Experimentei: absorventes biodegradáveis e o tal copinho

natracare brasil

Amamentar é tão sustentável que prolonga o tempo sem menstruar. Minha menstruação só voltou aos quase 1 ano e 2 meses da minha filha, que sigo amamentando. Ou seja, mais de um ano após o período de sangramento do puerpério e, o mais interessante, uns 10 dias depois da feira de sustentabilidade.

Posso afirmar que meu corpo aguardou a Natracare Brasil estar pronta para o lançamento comercial para voltar a sangrar. Saber que já existem absorventes biodegradáveis no Brasil é uma tranquilidade. São vários modelos que estão sendo lançados aqui, mesmo para proteção diária – para todo tipo de calcinha.

Fiquei impressionada com a capacidade de absorção do modelo superfino, que pude experimentar nos primeiros dias, de grande fluxo. Há também noturnos, perfeitos para o pós-parto. E, se sua obstetra liberar, os protetores diários podem ser usados em caso de corrimento no final da gestação. (Pelo menos em situações especiais, se estiver com um corrimento freqüente e precise ir a um evento, por exemplo. Não é recomendado o uso de protetores diários na gravidez para evitar abafar a região, para que não fique propensa à proliferação de fungos ou bactérias.)

A cobertura, no entanto, não é a que estamos acostumadas (“seca” ou “suave”). Eu não curto (e me dá alergia) a cobertura plastificada dos modelos “sempre seca”, prefiro o toque macio do algodão. A Natracare segue um caminho do meio: tem uma cobertura superabsorvente, com trama de algodão, nada plástica, que lembra a cada externa dos absorventes tipo “sempre seca”, só que com toque suave.

Seus absorventes femininos são fabricados a partir de algodão 100% orgânico certificado, são livres de cloro, de materiais sintéticos, de plástico, de látex ou de fragrâncias. Além da questão ecológica, os produtos orgânicos e naturais beneficiam a saúde e o bem-estar da mulher. Os materiais sintéticos, os aditivos químicos ou o branqueamento com cloro nos produtos íntimos podem provocar alergias, irritação ou coceiras, candidíase e até mesmo prolongar o tempo ou aumentar o volume do sangramento.

Há quem defenda que o tradicional O.B., que seria apenas um tampão de algodão, seja degradável. Mas testes comprovam que não são tão seguros assim para o corpo feminino, até porque não são puro algodão. O produto da Natracare não solta fibras no corpo da mulher. E o que também é legal: vem embalado em plástico biodegradável, que você pode descartar no lixo comum sem culpa.

coletor menstrual

Coletor menstrual
Preocupada em gerar ainda menos lixo, passei a usar nos últimos meses o Inciclo, a experiência mais sustentável em absorventes que já tive. É um absorvente interno em forma de copo, feito de silicone médico. Prático, lavável com água e sabão, reutilizável e durável.

Não pode ser usado no puerpério. Existem dois tamanhos, A e B, um deles um pouco maior, para mulheres acima dos 30 anos e/ou que passaram pela experiência do parto (mesmo que não tenha sido natural). Uso esse maior. Realmente a menstruação mudou depois do parto, agora parece vir bem mais volume em menos dias.

Não sei se pela minha experiência com absorventes internos descartáveis, minha inexperiência ou com a pressa para colocar – é muita dificuldade se esconder da minha filha, já que passo o dia com ela, e o banheiro geralmente fica de porta aberta -, muitas vezes vaza bem pouquinho na calcinha. Dizem que pode cortar ou lixar o cabinho, que me incomoda nos primeiros dias de ciclo (depois acostumo). Ainda não consegui usar somente este tipo de absorvente, muitas vezes prefiro usar o noturno lavável pois não curto dormir todas as noites com absorvente interno.

A vantagem do coletor é que, além de ser inserido não muito profundamente, é feito de silicone medicinal hipoalergênico. Entretanto, todo o absorvente interno, independente do material, por ser inserido no corpo da mulher e lá permanecer um período, pode provocar infecções. Por isso, deve-se cuidar da higiene e, ao final de cada ciclo, recomenda-se esterilizar em água fervente. Apesar de tudo, totalmente aprovado e recomendado!

