Receba posts por e-mail

Bom dia!

Aqueles que participaram do sorteio e, na inscrição, pediram para seguir o blog por e-mail receberão uma mensagem como esta para confirmar a assinatura:

image

Clicando em “confirm follow”, você será redirecionado para uma página do WordPress onde poderá escolher com que frequência quer receber esses e-mails: imediatamente, diariamente ou semanalmente. Então basta clicar no botão “save changes”.

image

Se você não solicitou e quer assinar, entre em um navegador (do seu tablet ou computador) no site http://www.blogdamamaesustentavel.wordpress.com e clique no sinal de “+” do pop-up “follow”.

image

Preencha seu endereço de e-mail no campo em branco e clique no botão para seguir:

image

Em caso de dúvida, escreva para blogdamamaesustentavel@gmail.com

No museu com o bebê

20130926-101049.jpg

Leda e o Cisne, de Leonardo da Vinci

Gosto de aproveitar esta fase de exclusividade da amamentação para voltar a fazer minhas atividades e passeios que possa estar acompanhada da Dora. É prático, não preciso temer ficar muito tempo longe de casa, que tem sempre leite pronto pra ela. No máximo, os passeios vão alterar um pouco a rotina e atrapalhar um pouquinho o sono. Até agora, sair para ficar parada e encontrar muita gente por um longo período do dia, sim, interferiu nas horas de sono. Caminhar, passear e mostrar o mundo para o bebê, pelo contrário, traz até qualidade ao sono.

Aos quatro meses (e até um pouco antes), a Dora já estava muito observadora. A primeira experiência dela com obras de arte foi na galeria do restaurante vegetariano Veggie’s na Praça, no Espaço Buenos Ayres, que fica em frente à Praça Buenos Aires, em Higienópolis, em São Paulo. Ali tive segurança de que ela pode me acompanhar numa exposição. Ela ficou vidrada no colorido dos quadros! Assim como já fazemos no cinema, ela vai se acostumando ao ambiente e aprendendo a se comportar nesses lugares.

20130926-101041.jpg

Madonna con Bambino, de Carlo Crivelli

Aos cinco meses, levei-a para conhecer um pouco de Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano, Botticelli, Veronese, Il Bassano, entre outros artistas italianos na exposição Mestres do Renascimento no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Devido à grande procura, a exposição foi prorrogada até 29 de setembro – tanto que no site oficial, até a publicação deste texto, a data não estava atualizada. Supus que no meio da semana, à tarde, o movimento seria tranquilo. Imagine: chegando perto do CCBB, já se via as grades para organizar a entrada dos visitantes. Aí está mais uma vantagem de ir ao museu com criança de colo, você não enfrenta a fila. Procure o segurança na porta principal, e ele te conduz até o caminho do elevador.

São três andares de exposição mais um de cronologia e vídeos no subsolo, tudo gratuito. Uma sala por andar, mais de 50 obras. Só não visitamos o subsolo, porque estava tarde e o elevador mecânico estava quebrado. Para os demais pisos, havia um elevador onde cabem um carrinho e três pessoas bem apertadas além da ascensorista. Começamos passeando com o carrinho (mas a Dora no colo), depois o deixamos estacionado nas entradas das salas, supervisionado pelos seguranças.

Eram várias Madonna con Bambino nas telas enquanto a Dora era o único bebê visitante. No mesmo dia, no entanto, outros cinco bebês haviam aparecido, a maioria filhos de turistas estrangeiros, segundo os funcionários do centro cultural. Logo de cara, a Dora já quebrou o silêncio do 4º andar com suas impressões sobre as obras. Deu gritinhos de alegria, estava mesmo feliz de estar ali. Continuou com seus barulhinhos e teve paciência de ver tudo até o final. A luz das salas era suave, o ar bem forte para a conservação das pinturas. O que chamava mais a atenção do bebê não eram os drapeados, coloridos nem a iluminação dentro ou fora dos quadros; as pessoas eram mais interessantes. Foi simpática, sorriu e gargalhou para seguranças e visitantes, mesmo para quem não fazia gracinha pra ela.

20130926-101024.jpg

Madonna con Bambino e Santa Catarina,
de L’Ortolano

Corra pra lá até domingo, que está acabando! Indo ao CCBB-SP, não deixe de fazer uma parada na doçaria portuguesa Casa Mathilde para comer um docinho, sentar e amamentar e aproveitar que estão inaugurando o trocador (não chegamos a experimentar, mas os doces – bem doces e grandes – realmente recomendo). Para quem nunca foi, é mais fácil chegar de metrô, Sé ou São Bento – ali não passa carro. Nós fomos a pé.

