Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

Atividade para as férias: massinha caseira

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Fazia tempo que eu queria experimentar uma receita bacana de massinha caseira. Mas eu nunca usei corante alimentício e, quando solicitei ao marido comprar, ele me apareceu com mais farinhas: de cenoura, de beterraba, de morango e de amora. A receita que eu tinha deveria ir ao fogo, a beterraba parecia um polvilho, ficava tudo grudento, não tinha jeito. Até que conseguimos brincar e fazer um pãozinho bem puxa-puxa de beterraba no forno no final.

Então encontrei uma receita sem qualquer orientação de cozinhar. Só misturar bem, amassar e armazenar bem. Fácil demais!

medidas

Adaptei para minhas farinhas, dividindo a quantidade de ingredientes pela metade e substituindo uma xícara de farinha de trigo pela de beterraba. Funcionou! Fiz de beterraba e de morango.

Para a de morango, precisei adicionar farinha de trigo a olho até ficar num ponto bom. Para a de beterraba, as xícaras de farinha de trigo podem ser rasas, pois sobrou um pouquinho de farinha na mistura. A que deu certo foi feita assim:

1 xic farinha
1 xic farinha de beterraba
3/4 xic água
1/4 xic sal integral (originalmente iria 1/2 xícara)
1 colher de chá de óleo (usei azeite de oliva)

Mistura à mão, nem leva ao fogo.

Reduzi o sal porque usei sal integral, que é mais graúdo e forte. Desconfio que a de morango não deu certo porque nessa coloquei só uma pitada de sal em vez de 1/2 ou 1/4 de xícara… Comecei a pensar no sabor, que perderia a doçura do morango. Mas é pra brincar, não pra comer. E as gurias nem colocaram perto da boca! A função do sal é conservar a massa – e nessa quantidade o sabor fica ruim mesmo, para não incentivar comer. O cheirinho é naturalmente agradável, tanto o de morango quanto o de beterraba.

Se alguém não puder usar algum dos ingredientes, adapte. Tenho quase certeza de que funcionaria com farinha de arroz. E não é necessário usar corantes, que podem ser alergênicos. Em empórios (quase todos da Zona Cerealista, em São Paulo), há lindos potes coloridos com diversos tipos de farinha.

A Dora amou, podia passar horas brincando. Deixei que ela, aos 2 anos e pouco, e sua amiga Tatá, um ano mais nova, pegassem tiras de macarrão cru para brincar junto. Tínhamos capellini, a massa mais fininha de todas. Da combinação saíram braços, cabelos e velas de bolo.

brincando com massinhas

Leia mais:
Quer presentear no Natal com massinha de modelar? Leia antes o guia das massinhas da “mãe nerd”
Outra atividade recente que adoramos fazer em casa: feijãozinho
Uma massinha que não faz sujeira, pra brincar no banho
Escolhendo brinquedos educativos e ecológicos

Natal 2015

Preocupados com os presentes que seu filho vai ganhar de Natal?

Até o dia 20 de dezembro, os leitores do blog Mamãe Sustentável ganham um descontão de 40% na compra dos sacos de brinquedo da Green is Great. Para saber mais, é só escrever para a Bia contando que soube da promoção pelo blog. O e-mail dela é greenisgreat@greenisgreat.com.br

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Composição: tecido reciclado (70% algodão, 30% poliéster de PET)
Tamanho: 1m x 70cm

O saco de brinquedo é uma ótima solução para proteger os bichinhos de pelúcia do pó, organizar peças pequenas, fazer um rodízio de brinquedos para não deixar tanta distração exposta no quarto e mesmo para ter um kit pronto para levar pra casa da vovó, da tia, dos dindos ou para a casa do pai ou da mãe (para quem tem os pais separados), também para passar um final de semana na casa da praia ou na serra ou até como saco de “Papai Noel” mesmo – para a viagem de volta pra casa depois do Natal, carregados de presentes.

Além disso, acaba com a aparência bagunçada do quarto e se torna uma peça decorativa. Com ele, a própria criança aprende a guardar e pegar sozinha os brinquedos que quer. “Nesse sentido, ele é bem didático e estimula o desenvolvimento e a independência da criança”, conta a Bia.