Uma forma de evitar o uso de absorventes é “cortar o mal pela raiz”, evitando a menstruação com o uso de anticoncepcionais. O que não é natural – nem natural ao corpo, nem sua composição é natural. Não se pode negar que pára o sangramento e que não trazem bactérias. Mas essa é outra discussão e seria mais indicado conversar com uma ginecologista.

Outras opções ecológicas:
– absorventes de tecido laváveis;
– absorventes de tecido para fazer em casa.

Saiba mais:
Tira dúvidas sobre o coletor menstrual
– Nossa promoção com a loja Enquanto Eles Dormem, que vende o Inciclo.

Finalmente de volta!

pilates na gravidez

Uma ponte sobre a Av. Paulista: eu e minha instrutora Bruna no último dia de pilates na gravidez – meu exercício favorito pra garantir que a mocinha estaria bem posicionada para o parto

Meu melhor presente de Dia das Mães foi voltar ao pilates. Fui bem mimada no dia também, claro. Ganhei café da manhã especial e presentes… Mas essas duas horinhas semanais são preciosas.

Que delícia sair do estúdio bem alinhada e chegar em casa mais disposta! Trabalhar a força da coluna. Ganhar força muscular. E rever os amigos.

Há quem procure exercício físico e dieta para “recuperar o peso após o parto”. Este não é o meu caso, que já fazia pilates antes de engravidar e pratiquei durante toda a gestação, com alimentação equilibrada, meu ganho de peso na gravidez foi dentro do esperado. Ainda mais sem trabalhar musculação, amamentando (e tendo que cortar o leite), voltei ao peso da época da faculdade (cerca de 5kg a menos de antes de engravidar).

Dá pra perceber quanto tempo fiquei fora pela obra do shopping vista da janela do estúdio:

vista da Av. Paulista em 2013/2014

Nesse um ano que se passou, não posso dizer que fiquei parada. Amamentando bastante, dando muito colo, caminhando (e andando quase exclusivamente a pé, nem transporte público), empurrando carrinho… Sem dúvida meus braços estão mais fortes!

Não recomendo pra ninguém ficar tanto tempo sem fazer exercício físico! Numa rápida reavaliação, minha instrutora já sabia dizer de que lado eu pego a Dora no colo. Corpo de mãe é assim mesmo, vai se moldando.

Chás para mamães

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Duas dicas de chás para mamães:

Anis estrelado
Por que tomar: Dica da minha amiga Sara, supermamãe do Davi e da recém-nascida Clara. Estimula a produção de leite materno e previne as cólicas do bebê (as propriedades são transmitidas através do leite materno). Veja este depoimento de outra mamãe que também aderiu ao chá.

Como faço: Fervo oito estrelas de anis em um litro d’água por cinco minutos e deixo até 15 minutos em infusão. Segundo a Sara, deve ser tomado quente e puro, quatro xícaras por dia (e fica mais gostoso ainda quente).

Onde encontrar: para quem mora em São Paulo, o melhor lugar são os armazéns da Zona Cerealista.

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Foto: BioÉ Orgânicos

Hortelã
Por que tomar: Dizem que inibe os gases, então é bom para o bebê que é amamentado (os benefícios se estendem através do leite materno), e para a mãe. As mudanças hormonais no período pós-parto são comparáveis à menopausa. Além do estresse das primeiras noites mal dormidas, há uma considerável diminuição de estrogênio – mesmo hormônio que deixa o cabelo das grávidas lindo e forte. Estimulando ou não a produção de estrogênio, esse chá não contém cafeína. Por essa razão e por ajudar na digestão, pode ser bom para gestantes. Recomendado na gestação também em função da retenção de líquidos, já que o hortelã é diurético e o chá ajuda no bom funcionamento dos rins. Atenção: este post sobre as propriedades do hortelã alerta para evitá-lo antes de dormir.

Como faço: Fervo um punhado de folhas de hortelã em um litro d’água e deixo em infusão por cinco minutos. Sirvo e consumo ainda quente, puro. (Muito mais gostoso com folhas frescas do que no saquinho!)

Onde encontrar: Em qualquer supermercado, em feiras (de preferência, orgânicas), mas você pode ter sempre em casa numa hortinha de temperos.

Para servir, nada mais belo do que uma xícara bem vintage da sua família ou garimpada em feirinhas de antiguidades. Na foto, uma banca da feira de San Telmo, de Buenos Aires. Num chá da tarde entre mamães (por que não?), separe algumas estrelinhas ou folhinhas para decorar o pires.