Agora estamos planejando visitar a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, que vai até 10 de novembro.

Algumas dicas para levar um bebê no museu:
* Evite dias ou horários muito cheios;
* Prefira museus ou centros culturais com espaços abertos ou de fácil circulação – geralmente há bancos para sentar e observar as obras, além de um café ou restaurante;
* Preste atenção no bebê e faça uma pausa para amamentar se necessário; se a criança estiver muito agitada, dê uma volta e continue a olhar a exposição depois;
* Leve sempre uma mantinha, fraldinha de boca, gorro ou casaco com capuz, pois as salas de exposição (ou as entradas delas) costumam ter ar condicionado forte.

Saiba mais:
Sobre a exposição Mestres do Renascimento no CCBB-SP
A representação das crianças nas obras de arte no artigo A criança nasceu no Renascimento

Transporte público com bebê em SP

No Dia Mundial Sem Carro, vamos falar de transporte coletivo. Neste ano, várias manifestações no Brasil foram desencadeadas do protesto estudantil pela tarifa zero do transporte público. Deveria existir uma lei para que mães em licença maternidade não pagassem tarifa de ônibus ou metrô, ao menos as contribuintes individuais do INSS.

Gestantes e portadores de criança de colo não são isentos de cobrança, mas têm prioridade no embarque e nos assentos. Ainda não tive coragem de andar de ônibus com bebê de colo, geralmente prefiro andar a pé no mesmo trajeto. De metrô, já experimentamos duas formas: com babysling e com carrinho.

Com sling, sem dúvida, é mais prático, ainda mais se você não for caminhar muito depois e puder ficar com a criança o tempo todo no colo/no carregador. O que dificulta é que os outros passageiros não vêem (ou fingem que não vêem) que você carrega um bebê – e você vai precisar sentar. O sling é prático até para amamentar dentro do trem se preciso. Infelizmente os assentos prioritários nem sempre são ocupados por passageiros com prioridade e quem costuma se levantar para ceder seu lugar são pessoas que compreendem sua necessidade pois geralmente elas também deveriam estar sentadas (idosos e pessoas com o braço enfaixado foram as mais solícitas quando andamos de metrô).

20130922-214401.jpg

Novo elevador na Estação Sumaré

Andando sozinha com a Dora para ir a uma consulta médica, por exemplo, não tenho alternativa a não ser levar o carrinho. Com carrinho no metrô, a gente fica dependente da acessibilidade das estações de embarque, baldeação e desembarque. Siga as indicações de embarque preferencial, mas se informe antes se o elevador está funcionando e em qual andar você deve descer. Em São Paulo, há vários elevadores novos nas estações, mas não estão bem sinalizados em qual plataforma você deve descer para o destino ou linha que for pegar. As filas de espera são concorridas, então um simples erro pode atrasar muito sua viagem.

20130922-214354.jpg

Ao entrar no vagão, observe as sinalizações de bicicleta ou cadeirante. Nesses vagões sinalizados há um espaço para estacionar o carrinho – geralmente entre a porta e um assento preferencial. O condutor do carrinho deve ficar de pé, e as rodinhas do carrinho devem ser travadas. A criança, se permanecer sentada, deve ficar presa com o cinto afivelado.

20130922-214348.jpg

O carrinho travado pode ficar ao lado da porta, liberando a circulação

A parte mais complicada com carrinho, na minha experiência em São Paulo, foi a interligação das linhas amarela e verde. Para subir da linha amarela até o andar da verde na estação Paulista/Consolação tem elevador, mas ele não te deixa na plataforma, pois seriam duas estações diferentes. Se você sair pelo lado de fora, deverá pagar nova passagem para embarcar. A ligação interna é feita por uma esteira rolante por onde não é seguro andar de carrinho, mesmo que travado. O corredor sem esteira é geralmente ocupado no sentido de quem vem da Paulista ou linha verde e vai para a linha amarela, não no sentido contrário. Andar contra a maré com carrinho é impossível. O único jeito viável seria ter o apoio de um funcionário do metrô nesse trecho, para fechar o carrinho, pegar o bebê no colo e carregar o carrinho fechado. Como são duas concessões diferentes, os funcionários não costumam atravessar de uma estação a outra. Atravessamos com o carrinho aberto na esteira para não mais voltar por esse caminho. Nesse trajeto ou na maioria, sempre que possível, prefira os horários de menos movimento.

