De mãe pra filha

Recentemente, falamos como reformar o carrinho de bebê. Neste mês das mães, vamos falar sobre brinquedos que passam de mãe pra filha: restauração de boneca. Tão legal poder dar vida a uma boneca que estava abandonada e permitir que o(s) filho(s) brinquem com um brinquedo que marcou a sua infância! Meninos também, por que não?

Assim como para arrumar carrinhos de bebê, existem lugares especializados que podem ajudar no restauro. Levar a boneca num “hospital de brinquedo”, entretanto, pode custar um pouco caro e nem sempre arrumam tudo como a gente quer. Vale esclarecer antes de deixar para fazer o serviço. Alguns ajustes podemos fazer em casa. 

Minha amiga Juliana levou sua Bebezinho, da Estrela, para restaurar no Centro Técnica de Brinquedo, em Porto Alegre/RS. Ela já queria encaixar a cabeça da Baby Alive da filha, decidiu aproveitar a viagem para consertar também sua boneca antiga. Só para a bebê de estimação foram “meros” R$ 180 para arrumar seu corpinho. A colocação da cabeça na outra boneca custou R$ 20,00.

A questão é que a “cirurgia plástica” não incluiu um banho na boneca nem mesmo um retoque no seu “batom”, o que faria toda a diferença pra deixá-la com cara de nova. (Eu adoro quando meu computador volta da assistência bem branquinho, o que nem imaginava que fariam… Para uma boneca, a limpeza é o mínimo esperado, não?) O que eles fizeram: trocaram o tecido e o enchimento do corpo. Existia também a possibilidade de aumentarem seus cílios (era dessas bebês que fecham os olhos), mas para isso teriam que trocar os olhos da boneca, que hoje só vendem azuis (além de sair literalmente “o olho da cara”, cerca de R$ 80). A Ju também achou que o corpo ficou um pouco diferente, sobrando um pouco de pano nos braços – nada comprometedor, ela é um pouco perfeccionista e também é artesã.

O que podemos fazer em casa
Para recolocar a cabeça de uma boneca, dessas cabeças de borracha, quando não conseguimos encaixar facilmente, basta aquecê-la. Ela dilata e encaixa no pescoço. Como fazemos para abrir a tampa do pote de geleia! Claro, é preciso tomar alguns cuidados. Você pode tentar de três formas: aquecer a água e molhar a base da cabeça na água morna (e secar antes de recolocar); deixá-la próxima ao fogo (cuidando para não encostar, muito menos os cabelos!); ou tentar aquecer com o secador de cabelo (mais seguro que fogo).

O banho de cabelo (para as bonecas de cabelo comprido – a não ser as de cabelo de lã) pode ser uma grande diversão “mãe e filha”. Para pentear mais fácil, é preciso molhar. Ela também tem direito a shampoo, condicionador e penteado.

Para o corpo e rosto, lá em casa a gente costuma lavar as bebezinhas da minha filha com escova de dentes velha e sabão de coco em barra. Para as bonecas da mamãe, isso pode não ser suficiente. O segredo são aquelas esponjas mágicas branquinhas. Já existe no Brasil uma da 3M que, além de limpar as bonecas tira riscos de giz de cera na parede! Foi assim que a Ju limpou a boneca dela na volta do conserto – e só assim ficou com ares de nova.

O vídeo abaixo mostra como uma menina limpou sua boneca. Ela também usou a esponja mágica, mas de outro fabricante. E se divertiu arrumando o cabelo. Até alisou e refez os cachos.

Alguns endereços de lugares especializados em restauração de bonecas:

Centro Técnica de Brinquedos
Av. Plínio Brasil Milano, 2224 – Higienópolis, Porto Alegre/RS
51 3062-6455

Hospital das Bonecas Brinquedos e Games
R. João Cachoeira, 301 – Itaim Bibi, São Paulo/SP – e vários outros endereços
11 2643-2630 / 11 2642-1800

Pronto Socorro das Bonecas
Turiassu, 2209 – Pompeia, São Paulo/SP
11 3865-6357


Leia também:
Hospitais de Brinquedo: o S.O.S. da Diversão – em Vejinha São Paulo
Bonecas para meninos e meninas
Como reformar o carrinho de bebê

Brinquedos ecológicos

Há tempos estou para escrever sobre brinquedos. Já havia falado sobre consciência do consumo e como a boneca é importante para meninos e meninas. Quem acompanha o Instagram da Mamãe Sustentável pode ver que a Dora ama brincar com elementos da natureza, mas também com minha antiga boneca. Sobre brinquedos ecológicos, não falei muito. Até então, não tinha me aprofundado no tema.

