Carrinho de cara nova

empurrando

Sabia que podemos deixar o carrinho novinho e limpinho? Sim, existe assistência técnica especializada em carrinhos! Nem pensar comprar carrinho novo ou mudar a logística tão cedo.

Eu tinha certeza de que assim que levasse o carrinho no conserto, minha filha pararia de andar. Não parou, mas está dependendo menos dele, como já contei. Pelo menos por enquanto, ele continua nos ajudando a poupar tempo nos trajetos mais longos.

Não podíamos mais levar o carrinho no metrô, pois os freios não estavam mais funcionando. Desde 2015, de um lado. No último ano, de repente, dos dois. Mas foram mais de três anos de muito uso.

calota

Havia um outro problema que há muito nos incomodava. Comecei a levar choque ao empurrar o carrinho. Era só mudar de superfície, como andar na rua em dia bem seco e entrar num shopping. Ou de repente parar e apertar o botão do elevador do metrô. Ui! Fiquei traumatizada com esses elevadores, hehe. Depois de levar muito choque (e também para evitar calos nas mãos), comecei a usar luvas de ciclista para empurrar o carrinho. E comecei a sonhar em revestir as alças com aquela fita para guidom de bicicleta.

Então, com o Zezinho dos Carrinhos, a assistência técnica que encontrei em São Paulo, descobri que o problema eram metade das rodinhas que estavam carecas. E desde que trocamos essas rodinhas (que eram quatro, pois nosso carrinho é o Maclaren Techno XT), nunca mais levei choque. Acredito que as rodinhas traseiras gastaram mais de tanto forçar subindo e descendo guias de calçada sem rampa.

Comecei a desacreditar na promessa de que o modelo escolhido era um carrinho para toda a família, que passa de criança para criança, antes de conhecer a assistência técnica. Estava ciente de que rodamos provavelmente mais que a média, pois já foram muitos quilômetros nesses mais de três anos, enfrentando as magníficas calçadas brasileiras. Mas é verdade que esse carrinho atende crianças desde bem bebês (o encosto deita) até ficarem grandinhos (aos 3, nossa filha já vestia 6 e pesava quase 18kg, apostava que por 6 meses no mínimo ainda usaria muito).

O carrinho ficou bem limpinho, não perdeu a cor, como eu temia, prometeram não utilizar produtos agressivos. Os freios voltaram a funcionar perfeitamente! A calota nova foi a única coisa que não deu muito certo: em uma semana caiu, por sorte, na frente de casa – preciso voltar lá pra arrumar. O legal é que trabalham com peças originais.

sentada

Empolgada com o resultado, até esqueci que a menina estava crescendo! Somos altos, a pequena não é tão pequena assim. Com 3 anos e 8 meses, tem 110cm de altura e 19kg! Grande parte dos carrinhos têm o limite de 15kg, fiquei preocupada. Então lembrei que escolhi o Maclaren Techno XT por ser apropriado para famílias altas (os “puxadores” sobem, inclusive) e para acompanhar a criança no seu crescimento. Checando no site oficial, esse carrinho suporta até 55lb, ou seja, 24,900kg ou mais, ufa.

Claro que não é tão barato consertar, como qualquer mão-de-obra. Ainda assim, é muito menos do que um bom carrinho novo. E valeu a pena contratar o serviço de lavagem, pois tiram todo o tecido, desmontam para lavar e depois te entregam montadinho – bem mais eficiente do que nossa limpeza de aspirador e paninho, éramos salvos pelo forrinho do assento que colocávamos na máquina. Não sei os preços atuais, o serviço com as peças custava a partir de R$ 70 e não chegava a R$ 200. Com a possibilidade de conserto, o carrinho ganhou mais anos de vida!

Alguns endereços de assistências técnicas no Brasil:

São Paulo/SP
Zezinho dos Carrinhos (onde nós fomos)
Rua Tanabi, 47 – próximo ao Parque da Água Branca
11 3673-7357

Rio de Janeiro/RJ
Babytec (mais de um endereço, atendem Maclaren, respondem pelo Facebook, não experimentei)

Porto Alegre/RS
Casa Catraca (não sei as marcas que atendem, mas consertam carrinhos e bicicletas)
Rua Visconde do Herval, 1383
51 3217-0359

E você pode entrar em contato com o SAC do fabricante ou checar listas como estaesta ou esta.