20130922-214409.jpg

Bilhete especial para gestantes

No ônibus, na Capital, em São Paulo, grávidas a partir do quinto mês de gestação e portadores de criança de colo podem desembarcar pela frente do carro, pagando passagem, em função da dificuldade em atravessar a roleta/catraca. Cobradores que enxergam o barrigão são compreensivos. Em São Paulo, existe um bilhete único para gestantes, que lhes concede o direito do desembarque pela frente do ônibus. Até eu descobrir que isso existia, já estava quase no final da gravidez. Como seria um bilhete igualmente pago, preferi continuar com o meu normalmente. Não foi por isso que deixei de desembarcar pela frente – no final, era impossível fazer diferente.

O primeiro trimestre de gravidez é o mais difícil, pois a barriga ainda não é visível, o embarque e desembarque é normal e a gestante pode até ficar constrangida em sentar na poltrona preferencial. A náusea no começo da manhã fica acentuada com o movimento do ônibus, então aproveite seu direito. Peça licença e sente-se.

O benefício do desembarque pela frente deveria ser estendido ao acompanhante. Para passar o bilhete ou pagar a passagem e para descer do ônibus, o acompanhante ajuda bastante. Esperar o acompanhante desembarcar pra te buscar na porta é bem demorado e não são todos os motoristas que têm paciência de esperar. Descer o degrau desnivelado da calçada com o barrigão é bem difícil. Não vou esquecer um dia em que estava indo fazer yoga para gestantes, e um velhinho me deu a mão para desembarcar do ônibus. Podíamos cair todos! Mesmo assim, foi bonito.

Para viagens longas no Brasil é uma vergonha, não existe uma opção mais sustentável. Produzindo o documentário Magnífica Desolação, de Fernando Coimbra, fiquei apavorada com a diminuição da malha ferroviária e como não há mais trens de passageiros – já são raros os turísticos. Acabamos dependendo dos ônibus ou do avião. Pelo menos são fretados, mas isso pode ser tema de futuros posts.

Saiba mais:
Esta é a Semana da Mobilidade em São Paulo, de 18 a 25 de setembro
As aventuras de outra mãe pelo metrô paulistano no ano passado
São raros os pais que escolhem o metrô, mas eles existem

Cinco discos

3discos_blog
Tentei escolher três, mas vou precisar falar dos cinco discos que não saem do nosso CD player. Qualquer um deles é um bom antídoto para choro de bebê. Pelo menos quando o choro não é de fome, nem de fralda suja, nem de colo, e carinho, careta, brinquedo, nada resolve – coloque o disco pra tocar e dance com o bebê. Alegria imediata!

arcadenoc3a91980
A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes
Voltei a escutar desde a gravidez. É impressionante como a memória musical nos faz voltar à infância, a refletir como foi nossa educação, nos traz as boas lembranças que quero transmitir para minha filha. Tinha um LP em casa, cuja capa terminou bem rasgada, eu arrancava os bichinhos colados nela… Foi um disco tão marcante da minha infância, que tenho quase uma relação de amor e ódio com ele. Tem dias que não consigo escutar algumas faixas, outros que escutamos com prazer o disco inteiro. Por isso acabo preferindo a última, talvez a primeira (mais incidentais, menos enjoativas) e a nove, A Casa. A Dora adora essa música. Aos quatro meses e meio, quando escuta o começo já abre um sorriso e mal pode esperar o final bem alegre, quando dá gritinhos de felicidade.

O CD da edição original pode ser encontrado baratinho nas lojas, por cerca de R$ 10,00. Em outubro, o disco ganhará nova edição, gravado com vários artistas contemporâneos, sob coordenação de Adriana Calcanhotto, integrando os eventos pelo centenário do nascimento do Vinícius. Está em produção também um longa-metragem em animação do álbum, com roteiro de Sérgio Machado. A vantagem da produção de uma animação ser um processo longo é que, até o filme ficar pronto, a Dora vai entender e curtir mais – só torço para que não demore muito.

