Sol no Carnaval

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Eis que minha filha decidiu se fantasiar de Sol no Carnaval. Antes de saber que faria sua própria fantasia em aula para o “desfile da escola”, a ansiedade foi maior e quis criar seu figurino em casa. Isso que inicialmente estava pensando em pular de bailarina e, “para o ano que vem”, ela disse, iria de Sol. Imagina, esperar até o ano que vem!

Eu mesma não estava visualizando como ela imaginava esse Sol, precisava de tempo, me inspirar para separar ou comprar os materiais necessários. Nada disso. Sábado passado, uma semana antes do feriadão, o limite foi o almoço. “Preciso ir pra casa preparar minha fantasia!”, exigiu. Então a família toda entrou na roda, tio, tia, vó, mãe.

Dei uma saída, quando voltei, ela já estava no chão da cozinha, com vários potinhos de tinta têmpera que a vovó alcançou, pintando (sobre o forro que a gente sempre usa para atividades) um pedaço de papelão que eu tinha separado. Era um lado de uma caixa de brinquedos, já com um círculo recortado no meio, que ela pediu que o tio Carlão recortasse do tamanho que passasse na sua cabeça. Já não era mais uma máscara, era a fantasia que ela estava imaginando. E continuou pintando somente o lado pardo, não o impresso.

Precisamos negociar para recortar os raios de sol, que ela já estava pintando. Tia Tata, engenheira, calculou para que mantivesse o desenho redondo. Para preencher os espaços vazios, a pequena usou rolinho de pintura e fez uma mistura “quente” de amarelo, laranja, vermelho e cor de rosa. Puxou mais para o laranja escuro – era o sol do fim da tarde do verão (ela mesma justificou). Para finalizar, assim que a tinta secou um pouco, pintou com pincel seus raios de sol amarelos. Ela adora sobrepor tintas e cores, assim algumas das pinceladas antigas da primeira camada aparecem discretamente por baixo da cobertura de cores bem quentes.

E agora, comprar malha e sapatilhas amarelas que ela nunca mais usaria para compor o look? Essas sapatilhas de tecido, perigosas de usar na rua? Quem sabe um pano, um lenço… Lembrei de uma echarpe amarela que ganhei e quase nunca usei (talvez para torcer pelo Brasil, no máximo)! Ela viu o pano e já imaginou um vestido. A vovó cortou bem no meio uma passagem para a cabeça e costurou. Com os fios na parte de baixo, ficou um pouco comprida, vai precisar usar um cinto ou ajustaremos na cintura com elástico. É transparente, mas ficou uma túnica que pode ser usada sobre qualquer roupa.

fantasia

Faltou a foto dela vestindo o figurino, eu sei… Para entenderem: ela usa com o lado de trás dos raios para o alto e a parte da frente para baixo – abaixo do pescoço. Tem os movimentos bem livres e consegue se vestir sozinha.

Então, faça chuva ou faça sol (a previsão infelizmente é de chuva para as bandas paulistanas, Capital e Litoral), teremos nosso sol particular nesse Carnaval 🙂 Agora é só escolher um bloquinho infantil ou sair sambando fantasiada por aí. Pois no bailinho da escola já não poderá ir brilhar de Sol, vai seguir o bloco da turma.

 

Para completar a folia:

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Fizemos em casa um tamborzinho reciclado. O ideal é fazer com uma latinha. Na falta, usamos um copo de plástico de Requeisoy (o requeijão vegano), um retalho de balão (ou “bexiga”, casualmente combinando com o figurino, laranja) que tínhamos guardado, um atilho (elástico desses de banco, pra quem não entende português gauchês – pra mim elástico e atilho são coisas completamente diferentes) e finalizamos com uma fita adesiva, dessas coloridinhas de base de papel, mas podia ser uma tira de retalho de tecido, qualquer coisa.

Não chegamos a colocar nada dentro. Podíamos ter aproveitado que é transparente para colocar pompons no recheio ou papéis coloridos… Ou grãos de feijão, alguma coisa que fizesse ainda mais barulho como chocalho, como neste brinquedo caseiro do link.

Em anos anteriores, fizemos chocalhos com embalagens reaproveitadas e cereais ou sementes.

