheiras! Acho que funcionou.
    Cor única que se adapta a vários tipos de pele. Quando apliquei, antes de espalhar, pensei que não fosse claro suficiente para desaparecer com as olheiras. Nada disso, deu super certo e iluminou a região dos olhos. Pode ser usado como corretivo no geral para peles claras, para esconder espinhas e como base para fixar a sombra.
    Além da cor universal, que experimentei, há duas outras versões, clara e escura.
    A base do produto é argila. Composto por ingredientes como derivados de olivas, vitamina E, tapioca.
    corretivo
  • Cativa BB Cream
    Fator de proteção 20. Não é apenas um creme protetor que se ajusta à cor da pele como uma base fininha. Elaborado à base de óleos de café verde orgânico, de linhaça, de buriti e de physalis, com ativos minerais, ele ajuda a regular o brilho. Gostei bastante.
    Não tem perfume. Então se for caminhar ou se expor muito ao sol e suar, evite usar (vai lembrar da argila). Para praia e parque, “cara limpa” só com protetor solar ou chapelão mesmo.
    Nos dias mais secos ou frios em São Paulo, notei que ele não funciona como hidratante da pele… Mas como tenho pele mista a oleosa, no geral não costumo sentir falta de hidratante e ele pode ser aplicado diretamente na pele.
    Não chega a esconder manchinhas no rosto, mas é suave e suaviza a pele. Apesar de adaptável para todas as peles, para o meu tom de pele (no final do verão), me empalideceu um pouco, o marido me achou muito branca. Por esses motivos, vale ser usado com um pó ou blush – veja abaixo sobre o pó Bioart.
  • bb-cream

 

  • Pó Facial Nutritivo Bioart
    Geralmente uso sobre o BB Cream, mas pode ser usado sozinho e promove proteção solar natural. Há versões para vários tons de pele, e na versão média puxa para o marrom. Logo que colocado dá um ar bronzeado e esconde a vermelhidão das bochechas. Adorei!
    Composição à base de argila e tapioca.
  • po-facial-mineral-bioart

 

  • Rímel Natural Mineral Bioart
    Sou bastante sensível, principalmente na área dos olhos e gosto de dar volume aos cílios. No quesito sensibilidade, a máscara nutritiva para cílios natural preta da Bioart está aprovadíssima. Não me deu coceira, nem irritou, até esquecia que estava usando. Já volume não deu. Sua escova é mais para alongamento dos fios. Não chega a deixar o olhar “Emília”, com aquele olho de boneca, separadão (que eu não curto e é bem comum acontecer), mas é bem suave. Ou seja, provoca um efeito natural, ideal para o dia a dia. Boa qualidade, ótima fixação, não se desmancha no fim do dia provocando olheiras, é resistente.
    Composto de argila preta certificada, rico em vitamina E.
    Como toda linha de maquiagens da marca, vem com um espelhinho na ponta da escova, bonitinho. Produzem também nos tons marrom e marrom-ruivo.
  • rimel

 

Saiba mais:
Onde encontrar: em lojinhas bacanas como a Capim Eco, em Porto Alegre, em lojas virtuais como Morada da Floresta, Lohas Store, Natue e Beleza do Campo ou nas próprias lojas das marcas Bioart e Cativa Natureza.

Leia também:
Mais produtinhos para a mamãe vestir, usar e relaxar
A vez delas: quando (ou o quanto) permitir o uso de esmaltes ou outros cosméticos para as meninas?

Mural vivo

mural_antesdepois

Alguns pregos, um barbante, um martelo, uma tesoura. Precisamos apenas disso para montar um mural vivo para exibir as artes das crianças. Nunca mais vai usar fita crepe ou durex para prender um desenho na parede. E ainda decora a casa.

Não precisa nem de prendedores! Dependendo de como for fixado, o próprio barbante segura o papel, só passar por trás. Como os prendedores podem ser bonitinhos (de madeira decorados ou bem pequeninhos), são irresistíveis – e exercitam a articulação e a força das mãozinhas.

materiais

Usei esses pregos simples que já tínhamos em casa. E descobri o seguinte: se ao martelar ele começar a entortar, não insista. Pode ter encanamento atrás ou ser uma parede mais complicada. Nesse caso, prefira outro cantinho da casa.

