Livro: Verá, o contador de histórias

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Comemora-se hoje o Dia Nacional do Livro Infantil e amanhã, 19 de abril, o Dia do Índio. Em homenagem a essas datas, recomendo a Coleção Memórias Ancestrais, da Editora Peirópolis.

No livro “Verá, o contador de histórias”, Olívio Jekupé resgata a mitologia ainda viva do povo Guarani, que soma cerca de 80 aldeias no Brasil, distribuídas por dez estados, além de países como Paraguai, Uruguai e Bolívia. O protagonista é um pequeno contador de histórias que se preocupa com o respeito à tradição e com a realidade de sua aldeia, como bem apresenta o texto divertido sobre Nhanderu, o grande criador indígena. As histórias trazem termos em Tupi-Guarani, que são traduzidos em um glossário no final. As ilustrações são de crianças Guarani.

O Dia Nacional do Livro Infantil foi escolhido em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882.

Permita que suas leituras circulem e procure uma biblioteca para doar os livros que estão parados na prateleira. A Prefeitura de São Paulo aceita doações de livros infantojuvenis e HQs na Biblioteca Monteiro Lobato, localizada na Rua General Jardim, na Vila Buarque.

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10 dicas para incentivar seu filho a ler

BIKE BABIES

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Uma nova forma de levar seu bebê para passear é o trailer para bebês que pode ser encaixado na sua bicicleta. A Carol, filha da supermamãe Lenisse, aos sete meses, já experimentou e aprovou. Uma pequena volta no parque foi o suficiente pra menina cair no sono.

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Existem também assentos especiais para crianças que podem ser colocados em frente ao guidom da sua bike. Por segurança, esse assento pode ter apoio para as pernas do bebê. Nesse caso (como também no trailer), a criança deve usar um capacete especial para proteção. Veja alguns modelos:

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Levando o bebê para o mundo

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Um dos primeiros itens – e um dos que mais costuma pesar no orçamento – do enxoval do bebê, pelo menos para mães e pais que adoram passear, é o carrinho. Atualmente, existem tantos modelos que é fácil perder muito tempo pesquisando e continuar em dúvida. Se estiver planejando uma viagem de compras no exterior, esse pode ser um dos itens mais importantes a trazer, apesar do tamanho e do trabalho que dispensará. Cogite também a possibilidade de escolher outros babies carriers – o próprio bebê conforto, o babysling, o wrap, por exemplo.

Se resolver “importar” você mesmo, lembre que o carrinho (em inglês, stroller ou buggie) pode ser muito volumoso. Se optar por um modelo que vem com bebê conforto ou moisés, calcule também o possível gasto com excesso de bagagem, pelo número de volumes. Infelizmente, o preço e a variedade são muito mais competitivos lá fora. Confira se é possível receber encomendas no seu hotel, veja se consegue planejar a entrega em tempo da sua estadia e aproveite as promoções da internet e a própria embalagem da compra para despachar na viagem de volta. No Brasil, você tem também a opção de comprar usado (até mesmo pedindo ajuda a outras mamães em comunidades nas redes sociais) ou ainda de encontrar uma boa oportunidade em outlets, inclusive em outlets de importados, como este aqui.

Na hora de escolher o modelo, não serão apenas preço e cor ou estampa que contam na balança. Há vários itens a observar. Para começar a prestar atenção nos que são mais importantes pra ti, vale a pena visitar lojas físicas para experimentar diferentes modelos ou se oferecer para empurrar bebês dos amigos. Para conhecer diferentes marcas e recursos, há muitos vídeos no YouTube que podem ajudar. Meus reviews favoritos são da BabyGizmo.