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Técnicas para mudar de posição

Pediatras sempre me orientavam alternar as mamas e a posição que a minha filha fosse mamar. Assim evitaria dores, fissuras no bico (principalmente se a pega não estiver correta e forçar sempre a mesma região) e mamas empedradas ou ingurgitadas. Mudando o bebê de lado e de posição, esvazia bem as mamas, retirando o leite de todos os segmentos mamários.

Pois bem, as posições isoladas parecem fáceis. E como mudar o bebê de posição? O bebê vai ganhando peso, ficando comprido, haja braço para fazer tanta manobra. Precisa fazer tanto esforço?

Eu sempre fui muito atrapalhada e fiz excesso de esforço. Algumas técnicas eu usava quando amamentava usando o sling, mas nunca sem ele. E aí a Dora começou a brincar de amamentar as bonecas e me ensinou o óbvio! Sim, ela me ensinou.

Olha só:

Você pode começar a amamentar na posição que prefere de um dos lados. Por exemplo, na posição clássica na mama direita. Bebê mama no peito esquerdo da mãe e está deitado de lado, com os pés para o lado direito da mãe.

brincando de mamar, me ensinou a amamentar com praticidade

mama esquerda, posição clássica

Esvaziou esse lado ou cansou (você sentiu um desconforto no seio ou na postura ou o bebê parou de mamar, por exemplo). Então ofereça a outra mama.

Para mudar de lado, deixe o bebê na mesma posição, só puxe-o para o lado, posicionando a boca dele na outra auréola. Ou seja, não precisa levar a criança e deitá-la de novo. Se estava na posição clássica, agora está na posição invertida para o lado direito. Agora o bebê continua deitado do mesmo lado, mama no peito direito da mãe, mas seus pés continuam do seu lado direito.

Deslizando

Mamando do lado direito, na posição invertida: só “puxar” pro lado

Terminando, eu anotava em que mama parou. (Hoje, tanto faz, só observo se mamou dos dois lados.)

Passou um tempo, e o bebê quis mamar de novo. (Estima-se que esse intervalo seja de 1h30 a 3h do início da última mamada. Nunca maior do que 4h ou 5h, a não ser que seja madrugada e o pequeno esteja dormindo bem. O ideal é observar a criança e oferecer o peito em livre demanda.)

Agora você começa lá onde parou. Pega o caderninho ou aplicativo e continua, digamos, do lado direito. Dessa vez, começa na posição clássica do lado direito (se terminou desse lado, amamentando na posição invertida). Então, seguindo o exemplo, boca do bebê no peito direito, pezinhos para o lado esquerdo da mãe.

Posicionando a boneca

Posicionando a boneca

Depois, só leva a criança gentilmente e sem muito esforço para o outro peito. Então ela mama na posição invertida do lado esquerdo – peito esquerdo da mãe, deitado do mesmo lado, pés ainda à sua esquerda (aproveitando bem o apoio dos braços da poltrona de amamentação). E por aí vai, invertendo sempre.

Posição invertida, mama esquerda

Posição invertida, mama esquerda

Fácil, não?

Quando o bebê cresce, nada de fazer malabarismo com 15kg! Quer mudar de lado e tá grande demais pra posição invertida ou não tem onde apoiar? Senta a criança e pede pra mudar as perninhas para o outro lado, e ela deita e mama de novo, mas na outra mama. Aos 2 anos e 4 meses (agora, na edição deste texto, quase aos dois anos e meio), ela ainda pede para mudar de lado, geralmente mama umas duas vezes em cada peito. Cansada de levantá-la para mudar de posição e mudar de novo (ela é bem comprida), oriento que ela sente (coloque as pernas pra frente e pra fora) e então seguimos em frente.

Mudando de posição sozinha

Mudando de posição sozinha

A Dora me observa escolhendo roupas e sempre pergunta: “Tem botão a roupa minha? Tem botão a blusa minha? Abre?”. Fica muito feliz quando tem, que a bebê dela vai poder mamar.

Quando saímos para fotografar o mamá, ela pensou demais no assunto e pediu para mamar antes de brincar. Justo.

Saiba mais:
Sobre duto bloqueado, ver página 58 do manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (em pdf)
Para visualizar melhor as posições de amamentação, uma cartilha
Amamentação no segundo ano
Amamentar no sling
Obstáculos da amamentação
O app que eu usei
Aplicativos para amamentação

Rotina

relógio de Vinil - por Rodrigo Terra / flickr
Nos primeiros dias de horário de verão, estou perdida e atrasada! Aos poucos, tento voltar à rotina da Dora. Espero que ainda esta semana a gente fique em paz com o relógio.