E o melhor: é muito fácil para um adulto fazer em casa. Não precisa ter medo de martelo, nem ter furadeira. Esses preguinhos simples funcionam. Até eu consegui fazer sozinha😉

Usei esse barbante que a vovó comprou e eu adorei, bem coloridinho e ecológico:

barbante

Você pode escolher o desenho ou só fazer um varal em vez de mural. Optamos por um ziguezague irregular na medida do móvel dos brinquedos. Mas poderia ter feito bem maior, mais horizontal e até ter usado menos barbante. Calcule o espaço que você tem e veja quantas folhas de ofício consegue pendurar para ter uma noção de tamanho.

Minha referência foi este mural que minha amiga Renata fez para as filhas dela:

Rê

Mãos à obra! Muita arte pra vocês!

 

Leia também:
Solução para os ouvidos – outra dica valiosa que aprendi com a Rê

Passeio: GramadoZoo

GramadoZoo / acervo pessoal

GramadoZoo / acervo pessoal

Há muitos posts atrás, me questionei sobre levar ou não levar a criança a zoológicos e parques com animais. Afinal, eles têm que conhecer os animais fora dos livros, preferencialmente de uma forma respeitosa.

Aproveitamos um feriado para visitar o GramadoZoo, localizado na Serra Gaúcha, na cidade de Gramado/RS. Classificado pelo público do Trip Advisor como o melhor do Brasil e um dos melhores da América Latina, o zoológico de Gramado é um passeio bem divertido para as crianças. Excelente para vermos ao vivo os bichos do Brasil. 

Curtimos muito! Estivemos lá pela manhã, quando havia um público bem tranquilo. Na saída, encontramos mais movimento, uma pequena fila na bilheteria. Fiquei curiosa pelo Zoo Noturno, visita à noite pelo zoológico, já que boa parte dos animais têm hábitos noturnos.

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos * foto: zoológico de Gramado / acervo pessoal

Em funcionamento desde setembro de 2008, o GramadoZoo é enquadrado na categoria “A” do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ali, os bichinhos são bem tratados, considerando que são animais de cativeiro que ganharam um espaço razoável para circularem. Espaço limitado, muitos deles ficam isolados do público, mas dentro de uma área maior do que uma pequena jaula e em situação certamente melhor do que a de quando encontrados. Alguns têm até aquecedor para suportar o inverno frio de Gramado.

placa zoo gramado

foto: Gramado Zoo / acervo pessoal

É um zoológico de animais nativos do nosso país. Apesar de abrigar cerca de 1.500 animais de diferentes espécies, não vi uma variedade de aves como se vê voando livres por Porto Alegre – pelo menos na época que fomos, na chegada da primavera. Não é uma fazendinha, com cavalo, galinha, pintinho, galo, vaca, cachorro ou gatinho. Também não tem elefante, girafa, leão. Mas tem jacaré, cobra, onça pintada, onça preta, furão, ema, anta, capivara, cuati, macacos, cisnes, guarás-rubra (aves tão lindas, parecem flamingos). Ótima oportunidade de apresentar a fauna brasileira para as crianças.

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Por já terem sido domesticados, alguns bichinhos são estrelas. Logo na entrada, fomos recebidos por uma arara que assobiava pra minha filha. Tentei fazer um vídeo, mas assim que a criança saiu dali, quem disse que ela faria um assobio para a câmera? O começo é a melhor parte do passeio: entramos num viveiro cercado no teto, onde tucanos, papagaios e araras voam no meio da gente, se exibindo e dando rasantes.

No final, uma estranheza, assim como no Aquário de Santos, no litoral de São Paulo. Não sabemos bem o que os pinguins estão fazendo ali. São pinguins-de-magalhaes resgatados no litoral de Santa Catarina que estavam intoxicados por um derramamento de óleo e, por isso, não puderam voltar ao seu habitat.

A estrutura para os visitantes é simples. A lanchonete é uma oca e não tinha muita oferta de comida quando fomos, mas o passeio dura o tempo ideal para segurar a fome. Há ração para os animais à venda por R$ 4 em alguns pontos do parque.

Como todo museu, terminamos a volta na lojinha, cheia de lindos bichos de pelúcia bem brasileiros. Se quiser adquirir alguma coisa, se prepare, não são lembrancinhas. Difícil encontrar algo interessante por menos de R$ 50. A camiseta infantil (feita de PET) custa R$ 45, a média de preço dos bichinhos é de R$ 80 ou mais.

A entrada não é uma pechincha também. Pelo menos criança só paga a partir dos 3 anos. Atualmente, custa R$ 54 por adulto, R$ 27 a criança, R$ 27 terceira idade. Por R$ 1,00 a mais, você pode seguir passeando no Parque Gaúcho, que não tivemos tempo de visitar.