A segurança do bebê é importante ser observada – a partir de que idade ele poderá usufruir do produto e até que tamanho; como é o cinto de segurança (ele facilmente conseguirá sair sozinho do carrinho sozinho?); quantas travas de segurança há nas rodinhas. O conforto para os pais é igualmente fundamental – qual o peso do carrinho para empurrar ou carregar; qual a facilidade de abrir e fechar; como pode ser empurrado em dia de chuva ou quando precisar ocupar uma das mãos; qual a altura do punho (handles) para apoio das mãos; como é o giro das rodinhas; se há bolsos e acessórios para apoiar bolsas, chaves e outros objetos. A escolha realmente vai se dar de acordo com o uso que for dar para o carrinho: como lembra o Let’s Family, se ele for usado como berço para o bebê no quarto dos pais durante os primeiros meses (e nem todos os carrinhos são apropriados a recém-nascidos), talvez deva ser mais amplo ou com limite para os pés ou, ainda, ter um suporte para moisés ou bebê conforto; para guardar ou entrar em lojas, pode se tornar um monstro se as rodas forem muito grandes (como os carrinhos para jogging) ou se ele for muito largo; se for usar apenas nos primeiros 18 meses do bebê, ele pode ser menor, mas se andar muito a pé (ou viajando com o filhote feito “mochilinha”, como diz uma amiga que mora na Bélgica e já viajou o mundo com o filho a tiracolo) pode precisar dele até perto dos quatro anos, e essa durabilidade também pode se estender a um segundo ou terceiro bebê da família.

            Jeep joggingUppa Baby Vista
O jogger stroller da Jeep vem com mp3 player e pode ser encontrado por menos de US$ 200 nos EUA;
a Uppa Baby é um dos fabricantes de modelos que já vêm com moisés para acoplar na estrutura do carrinho

Há modelos incríveis e baratos feitos para pais atletas, que são com três rodas (grandes) e podem vir até com mp3 player. Há modelos reversíveis e flexíveis, que podem acoplar bebê conforto da mesma ou de outras marcas e podem deixar o bebê virado para os pais, mas alguns são frágeis ou pequenos para crianças maiores. Há modelos com fechamento guarda-chuva que são leves e práticos, resistentes para diferentes tamanhos e fases da criança, mas que não têm opção de acoplar acessórios ou virar o bebê para você.

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A Maclaren fabrica modelos leves tipo guarda-chuva

Escolhi um desses mais tradicionais, mas bem leve, resistente e prático, modelo guarda-chuva. Assumi que se é para passear o bebê é porque estou levando o bebê “para o mundo”, ele não precisa olhar pra mim. Em uma série de palestras proferidas pelo mestre budista Chögyam Trungpa Rinpoche (fundador do Shambhala) nos anos 1970, ele defendia que os pais devem tratar seus filhos como visitas a partir do momento do nascimento. Se essa relação não for bem estabelecida pode gerar dificuldades no futuro, como problemas com dinheiro – para ele, a neurose relacionada ao dinheiro está ligada em parte com a neurose na sua relação com seus pais. Não deve ser uma relação de propriedade, “meu filho”, mas você é “pai” ou “mãe” do bebê, como um bom anfitrião. Levar o bebê para o mundo é como apresentar esse mundo ao seu convidado especial.

“In a genuine marriage, you accept the other person as a friend, a beautiful, communicative friend, and your partner views you as a good friend as well. Then, when you have a child, you actually do regard that child as your first guest. You have to feed and clothe this guest, bring her up, and educate her. You are the host and hostess. That would be the ideal.”
Chögyam Trungpa Rinpoche, p. 146
@ Work Sex Money – Real Life on the Path of Mindfulness

Outros fatores nem sempre observados, mas que vale prestar atenção e deixam sua decisão mais sustentável: de onde vem o produto, de que material é feito, como é feito e qual a política da empresa fabricante. Assim como outros produtos para bebês, observe se há produtos tóxicos na composição do carrinho e se eles são seguros ou podem ser inflamáveis. Veja se é livre de flatatos, chumbo, PVC e se é resistente a chama (BFRs – brominated flame retardants). Neste site, você encontra reviews de carrinhos com propostas ecologicamente corretas, e este reúne estatutos de vários fabricantes de carrinho.

Em muitas situações, carrinhos e bebês confortos podem ser apenas mais um item a carregar. Lembre se terá onde guardar ou estacionar no seu destino. O passeio pode ser muito mais prazeroso com outro tipo de carrier, como um babysling ou um wrap, que são resistentes para carregar desde recém nascidos a bebês maiores – e não pesam. Eles são cada vez mais fáceis de encontrar no Brasil. Aconselho não apenas comprar aqui, como também encomendar sob-medida (pela internet, por exemplo), de acordo com a altura da mãe, por medida de segurança (em lojas geralmente vendem tamanho único, que pode não ser o mais adequado pra ti). Para os papais, o wrap pode ser mais seguro e confortável. É possível até mesmo aproveitar camisetas velhas para fazer, sem usar a máquina de costura, seu próprio wrap. No entanto, não ouse dirigir ou correr com esses carriers (veja os cuidados que deve ter nos links abaixo).