Eu achava estranho os pais que se apegavam muito a essa palavra, rotina. Achava exagero. A Dora passou alguns meses sem fazer longas sonecas, mesmo tendo uma certa rotina de atividades (dormia a noite toda na época). Hoje vejo a rotina como sinônimo de disciplina, organização e espaço, liberdade.

Acompanhem nossa rotina dos 2 anos e 4 meses da Dora até poucos dias:

Dorme na cama dela, vem para a cama do casal no meio da noite – talvez 4h ou 5h da manhã. Por volta das 6h mama (amanhecendo) e volta a dormir. Ao acordar, umas 8h, mama de novo, com preguicinha.

Depois que tomamos um café da manhã reforçado (ela come sozinha enquanto eu preparo meu suco), passeamos. Geralmente, vamos a um parque com pracinha. Ela toma água, se der fome no caminho (ou na volta), come castanhas e passas. Atualmente, ama castanha de caju. Compramos orgânica sem sal. Por volta das 11h pede pra mamar um pouco, nem sempre.

Entre 11h30 e 12h30, almoça. Quanto mais cedo, melhor come.

Logo que acorda ou esperando o almoço, fica animada para atividades artísticas, pintar, modelar, desenhar. Sempre é hora de escutar música e dançar ou ler livros.

A partir das 13h30, mama (leitinho materno de sobremesa) e dorme.

Normalmente dorme 50 minutos a 1h e pede pra mamar. Segue dormindo no colo mais 30-90 minutos de sono leve. Boa hora pra sentar na frente do computador e trabalhar um pouco. Às vezes faz uma soneca de 2h direto, geralmente pede pra mamar ao acordar quando é assim. Também faz soneca passeando de carrinho – pelo mesmo tempo (às vezes direto, outras vem pro colo e dorme mais, ou um pouco de mamá e cama). Quanto mais cedo faz a soneca, mais rende o dia – se gastar bastante energia de manhã, fica mais fácil.

O lanche da tarde costuma ser por volta das 15h30, depende um pouco da hora do sono.

Às vezes dá tempo de ir de novo pra pracinha à tarde também. Num dia ideal, seria assim. Geralmente saímos pela manhã e pela tarde.

O banho pode ser na volta da pracinha ou no fim do dia. Se atrasamos muito, é depois da janta, o que evitamos, para não dormir de cabelo molhado.

Janta cedo, a partir das 18h. Às vezes depois das 20h. Pelo menos uma vez por semana, até mais cedo, umas 17h30.

Dorme entre 20h30 e 21h30 idealmente. Nos dias mais agitados ou fora da rotina, pega no sono só perto das 22h. Lemos uma história (ou até cinco ou várias vezes) pra ela dormir. O papai adora assistir um desenho de 5 a 10 minutos antes de dormir – como ela chora pedindo mais ou chama a mamãe pra ler história, são raras essas noites. Não mama mais para dormir à noite, mas muitas vezes pede pra mamar antes de escovar os dentes.

Quando seguimos essa rotina, tudo flui, até sobra mais tempo pra gente. Difícil ter birra. Não fazendo a soneca ou mesmo com soneca menor que o habitual (menos de 1h ou depois de dias consecutivos dormindo pouco), já teve terror noturno, um pesadelo para os pais. Dormindo bem durante o dia, dorme bem à noite.

Ah, o relógio no meu pulso sempre ajuda. Quanto mais cedo forem as refeições, melhor se alimenta. E quanto mais cedo fizer a soneca da tarde (brincar na pracinha no sol da manhã colabora pra que isso seja possível), dorme mais cedo e é melhor sua qualidade do sono.

O que vocês me sugerem para não sofrermos com a mudança de horário? O que muda na rotina de vocês?

Leia mais:
Como identificar o choro do bebê de 0 a 29 meses – pode ser sono

foto: Relógio de Vinil, por Rodrigo Terra / flickr

Sebastião

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Não existe felicidade maior para quem escreve do que ter retorno de um leitor. No meu caso, ainda mais feliz ao ter recebido o contato da mamãe sustentável Luciana Portella, de Santa Maria/RS, que acompanha o blog desde o começo da gravidez e decidiu utilizar fraldas de pano no seu filho. Quando estava com 28 semanas, ela me mandou um e-mail para tirar algumas dúvidas. Recentemente, me escreveu de novo.