Leia mais
Dica de leitura
Principalmente para for ao passeio noturno, recomendo quem leiam antes “O Leão Filósofo, Serafim e Outros Bichos”, de Marlene de Castro Correia, editado pela Pequena Zahar. É uma ficção infantojuvenil sobre alguns animais do zoológico do Rio de Janeiro que lutam para bater um papo livremente à noite, fora do “horário de trabalho”, e vão atrás desse e de outros direitos. Interessante a comparação com um zoo que tem até aquecedor para os bichinhos.

Links
GramadoZoo – site oficial
Como conscientizar as crianças sobre os animais?

Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

Atividade para as férias: massinha caseira

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Fazia tempo que eu queria experimentar uma receita bacana de massinha caseira. Mas eu nunca usei corante alimentício e, quando solicitei ao marido comprar, ele me apareceu com mais farinhas: de cenoura, de beterraba, de morango e de amora. A receita que eu tinha deveria ir ao fogo, a beterraba parecia um polvilho, ficava tudo grudento, não tinha jeito. Até que conseguimos brincar e fazer um pãozinho bem puxa-puxa de beterraba no forno no final.

Então encontrei uma receita sem qualquer orientação de cozinhar. Só misturar bem, amassar e armazenar bem. Fácil demais!

medidas

Adaptei para minhas farinhas, dividindo a quantidade de ingredientes pela metade e substituindo uma xícara de farinha de trigo pela de beterraba. Funcionou! Fiz de beterraba e de morango.

Para a de morango, precisei adicionar farinha de trigo a olho até ficar num ponto bom. Para a de beterraba, as xícaras de farinha de trigo podem ser rasas, pois sobrou um pouquinho de farinha na mistura. A que deu certo foi feita assim:

1 xic farinha
1 xic farinha de beterraba
3/4 xic água
1/4 xic sal integral (originalmente iria 1/2 xícara)
1 colher de chá de óleo (usei azeite de oliva)

Mistura à mão, nem leva ao fogo.

Reduzi o sal porque usei sal integral, que é mais graúdo e forte. Desconfio que a de morango não deu certo porque nessa coloquei só uma pitada de sal em vez de 1/2 ou 1/4 de xícara… Comecei a pensar no sabor, que perderia a doçura do morango. Mas é pra brincar, não pra comer. E as gurias nem colocaram perto da boca! A função do sal é conservar a massa – e nessa quantidade o sabor fica ruim mesmo, para não incentivar comer. O cheirinho é naturalmente agradável, tanto o de morango quanto o de beterraba.

Se alguém não puder usar algum dos ingredientes, adapte. Tenho quase certeza de que funcionaria com farinha de arroz. E não é necessário usar corantes, que podem ser alergênicos. Em empórios (quase todos da Zona Cerealista, em São Paulo), há lindos potes coloridos com diversos tipos de farinha.

A Dora amou, podia passar horas brincando. Deixei que ela, aos 2 anos e pouco, e sua amiga Tatá, um ano mais nova, pegassem tiras de macarrão cru para brincar junto. Tínhamos capellini, a massa mais fininha de todas. Da combinação saíram braços, cabelos e velas de bolo.

brincando com massinhas

Leia mais:
Quer presentear no Natal com massinha de modelar? Leia antes o guia das massinhas da “mãe nerd”
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Uma massinha que não faz sujeira, pra brincar no banho
Escolhendo brinquedos educativos e ecológicos

Natal 2015

Preocupados com os presentes que seu filho vai ganhar de Natal?

Até o dia 20 de dezembro, os leitores do blog Mamãe Sustentável ganham um descontão de 40% na compra dos sacos de brinquedo da Green is Great. Para saber mais, é só escrever para a Bia contando que soube da promoção pelo blog. O e-mail dela é greenisgreat@greenisgreat.com.br

saco_papai_noel_sustentavel
Composição: tecido reciclado (70% algodão, 30% poliéster de PET)
Tamanho: 1m x 70cm

O saco de brinquedo é uma ótima solução para proteger os bichinhos de pelúcia do pó, organizar peças pequenas, fazer um rodízio de brinquedos para não deixar tanta distração exposta no quarto e mesmo para ter um kit pronto para levar pra casa da vovó, da tia, dos dindos ou para a casa do pai ou da mãe (para quem tem os pais separados), também para passar um final de semana na casa da praia ou na serra ou até como saco de “Papai Noel” mesmo – para a viagem de volta pra casa depois do Natal, carregados de presentes.