Alguns links para quem estiver interessado nessas formas mais modernas de transporte:
Essa mãe sustentável compara tipos de carrier
Medidas de segurança – o que checar no seu sling ou carrier
Aqui, a cartilha da Babyslings sobre como usar o sling com segurança
Esse pai moderno explica sobre o wrap
Neste vídeo da Morada da Floresta, há uma explicação de como usar o wrap
Essa mãe ensina como fazer um wrap sem costura com camisetas velhas
Aqui ela demonstra como usar e como o modelo de wrap que ela ensina é seguro

Para escolher o carrinho
O que verificar:
– qual o uso que você vai dar ao carrinho? por quanto tempo pretende usar? é seu primeiro filho?
– vai andar mais na rua ou em shoppings e nas casas das pessoas?
– vai viajar com o carrinho?
– vai carregar no porta-malas?
– tem onde guardar em casa?

O que levar em conta:
– medidas de comprimento do carrinho (altura dos pais, largura do carrinho e de suas rodas, tamanho do carrinho fechado para armazenamento e transporte);
– peso do carrinho, flexibilidade das rodas;
– idade do bebê;
– segurança;
– materiais;
– política da empresa.

SOS Internet

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No começo da gravidez, quando os desconfortos e os primeiros sintomas são novidade, é quase inevitável consultar tudo o que for possível para tirar as dúvidas e a ansiedade. Nem sempre o Sr. Google e as respostas do Yahoo são confiáveis. Por outro lado, por mais que cada experiência seja única na gestação, a evolução semana a semana costuma ser padrão e pode ser acompanhada em livros, sites e aplicativos para o celular.

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Para esse tipo de dúvida e para o acompanhamento semanal, existem dois sites que ajudam bastante. Um deles é bem popular, o Baby Center (que tem versão americana e brasileira), que oferece aplicativos para celular e newsletters semanais. Meu preferido é o Let’s Family, que tem uma newsletter semanal “mais humana”. Além da descrição “oficial” sobre sua semana gestacional (sobre a barriga e sobre o bebê), ela vem personalizada com o nome do seu bebê e ainda traz lembretes para você se organizar naquela semana e um pequeno trecho de um diário, relatando o que a grávida estava sentindo – mais no plano psicológico.

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Recomendo esses confortos virtuais, assim como os livros gigantescos sobre gravidez. Para dúvidas específicas, sempre melhor consultar sua G.O..

Literalmente sustentável

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Como sustentar a barriga após o parto? A natureza é sábia, os exercícios são eficazes, mas as cintas pós-parto são muito recomendadas por obstetras e em cursos para gestantes. Quem optar por usar deve sair do hospital já vestindo, o que gera muitas dúvidas na hora de comprar. Talvez a palavra conforto não seja a melhor aplicada. Eficazes ou não, elas podem ajudar a recuperar a auto-estima e na segurança para movimentação ao se deparar com o vazio da barriga ainda inchada e com a sensação de “órgãos soltos”.

Cuidar e observar na hora de comprar:
* tecido – firme, mas não pode ser grosso demais, permitir a respiração da pele
* não ter nada que machuque, como fios de metal ou plástico geralmente usados para sustentar corpetes
* abertura lateral – principalmente para quem fez cesárea
* abertura embaixo – para não precisar tirar na hora de ir ao banheiro
* alças (no centro ou nas laterais) – como se fosse um suspensório, para não deixar escorregar e deixar mais confortável (o que não é indispensável, pois elas já são bem justas e firmes)
* modelos diferenciados – tipo corselet com sutiã de amamentação (geralmente não abrem do lado e não cabem no corpo logo na saída da maternidade, mas podem ajudar mais adiante) ou com short para redução de culote, por exemplo

Cores disponíveis: bege, preto ou branco (mais comum encontrar em tons de bege ou chocolate)

Tamanho: geralmente um acima do que você costuma usar, mas lembre que numeração de lingerie não é exatamente a mesma que roupa (pense no seu número para lingerie) e preste atenção das orientações do fabricante (a medida abaixo do busto e do quadril, por exemplo, é uma fonte mais confiável para você supor de que tamanho você é ou vai estar)