E pra dar mais cara de Carnaval ainda, mas não poluir tanto a cidade, nosso confete vai ser de folhas secas que pegamos no parque. Fizemos furinhos nelas com furador de bolinhas e furador de estrelinhas. O que sobrou, picotamos com tesoura. Nem precisa ser tão pequeno pra jogar. Ainda vira adubo natural onde cair!

Minha filha recém aprendeu com outra menina num bailinho a jogar confetes para o alto. Não botei muita fé, mas decidi fazer um “confetti popper” ou lançador de confete pra ficar mais divertido com: meio balão (de preferência furado ou abandonado), copo de papel sem a base (recortar) OU rolo de papel higiênico OU topo de uma garrafa PET recortado, atilho ou borrachinha (elástico) e fita adesiva ou laço. Como a gente não usa rolo de papel com rolinho no meio e eu tenho pena de desperdiçar nossos copinhos de papel descartáveis de festa, aproveitei que tínhamos uma garrafa PET e a cortamos no meio, quase 1/3, aproveitando apenas o “funil”, a ponta da tampa. Não tinha certeza se ia funcionar, até porque o pedaço de balão que usamos estava meio rasgado. Não tem problema. Deu tão certo que, quando eu estava testando, a vovó entrou na sala e levou um susto! Salta muito alto! Diversão na certa, mesmo com poucos confetes ou picotes.

 

Leia mais:
Carnaval é percussão @ blog da mamãe sustentável

Piquenique de aniversário

piquenique

Cada ano que passa, estamos ficando mais minimalistas em relação ao aniversário. E vocês?

Atualmente a melhor festa, ao meu ver, é um piquenique. O custo-benefício é ótimo, como coincidentemente destaca o pai do blog Paizinho, Vírgula, que fez um vídeo bacana sobre essas festinhas. É uma festa mais simples de organizar, que nem pode ter muita decoração ou atrativos (ou a administração do parque pode até impedir sua realização), nem precisa de muito (o entorno já costuma ser perfeito, ao ar livre, no meio do verde), a duração pode ser até mais curta (principalmente entre montagem e desmontagem) e, com certeza, cada minuto será muito bem aproveitado.

Simplificando a festa
Primeiro aninho é aquela festa tão esperada, quando queremos apresentar o bebê pra todo mundo, um grande evento, mesmo que seja em grandes ou pequenas proporções. Nós escolhemos comemorar na casa dos avós, fizemos boa parte da decoração à mão, uma função, mas foi delicioso e bem aproveitado. No segundo ano foi a vez de realizar tudo o que não foi possível fazer na festa de um ano, mas para um grupo menor de pessoas, salão pequeno, fazendo grande parte da festa nós mesmos, exceto detalhes da decoração (estrelinhas de origami) que deixamos para artesãs mais experientes. Era pra ser menor, mas parece que deu mais trabalho que o primeiro aniversário. No terceiro, estávamos já exaustos, hehe. Com passagens caras, nem tivemos a chance de pensar em organizar uma grande festa com a família no Sul. Aqui em SP, não pensamos em outra coisa senão um piquenique! Ou seja, o mais simples possível.

No primeiro ano a gente também fez piquenique aqui, só que não foi a festa oficial. Foi bem informal, para um grupo de amigos próximos. Cada um naturalmente levou uma coisa, nós trouxemos “docinhos” da festa de Porto Alegre, mais algumas coisinhas, e assim foi.

Dessa vez, era a festa oficial, então avisamos que ninguém precisava levar nada. Mas reduzimos as opções do cardápio para conseguirmos preparar tudo em tempo. Fiquei na dúvida se iam gostar do que levamos, pois era no geral tudo natural, caseiro, orgânico, vegano ou sem lactose. Imagina, sucesso principalmente com as crianças!

Festa ecológica
Num parque, temos que ter ainda mais cuidados com a festa do que num ambiente fechado, pois você vai querer deixá-lo exatamente como estava. Ou seja, zero lixo. Isso quer dizer: zero copinhos plásticos, zero colheres plásticas, zero balões. Tenho pavor de encontrar em caixas de areia traços de festinhas, vocês não têm?

O ideal é saber se o parque tem coleta de lixo seletivo e lixeiras separadas para lixo reciclável. Na dúvida (ou mesmo na dúvida se o destino do lixo reciclável é a reciclagem), evite gerar lixo. Você pode levar pra casa seu lixo, mas imagino que já terá outras coisas para carregar.