Além disso, acaba com a aparência bagunçada do quarto e se torna uma peça decorativa. Com ele, a própria criança aprende a guardar e pegar sozinha os brinquedos que quer. “Nesse sentido, ele é bem didático e estimula o desenvolvimento e a independência da criança”, conta a Bia.

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Técnicas para mudar de posição

Pediatras sempre me orientavam alternar as mamas e a posição que a minha filha fosse mamar. Assim evitaria dores, fissuras no bico (principalmente se a pega não estiver correta e forçar sempre a mesma região) e mamas empedradas ou ingurgitadas. Mudando o bebê de lado e de posição, esvazia bem as mamas, retirando o leite de todos os segmentos mamários.

Pois bem, as posições isoladas parecem fáceis. E como mudar o bebê de posição? O bebê vai ganhando peso, ficando comprido, haja braço para fazer tanta manobra. Precisa fazer tanto esforço?

Eu sempre fui muito atrapalhada e fiz excesso de esforço. Algumas técnicas eu usava quando amamentava usando o sling, mas nunca sem ele. E aí a Dora começou a brincar de amamentar as bonecas e me ensinou o óbvio! Sim, ela me ensinou.

Olha só:

Você pode começar a amamentar na posição que prefere de um dos lados. Por exemplo, na posição clássica na mama direita. Bebê mama no peito esquerdo da mãe e está deitado de lado, com os pés para o lado direito da mãe.

brincando de mamar, me ensinou a amamentar com praticidade

mama esquerda, posição clássica

Esvaziou esse lado ou cansou (você sentiu um desconforto no seio ou na postura ou o bebê parou de mamar, por exemplo). Então ofereça a outra mama.

Para mudar de lado, deixe o bebê na mesma posição, só puxe-o para o lado, posicionando a boca dele na outra auréola. Ou seja, não precisa levar a criança e deitá-la de novo. Se estava na posição clássica, agora está na posição invertida para o lado direito. Agora o bebê continua deitado do mesmo lado, mama no peito direito da mãe, mas seus pés continuam do seu lado direito.

Deslizando

Mamando do lado direito, na posição invertida: só “puxar” pro lado

Terminando, eu anotava em que mama parou. (Hoje, tanto faz, só observo se mamou dos dois lados.)

Passou um tempo, e o bebê quis mamar de novo. (Estima-se que esse intervalo seja de 1h30 a 3h do início da última mamada. Nunca maior do que 4h ou 5h, a não ser que seja madrugada e o pequeno esteja dormindo bem. O ideal é observar a criança e oferecer o peito em livre demanda.)

Agora você começa lá onde parou. Pega o caderninho ou aplicativo e continua, digamos, do lado direito. Dessa vez, começa na posição clássica do lado direito (se terminou desse lado, amamentando na posição invertida). Então, seguindo o exemplo, boca do bebê no peito direito, pezinhos para o lado esquerdo da mãe.

Posicionando a boneca

Posicionando a boneca

Depois, só leva a criança gentilmente e sem muito esforço para o outro peito. Então ela mama na posição invertida do lado esquerdo – peito esquerdo da mãe, deitado do mesmo lado, pés ainda à sua esquerda (aproveitando bem o apoio dos braços da poltrona de amamentação). E por aí vai, invertendo sempre.

Posição invertida, mama esquerda

Posição invertida, mama esquerda

Fácil, não?

Quando o bebê cresce, nada de fazer malabarismo com 15kg! Quer mudar de lado e tá grande demais pra posição invertida ou não tem onde apoiar? Senta a criança e pede pra mudar as perninhas para o outro lado, e ela deita e mama de novo, mas na outra mama. Aos 2 anos e 4 meses (agora, na edição deste texto, quase aos dois anos e meio), ela ainda pede para mudar de lado, geralmente mama umas duas vezes em cada peito. Cansada de levantá-la para mudar de posição e mudar de novo (ela é bem comprida), oriento que ela sente (coloque as pernas pra frente e pra fora) e então seguimos em frente.

Mudando de posição sozinha

Mudando de posição sozinha

A Dora me observa escolhendo roupas e sempre pergunta: “Tem botão a roupa minha? Tem botão a blusa minha? Abre?”. Fica muito feliz quando tem, que a bebê dela vai poder mamar.

Quando saímos para fotografar o mamá, ela pensou demais no assunto e pediu para mamar antes de brincar. Justo.