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Foto: Matraqueando

Saiba mais:
Sem cafeína na gestação
A queda de cabelo no pós-parto, segundo uma dermatologista
O estrogênio, segundo uma yogi e doula
A Feirinha de San Telmo, segundo uma viajante

O Renascimento do Parto

O Renascimento do Parto - foto Carol Dias

O Renascimento do Parto
foto: Carol Dias

Estreia nesta sexta um documentário essencial para gestantes e para a sociedade brasileira, O Renascimento do Parto, de Eduardo Chauvet. O filme traça um panorama da obstetrícia hoje no Brasil e no mundo, apontando um caminho para o parto humanizado. O projeto é um modelo de produção sustentável: através de crowdfunding, foi viabilizado o dinheiro para seu lançamento nos cinemas.

Uma gestante de primeira viagem pode ficar assustada ao conversar com uma mãe que pariu naturalmente, porque elas são todas “ativistas” do parto natural. Observe, entretanto, que a maioria delas não consegue conter o choro ao falar sobre parto. Porque é um momento especial.

O filme não é pedante nem panfletário. Foi conduzido com delicadeza e respeito. Mostra, sim, cenas apavorantes de parto cesárea.

O Renascimento do Parto_Heloisa Lessa – Enfermeira Obstetra - crédito da foto Rafael Morbeck

Heloísa Lessa – enfermeira obstetriz
foto: Rafael Morbeck

Entre os entrevistados, a antropóloga Robbie Davis-Floyd expõe por que não é admissível que o índice de cesáreas seja maior do que 17%. O rico depoimento de Michel Odent, com vários livros publicados sobre parto, traz o ponto de vista científico do amor. O ator Márcio Garcia é a voz dos pais, além de mães, uma representante do Ministério da Saúde, ginecologistas, obstetrizes, parteiras.

Infelizmente, o parto tido como “normal” não é mais o comum. A idade gestacional do bebê é facilmente escondida – muitas mulheres são operadas sem terem entrado em trabalho de parto, porque não se espera o tempo do bebê. Assim nasce um número alarmante de prematuros.

Não podemos esquecer que o parto normal também é um procedimento cirúrgico. Intervenções como episiotomia podem ser bem dolorosas nos três primeiros dias e um incômodo quando os pontos começam a secar. Mais perturbadora do que o corte é a anestesia peridural – não pela agulha, mais no pós-operatório. Morfina pode dar muita coceira. A posição de “galinha morta”, sem sensibilidade nas pernas, pode pressionar algum nervo e provocar muita dor por longo tempo depois. O trauma da injeção nas costas não vai permitir que você volte a dormir de costas e continue talvez semanas deitando de lado mesmo sem barriga. Sem falar em quando é injetada ocitocina, que, na tentativa de indução do trabalho de parto, acelera repentinamente as contrações e pode prejudicar o batimento cardíaco do bebê, sendo mais uma desculpa para uma cesárea.

O acompanhamento de uma doula pode não ser fundamental. Mas é básico o direito a um acompanhante e maravilhosa a companhia do pai. Conhecer e confiar na sua GO faz parte da preparação ao nascimento, bem como conversar livremente com ela sobre todos os procedimentos. Se possível também com o pediatra, sobre como o bebê será recebido. Assim é uma parturiente consciente.

Tenho a sorte de poder afirmar que minha filha nasceu quando ela quis – e ela esperou o primeiro dia para que pudesse ser taurina (três dias depois de completar 40 semanas). Não sei o que é intervalo de uma contração a outra. Acordei com contrações entre três ou dois minutos. Cada mulher tem uma sensibilidade diferente e uma relação com a dor. A dor da contração, pra mim, é mais forte que a pior das cólicas – não sei dizer se alivia dentro ou fora d’água, parada ou se mexendo. Por outro lado, é totalmente suportável e cada contração é sinônimo de que o corpo está se abrindo para a chegada do bebê. Vale a pena se concentrar nela e se sentir presente nesse momento tão iluminado.

Neste sábado, 10 de agosto, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm sessões deste filme no CineMaterna, às 11h.