Por isso, melhor evitar coisas prontas com muita embalagem, preferir levar coisas reutilizáveis que voltem pra casa (como pratos, sousplats, copos, talheres) ou biodegradáveis (utensílios de papel, bambu, madeira).

Decoração
Balões de látex são biodegradáveis, mas eles não desaparecem de um dia para o outro se estourados na grama ou na areia. Aqueles metalizados podem ser reutilizados, entretanto ainda provocam lixo e podem voar longe… No primeiro ano, abolimos balões, só de papel. No segundo, decoramos com balões de látex transparentes recheados com as tais estrelinhas de origami de papel, mas em ambiente privado. No parque, defini que decoração = lembrancinha, de preferência algo bem lúdico, tradicional e ecologicamente correto.

Do que lembramos? Cataventos! Lindos, artesanais, feitos com papel e palito de bambu. Pode até fazer você mesmo, mas preferi procurar no Elo7 um fornecedor próximo que fizesse como eu queria (materiais e cores) e com perfeição. O frete não sai caro, pois são leves e chegaram bem inteiros!

catavento

Se você não puder fazer ou não conhecer quem faça, em sites como Elo7 sempre tem gente talentosa

Toalhas e guardanapos reaproveitamos (do nosso casamento). Alguns pratos e copinhos levamos de casa. Outros comprei numa lojinha de bairro de festas. Impressionante como os produtos de papel e madeira estão se popularizando finalmente! Essa lojinha da Vila Mariana, em São Paulo, localizada na rua José Antônio Coelho, vende, por exemplo, garfinhos de madeira importados com um preço realmente acessível.

No mais, levamos alguns brinquedos para dividir e decorar, como uma cestinha de piquenique de faz-de-conta. E a diversão estava garantida com os brinquedos públicos do parquinho!

Cardápio
Sabe o que as crianças mais amaram? Morangos orgânicos e mix de castanhas e frutas secas! Além de potinhos com essas frutas e castanhas, preparamos:

  • Pão “sem queijo” vegano (receita já divulgada aqui);
  • Varinhas de frutas (palitos de bambu com uvas sem sementes, morangos, cubinhos de abacaxi ou melancia, blueberry e carambola, não exatamente nessa ordem, mas quando finalizamos com estrelinhas de carambola ou frutas cortadas em formato de estrela, parece uma varinha mágica, como a da Holly, do desenho do estúdio da Peppa, Ben & Holly);
  • Bolo preguiçoso de maçã, bem caseiro, preparado pela titia, que fica baixinho na forma, então decoramos com os cataventos;
  • Brigadeiros de grão de bico (em função da possível alergia à proteína do leite de vaca ou intolerância, nossa filha ainda não provou um brigadeiro tradicional e este foi seu primeiro aniversário com brigadeiro!), ficam bem gostosos e foram bem aceitos – passo a receita em breve (tenho que pedir ao maridão, sim, foi o papai que fez!).

Pra beber, água, chá gelado de erva cidreira ou suco integral de uva orgânico. Basta!

potinho

Reaproveitando o potinho, você pode servir porções individuais da salada e cobrir a tampa com um guardanapo de tecido

Se fosse uma festa ainda mais minimalista e comemorássemos só com a família ou meia dúzia de pessoas no total, sugiro um almoço piquenique – como já fizemos num final de semana de “hanami”, festival das cerejeiras. Em potinhos de geléia individuais, montei uma salada estilo Rita Lobo, com camadas de molho, macarrão frio, legumes raladinhos e verduras. Nesse caso, se for aniversário, bolo de sobremesa, claro. Que delícia!

Acessório indispensável
Ganhei de uma amiga no meu aniversário e pude aproveitar no aniver da minha filha esta esteira dobrável impermeável, própria pra piquenique. Vem com alça para carregar, muito prática. A estampa é linda, mas, com pena de sujar, cobri com as toalhas.

Ano que vem
Diferente do primeiro ano, que mal terminou a festa eu estava planejando o ano seguinte, agora é a pequeninha que já está tendo ideias para seu aniversário de 4 anos. Ela tem ideias sobre um tema (viu numa padaria um bolo que a encantou), o que comer, sobre o parque… Pois curtiu muito a comemoração singela deste ano, cada detalhe. Por ela, repetiria os cataventos, mas de outras cores!