Saiba mais:
Sobre duto bloqueado, ver página 58 do manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (em pdf)
Para visualizar melhor as posições de amamentação, uma cartilha
Amamentação no segundo ano
Amamentar no sling
Obstáculos da amamentação
O app que eu usei
Aplicativos para amamentação

Rotina

relógio de Vinil - por Rodrigo Terra / flickr
Nos primeiros dias de horário de verão, estou perdida e atrasada! Aos poucos, tento voltar à rotina da Dora. Espero que ainda esta semana a gente fique em paz com o relógio.

Eu achava estranho os pais que se apegavam muito a essa palavra, rotina. Achava exagero. A Dora passou alguns meses sem fazer longas sonecas, mesmo tendo uma certa rotina de atividades (dormia a noite toda na época). Hoje vejo a rotina como sinônimo de disciplina, organização e espaço, liberdade.

Acompanhem nossa rotina dos 2 anos e 4 meses da Dora até poucos dias:

Dorme na cama dela, vem para a cama do casal no meio da noite – talvez 4h ou 5h da manhã. Por volta das 6h mama (amanhecendo) e volta a dormir. Ao acordar, umas 8h, mama de novo, com preguicinha.

Depois que tomamos um café da manhã reforçado (ela come sozinha enquanto eu preparo meu suco), passeamos. Geralmente, vamos a um parque com pracinha. Ela toma água, se der fome no caminho (ou na volta), come castanhas e passas. Atualmente, ama castanha de caju. Compramos orgânica sem sal. Por volta das 11h pede pra mamar um pouco, nem sempre.

Entre 11h30 e 12h30, almoça. Quanto mais cedo, melhor come.

Logo que acorda ou esperando o almoço, fica animada para atividades artísticas, pintar, modelar, desenhar. Sempre é hora de escutar música e dançar ou ler livros.

A partir das 13h30, mama (leitinho materno de sobremesa) e dorme.

Normalmente dorme 50 minutos a 1h e pede pra mamar. Segue dormindo no colo mais 30-90 minutos de sono leve. Boa hora pra sentar na frente do computador e trabalhar um pouco. Às vezes faz uma soneca de 2h direto, geralmente pede pra mamar ao acordar quando é assim. Também faz soneca passeando de carrinho – pelo mesmo tempo (às vezes direto, outras vem pro colo e dorme mais, ou um pouco de mamá e cama). Quanto mais cedo faz a soneca, mais rende o dia – se gastar bastante energia de manhã, fica mais fácil.

O lanche da tarde costuma ser por volta das 15h30, depende um pouco da hora do sono.

Às vezes dá tempo de ir de novo pra pracinha à tarde também. Num dia ideal, seria assim. Geralmente saímos pela manhã e pela tarde.

O banho pode ser na volta da pracinha ou no fim do dia. Se atrasamos muito, é depois da janta, o que evitamos, para não dormir de cabelo molhado.

Janta cedo, a partir das 18h. Às vezes depois das 20h. Pelo menos uma vez por semana, até mais cedo, umas 17h30.

Dorme entre 20h30 e 21h30 idealmente. Nos dias mais agitados ou fora da rotina, pega no sono só perto das 22h. Lemos uma história (ou até cinco ou várias vezes) pra ela dormir. O papai adora assistir um desenho de 5 a 10 minutos antes de dormir – como ela chora pedindo mais ou chama a mamãe pra ler história, são raras essas noites. Não mama mais para dormir à noite, mas muitas vezes pede pra mamar antes de escovar os dentes.

Quando seguimos essa rotina, tudo flui, até sobra mais tempo pra gente. Difícil ter birra. Não fazendo a soneca ou mesmo com soneca menor que o habitual (menos de 1h ou depois de dias consecutivos dormindo pouco), já teve terror noturno, um pesadelo para os pais. Dormindo bem durante o dia, dorme bem à noite.

Ah, o relógio no meu pulso sempre ajuda. Quanto mais cedo forem as refeições, melhor se alimenta. E quanto mais cedo fizer a soneca da tarde (brincar na pracinha no sol da manhã colabora pra que isso seja possível), dorme mais cedo e é melhor sua qualidade do sono.

O que vocês me sugerem para não sofrermos com a mudança de horário? O que muda na rotina de vocês?

Leia mais:
Como identificar o choro do bebê de 0 a 29 meses – pode ser sono

foto: Relógio de Vinil, por Rodrigo Terra / flickr