Figurino de Mamãe

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Na gravidez, é comum preparar a mala da maternidade para o bebê e esquecer da mãe. Ou escolher um pijama para a maternidade e não separar a roupa da saída do hospital. E depois, o que vestir?

Para gestantes, há poucas, mas existem lojas e linhas especiais de roupas. Os vestidos costumam ser mais compridos na frente, por exemplo. Na verdade, você nem precisa de roupas especiais durante a gestação. Costuma sair mais barato comprar roupas largas ou flexíveis que você possa usar depois. Vestidos longos e batas são fáceis de encontrar. Vale a pena investir em uma calça ou bermuda e/ou uma roupa mais social que talvez você precise usar para trabalhar. Eu usei muito um macacão preto para gestante que não deixava a barriga em evidência, mas infelizmente era de um material péssimo e estava quase desmanchado no final da gestação.

Na maternidade é bom ter um pijama ou camisola próprio para amamentação, lembrando que, além das visitas, médicos e enfermeiras entram toda hora no quarto. Uma camisola de verão, entretanto, pode funcionar, se você conseguir baixar uma das alças para colocar o peito pra fora – mas provavelmente deixaria exposto o sutiã de amamentação. Blusas fechadas talvez você nem queira levantar pra não exibir a barriga inchada. Experimente antes. Alguns modelos, mesmo próprios para amamentação, são mais fáceis de sujar do que usar – como as blusas com fendas escondidas para passar o seio (veja se pelo menos as aberturas ficam na altura do seu peito). Algumas marcas vendem a blusa do pijama, sem a calça, fique atenta.

Além do pijama, é bom levar umas camisetas ou blusas para as primeiras horas depois do parto. Se você tomou anestesia, uma enfermeira provavelmente vai te auxiliar no primeiro banho. Isso pode levar algumas horas e, até lá, eles te deixam com o avental de TNT do centro cirúrgico, mas você pode substituí-lo por uma blusa sua. Para a sala de parto, lembre de levar com você (e não deixar na mala) um par de chinelos confortáveis para andar durante o período de espera.

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Samba Calcinha

Na saída da maternidade e no período do puerpério, prefira roupas com abertura para amamentar e largas. A barriga dos primeiros dias costuma se parecer com a do quinto mês (só que mole). Lembre da cinta pós-parto (leia mais aqui ou aqui).

O mais difícil é encontrar roupas para depois, largas para esconder a barriga inchada ou disfarçar os quilinhos extras da gravidez, mas confortáveis e com boa abertura para dar de mamá. Prefira tecidos macios. Atenção para os botões: há muitos modelos com falsos botões, que não abrem.

No guarda-roupa, você vai precisar:
* No mínimo três sutiãs de amamentação (um usando, um lavando, outro secando);
* Blusas com abertura no mínimo até abaixo do peito;
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* De preferência blusas práticas de abrir ou fechar (imagine um bebê aos berros de fome enquanto você desabotoa) – botão de pressão, como os dos bodies de bebê, ajudam (aliás, por que os botões de pressão das fraldas de pano são maravilhosos e os das roupinhas infantis não?);

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* De preferência que abram bem e não machuquem o rosto do bebê (mesmo que você coloque uma fraldinha de boca ou ombro, a criança pode ficar com marca de botão) – zíper geralmente fica exposto, tem que cuidar pra não arranhar o rostinho;
* Decotes muito grandes podem ajudar, mas costumam deixar exposto o sutiã de amamentação. Procure colocar por baixo um top ou blusinha, que você pode adaptar em casa, ou uma gola avulsa por cima;
* Decotes transpassados (como modelos mais orientais) podem facilitar, mas teste com o sutiã de amamentação e lembre que, com a produção de leite, os seios ficam maiores ainda;
* Se os decotes não forem grandes ou resistentes o suficiente, podem rapidamente ficar esgarçados;
* Blusas e vestidos tomara-que-caia são ótimos na gravidez, mas para amamentar deixam exposto o sutiã e o bebê pode muito facilmente puxar tudo pra baixo;
* Nos primeiros dias em casa, você vai poder usar as calças da gravidez ou leggings, então cheque se as blusas são compridas o bastante para completar o conjunto. Em breve você volta para as calças e saias de antes da gestação.

Se dê o direito de ficar à vontade em casa nos primeiros dias. E dê uma olhada no guarda-roupa enquanto grávida. Depois você terá pouco tempo e disposição para sair de casa e fazer compras.