Quando chegou perto de um ano e do primeiro Natal (aos 8 meses), a Dora começou a ganhar muito brinquedo. Por isso resisti à tentação de entrar em lojinhas. Afinal, ela já teria bastante atividade com o que ganhou. Não importava se eram os que a mamãe compraria. O importante seria aproveitá-los bem.

Levando em conta a importância do brincar, antes de adquirir novos brinquedos, o que devemos ter em mente?

Três questões entram na roda quando se pensa em consumo consciente de brinquedos:

1. De onde vem?
É fabricado no seu país, estado, cidade, bairro? É artesanal, feito com carinho? (Valorizo muito energia da criação manual, com atenção, diferente da produção em massa.) Você conhece quem faz e está adquirindo direto do produtor? Ou é uma indústria que investe em design, escolhe a matéria-prima, estuda e incentiva o aprendizado das crianças, faz comércio justo, valoriza seus funcionários, etc.?

Ou, ainda, é emprestado, doado, trocado, alugado?

2. De que é feito?
Qual o impacto desse material no meio ambiente? Ele é seguro para a criança? Nem toda madeira é reflorestada. Ainda assim, a madeira é um material natural. Pode ser feito de plástico ou borracha, mas ser livre de BPA, ter origem vegetal e ser biodegradável – ou pelo menos parte do material vem de reciclagem. A tinta é atóxica? É de pano? Melhor ainda, pode ser de algodão orgânico. Ele precisa de pilha para funcionar?

3. Para que serve?
É adequado à fase da criança? Permite que a criança use sua criatividade? Não basta interagir com o brinquedo, ele permite a criança socializar? Vai acrescentar alguma coisa ao desenvolvimento da criança em relação aos que já tem em casa?

Impossível não falar de materiais
Quando bebês, vale a pena tomar mais cuidado. Há opções macias e com pouco ou nenhum tingimento. A delicadeza dos produtos de algodão orgânico combina com esse momento.

Observem que muitos dos brinquedos para o banho não são identificados como BPA free, costumam ser indicados a partir dos 10 meses (quando o bebê fica mais ativo no banho), mas pode ser que você ou o seu bebê queira brincar antes disso. Pensando nisso, trouxemos de viagem para uma amiga da Dora recém-nascida (cuja mamãe estava louca para brincar na água) um patinho espanhol feito de látex natural que não foi colorido.

O problema do plástico, apesar de reciclável, é a origem dele (mas existem brinquedos plásticos que não são oriundos do petróleo), se contém substâncias tóxicas para a criança, se é um brinquedo que pode ser perdido num parque, na areia ou no mar e não é biodegradável ou, mais preocupante, se não é quebrável (alguns racham e realmente podem machucar, outros não têm bom acabamento).

Um dos brinquedos mais vendidos do mundo e que tem mais de 50 anos é a girafa Sofie. Ela existe em vários materiais, de pelúcia ou com tinta comestível. Eu tinha uma quando criança, que era bem maior e certamente não era tão segura (não sei se é a original) e adorava. A Dora ganhou do papai uma apeluciada que fazia um barulho bem suave e a de borracha. Confesso que a Dora curtiu mais a versão brasileira amarelinha, que era um misto das outras duas – tem um sininho dentro, mas é de borracha, anatômica para pegar e boa de morder.

Essa girafinha é um chocalho e mordedor, um brinquedo indicado a partir dos 3 meses, da série Pescoçudos, da linha BDA (Brincar, Divertir e Aprender, brinquedos para bebês) da Toyster. Esse fabricante brasileiro se diz, pelo menos na embalagem, preocupado com os materiais. Além de atóxicos e sem ftalatos, boa parte da matéria-prima dos mordedores é de origem reciclada.

Educativo não é sinônimo de ecológico
Quase todo brinquedo é educativo. Uns permitem a criança criar mais, outros menos.

Há várias linhas educativas de brinquedos. Algumas lojas as identificam:

Waldorf
Brinquedos inspirados na pedagogia Waldorf procuram atender as necessidades da criança respeitando o seu desenvolvimento em cada faixa etária. Os bonecos para bebês e crianças pequenas, por exemplo, são minimalistas, sem rosto definido, estimulando a imaginação. Além de artesanais, os brinquedos dessa linha costumam ser de materiais naturais, como os feltrados.