20130917-101301.jpg
Partimpim 3, de Adriana Calcanhotto
Algumas faixas remetem ao Arca de Noé, ótimas canções de bichinhos (Criança Crionça e O Pato – um pato que não acaba na panela), outras são fofíssimas (Salada Russa e Por que os peixes falam francês). A maior parte do disco é de regravações (Taj Mahal, Lindo Lago do Amor, Passaredo, De Onde Vem o Baião, etc.). Aqui em casa, geralmente as duas últimas faixas, 10 e 11, ficam no modo repeat. Escutamos mais à noite, principalmente quando a Dora não quer pegar no sono. A partir da faixa 9 estão as canções de ninar do disco. A penúltima é a Também Vocês, que aqui é mesmo um mantra que escutamos sem parar até ela dormir. E é mesmo quase uma oração. A letra é um poema lindo. Ela começa com “hora de quietinho”, mas confesso que entendia “ora-te quietinho”. Vou reproduzir aqui:

Também Vocês (Adriana Partimpim)
Hora de quietinho
De se cobrir com a noite lá fora
E de deixar-se ir
Monstros sob a cama, também vocês
Hora de dormir

Nunca dizer nunca
Cair levantar
Ver com olhos novos
Se maravilhar

Nunca dizer nunca
Cair levantar
Gostar do presente
Gostar de gostar

Hora de quietinho
De se cobrir com a noite lá fora
E de deixar-se ir
Monstros sob a cama, também vocês
Hora de dormir

capa_u2-272x272
MPBaby U2, por Reginaldo Franzatto Jr.
Ganhamos de uma grande amiga Gabi, que já veio nos visitar em São Paulo só pra ir em show do U2! Escutei muito na gravidez, selecionei uma música para o set list do parto – que estava tocando quando estava na banheira e a médica chegou – e agora costuma ser o calmante a qualquer momento do dia. Como outros discos do gênero, é apenas violão. Até o papai, que não é grande fã do U2 e tem preconceito com covers e versões no geral, concorda que esse disco é bem legal e funciona com o bebê. A seleção de músicas foi ótima.

20130916-233941.jpg
Música de Brinquedo, do Pato Fu
Esse ganhamos da Paula, colega de pilates. O disco todo é excelente, difícil preferir uma faixa. Desde bem pequeninha a Dora já prestava bastante atenção e até agora curte as músicas. Para quem nunca escutou, o álbum foi gravado apenas com instrumentos de brinquedo, mas traz regravações com resultado profissional. Talvez minhas preferidas sejam Ovelha Negra, Primavera (Vai Chuva), Ska e Live and Let Die (yes, Paul McCartney cantado por crianças). Para tardes animadas.

marcelojeneci_feitopraacabar
Feito pra Acabar, do Marcelo Jeneci
Não é infantil, mas é delicioso. Bom até para as tardes de chuva, nos faz lembrar que o sol está lá. “Felicidade é só questão de ser/ Quando chover deixar molhar/ Pra receber o sol quando voltar” (Felicidade). Algumas vezes a Dora se assusta com o começo de Copo D’Água. Além de tudo é um álbum que merece a versão palpável, gostoso de manusear as páginas de polaroides com as letras. Pelo menos na versão que conheço o material é impresso em papel reciclado e muito bonito.

3discos_dora1

 

Saiba mais:
Mais motivo para dançar com seu filho ou simplesmente dançar no pós-parto, por A Vida Quer

Derrubando mitos (e bactérias)

Estava com este post encaminhado quando recebi a mensagem de um pai leitor pedindo ajuda para reunir argumentos para que suas filhas, de 13 meses, possam continuar a usar fraldas de pano na creche. A desculpa da escolinha é que a fralda suja parada durante o dia, mesmo bem armazenada, cheira mal e as bactérias proliferam. Minha dica é: óleo de malaleuca neles!

20130913-231046.jpg

Óleo essencial orgânico de tea tree da Herbia

O óleo essencial de tea tree (malaleuca alternifolia), também conhecido como TTO (tea tree oil) tem efeito bactericida e fungicida. A maleleuca alternifolia (ou árvore-do-chá) é um arbusto nativo da Austrália. No Brasil, é exclusividade da Herbia a versão orgânica desse óleo essencial, mas existem outros fabricantes.

Basta pingar de quatro a seis gotas na máquina de lavar – pode ser no primeiro enxágue. É mais eficaz colocar na máquina do que de molho em um balde d’água, porque o óleo não se dissolve em água (conforme este artigo), mas suas moléculas são quebradas e bem distribuídas com o movimento da máquina. Faça um segundo enxágue para deixar as fraldas prontas para o uso.