Vamos ver como vai ser. Adorei ler este artigo sobre o aniversário das crianças na Alemanha! Realmente não precisa de muito, o legal é celebrar, deixar o dia especial.

 

Saiba mais:
Artigo muito interessante sobre a comemoração dos aniversários na Alemanha
Receitinhas saudáveis para aniversário
Como fazer uma festa ecológica

Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

Mobilidade em SP

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Esta semana começou muito bem – e não podia terminá-la sem dividir a experiência com vocês. Na terça-feira, 3 de março, foi inaugurada uma nova travessia para pedestres num dos principais cruzamentos de São Paulo, na Consolação com a Caio Prado (pertinho daquele projeto de parque, o Parque Augusta, que infelizmente tem cada vez menos chances de ser público e real). É uma faixa diagonal para pedestres! Até uma semana atrás, quando passávamos por ali, tínhamos que esperar pelo menos dois demorados sinais para atravessar todo o caminho. Agora podemos ir seguros de uma vez só.

Na segunda-feira, ainda em fase de teste, tive o privilégio de atravessá-la com carrinho de bebê. Um rapaz da CET nos acompanhou no trajeto para garantir que a faixa de pedestre era oficial e segura. Adorei! Espero que siga funcionando bem e que mais cruzamentos assim sejam feitos pela cidade, respeitando o pedestre.

A iniciativa integra o projeto Centro Aberto e segue o modelo de cruzamentos para pedestres em Tóquio, no Japão. Há um “X” pintado de azul com as faixas brancas entre as esquinas com guias rebaixadas. As rampas para caldeirantes nas faixas antigas de pedestre deste cruzamento também foram ampliadas, assim como os sinais ficaram mais longos e sincronizados!

Agora está ainda melhor andar de carrinho por Higienópolis! Adoraria ver uma faixa dessas na Av. Angélica, em frente à Praça Buenos Aires.

Mais informações:
Sobre a faixa
Sobre o projeto Centro Aberto
Transporte público com bebê em SP
Manual de convivência com bebês

Bastidores da festa

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No primeiro aniversário, queria muito que minha filha pudesse aproveitar bem sua festinha. Não queria que ficasse com sono no meio de tudo. Por isso cuidei para que a festa começasse cedo (no meio da tarde) e respeitei seus horários para que ela ficasse tranquila na chegada dos convidados. Me preocupei para que a Dora tivesse uma rotina tranquila na véspera e tirasse as sonecas no meio do dia antes da festa.

O dia anterior foi OK. No dia da festa, no final da manhã, a tia levou a aniversariante com sono pra passear de carrinho enquanto a mamãe finalizava os preparativos com a vovó – mas quem disse que ela dormiu? Depois do almoço, sim, mamou e tirou uma bela soneca até 15 minutos antes da festa, quando entrou para o banho.

No começo estava tímida e sonolenta, mas não demorou para entender que a festa era dela. Quase todos os presentes abrimos na frente dela. Quando era brinquedo, deixávamos no tapete para as crianças brincarem.

Seria ainda mais perfeito se soubesse apagar a vela do bolo! Isso ela aprendeu alguns meses depois. Pelo menos não chorou (eu chorei no meu primeiro parabéns)! Já batia palmas e curtiu a função toda.

Não precisou jantar nem lanchar, beliscou comidinhas saudáveis na festa ao longo da tarde e da noite. Bem gulosa! No aniversário não precisa respeitar o horário dessas refeições.

Fim do dia: pés descalços e vestido imundo! Festa muito bem aproveitada.

 

primeiro aniversário: preparando o bebê para a festa

Leia mais:
Primeiro aniversário – festa para bebês, sim!
Festa ecológica para bebês – como fazer e como fizemos
Sementes de lembrança – lembrancinha de maternidade ou para festas

Festa ecológica para bebês

mesa ecológica e saudável para festa infantil
Do convite à lembrancinha: numa festa ecológica, tudo deve ser pensado para provocar o mínimo impacto e ser bem utilizado na festa. Todos os detalhes fazem a diferença e dão graça à decoração. Não basta separar o lixo para reciclar, o cardápio também deve ser saudável e sempre que possível com ingredientes orgânicos e naturais.