Montessori
Maria Montessori ensinou a explorar texturas e objetos da casa. Li um texto muito interessante sobre brinquedo ser coisa séria e se poder dizer que não existe um brinquedo “Montessori”.

Antroposófica
A pedagogia Waldorf surgiu da antroposofia, criada pelo austríaco Rudolf Steiner. Ela é voltada para a formação do indivíduo. Segundo uma vendedora de brinquedos educativos que me apresentou brevemente a teoria, nessa linha os brinquedos não têm faixa etária. A idade certa é quando despertar a atenção da criança, que sinaliza quando está interessada em brincar com eles. Alguns exigem a supervisão dos responsáveis por questão de segurança, outros podem requerer a interação de um adulto para ganhar vida, como um fantoche. Perto de um ano, por exemplo, o bebê está explorando os volumes, descobrindo o que é dentro ou fora, por exemplo, e assim alguns elementos lhe chamam mais a atenção.

Teoricamente, grande parte dos brinquedos “faz de conta”, que reproduzem o mundo real, são recomendados a partir dos 3 anos – de acordo com a classificação “oficial”. A Dora está com 1 ano e 5 meses e já faz tempo que pediu para brincar de carrinho de boneca, panelinha, vassoura, telefone, bolsa. Não vou impedir, só tomo cuidado com algumas peças que podem ser perigosas.

Eletrônicos
Com moderação, não sou contra brinquedos eletrônicos. Principalmente aqueles que simulam o que os pais fazem, por exemplo. Tem momentos que é melhor a criança ter a versão dela do objeto em brinquedo do que estragar as de verdade, às vezes tuas ferramentas de trabalho – pais que trabalham em casa devem me entender. Basta equilibrar o eletrônico com outros brinquedos e brincadeiras.

No entanto, brinquedo que tem bateria (gasta energia, gera lixo) não pode ser considerado “sustentável”, concorda? Para alguns brinquedos a pilha é complemento, a criança ainda consegue brincar no modo desligado. Outros ficam totalmente rejeitados sem energia. Geralmente, esses dão poucas asas à imaginação.

Vamos assumir um novo olhar ao comprar brinquedos para o Dia das Crianças?

Leia mais:
Brincadeira de boneca para meninos e meninas
Objetos montessorianos: brinquedo e material
Os brinquedos mudam conforme a idade
Os benefícios dos brinquedos ecológicos
Post pelo Dia das Crianças em 2013

Carnaval é percussão

chocalhos com grãos

Coloque o bebê para fazer barulho nesse Carnaval! Vocês podem confeccionar juntos chocalhos e brincar de percussão.

Você vai precisar de:
– garrafinhas plásticas que tampem bem (potinhos de shampoo de hotel, porta temperos ou garrafinhas de soro fisiológico) – reaproveite;
– grãos (arroz, feijão, lentilha, etc.) ou sementes.

Limpe o potinho e elimine o que tiver de perigoso, como rótulos, restos de lacres. Depois de seco, mostre para o bebê o que você vai pôr ali, deixe a criança sentir a textura, colocar a mãozinha dentro do saco ou pote de feijão sob sua supervisão. Preencha cada potinho com grãos diferentes: um só de feijão, outro só de lentilha. Tampe bem e comecem a brincar.

Bom Carnaval!

Veja mais:
Vídeo sobre os instrumentos de percussão
Brincadeira de sucata

 

Brincadeira de sucata

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Você pode ensinar seu filho desde os primeiros dias de vida a ter atitudes ecologicamente corretas e hábitos saudáveis. Desde o momento da escolha das fraldas, sendo um modelo exemplar, e também nas brincadeiras.

Para criar ainda mais intimidade dos pais com o bebê, no momento da troca de fraldas, a mãe ou o pai pode conversar e fazer jogos com a criança. Com um rolinho de papel higiênico, pode sussurrar um segredinho no ouvido dele. Você pode pintar ou forrar o rolinho – na foto, demos uma segunda utilidade a um pacote de presente.

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Mais adiante, você pode incentivar seu filho a criar seus próprios brinquedos com sucata, reaproveitando os materiais que tiver em casa. Diversão com criatividade! Meias velhas, por exemplo, podem ser transformadas em ursinho.

Meia_transformada

ideia original do painel Craft & Fun Ideas (I’ll Probably Never Do)

Inspire-se mais:
No Pinterest vocês podem encontrar mais ideias
A Mãe de Guri publicou esses tempos sobre brinquedos de papelão, com várias sugestões pra criar em casa