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Sebastião já está com 4 meses. E vejam que corajosa: em pleno inverno gaúcho, que, além de frio, é úmido, ela encarou usar fraldas de pano direto. Antes disso, o pitoco tinha 10 fraldas de pano modernas – então, até lavar e secar (lembrando que com umidade no ar, demora mais; nos primeiros meses, se troca mais seguido), era pouco. “Agora comprei mais. Está sendo ótimo, elas são gostosas e lindas”, me contou Luciana.

Sebastião

Sebastião em suas fraldinhas lindas e ecológicas

Ele está usando principalmente fraldas Dipano. Segundo sua mamãe, “são bem boas, parecem durar bastante”. Como todas, o único cuidado é com a impermeabilização. “Mas sempre faço um enxágüe extra e uso pouco sabão”, aconselha. Eles também gostaram bastante da Nós e o Davi. Das biodegradáveis, usaram no começo bastante as Wiona: “Muito boas, só são meio caras, mas achei bem melhor que as comuns da Pampers que experimentei junto”.

Luciana, esqueci de comentar. Se notar que impermeabilizou, não precisa esperar lavar mais uma vez. Usa assim mesmo, mas com um absorvente de algodão por cima (não dentro do bolso). Funciona superbem. Mesmo com uma fraldinha de pano Cremer bem dobradinha como absorvente. Depois lava de novo com pouco sabão!

LUCIANA

Mamãe Luciana

Quando a consultei para compartilhar a experiência dela com vocês, Luciana não hesitou. “O efeito que causa nas pessoas quando vêem as fraldas vale tanto quanto a economia de recursos que elas proporcionam.” Já podemos ver que ela está se saindo muito bem como mãe, mamãe sustentável e corajosa. Nas palavras dela, “a maternidade é uma vivência única, cheia de novas experiências”.

 

Saiba mais:
O que motivou este blog
Meus 5 motivos para usar fralda de pano
Um guia bem bacana pra quem tá começando

Desfralde noturno

Socorro bem-vindo: trio da Fralda Bonita

Socorro bem-vindo: trio da Fralda Bonita

Não imaginava que minha filha desfraldaria à noite também. Mas pouco depois de desfraldar, passou a pedir para não colocar fraldas para dormir. Acordava sequinha mesmo. E assim passamos meses sem xixi na cama em casa.

Se a gente morasse um pouquinho mais ao Sul, não teria feito o desfralde noturno ainda este ano. No frio, com umidade ou depois de passar um pouco de frio durante o dia (acostumada a tirar sapatos e casaco dentro de casa), os acidentes podem ser mais frequentes à noite. Pelo menos foi a nossa experiência neste inverno, visitando a família em Porto Alegre e passeando na Serra Gaúcha, em Gramado.

Confesso que estava com saudades de ver aquele bumbum fofinho protegido por uma fralda de pano linda. Tanto tempo sem usar, que já tinha esquecido de colocar fraldas na mala. E é sempre assim, não é? Esquece um item na mala, é desse que a gente mais precisa.

Na verdade dessa vez eu tinha levado. Uma. Só uma capa, mas nenhum absorvente extra para o bolso da fralda.

Que desespero! Nem lembro exatamente como fiz pra me virar nos dias seguintes. Passei praticamente a não dormir mais à noite. Estávamos dividindo quarto, então eu ficava esperta. A qualquer movimento dela para acordar e querer vir para minha cama, eu a chamaria para ir ao banheiro. E ela ía, bem zumbi. Se bem me recordo, a noite do acidente foi intercalada com uma noite seca e talvez mais uma noite molhada, algo assim.

Quem nos salvou foi a Bettina, da Fralda Bonita. Na manhã seguinte ao acidente, um sábado, liguei pra ela. Por sorte, minha sobrinha, que já não é mais bebê (temos 8 anos de diferença), estava em Gramado. Seria difícil pronta-entrega de tamanho grande, muito menos já lavada (temos que lavar cinco vezes pra tirar a goma do tecido antes de começar a usar). Casualmente, ela tinha algumas fraldinhas usadas e fez a gentileza de nos dar.

Como se não bastasse nos socorrer em pleno final de semana, ainda nos mandou um mimo. Um pinguim de pano fofíssimo, que a Dora amou, não largou e dormiu agarrada já naquela noite. Muita gratidão, Bettina!