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Nem todas as aberturas feitas para amamentar encaixam no peito ou são práticas. Esta, da Samba Calcinha, não tem erro

Recém fui apresentada ao trabalho da estilista Daniela Ferraz, que faz roupas e lingeries confortáveis em pequena escala, de forma artesanal, para gestantes e mamães. Vejam os modelos de blusas da Samba Calcinha (marca da Daniela) para amamentação, que capricho – largas para o pós-parto, sem marcar a barriga. Quem disse que sutiã de amamentação precisa ser feio? Você pode até optar por um top transpassado que possa continuar a usar depois da lactação:

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Até os discos absorventes para amamentação da Samba Calcinha são bonitinhos.

Para quem puder comprar em libras, a Amoralia tem sutiãs para amamentação coloridos e compostos 90% de algodão orgânico.

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sutiã orgânico da Amoralia

Veja mais:
Sobre absorventes ecológicos
Inspirações de roupas para mamães
Veja como não é só no Brasil que é difícil encontrar lingerie de algodão orgânico para amamentação

Sementes de lembrança

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No nascimento da Dora, escolhemos sementes de girassol e de amor-perfeito como lembrancinha de maternidade. Comprei as sementes sem aditivos numa loja chamada Agrodora (homenagem a outra Dora, achei especial) e embalei num saquinho costurado por mim com TNT (tecido não-tecido, que é degradável). Finalizei com uma fitinha que amarrava uma tag de boas-vindas, com um desenho fofo oferecido por uma amiga talentosa.

Estava cansada de lembrancinhas inúteis e queria deixar o mundo mais colorido e receptivo para a chegada a minha filha. Nossas visitas abraçaram a causa!

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Usei TNT, porque era o que eu tinha em casa (o barrigão estava grande demais pra comprar outro material, e o relógio, correndo contra o tempo), além de ser degradável

Uma ideia rústica e reciclada, mas não menos bonita e original, é transformar rolinhos de papel higiênico em embalagens para sementes de lembrancinha. Veja aqui o passo-a-passo.

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foto: DIY Weddings

Outra sugestão de lembrancinha ecológica para chá de fraldas ou maternidade são as comestíveis. Além dos já tradicionais bem-nascidos (em São Paulo as doceiras especializadas em bem-casados entregam na maternidade), você pode fazer biscoitos em formato de pé de bebê, por exemplo. Nesse caso, prefira embalagens recicláveis ou biodegradáveis.

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cookies de pezinhos do chá de pré-estreia da Dora

Independente da lembrancinha que você escolher, você pode imprimir as etiquetas/tags ou cartõezinhos em Papel Semente. Só atenção sobre onde vai imprimir, pois muitas gráficas não aceitam que você leve o papel. Se adquirir da Papel Semente, converse com eles sobre a impressão. Algumas tintas podem não fixar sobre a superfície áspera – é mais fácil escolher sementes mais miúdas se for imprimir por conta própria. Você pode tentar fazer seu próprio papel reciclado com sementes. Assista a um vídeo sobre como fazer seu papel plantável. Veja aqui como plantar o papel depois.

Saiba mais
Sobre TNT
Vilarejo na Índia planta árvores para cada menina nascida

Utilidades da duchinha

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Quando instalamos a ducha higiênica em casa, não tínhamos total noção da sua grande utilidade. Estamos bastante satisfeitos.

Sabe aquele excesso de cocô do bebê que acidentalmente vaza para a roupinha? Ou que fica na fralda de pano? Você pode eliminá-lo com diaper spray (ducha especial para fraldas de pano) ou com um jato da duchinha higiênica. Ela é bem mais potente que o chuveirinho do banho.

No pós-operatório de parto normal ou natural, com episiotomia ou região do períneo sensível, seu médico poderá indicar o uso da duchinha para higiene íntima em vez do papel higiênico – o que também pode se tornar hábito e prevenir hemorroidas. Deixe do lado uma toalhinha macia para se secar, como se fazia antigamente, quando todos os banheiros tinham bidês.

Se você conseguir espaço para acomodar a banheira do bebê ao lado do WC, a ducha, instalada por perto, pode ajudar a limpar a banheira após o banho, eliminando os resíduos de sabão.