Para evitar proliferar bactérias ou manchas de mofo, tente lavar seguido. Seja consciente, não precisa fazer várias lavagens ao dia. É só não deixar sujo por uns três dias. Mas não há problema em deixar para lavar no dia seguinte com mais peças.

Quanto ao cheiro – o mau cheiro impregna se a fraldinha for lavada com excesso de sabão ou com sabão que deixe resíduos. Por isso as versões líquidas são mais eficientes. Certamente um detergente hipoalergênico e o mais natural possível, biodegradável, é a melhor escolha – ainda assim, seja econômico. Pouco importa se o produto é vendido como especial para roupas de bebês, na verdade. Pode colocar apenas 1/4 da quantidade recomendada pelo fabricante do sabão na máquina. Com o sabão que uso, coloco meia medida da tampa, que deve ser menos que 1/4 do que o fabricante recomenda. Este artigo da Petite Bottoms esclarece essas questões do cheiro.

20130913-231134.jpg

Sacos de fralda suja: neste modelo,
cabem duas fraldas em cada

Fora de casa, na creche ou passeando, você pode guardar a fralda suja na bolsa de fralda suja ou wetbag, impermeável e própria para isso. Na minha experiência, em poucas horas fora de casa, não senti cheiro algum deixando a fralda suja fechada (com o absorvente dentro dela) dentro do saquinho apropriado – e o saquinho dentro da bolsa do bebê. Para prevenir o mau cheiro, mamães recomendam, neste fórum, colocar dentro do saco de fralda suja uma pitada de bicarbonato de sódio ou uma toalhinha ou paninho umedecido com uma gotinha de óleo essencial de malaleuca.

Neste artigo, uma mãe recomenda o uso de fraldas de fleece na creche, para que a superfície interna (que fica em contato com a pele de sua filha) não fique molhada (já que na escolinha a frequência da troca de fraldas é menor do que em casa), com o recheio de microfibra e um recheio adicional de cânhamo. Ou usar um forrinho biodegradável descartável (flushable liners) para facilitar a troca com cocô. Não espera que lavem as fraldas nem separem os recheios absorventes, apenas deixem a fralda bem fechada, com a sujeira dentro da fralda, guardada no saco de fralda – preferencialmente reutilizável. Procure lavar o saco de fralda suja duas vezes por semana, caso seja usado diariamente.

Saiba mais:
Os óleos são ótimos para os cuidados do bebê. O óleo de amêndoas puro, que pode ser usado na barriga de grávida para prevenir estrias, pode ser usado na troca de fraldas para limpar bem o bebê, ajudando a desgrudar um cocô que tenha ressecado na pele. Misturado com uma gota de óleo essencial de tea tree (que também é antisséptico e cicatrizante) e outra de lavanda, acalma e cicatriza assaduras que porventura surgirem.
Seis mitos sobre fralda de pano
Mais argumentos
Argumentos para a creche da Real Diaper Association

Para relaxar

Depois de uma noite mal dormida, com dor de cabeça de sono, um banho bem cheiroso revitaliza a mamãe. A massagem circular no couro cabeludo e nas têmporas ajuda a relaxar. O perfume precisa ser suave para não piorar a situação nem causar estranhamento no bebê. Gestantes também têm mais sensibilidade a cheiro, então as dicas abaixo são também para elas.

Sabonete
20130911-004259.jpg
Sabonete vegetal em barra Harmonia, de lavanda, da Reserva Folio
: Conheci a Reserva Folio na feira de sustentabilidade no Ibirapuera. Gostei bastante do sabonete. O perfume não é marcante, mas minha intenção, como mãe, não era essa. Mesmo sendo de lavanda, não é colorido, não há corantes, então tem a cor de um sabonete natural de glicerina. Composto por 82% dos ingredientes de origem orgânica. Feito em Nova Friburgo/RJ. Leva o selo do IBD – Instituto Biodinâmico, que fiscaliza produtos orgânicos no Brasil de acordo com as normas internacionais. Vem em embalagem de papel reciclado.