Princípios para uma festa ecologicamente correta:

– copos, pratos e talheres reaproveitáveis/ laváveis ou biodegradáveis;
– decoração reciclada ou no mínimo reciclável;
– lembrancinha útil, sem excesso de embalagem;
– reduzir impressões (inclusive do convite), reduzir plástico ou o que não for reciclável;
– reduzir e separar o lixo;
– evitar desperdício de comida (distribuir e/ou congelar as sobras).

Numa festa para bebês, vale observar se os produtos e embalagens utilizados são atóxicos e seguros (não são frágeis, quebráveis, que possam causar algum acidente). O ambiente deve ser seguro para os pequenos. Deve haver estrutura para atender a demanda dos bebês e seus pais (pelo menos um trocador). Deve haver espaço para as crianças brincarem. O cardápio pode ser de acordo com a dieta dos bebês – com alimentos saudáveis, orgânicos, sem açúcar.

 

Como fizemos a festinha

Já contei um pouco como ficamos felizes em organizar a festa de primeiro aniversário da Dora. Agora, mais detalhes:

Convite
O convite foi virtual. Primeiro um teaser ou save the date com a foto da aniversariante para os convidados se programarem e não viajarem ou voltarem mais cedo no feriado. Depois um convite via Facebook, criando o evento na agenda – é legal porque é possível gerar lembretes e fazer publicações privadas para o grupo de convidados e bom para checar o RSVP (pedindo com carinho a margem de erro é pequena).

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

Decoração
Nada de balão, apenas pompons de papel de seda, algumas lanternas chinesas de papel e detalhes em pompons de retalhos de lã. O balão estoura, o barulho assusta os menores e sua composição não é biodegradável – as partículas que caírem no jardim por ali ficarão.

Com parte da sobra do papel de seda, fizemos um painel de bolinhas para ficar atrás da mesa do bolo. As bolinhas costuradas em tiras presas na vertical (mas soltas embaixo), dão movimento e graça. Sendo em papel de seda, melhor costurar à mão. Se passar na máquina, todo o cuidado é pouco para rasgar – se colar uma fita adesiva, pode facilitar, mas perde o caráter mais ecológico. Em papel de maior gramatura fica mais resistente, seria mais fácil de costurar e pode ser aproveitado para mais festas.

A cortina de fitas foi do nosso casamento, reaproveitada. Assim como as toalhas de mesa eram de algodão costuradas pela vovó e já utilizadas em outras festas. Na decoração da mesa do bolo, colocamos duas corujinhas confeccionadas artesanalmente em feltro.

Bebidinhas
As suqueiras foram alugadas (em Porto Alegre, na UT Locações). Numa colocamos suco de uva (lá é fácil encontrar sem açúcar, sem conservantes e até mesmo orgânico), na outra chá de maçã com canela gelado, feito em casa com maçã seca.

suqueira e garrafinhas

Uma jarra com água, outra com água saborizada (feita em casa), ambas de vidro.

Para beber, oferecemos alguns copos em vidro, compramos copos de papel descartáveis e disponibilizamos outros vidrinhos (potes e garrafinhas) reaproveitados de embalagens de leite de coco ou geleias para tomar com canudinho de papel. Os copos descartáveis compramos lisos (mais baratos) e decorados no tema da festa. Para não haver desperdício, colocamos um bilhete em papel reciclado pedindo que as pessoas identificassem e cuidassem dos seus copos, disponibilizamos canetinhas hidrocor e colamos adesivos de papel nos vidrinhos para as pessoas escreverem seu nome. Atenção aos canudinhos de papel: não são tóxicos, são degradáveis, são lindos, mas são bem menos resistentes que os copos do mesmo material – facilmente se desmancha, se deixar o bebê brincar, vai comer papel.

canudos e copos

Copos e canudos podem ser encontrados na Rua Barão de Duprat, em lojas perto do estacionamento do Shopping 25, na região da 25 de Março em São Paulo. Os copos decorados são da Magazine 25, que, apesar do nome, fica na Senador Queiroz, bem pertinho da saída da linha amarela da Estação da Luz do metrô.