Nossa ducha é um modelo da Hansgrohe, à venda na Soluzione, em São Paulo.

Moda africana para mamães

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foto: MaiyaB

Uma amiga me trouxe do Senegal um presente muito especial quando eu estava no começo da gravidez: um cinto de miçangas para proteger a barriga. Meu conjunto é de cinco tirinhas elásticas com contas coloridas combinadas com pecinhas douradas. Na África é um sucesso e quanto mais camadas de cordões na cintura, melhor.

A região do ventre feminino é muito delicada e interfere em sua estrutura física e emocional como um todo. Acima do umbigo, fica o plexo solar. No baixo ventre, o chacra sacro, ligado aos ovários. Os orientais consideram este chacra, também conhecido como chacra sexual, como “um dos principais centros de força do campo energético”.

Essa jóia africana é geralmente usada abaixo do umbigo. Portanto acredita-se que protege a mulher, ajudando a engravidar e, no pós-parto, a recuperar a auto-confiança. Com o barrigão empinado, pode ser usada como cinto para destacar a barriga, ajustando as roupas largas abaixo do peito. Originalmente, é usada abaixo da roupa, em contato com a pele, como um amuleto e como moda íntima, sensual, para exibir ao marido e despertar a sexualidade.

Uma sugestão de presente para o Dia dos Namorados…

Leia mais
Sobre essa jóia tradicional africana

Absorventes ecológicos para mamães

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absorventes ecológicos

Após o parto, as novas mamães precisam de muitos absorventes. Protetores de calcinha e para as mamas.

Como o modelo tipo tampão não é recomendado para conter o sangue e os líquidos do parto (principalmente na recuperação de um parto normal ou natural), a solução é o modelo convencional, preferencialmente do tipo noturno. Calcula-se, porém, que se use de 8 a 10 mil absorventes descartáveis durante a vida fértil da mulher, e eles demoram cerca de 100 anos para se decompor. A solução são os absorventes femininos ecológicos, os ecoabsorventes. Esse forro de calcinha é vendido em tecido felpudo, com abas, pela Morada da Floresta. Ele pode ser facilmente levado na bolsa, embrulhado nele mesmo. Basta fechar com os botões que prendem as abas na lingerie. Ou podem ser guardados em saquinho impermeável. São bonitos e resistentes.

Para os pingos de leite, recomendo os discos absorventes para amamentação da Fralda Bonita. Eles têm várias camadas de absorção, então algumas vezes ainda é possível usar o lado inverso antes de trocar o absorvente – lembrando que o bico do seio não deve ficar em contato com o tecido molhado. Os pares de absorventes da Fralda Bonita já vêm em saquinho impermeável para armazenamento.

Experimentei também os nursing pads (protetores mamários/absorventes de seio) laváveis de algodão orgânico da TL Care. São incrivelmente macios e não machucam o bico irritado. No entanto, são muito finos e não seguram o leite por muito tempo, deixando passar o líquido e manchar a blusa. Se usar para sair, preste atenção para substituir os pads com frequência.

Outra opção são as conchas ou breast shells de silicone. O modelo da Philips Avent é interessante para evitar empedramento das mamas: na base, há pequenas saliências que incentivam a saída do leite. Devem ser usadas com a tampa furadinha para ventilar e deixar a pele respirar. Este modelo é indicado para mamilos machucados ou com fissura, protegendo o bico do contato direto com o sutiã. Entretanto, cuidado: não use para dormir ou sair, pois facilmente vaza e deixa o leite escorrer.

Experimentei: cinta pós-parto da DemillusMed

Como imaginar que a cinta entraria depois de uma barriga dessas?

Como imaginar que a cinta entraria depois de uma barriga dessas?


Vale a pena. Já havia comentado sobre o uso em post anterior, agora recomendo. Ajuda bastante na segurança para movimentação – se inclinar, levantar, sentar – nos primeiros dias em casa.

Tive dificuldade para colocar pela primeira vez, na saída da maternidade, 48h após o parto. Mas é mais simples do que parece: a cinta é mais elástica do que aparenta, e nossa barriga fica também mais flexível.

Não cheguei a usar as alças que acompanham a cinta.

PS: Gostaria de deixar claro que em 10 dias minha barriga tinha reduzido incrivelmente, me permitindo voltar aos jeans, mas devido à amamentação e ao parto normal.