Shampoo
20130911-004251.jpg
Shampoo orgânico de lavanda e verbena branca da Herbia: Com 100% dos ingredientes naturais, o que já se nota na textura do gérmen de trigo, tem tom amarelado e é encorpado, sem corantes. O aroma é bem suave, mas suficiente para deixar o banho bem relaxante. Não é testado em animais e tem o selo Cruelty Free. Tem certificação IBD de ingredientes naturais. Lava bem meu cabelo, misto (mais para oleoso). O fabricante recomenda usar três vezes por semana. Comprei pela internet, a entrega foi rápida para São Paulo.

20130911-004154.jpg
Shampoo de Camomila, Girassol e Nutrimel, da Payot
: Camomila é tonificante e tira o excesso de oleosidade. Combinada com girassol, não resseca o cabelo, caindo bem para vários tipos, apesar de indicado para fios finos e delicados. Fácil de encontrar em lojas de cosméticos e supermercados.

Óleo corporal
Na gravidez, o uso de óleos na barriga é bastante popular. Além de hidratar a pele, é uma forma de acariciar o bebê que está pra chegar. No pós-parto e na amamentação, a pele pode parecer ressecada, então vale a pena seguir massageando a pele úmida depois do banho.

Sem enxágue
20130911-004239.jpg
Rich Caring Oil, da Nivea: O óleo de abacate da Nívea tem um cheirinho bem suave e pode ser usado sem enxágue, pois não deixa uma textura oleosa na pele. O custo dele é relativamente menor do que muitas marcas. Minha avó Olga fazia máscaras de abacate no rosto e teve uma pele maravilhosa a vida toda – só para vocês entenderem as propriedades do abacate, pois este produto não deve ser usado na face. Não há ingredientes de origem animal nem corantes. Muito fácil de encontrar em farmácias e supermercados.

Com enxágue
20130911-004216.jpg
Sève, da Natura: Ganhei de Natal dos dindos da Dora um presente que é uma delícia para gestantes: um buffet de óleos. Os potinhos com perfumes diferentes eram bacanas para ter um leque de opções de acordo com a sensibilidade do dia, sem enjoar do cheiro. Eram da linha Sève, um clássico da Natura. Deve ser enxaguado depois da aplicação. Venda sob encomenda de revendedoras.

Compressas de chá de camomila
Chá gelado de camomila pode ser usado para limpar o rosto, tirar a vermelhidão, o excesso de oleosidade e tonificar. Para tirar os sinais de cansaço dos olhos, você pode fazer compressas geladas de camomila nas pálpebras com o próprio sachê do chá. Depois de fazer o chá, deixe esfriar o saquinho ou guarde-o na geladeira ou no congelador. Se possível, escolha um chá orgânico.

Máscara para dormir com recheio de ervas
20130911-004144.jpg
Para conseguir cochilar durante o dia ou depois que amanheceu, máscara. Melhor ainda recheada de ervas. Tanto camomila, que acalma, quanto lavanda, que combate a insônia, são excelentes opções. São fáceis de encontrar em feiras, farmácias de manipulação ou lojas de produtos naturais. Numa viagem, perdi a minha de camomila da Natural Wonder, então agora uso uma de lavanda da Botica.

Para o final do dia
20130911-004225.jpg
Gel para pés e pernas cansadas Granado Pink: Com aroma refrescante de menta (até lembra chiclete), que abre as narinas, clareia a mente e melhora a circulação, relaxando as pernas. Bem geladinho. A Granado não testa seus produtos em animais e tem como princípio produzir cosméticos biodegradáveis, com base natural. À venda em farmácias e nas lojas da marca.

Saiba mais:
Sobre óleos essenciais e os benefícios da lavanda
10 formas de reaproveitar o sachê de chá

Leituras primaveris

20130905-075218.jpg

Eu cresci aqui, p. 11

A primavera está se aproximando, e trago uma dica de livro para a criança entender melhor as estações do ano e o ciclo da vida: Eu cresci aqui (J’ai grandi ici), da designer suíça Anne Crausaz, editado pela Pequena Zahar. Belas ilustrações, com traços modernos, se irradiam pelas páginas. Apresenta a trajetória de uma semente de maçã. Com frases curtas, pode ser indicado a todas as idades.

Falando nessa sementinha para futuros adultos bem letrados e conscientes, um clássico para pequenos leitores, também traduzido do francês, é O Menino do Dedo Verde (Tistou, Les Pouces Verts), de Maurice Druon (ed. José Olympio), que conta a história de Tistu, o menino que fazia brotar flores onde encostava seu polegar.