Foi só voltar pra São Paulo, que ela já voltou a dormir sem fraldas. Para uma visita à família no RS em outubro, quando ainda tem feito frio (depois de um inverno quente lá também), estamos levando mais algumas fraldinhas de pano. E o presente da Bettina (exceto o brinquedo) está nos esperando na casa da vovó, por garantia!

Leia mais:
Os primeiros passeios sem fralda
Como lavar as fraldas de pano
Fraldas impermeabilizadas ou vazando? Veja o que fazer

Feijãozinho

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foto: Marília – Uma brasileira na Croácia

Convidei a mamãe sustentável Marília, uma brasileira na Croácia, para nos contar sobre as lembrancinhas do aniversário da sua filha Maíra. Ela plantou feijão em lâmpadas incandescentes. Uma ótima ideia de lembrança também para chá de bebê, por exemplo, principalmente quando não se revelou ainda o sexo do bebê – que ainda é um “feijãozinho”.

Acho lindo decorar uma festa com lâmpadas pendentes recheadas com flores. A ideia da Marília, com o pezinho de feijão germinando, me surpreendeu pela graça, simbologia e originalidade. Não deixa de ser uma atividade Montessori para fazer com as crianças e permitir que acompanhem o desenvolvimento da plantinha – Marília aplica o método de Maria Montessori na educação de sua filha (e já me deu dicas valiosas, pelas quais sou muito grata).

Veja como fizeram:

Lembrancinha da Maíra: Feijão plantado na lâmpada!

Desde que vi as diferentes utilidades de uma lâmpada vazia no Pinterest da minha amiga Luísa, deste blog, fiquei encantada! Ano passado, usamos uma para fazer um arranjo de flores para o aniversário. Este ano procurei várias lembrancinhas ecológicas para fazer em casa para o aniversário da minha filha de 2 anos, mas não encontrei nada como eu queria. Aí me veio a ideia de plantar um feijão e colocar na lâmpada! A ideia era algo que ela pudesse acompanhar desde pequena, perceber a importância de cuidar todos os dias da plantinha e ver o seu crescimento. Funcionou direitinho!

Primeiro, assisti a uns vídeos no Youtube para ver como plantar, pois a última vez que plantei feijão foi num potinho de danoninho no jardim de infância! Tudo muito fácil e rápido, o famoso algodão embebido em água e no meio o feijão. Depois, plantamos em um pratinho de vidro, regando todos os dias e sempre deixando o algodão úmido e em local iluminado. Em três dias, começou a brotar, pois estava super quente. A cada dia, acompanhamos o crescimento, que é visível a olho nu! A Maíra ficou super entusiasmada e eu, mais ainda! Quando o broto tinha saído da semente, replantamos na lâmpada usando uma pinça. Colocamos 2/3 de terra e bem no meio, num buraquinho, o feijão brotado.

Hoje o feijão está em flor! A foto é de uma semana atrás. Fiquei super feliz com o resultado da experiência e continuamos diariamente regando e cuidando do nosso feijão! As crianças e as mães adoraram a lembrancinha e foi uma ótima oportunidade de reciclar e reaproveitar de uma forma criativa e bonita as lâmpadas usadas!

Muito lindo, né? Pode entregar a muda ainda no algodão também.


Saiba mais:
O passo a passo detalhado de como plantar feijão no algodão
Passo a passo com fotos de como trabalhar a lâmpada incandescente
O que Maria Montessori dizia sobre o contato com a natureza
Como a gente fazia na escola
Outras ideias de lembrancinhas
O blog da Marília
Pinterest da Mamãe Sustentável

Experimentamos: massinha para banho

Fui na Lush Cosméticos olhar produtos pra mim e, pra minha surpresa, quem saiu ganhando foi a Dora. Conhecemos a FUN – massa modelável para limpeza. Uma massinha de modelar que serve como shampoo e sabonete (e é vegana). Dora ganhou a vermelha e a rosa.

Logo que abri o pacote pela primeira vez, pensava que me arrependeria. Começamos pelo vermelho, de tangerina. Seco, ela grudou em tudo antes de entrar no banho. O banheiro branquinho ficou… Vermelho!

massinha vermelha

Sem estresse. Só passar água e sumiu tudo. Nada ficou manchado, nem o rejunte. Por precaução, acho melhor entregar a massinha depois que a moça já entrou no banho (e não ainda de pijama, como na primeira experiência e fotos).