 

Leia mais:
Dicas da mamãe da cabeça aos pés para limpar o carrinho em casa
Como escolher o carrinho do bebê

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Levando o bebê para o mundo

babysling

Um dos primeiros itens – e um dos que mais costuma pesar no orçamento – do enxoval do bebê, pelo menos para mães e pais que adoram passear, é o carrinho. Atualmente, existem tantos modelos que é fácil perder muito tempo pesquisando e continuar em dúvida. Se estiver planejando uma viagem de compras no exterior, esse pode ser um dos itens mais importantes a trazer, apesar do tamanho e do trabalho que dispensará. Cogite também a possibilidade de escolher outros babies carriers – o próprio bebê conforto, o babysling, o wrap, por exemplo.

Se resolver “importar” você mesmo, lembre que o carrinho (em inglês, stroller ou buggie) pode ser muito volumoso. Se optar por um modelo que vem com bebê conforto ou moisés, calcule também o possível gasto com excesso de bagagem, pelo número de volumes. Infelizmente, o preço e a variedade são muito mais competitivos lá fora. Confira se é possível receber encomendas no seu hotel, veja se consegue planejar a entrega em tempo da sua estadia e aproveite as promoções da internet e a própria embalagem da compra para despachar na viagem de volta. No Brasil, você tem também a opção de comprar usado (até mesmo pedindo ajuda a outras mamães em comunidades nas redes sociais) ou ainda de encontrar uma boa oportunidade em outlets, inclusive em outlets de importados, como este aqui.

Na hora de escolher o modelo, não serão apenas preço e cor ou estampa que contam na balança. Há vários itens a observar. Para começar a prestar atenção nos que são mais importantes pra ti, vale a pena visitar lojas físicas para experimentar diferentes modelos ou se oferecer para empurrar bebês dos amigos. Para conhecer diferentes marcas e recursos, há muitos vídeos no YouTube que podem ajudar. Meus reviews favoritos são da BabyGizmo.

A segurança do bebê é importante ser observada – a partir de que idade ele poderá usufruir do produto e até que tamanho; como é o cinto de segurança (ele facilmente conseguirá sair sozinho do carrinho sozinho?); quantas travas de segurança há nas rodinhas. O conforto para os pais é igualmente fundamental – qual o peso do carrinho para empurrar ou carregar; qual a facilidade de abrir e fechar; como pode ser empurrado em dia de chuva ou quando precisar ocupar uma das mãos; qual a altura do punho (handles) para apoio das mãos; como é o giro das rodinhas; se há bolsos e acessórios para apoiar bolsas, chaves e outros objetos. A escolha realmente vai se dar de acordo com o uso que for dar para o carrinho: como lembra o Let’s Family, se ele for usado como berço para o bebê no quarto dos pais durante os primeiros meses (e nem todos os carrinhos são apropriados a recém-nascidos), talvez deva ser mais amplo ou com limite para os pés ou, ainda, ter um suporte para moisés ou bebê conforto; para guardar ou entrar em lojas, pode se tornar um monstro se as rodas forem muito grandes (como os carrinhos para jogging) ou se ele for muito largo; se for usar apenas nos primeiros 18 meses do bebê, ele pode ser menor, mas se andar muito a pé (ou viajando com o filhote feito “mochilinha”, como diz uma amiga que mora na Bélgica e já viajou o mundo com o filho a tiracolo) pode precisar dele até perto dos quatro anos, e essa durabilidade também pode se estender a um segundo ou terceiro bebê da família.

            Jeep joggingUppa Baby Vista
O jogger stroller da Jeep vem com mp3 player e pode ser encontrado por menos de US$ 200 nos EUA;
a Uppa Baby é um dos fabricantes de modelos que já vêm com moisés para acoplar na estrutura do carrinho

Há modelos incríveis e baratos feitos para pais atletas, que são com três rodas (grandes) e podem vir até com mp3 player. Há modelos reversíveis e flexíveis, que podem acoplar bebê conforto da mesma ou de outras marcas e podem deixar o bebê virado para os pais, mas alguns são frágeis ou pequenos para crianças maiores. Há modelos com fechamento guarda-chuva que são leves e práticos, resistentes para diferentes tamanhos e fases da criança, mas que não têm opção de acoplar acessórios ou virar o bebê para você.

