Crescimento de vegetariana

crescimento

Dora a longo de 2014


Diferente do que dizem sobre crianças vegetarianas, a Dora surpreende com seu tamanho e desenvolvimento. Tem alimentação vegetariana desde a introdução alimentar – na verdade, desde a barriga. Come ovos caipira, mas por enquanto não consome leite e derivados, nem açúcar. Ainda é amamentada no peito.

Seus 19 meses (1 ano e 7 meses), 92cm, 12,600kg com saúde me deixam segura de que fizemos boas escolhas. Nossa decisão foi oferecer à nossa filha alimentos saudáveis, muitos legumes e frutas orgânicos, apresentando a dieta familiar. A pediatra recomendou uma nutricionista infantil, o que nos fez deixar nossas refeições mais incrementadas e saudáveis.

Não consigo me imaginar cozinhando uma carne vermelha ou branca só pra ela “por recomendação médica”. Ela deveria se adaptar e conhecer o que já comemos casa, nossa cultura. Garantimos ômega 3, 6 e 9 usando também o óleo de linhaça, não precisa de peixe.

O que escutei de mães e nutricionistas é que crianças veganas e vegetarianas podem ter crescimento lento, mas longo, e atingirem boa estatura até o final da adolescência. Num sábado, dando uma olhada em livros de nutrição numa feira orgânica, uma senhora me viu com a Dora e me confortou: “Ah, nem te preocupa, os meus sempre foram vegetarianos e agora, oh, são bem mais altos do que eu!”. A Dora sempre esteve com o peso e perímetro cefálico dentro da “curva” (entre linha verde e vermelha superior da tabelada caderneta do Ministério da Saúde), adequados para idade. Sua altura foi progressivamente subindo nos escores, estando agora acima do estimado (além da linha preta superior no gráfico).

Crescimento da Dora

crescimento da Dora

Era esperado que ela fosse alta. Na minha família, dos cinco filhos, pelo menos três irmãos (eu, a irmã mais velha e o irmão mais novo) sempre estiveram acima da média de altura. O pai e o tio também são altos. Certamente nada de sua alimentação até agora a impediu de ter esse crescimento sadio.

O mais legal: oferecendo comida feita em casa, fresquinha e quase sempre inteira (sem triturar), permitimos que ela reconheça os alimentos e se encante por eles. Agora, de vez em quando, se fazemos sopa, ela come (e adora) sopa – mas não a confunde com uma “papinha”. Adora uma berinjela al dente, feijão, frutas! A não ser quando está muito incomodada com os dentes ou com nariz entupido, ela normalmente tem bom apetite. E o que ajuda também é manter um intervalo de pelo menos 2h30 entre as refeições (independente da amamentação, que segue em livre demanda).

Seja qual for a escolha da sua família, vegetariana ou não, se estiver pensando numa introdução alimentar segura e saudável, recomendo para todos, sem restrições: a orientação de uma nutricionista especializada em crianças; permitir que o bebê pegue os alimentos com as mãos (método baby led weaning); o aleitamento materno.

para entenderem a escala da parede

para entenderem a escala da parede

Ah, as tentações!
Somos gaúchos vegetarianos que moram em São Paulo, mas nossos parentes em Porto Alegre, que visitamos com frequência, não são vegetarianos e respeitam nossa escolha. Já fizemos muitas refeições juntos e por enquanto a curiosidade da Dora é maior pelo que está no prato ou no copo dos pais. Fiquei impressionada que ela não se interessou por docinhos que estavam na altura dela na festa de aniversário do primo – mas pediu para repetir o milho que estava na barraquinha do cachorro quente.

Será que vai ser uma dificuldade lidar com essas “tentações”? Pela experiência de uma colega de Pilates, criança criada com alimentação saudável rejeita o que não é saudável e sabe diferenciar o natural do industrializado.

Saiba mais:
Alimentação do bebê: por onde começar?
Receitas para um aniversário saudável
Gravidez saudável

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Toalhas de banho: aquele abraço

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Um presente maravilhoso para bebês é uma boa toalha de banho de algodão orgânico. O símbolo perfeito de um abraço aconchegante. A Dora tem duas toalhas de algodão orgânico que existem para vender no Brasil e que vou comparar aqui para conhecerem melhor.

A primeira que ela ganhou foi a da Nature Purest, marca inglesa que tem lojas próprias em shoppings brasileiros. Bem felpuda, marrom mais escuro, tem orelhas de cachorrinho na toca. É do modelo Cuddle Robe, da coleção Little Leaves.

No começo, não curtia muito secar a Dora recém-nascida com ela, porque, apesar de macia, soltava felpas que grudavam em sua pele, principalmente entre os dedinhos dos pés (como algumas meias). Eu notava quando passava hidratante nela. Não era descamação da pele. Aí, certa vez, deixei a toalha suja no fundo do balde de roupa suja por mais de três dias. Ela umedeceu e mofou um pouquinho. Nós fervemos num panelão apenas com água para tirar o mofo. A recomendação do fabricante é não lavar em temperatura superior a 40ºC. Problemas corrigidos: o mofo se foi, e a tolha parou de soltar pêlos. Uma amiga me contou que nunca teve esse problema com a do filho dela, mas conosco foi assim.

A segunda a Dora ganhou no aniversário de um ano. Pois é, depois de um ano, ainda vale a pena ganhar toalhas boas assim! É brasileira, da Cotton Cloud, revendida em lojinhas de roupas orgânicas para bebês em todo o Brasil. Ela é bem macia também, mas mais fininha, penugem mais rala. De um lado, algodão estampado; atoalhada na parte interna. Cor creme, clarinha. Há desenhos fofos de coelhinhos e, na touca, orelhas de coelho – modelo já fora de catálogo, mas semelhante aos da nova coleção.

As vantagens da nova toalha em relação à primeira é que, além de não termos passado por nenhuma experiência negativa com ela, é brasileira e parece um pouco mais larga. Então facilita a vida dos pais ou cuidadores para secar a criança quando cresce. Quando a toalha é muito estreita, precisamos de uma para tirar a criança do banho e outra para enxugá-la. Mesmo já mais independente, a Dora ama essa toalha.

O que faz a diferença é a disposição, o tamanho é uma ilusão. A da Nature Purest tem formato de losango e touca pequena – essa seria a mesma posição do cueiro para fazer o wrap e enrolar o bebê, mas falta pano nas laterais à medida que a criança cresce. A da Cotton Cloud tem touca maior e formato retangular.

Medidas:
Nature Purest: 94cm x 1m, com 13cm de capuz
Cotton Cloud: 98cm x 66cm, com 22cm de capuz

Sempre usei diretamente, sem precisar de cueiros. No caso da primeira toalha, se tivesse um cueiro bem macio, poderia ter usado com ela e então as felpas não “grudariam” na pele da minha filha. Se você já tem outras toalhas infantis, mas quer o toque macio do algodão orgânico na pele do seu bebê, recomendo investir num cueiro de algodão orgânico, como o da Green is Great, marca brasileira que trabalha com matéria-prima brasileira. O cueiro desta marca não tem capuz, então pode ser usado como uma manta leve nos passeios, na saída de banho com a toalha ou para enrolar o corpo do recém-nascido e começar o banho do bebê.

Saiba mais:
Como dar banho no bebê
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