Criança geralmente não quer entrar no banho. E depois não quer sair, né? Agora ela pede e insiste. Depois que acabou, é até mais fácil sair. Não tem como ficar horas brincando porque se desfaz! Tem que cuidar pra não desperdiçar, deixar desmanchar sem espalhar a espuma no corpo, aí sim vai ser difícil economizar água.

massinha de banho

O melhor de tudo isso é que essa brincadeira está incentivando ela se dar banho sozinha. A mocinha de 2 anos e 3 meses já sabe usar o produto melhor que a mamãe. Ela modela logo que entra no banho e então fica esperando se dissolver e desmanchar na água, fazendo bastante espuma. Só aí espalha pelo corpo. Rende bem.

Eu não tenho a mesma paciência. Faço uma bolinha pequeninha e já grudo no cabelo dela para depois espalhar com um pouco d’água. A técnica dela é melhor. Então comecei a pegar um pedacinho e fazer uma bolinha no banho, criando bastante espuma ao modelar – não precisa de muita massinha pra fazer espuma.

No começo estava com receio de usar na cabeça.  Se fosse bebezinha, acho que evitaria pelas cores. Mas aprovei, lava bem, sua composição é natural. Lavando a cabeça, não arde os olhos – só que se colocar a mão cheia de espuma diretamente no olho, aí sim.

Ambos são muito cheirosos, quem passa perto da prateleira já sente. O rosa parece irresistível, no entanto o perfume de tangerina é mais marcante e muito gostoso depois do banho, com cabelo seco, ao menos para a minha sensibilidade. Não chegamos a brincar com mais de uma cor no banho para não misturar os perfumes. A recomendação é usar o vermelho nos banhos da manhã, para acordar. O rosa é mais suave e pode ser usado à noite.

É importante armazenar em um local bem seco, pode ser na própria embalagem de “bala” fechada. Se sobrar um pouco que usou, deixe secar e então guarde em um lugar bem fechado e seco. Se deixar numa saboneteira, molhando, já era!

Leia mais:
Da cabeça aos pés – resenhas de shampoos 2 em 1 para bebês

Lembrancinha feita em casa

lembrancinhasNeste segundo aniversário, não resistimos às lembrancinhas, mesmo fazendo a festa num salão para 25 pessoas (talvez mais empolgados por isso). A Dora ama desenhar e pintar, o tema da festa era “gato” (e “estrelas”), e ela também ama sacolas e bolsas. Pronto! Nossa lembrancinha para crianças pequenas e grandes foram mini-sacolas ecológicas feitas em casa, com uma máscara de gatinho para pintar desenhada e recortada pela mamãe e um pacote de giz de cera coloridos.

mascaras

Minha ideia inicial era desenhar o gatinho também nas sacolas, mas nem foi preciso. A vovó encontrou apliques de gatinhos e estrelinhas, desses que basta passar a ferro para colar. Se a Dora já estivesse numa fase mais adiantada nos desenhos, certamente pediria para ela mesma decorar as sacolas.

Para a aniversariante, alguns convidados deixaram recadinhos ou desenhos feitos com os papeis coloridos da decoração e já usando os materiais de suas lembrancinhas.

sacolas

Para quem mora em São Paulo, onde encontramos nossos principais materiais:

_algodão cru: na Niazi, na região da 25 de março (dica da minha amiga Lia)
_rolo com a corda para as alças da bolsa em algodão cru no Rei do Armarinho, na região da 25 de março
_giz de cera Leo & Leo: nos Armarinhos Fernando, na região da 25
_máscaras de papel kraft (achei o papel cartão que tinha em casa muito difícil de furar): encontra-se rolos em qualquer papelaria

E precisa mesmo de lembrancinha? Precisar, não precisa. Tem muita gente que não dá ou esquece de entregar. Acho elegante dar uma lembrança como sinal de gratidão para todos os que foram e alegraram a festa. Nem que seja um pratinho de “doces”. Mais legal ainda se, nesse pequeno presente em agradecimento, pudermos transmitir ideias que defendemos, como incentivar o uso da sacola ecológica, estimular a criatividade das crianças ou literalmente distribuir sementes.

 

Mais ideias de lembrança:
Lembrancinhas do primeiro aniversário
Sementes de lembrancinha