Sabia que 70% do vocabulário da criança aos sete anos foi adquirido nos primeiros três anos de vida? Daí a importância de conversar com a criança e da leitura para a criança. Leia mais sobre isso neste artigo da Bolsa de Mulher.

20130905-075508.jpg20130905-074000.jpg

Entre cães e gatos

manu2

Passeio com Manu e Fiona

Eu brinco que tenho dois filhos adotivos e uma legítima. Os adotivos tive que deixar sob o cuidado dos avós. São dois gatos irmãos, o Fellini e a Mia – não seria justo tirá-los de um jardim e privá-los da liberdade de passear pela vizinhança em Porto Alegre para ficarem sozinhos, presos em um apartamento em São Paulo.

Além deles, existem vários “primos” cachorrinhos. Fora a questão dela ser nova na família, temos a distância das cidades e por isso não vemos todos com frequência. Não fazia ideia de como apresentaria a Dora pra eles.

Em São Paulo, a maioria dos “animais” que convivem com ela são reproduções em brinquedos ou livros. Às vezes, os cachorros ou gato dos vizinhos nas manhãs de sol. Passamos pela primeira vez uma semana em Porto Alegre e testamos essa aproximação.

Pra ela, com três meses e meio, pouco importava. “Olha o gatinho”, e às vezes sorria. Na maior parte do tempo, nem bola.

jardim

Mia por perto

Os gatos já estavam notando aos poucos que ela viria, com a chegada do berço na casa, com a barriga. Eles reagiram muito bem, sempre mansinhos. Ficaram a maior parte do tempo por perto, se esfregavam no carrinho, ronronavam só de deitar no braço do sofá enquanto amamentava. O máximo de aproximação foi tentar dividir o colo.

insta

Fellini pedindo colo

Com a Fiona e com a Manu, duas cachorrinhas, foi diferente. A Manu, Shih-Tzu, adora criança e foi espiar o carrinho. A Fiona, que é Dálmata, começou ignorando – entrou de costas no elevador pra passear, fingia que não via mesmo. Nem fez pose pra foto! No final do dia, já parava no meu lado quando estava com a Dora no colo.

fiona

Fiona pedindo foto

O Ralph, um Lulu da Pomerânia em Sampa, teve uma aproximação que foi um “misto” dessas situações. Sentados no chão, no sol, ele ficava perto, cuidando, protegendo. Dentro de casa, principalmente se estávamos em um nível diferente dele (no sofá e ele no chão, por exemplo), fazia igual à Fiona: ficava de costas!

ralph

Ralph

Vamos continuar acompanhando…

De acordo com as recomendações da ASPCA – American Society for the Prevention of Cruelty to Animals para apresentar o bebê ao cãozinho (certamente funciona também com gatos domésticos) é importante o seguinte:
* ao entrar em casa com o bebê, mantenha a calma, os bichinhos captam se ficar nervoso;
* sente em um ambiente calmo com o bebê e deixe o bichinho se aproximar para conhecer o novo integrante da família;
* mostre para o bichinho que é divertido interagir com ele e, no dia-a-dia, o ensine a amar o bebê;
* dê bastante atenção ao bichinho quando estiver na mesma sala com o bebê – eles ficam bem carentes -, então mostre que quando o bebê está por perto, ele também ganha bastante carinho, brincadeira, recompensas;
* treine o bichinho a se afastar – se ele insistir em ficar debaixo dos seus pés – e repita 10 vezes o procedimento;
* na sala de amamentação pode ter um cantinho aconchegante para o bichinho;
* nunca force a aproximação, deixe o bichinho se aproximar sozinho.

Há mais dicas e detalhes no artigo original, “Introducing your dog to your new baby”.

Nesta publicação específica para gatos, há outras dicas interessantes:
* tente acostumar o bichinho com o som de um bebê chorando (um CD ou vídeo, por exemplo) antes do bebê chegar;
* tome cuidado para que o bichinho não tenha acesso ao bebê enquanto ele estiver dormindo (encoste a porta do quarto).

Vamos ver se chegamos a algo parecido com isso:

Ou isso:

A Dora já está começando a querer falar assim, veja que dupla fofa:

Veja outros casos de convivência entre bebês e animais de estimação:
Vida materna – dois Shih-Tzu e um bebê e mais dicas
Look Bebê – um Lulu da Pomerânia bem parecido com o Ralph
Louca dos Gatos – bebês que convivem com gatinhos e uma entrevista