Comidinhas
Para as crianças/bebês (oferecemos mousse de cacau sem açúcar e sagu de uva natural sem açúcar), compramos colheres pequeninhas de bambu diretamente dos artesãos na feira de domingo da Liberdade (observem na foto principal). Custou R$ 0,60 cada uma, com a vantagem de não ser quebrável, não ter BPA nem toxinas do plástico, ser leve e, diferente da madeira, não proliferar bactérias (pode usar de novo), além de que o bambu é uma planta de rápido crescimento. As colheres de madeira vendidas para festas custavam mais de R$ 1,00 cada.

Talheres para os adultos eram colheres e garfos de verdade, laváveis.

pratos descartáveis de papel

Bandejas e pratos de servir eram de papel, assim como os pratos decorados para servir o bolo, também da região da 25. Os pratos decorados com coruja estavam mais baratos (e foram comprados) na loja de confeiteiro Central do Sabor, na Rua Paula Souza, 190 (mesma região).

Da Ultrafest, os pratinhos são de papel certificado de origem 100% de reflorestamento. Compramos no Magazine 25 dois suportes para cupcake em formato de árvore, também em papel, mas bem resistente, que podem ser usados mais vezes.

De lá, também trouxemos forminhas de papel para os docinhos sem açúcar decoradas e quadradinhas – que são mais resistentes e não grudam no doce, evitando que os bebês comam papel. E também palitos de coruja (em papel e madeira) para decorar os muffins de banana. Eu dispensaria as forminhas de papel, principalmente aquelas tradicionais de brigadeiro, que grudam nos doces e podem ser engolidas pelos bebês. Quanto mais puder reduzir as embalagens, mais respeita o meio ambiente. Deu super certo servir os cachorrinhos de legumes soltos nos pratinhos.

Lembrancinhas
Também da Ultrafest a embalagem das lembrancinhas, pequenas valises de papel decorado, que preenchemos com frutas secas (sem açúcar, compradas na Zona Cerealista de São Paulo).

lembrancinha

Leia mais:
Como fazer uma festa ecológica infantil
Uma festa para o Dia das Crianças
Primeiro aniversário: festa para bebês
Mais inspirações para festas infantis ecológicas

Presente para o papai

Três sugestões de presentes sustentáveis para o Dia dos Pais:

Camiseta Greentee

Greentee & Esforçado

Greentee & Esforçado

As camisetas Greentee são feitas de malha ecológica, de algodão orgânico ou de garrafa PET, e têm uma proposta social. Cada camiseta vendida gera uma gêmea, que é doada a uma criança de uma instituição cadastrada. Há estampas descoladas como esta, diretamente dos muros de São Paulo: Você Praça Acho Graça – uma campanha criada por Dafne Sampaio, o Esforçado, por mais espaços públicos. As camisetas (pelo menos quando compramos para o papai no ano passado) vêm embaladas em saquinhos de algodão feitos com sobras da malha, que podem ser aproveitados em viagens.

Flores, por que não?

rosa de pedra

rosa de pedra *foto: Anderson S. Silva

Flores não são presentes exclusivamente femininos. Alguns arranjos podem ficar lindos e masculinos. Para ficar ecologicamente correto, seria bacana manter a flor ou planta no vaso com terra. Você pode escolher plantas de sombra. Uma suculenta, por exemplo, como a flor de pedra. Ou iniciar uma horta de temperos, com um pé de pimenta.

Carregador de bebê

wrap BabySlings

wrap xadrez marrom BabySlings

Um sling bem masculino, como um wrap liso ou estampado ou MeiTai (ah, queria essa promoção no ano passado!), para abraçar a paternidade. Porque colo de papai também é muito gostoso. Bom presente para futuros papais também!

Certifique-se antes da compra se o carregador é indicado ao tamanho do papai. Wrap costuma dar certo, porque são cerca de 5m de tecido que se amarra de várias formas. Já outros carregadores podem ser mais práticos de usar, desde que compridos o suficiente.