Recomendação médica: você deve consultar sua médica antes de comprar – a minha recomendou usar já para sair da maternidade e orientou que não precisa ser usada o tempo todo (algumas horinhas do dia já bastam); geralmente recomendada para a recuperação de qualquer tipo de parto

O que as vendedoras que já usaram dizem: que ficaram sem barriga e usam até hoje (para ficarem bem elegantes embaixo de vestidos de festa, por exemplo)

O que vai fazer de fato a barriga voltar e recuperar a forma: o processo natural interno de recuperação do corpo, a preparação antes e durante a gestação, exercícios aeróbicos pós-parto

Para que serve a cinta: para dar mais segurança (pois haverá uma sensação de flacidez, como se os órgãos estivessem soltos), ajudar na postura e no conforto (que pode ser mais a recuperação da auto-estima do que a facilidade de usar a cinta)

O que dizem: não adianta começar a usar depois de um mês após o parto, tem que ser imediato; alguns modelos, no entanto, são mais fáceis de usar após o primeiro mês de recuperação.

Tempo estimado de uso: 1 mês a 1,5 mês

Por que prestar atenção aos diferentes modelos e marcas: há diferença entre faixa para gestante (recomendadas geralmente para o final da gestação de gêmeos – se a barriga começa a pesar, imaginem para quem carrega dois pequenos seres); faixas pós-operatórias (usadas para comprimir a região que sofreu intervenção na cirurgia plástica); modeladores convencionais (não preparados para pós parto ou lactantes – podem vir com sutiã normal, sem abertura; ter abertura bem no centro da barriga (atrapalhando quem fizer cesariana) ou ser mais duro e desconfortável (como um corpete ou colete); além disso, há bastante diferença de preço (e todos podem parecer bastante estranhos).

Onde encontrar: lojas de lingerie, grandes magazines, lojas de produtos médicos e cirúrgicos

Algumas marcas:
Bonito & Companhia
DeMillus Med (foto)
Esbelt
MaCom
My Lady
Salvapé
e marcas próprias de lojas

Preços: de R$ 45 a R$ 105

Leia mais:
Cinta Pós-Parto ou Modeladores
De volta à boa forma após a gravidez

Cebola: solução para os ouvidos

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Para gestantes e crianças, muitos medicamentos são proibidos ou ainda não foram testados. Nada melhor do que receitas saudáveis e caseiras para solucionar qualquer problema.

Deixo vocês com o depoimento de uma amiga que está se adaptando ao frio da Alemanha com a família:

“Filha de 5 anos, algumas semanas ou mais, surdinha, com os ouvidos entupidos (como muito comumente, só percebemos um tempo depois, quando se agravou por conta de um resfriado). No ano passado depois de alguns resfriados rápidos, ela se queixou ocasionalmente de dor nos ouvidos, também depois de umas idas à piscina, mas a dor passava. Imagino que teria sido o começo.
Oh, meu deus! E agora? Otorrino? Medicações? Drenagem?!!!
E viva a natureza.
CEBOLA nela!
Minha ajudante de cozinha teve duas vezes a metade da cebola dos almocos semi-picada, entroxadinha com papel toalha e amarrada com uma linda bandana nas orelhas. Assim, por fora mesmo. Meia horinha.
A primeira fez tchan. Ficou mais surdinha ainda! A mãe aqui não é ignorante e muito menos paranóica. Só pensou: ok, mexeu alguma coisa. Vamos de novo…
E na segunda já fez tchan tchan tchan tchan!
‘Mama, eu tô ouvindo tudo! Fala normal comigo! Eu posso te ouvir lá do outro lado!’
Há três dias ela está feliz da vida por ouvir de novo.
Eu tinha lido sobre isto há muito tempo e esperava a oportunidade de experimentar um dia. Vale pra dores de ouvido, tudo.
E agora canto o canto triunfante da ‘supermamae’ e recomendo!
Quantos médicos conhecem isso?”

supermamãe Renata, 16 de março de 2013

Saiba mais:
Outras receitinhas naturais para aliviar a dor de ouvido
No avião, já havíamos comentado em post anterior, as dicas são aspirar o nariz, amamentar durante o voo ou oferecer a chupeta