Maclaren XT umbrella   
A Maclaren fabrica modelos leves tipo guarda-chuva

Escolhi um desses mais tradicionais, mas bem leve, resistente e prático, modelo guarda-chuva. Assumi que se é para passear o bebê é porque estou levando o bebê “para o mundo”, ele não precisa olhar pra mim. Em uma série de palestras proferidas pelo mestre budista Chögyam Trungpa Rinpoche (fundador do Shambhala) nos anos 1970, ele defendia que os pais devem tratar seus filhos como visitas a partir do momento do nascimento. Se essa relação não for bem estabelecida pode gerar dificuldades no futuro, como problemas com dinheiro – para ele, a neurose relacionada ao dinheiro está ligada em parte com a neurose na sua relação com seus pais. Não deve ser uma relação de propriedade, “meu filho”, mas você é “pai” ou “mãe” do bebê, como um bom anfitrião. Levar o bebê para o mundo é como apresentar esse mundo ao seu convidado especial.

“In a genuine marriage, you accept the other person as a friend, a beautiful, communicative friend, and your partner views you as a good friend as well. Then, when you have a child, you actually do regard that child as your first guest. You have to feed and clothe this guest, bring her up, and educate her. You are the host and hostess. That would be the ideal.”
Chögyam Trungpa Rinpoche, p. 146
@ Work Sex Money – Real Life on the Path of Mindfulness

Outros fatores nem sempre observados, mas que vale prestar atenção e deixam sua decisão mais sustentável: de onde vem o produto, de que material é feito, como é feito e qual a política da empresa fabricante. Assim como outros produtos para bebês, observe se há produtos tóxicos na composição do carrinho e se eles são seguros ou podem ser inflamáveis. Veja se é livre de flatatos, chumbo, PVC e se é resistente a chama (BFRs – brominated flame retardants). Neste site, você encontra reviews de carrinhos com propostas ecologicamente corretas, e este reúne estatutos de vários fabricantes de carrinho.

Em muitas situações, carrinhos e bebês confortos podem ser apenas mais um item a carregar. Lembre se terá onde guardar ou estacionar no seu destino. O passeio pode ser muito mais prazeroso com outro tipo de carrier, como um babysling ou um wrap, que são resistentes para carregar desde recém nascidos a bebês maiores – e não pesam. Eles são cada vez mais fáceis de encontrar no Brasil. Aconselho não apenas comprar aqui, como também encomendar sob-medida (pela internet, por exemplo), de acordo com a altura da mãe, por medida de segurança (em lojas geralmente vendem tamanho único, que pode não ser o mais adequado pra ti). Para os papais, o wrap pode ser mais seguro e confortável. É possível até mesmo aproveitar camisetas velhas para fazer, sem usar a máquina de costura, seu próprio wrap. No entanto, não ouse dirigir ou correr com esses carriers (veja os cuidados que deve ter nos links abaixo).

Alguns links para quem estiver interessado nessas formas mais modernas de transporte:
Essa mãe sustentável compara tipos de carrier
Medidas de segurança – o que checar no seu sling ou carrier
Aqui, a cartilha da Babyslings sobre como usar o sling com segurança
Esse pai moderno explica sobre o wrap
Neste vídeo da Morada da Floresta, há uma explicação de como usar o wrap
Essa mãe ensina como fazer um wrap sem costura com camisetas velhas
Aqui ela demonstra como usar e como o modelo de wrap que ela ensina é seguro

Para escolher o carrinho
O que verificar:
– qual o uso que você vai dar ao carrinho? por quanto tempo pretende usar? é seu primeiro filho?
– vai andar mais na rua ou em shoppings e nas casas das pessoas?
– vai viajar com o carrinho?
– vai carregar no porta-malas?
– tem onde guardar em casa?

O que levar em conta:
– medidas de comprimento do carrinho (altura dos pais, largura do carrinho e de suas rodas, tamanho do carrinho fechado para armazenamento e transporte);
– peso do carrinho, flexibilidade das rodas;
– idade do bebê;
– segurança;
– materiais;
– política da empresa.