Leia mais:
Por que usar tecidos ecológicos?
Presente original: plantinhas
Sem limite de colo – nossa experiência com sling de argola e MeiTai

Amamentar até os dois anos, sim

Selfie da Hora do Mamaço 2014

Selfie da Hora do Mamaço 2014

A recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde é que o bebê seja amamentado até pelo menos os dois anos. A amamentação garante a boa nutrição, que está ligada ao crescimento físico da criança, mas também é tão rica em nutrientes que beneficia o desenvolvimento da criança em outros aspectos também – como o DHA, que permite que o cérebro alcance seu maior potencial cognitivo. Sem contar no vínculo afetivo mãe e bebê, que proporcionará segurança ao filho.

Surgem os dentes, a criança começa a falar e, na minha experiência, tudo vai ficando mais prático. Depois dos 10 meses e meio da Dora, preocupada com a introdução de alimentos e certa que amamentar não tira a fome nem a vontade de comer, parei de anotar as mamadas. Pra ser bem sincera, ainda anoto as últimas da noite para lembrar que horas pegou no sono (bem que gostaria saber fazer dormir à noite sem amamentar).

Aos 15 meses (um ano e três), ela pede pra mamar (“mamá, mamãí”). Avisa quando tem que mudar de lado. Já quase abre sozinha as blusas e os sutiãs. Mama em qualquer posição.

Nos primeiros meses, evitava que mamasse deitada pra ficar com a cabecinha mais alta e depois arrotar direitinho. Agora temos manhãs e algumas madrugadas preguiçosas, em que ela mama deitada de ladinho e já emenda num sono gostoso na cama de casal. Quando o pescoço não era firme, achava difícil experimentar a tal “posição do cavalinho”, ainda mais que nasceu bem comprida. Agora mama sentada de frente pra mim e pega no sono no meu colo na maior facilidade. Com uns 12kg, ainda consigo amamentar com ela amarradinha em mim, no MeiTai.

Não tive problemas com mordidas. Se fechava a boca e quase enfiava os dentes é porque continuava pendurada no peito dormindo, aí é só colocar o dedo mínimo e tirar a boca dali. Mas começou com o péssimo hábito de procurar o outro bico do seio pra beliscar enquanto mama, como se quisesse garantir bastante leite. Às vezes, busca o absorvente de seio e se agarra nele, e a roupa fica com aquela mancha de leite materno… Já fiquei sabendo que não sou a única mãe beliscada, outras mães que amamentam dos dois lados já se solidarizaram. Tentei substituir o outro bico do seio ou o disco absorvente pelo paninho de ombro (hoje bem menos utilizado) pra ela segurar ou se esconder, mas não funcionou ainda tão bem.

Mamar é sobremesa do almoço. Mamar é sonífero. Mamar é aconchego e consolo. Mamar é uma das primeiras refeições do dia, mas já não é café da manhã. Ela participa das refeições da família, mas também papa primeiro e mama enquanto a mamãe come. E desse tamanho, tão pequeninha, aponta e mostra que prefere mamar na poltrona de amamentação!

Leia mais:
Amamentação: pulando obstáculos

Primeiro show: Badi Assad

Badi Assad
Levamos a Dora pela primeira vez ao teatro para assistir a um show infantil. Lançamento do CD Cantos de Casa, da Badi Assad. Conhecíamos o disco e estávamos ansiosos pelo espetáculo. Já tinha assistido um espetáculo adulto da Badi Assad e voltei a ficar encantada com sua desenvoltura em cena. O álbum foi criado após sua experiência como mãe da Sofia, que está com 7 anos.

No palco, muita sucata reciclada, instrumentos de garrafa PET. O show começa fazendo música limpando a casa. No disco, a limpeza também é do corpinho: incentiva a escovar os dentes, tomar banho e afinar os sons, fazendo percussão com o corpo. Educativo, mas nem tão politicamente correto – remete a cola na escola, respostas atravessadas, tudo em tom de piada.

Cantos de Casa

O show foi no Sesc Consolação, em São Paulo. Não sei dizer se a Dora ficou mais encantada com a iluminação ou com os nenês na plateia! Ela se comportou muito bem aos seus 14 meses e meio, mesmo sendo num horário do sono do final da manhã.

Começou mais tímida, observando quietinha, parada no colo, mas sabia que estava lá para ouvir música. A cada intervalo, ela não queria saber de teatro nem palhaço. Virava as palmas das mãos pra cima lamentando, “ca’bô”, e dançava, “qué”, como quem diz “por que parou, quero mais música”. No meio, pediu para mamar, mas não dormiu. Perto do final, quis descer as escadas para dançar lá na frente com outras crianças. Só voltou para o lugar para tentar alcançar o balão gigante que flutua sobre o público no fim do espetáculo – ops, estraguei a surpresa, mas não contem para os pequenos!

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Quem curtir o CD infantil da Badi pode gostar das Fadas Magrinhas, outro álbum bem brasileiro de uma banda pernambucana para crianças. Pra chacoalhar o chocalho!

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Pacotes de presente

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Já repararam no excesso de embalagem em quase tudo que consumimos? E nos pacotes de presente? Um exemplo bem comum: o produto vem embalado numa caixa, que por sua vez está lacrada com uma embalagem plástica; ganha um saquinho de presente cheio de enfeites, que é levado dentro de uma sacola. Não precisa de tanta coisa para o pacote ficar bonito!

Trago três sugestões de pacotes de presente para este Natal:


1. Papel pardo (kraft)

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Essa embalagem é boa de fazer com criança ou para bebês. A criança pode desenhar sobre o papel. Os bebês vão adorar abrir e rasgar o pacote. Vejam como pode ficar elegante. Eu adoro colecionar fitas mimosa ou pedaços de fita. Apenas uma fita bem colorida e bem amarrada, com um laço bonito é o suficiente para deixar o presente lindo e chique. Ou uma folhinha pra decorar.

O papel pardo ou kraft natural é vendido em rolo. Atualmente, um rolo de 80g, com 60cm de comprimento, com 150m, custa uns R$ 40,00.


2. Sacola de papel pardo (kraft)

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Não precisa de um pacote de presente dentro da sacola, ela já é a embalagem. Para finalizar e fechar, você pode usar um prendedor de roupa de madeira, que você mesmo pode decorar. Você pode prender um cartãozinho de Feliz Natal com o prendedor, que terá vários usos depois: prender pacotes de alimentos, pendurar desenhos num varal ou mural vivo, deixar a criança usar a criatividade.

Fácil de encontrar. Cada unidade do tamanho médio (tipo A4) na papelaria do bairro custa R$ 2,00.

Me inspirei em uma loja de produtos infantis do Itaim, em São Paulo, onde minha irmã adora comprar presentes para a Dora. Eles ainda usam um pacote plástico da loja, que eu acho totalmente desnecessário, porque fecham com um prendedor lindo decorado e colocam numa sacola de papel.


3. Tecido

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Essa técnica de dobradura de tecido para fazer um pacote de presente é chamada de furoshiki. É quase um origami, não precisa de costura e é bem simples de fazer. Na minha opinião, é a embalagem mais sustentável, porque não gera lixo – pode ser reaproveitada inúmeras vezes. Se o presenteado não quiser embalar outros presentes assim, pode usar a criatividade para usar o pedaço de pano. A relação custo-benefício não é questionável.

Para a maioria dos presentes, o tamanho médio deve ser um tecido de aproximadamente 60 x 70cm. Ou seja, dependendo do comprimento da peça (que costuma ser perto de 1,40m), você leva pouco mais de meio metro (o mínimo que as grandes lojas de tecido costumam vender) e já embala dois presentes. Se escolher um tecido nacional 100% algodão em saldo, cada pacote te custará até menos do que qualquer sacolinha de papel e ficará bem mais elegante.

Em São Paulo, tenho duas lojas preferidas de tecidos. A Fernando Maluhy é um grande fabricante e revendedor de tecidos de algodão – de onde você vê a maioria das estampas das feirinhas de artesanato. Abre só durante a semana, são bem organizados e ocupam dois andares do topo de um prédio da 25 de março, com entrada pela Basílio Jafet, numa esquina quase em frente da Ladeira Porto Geral (bem pertinho da saída do metrô, no quarteirão dos tecidos). A Center Fabril abre aos sábados, tem variedade de tecidos (assim você não precisa ir na 25 e no Bom Retiro para comprar), preço bom e são bem atenciosos. Fica embaixo do Minhocão, pouco antes do túnel que vai para Pompeia (sentido Centro-bairro).

Vou aderir a essa técnica em grande parte dos presentes deste Natal. Veja como fazer neste link ou com este vídeo: