Experimentei: Biolinum

Fraldas Biolinum

Contar sobre fralda de pano logo no primeiro dia de uso é arriscado, pois ela precisa ser lavada pelo menos duas vezes (dois ciclos na máquina, não necessariamente com sabão) para ficar mais absorvente. Estava ansiosa para experimentar na minha filha as Fraldas Ecológicas Biolinum, que é uma nova marca brasileira de fraldas de pano, produzidas em Campinas. Escrevo depois da segunda experiência com a fralda, o absorvente de algodão, o absorvente de microfibra e o forrinho de bambu.

Usamos com o absorvente interno de algodão reforçado com o forro de microfibra e com o Eco-Refil, forrinho biodegradável – tudo junto. Os absorventes podem ser usados separadamente, mas a troca da fralda deve ser mais frequente. O forrinho é descartável.

Características marcantes:
Adorei o fechamento em velcro e em botão da fraldas de pano Biolinum. Usei os botões para regular a altura, mas é muito prático fechar na cintura com o velcro, sem se preocupar em encaixar os botões.

A camada externa é macia e fosca, de um algodão impermeabilizado, quase uma camurça – eles chamam de Fashion Peach Skin (pele de pêssego). O forro interno, de microsoft, que não fica molhado de xixi, bom para a pele do bebê. Aparentemente, a largura da fralda é um pouco maior (cerca de 1cm mais larga) que as já experimentadas, mas é tamanho único.

Recomendo começar a usar a partir da quinta lavagem. Pode colocar na máquina com as outras roupinhas do bebê. Não demora muito a secar, não vai demorar a usar.

ferrinho de bambu

Segredinhos:
Se usar o forro de fibra de bambu, corte um pedaço do rolo que cubra de ponta a ponta da fralda, assim garante que as fezes fiquem sob o paninho. O material é como um TNT bem fino, biodegradável. Muito fácil de descartar o cocô com esse paninho, o que facilita as saídas com fralda de pano. Ele retém as fezes, mas deixa a fralda absorver o xixi e pode ficar suja, manchada – ou seja, você não vai reaproveitar a fralda, mas a sujeira será fácil de remover na lavagem à máquina.

O ajuste nas pernas do bebê pode ser feito puxando o elástico, que é caseado e pode ser preso com um botão. O teste que eu faço para saber se a fralda tá bem ajustada nas pernas é amamentar na posição clássica – cuidado que, se a fralda estiver larga, pode vazar. Nessa experiência, tudo OK. Outras fraldas da Dora têm o elástico ajustável, mas confesso que não sabia que era possível ajustar. Nessa, o botãozinho é bem acessível caso precise apertar ou alargar.

Um diferencial bem interessante: nas laterais da fralda é possível prender reforços opcionais em velcro para evitar que a fralda se abra acidentalmente (depois que a criança já está caminhando).

Fralda e absorventes gentilmente cedidos pela Fralda Ecológica Linum Bebê e Natureza

Leia mais:
Sobre fraldas

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Verão = sorbet

sorbet orgânico

Muitas dicas para não derreter neste calor!

Primeiro, passem lá no Piccolo Universe e confiram receitas refrescantes no meu artigo 3 dicas para uma boa hidratação das crianças no verão. Tem inclusive nossa experiência com o momsicle, o picolé de leite materno. Aprovado pela Dora!

Piccolo Universe: 3 dicas para uma boa hidratação das crianças no verão

A outra sugestão é para mamães: sorbet orgânico La Naturelle. Perfeito para gestantes (geladinho para refrescar, aliviar enjôos e não engordar) ou para mães que estão amamentando e não podem tomar leite. Além de delicioso, é orgânico e bem natural – o casal Ronaldo Canova e Patrícia Marra criaram os produtos pensando nos familiares com intolerância a alguns corantes. Vendem em potinhos individuais, de 120ml, ou de 490ml – em embalagens de papel (só tem plástico na tampa). São vários sabores, meu preferido talvez seja o de amora, mas o de açaí, apesar de ser o menos cremoso deles, é bem interessante. Fiquei viciada neles neste verão. Veja se já vendem na sua cidade.
La Naturelle

Rastros na areia

6545537497_90cebc1786_bfoto: Celso Moreno

A praia é uma boa oportunidade para ensinar seus filhos sobre comunidade, ecologia e sustentabilidade. Aproveitem para observar a natureza, as plantas e os animais locais. E tomem cuidado com as pegadas que deixam na areia. Algumas questões a prestar atenção ao levar as crianças na praia:

* Horário solar – o melhor horário para ficar com as crianças na praia é o final da tarde. A praia costuma estar menos lotada, há mais sossego para brincar e a noite vai dizer a hora de ir embora, evitando sair correndo ou permanecer no horário de mais sol. O bronzeado fica até mais bonito no começo ou fim do dia, e as fotos, sem sombra nos rostos, também. Você pode relaxar e economizar em protetor solar. Mas atenção ao horário de nascer e pôr-do-sol de onde você estiver (os aplicativos de previsão do tempo costumam indicar): no horário de verão o sol das 18h seria o das 17h, então quanto mais tarde, melhor; quem está de férias no Nordeste, veja que amanhece cedo e que no sol das 8h você já deve se proteger.

* Alimentação – prefira levar de casa ou consumir em restaurantes próximos (quiosques fixos), pensando no que pode ser mais saudável e higiênico para a família e no que vai deixar menos resíduos na hora de ir embora. Farofada? Consciência! Evite embalagens descartáveis e levem seus squeezes.

* Protetor solar – a Veja levantou uma polêmica no ano passado sobre a absorção de vitamina D ser melhor no horário de pico de sol e sem protetor solar. Uma coisa é considerar os 15 minutos de sol do bebê, outra estar exposto à praia por horas, com sol refletido pela água do mar e pela areia – então não basta ficar embaixo do guarda-sol. Existem protetores específicos para bebês e crianças, mas nenhum para menores de seis meses. Este artigo é muito interessante sobre os resíduos que os protetores deixam no mar. Por isso também é mais indicado o final da tarde.

* Brinquedos e saída da praia – ensine seus filhos a não levarem lembranças da praia, deixando conchas, peixes e plantas no seu lugar, mas também a não deixarem lembranças na praia. Olhe bem e recolha todos os brinquedos. Cubra os buracos na areia para evitar acidentes e tropeços alheios. Existem brinquedos de praia degradáveis, mas observe se são biodegradáveis (feitos de materiais naturais) – considerando que é muito fácil deixar um brinquedo perdido na areia, é de se pensar.

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* Lixo – recolha seu lixo. Leve um saquinho para jogar fora palitos de picolés, cascas de frutas. Evite deixar embalagens ou coisas que poderiam ser recicladas.

Dando um Google em regras de etiqueta na praia, fiquei chocada com a quantidade de reclamações para os pais “segurarem suas crianças” e “irem embora quando abrirem o berreiro”. Ninguém comenta que, principalmente em lugar público, deve-se respeitar o próximo e o meio ambiente, o que inclui evitar fumar (e deixar bitucas de cigarro). Bom verão a todos!

Sem limite de colo

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Colo e carinho em excesso não têm efeito colateral – a não ser criar uma criança feliz e segura (e ocupar os braços e forçar a coluna da mãe). A psicoterapeuta Laura Gutman explica que os filhotes de outros animais prontamente nascem independentes, com a habilidade de se locomover. Já os bebês humanos passam por mais 9 meses de gestação extrauterina.

“(…) quando o bebê tem suas necessidades respeitadas, logo cresce e evolui. Se sua segurança interior for forte, terá mais coragem e vontade de explorar o mundo exterior.

Lembremos que ninguém pede aquilo que não precisa.”

Laura Gutman – A Maternidade e o encontro com a própria sombra, p. 130

Por isso, sou muito fã dos carregadores de tecido, especialmente o babysling e o Mei Tai, que são os que já experimentamos. Afinal, um bebê tão pequeno não aprendeu a fazer manha. Muitas vezes precisa de colo extra, sim. E você vai agradecer por poder ficar juntinho do bebê e ter as mão livres.

O sling ou ring babysling, que é o carregador de argola, é muito prático e pode ser usado desde o nascimento. Há uma variedade de posições para colocar o bebê – que você pode conferir neste manual. É como uma redinha, um ninho bem aconchegante, onde ele pode ficar na posição que estava no útero. Bem pequeninho, ele pode ficar deitado, na altura do peito. E você pode deixar de prontidão, encaixado, e ajustar o tecido ao colocar o bebê – puxa embaixo, de um lado, afasta um pouco o nó… Há várias posições para adotar, mais ou menos de acordo com os diferentes colos (hoje uso mais o apoio lateral, sentadinha).

Na rua, você pode proteger o bebê (do sol, da fumaça, dos olhares e até da garoa) com o que sobrar de tecido do outro lado da argola. Alguns modelos vêm com bolso nesse restante de tecido. Seu tamanho, quando comprado sob encomenda, pode ser ajustado de acordo com a altura da mãe, como já havia comentado. E pode facilitar a amamentação em lugares públicos – além de discreto, é um apoio para segurar o nenê em posição confortável.

As argolas podem atrapalhar em duas situações. Se for fazer longas caminhadas, descer ladeiras, o sling vai escorregando e você sentirá a pressão da argola no seu ombro, no ossinho. Ao passar em detectores de metal, no banco ou no aeroporto, pode apitar o alarme. No aeroporto costumam pedir para você passar no detector segurando a criança afastada do seu corpo, então não vai poder usar o carregador nesse momento. Além das argolas de inox, como eu uso, existem as argolas de nylon, injetadas especificamente para este fim, que são seguras e podem ser uma alternativa nessas situações.

O Mei Tai é o que mais se aproxima do canguru (para quem não conhece, é o desta foto). Foi nosso presente do Dia dos Pais e é um bom recurso de participação paterna. Mesmo que o a papai tenha usado com sucesso (fotos acima para comprovar), é o meu recurso favorito para os colinhos do final da tarde, quando preciso resolver algumas coisas e a Dora já está cansada.

Ainda que seu uso seja lógico (sem precisar quebrar a cabeça com o que fazer com o pano, um impasse para iniciantes no wrap, por exemplo), tive uma preguicinha inicial pra começar a usar. Até assistir ao vídeo abaixo e ficar segura de que poderia amarrar sozinha o Mei Tai em mim. Mas é importante aguardar o bebê estar com o pescoço bem firme e poder afastar as perninhas no seu colo para começar a usar.

Diferente de alguns modelos de canguru, o contato com a criança é direto, com o calorzinho do peito, sem material intermediário. Eu duvidava que o bebê pudesse dormir no colinho de Mei Tai, mas é totalmente possível. Na posição barriga-com-barriga, como demonstra o vídeo, minha filha encosta a cabecinha no meu peito e, já nos primeiros dias de uso, dormiu confortavelmente ali. No colo do papai, também.

Estou quase tão fã do Mei Tai quanto do babysling. Já me deu mais segurança para usar em transporte público ou mesmo em táxi. Com o crescimento do bebê, sua coluna vai agradecer por distribuir melhor o peso. Uso como uma mochila na frente – se preciso tirá-la dali, abaixo as alças e pego por cima, conseguindo posicioná-la novamente sem ter que amarrar tudo do zero.

Aliás, esse modo de carregar (barriga-com-barriga) e sua forma de fechar é bem parecida com a do wrap – que é literalmente um pedaço comprido de pano. Se for escolher um wrap, a dica da brasileira que mora na Croácia é preferir os modelos que têm uma estampa diferente no centro, indicando onde você deve posicionar o bebê.

Apesar de quase todos eles poderem ser usados como mochila, nas costas, acho que só terei coragem de usar dessa forma com criança maior. Até mochila ou bolsa precisamos carregar na frente do corpo no Brasil! Mas no mundo todo, esse é um dos modos mais comuns de carregar o bebê.

Veja como usar o Mei Tai e como amamentar usando o babysling:

amamentar

mudar de lado
(esse sling do vídeo não tem argola, mas no meu, com argola, sentia mais segurança em posicionar a cabecinha no lado da argola, o que ficava mais parecido com a posição que ela demonstra)

Mei Tai

Saiba mais:
Sobre carregadores em passeios
Outro vídeo sobre amamentar com sling

PS.: já aconteceu de eu estar na rua, usando o Mei Tai, e vazar xixi da fralda – ele absorveu e não deixou que me molhasse, ufa!

Mãos de mãe

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São tão raros os momentos que temos para nós mesmas que precisam ser valorizados. Em oito meses da Dora, posso literalmente contar nos dedos quando consegui fazer as unhas – ao contrário de várias amigas que me surpreenderam e conseguiram ir ao salão desde a primeira semana de vida de seus pimpolhos. Mães também merecem ficar bonitas até a ponta dos dedos. Só precisamos tomar alguns cuidados redobrados.

Gestantes já costumam (ou pelo menos deveriam) cuidar um pouco mais o que usam no corpo tanto pelo cheiro quanto pelo contato, pois tudo que consomem passa ao bebê e pode influenciar sua formação. Vale a pena investir em produtos hipoalergênicos (e sempre conversar com o médico). Todo mundo deveria tomar cuidado não apenas com os cosméticos que fazem mal para si próprio como também não deixar resíduos tóxicos para o planeta.

Mães de bebês pequenos ou recém-nascidos podem observar que, quando o esmalte das suas mãos ou das mãos das visitas (que pegam no colo ou fazem carinho) começa a se desfazer, pedacinhos minúsculos coloridos podem ficar grudadinhos na pele do rosto ou no couro cabeludo do bebê, sendo difícil a remoção no banho. Ao amamentar, é o dedo minguinho da mãe que vai à boca do bebê caso precise corrigir a forma de abocanhar o bico do seio ou interromper a mamada por um instante. E o próprio dedo mínimo do adulto pode fazer as vezes de chupeta aos pequenos recém-chegados. Então mesmo que você não carregue mais o bebê na barriga, a atenção deve continuar.

Isso não é um alerta para não ir à manicure, mas para manter as unhas sempre bonitas (ou remover logo o esmalte antes que comece a ficar quebradiço) e preferir usar produtos menos tóxicos. Você não vai querer correr o risco de arranhar o bebê – muitas mulheres, depois de mães, acabam preferindo (e até passando a achar mais bonito) manter as unhas bem curtinhas com os cantos arredondados (ainda que pinte com esmalte escuro). Também é conveniente levar os próprios produtos à manicure para sua proteção, prevenindo micoses ou doenças. Isso vale para base, esmalte, extra brilho e alicates, espátulas ou lixa.

Se você não tem com quem deixar o bebê e quer arranjar um tempinho para fazer as unhas, experimente ir acompanhada de seu pequeno num horário tranquilo – outros profissionais podem ajudar a cuidar o carrinho. Em alguns espaços, como o Amamãe em Porto Alegre, há serviço gratuito de berçário ou recreação enquanto você vai na manicure, pedicure ou cabeleireiro. Agora, convenhamos, o ideal, pelo menos quando o bebê é recém-nascido e tem aqueles dedinhos mínimos, seria existir um lugar ou profissional especializado em cortar as unhas do bebê, não concordam?

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Rótulo de um esmalte da Revlon

Substâncias a evitar:
(Leia a composição mesmo nos rótulos de bases, coberturas extra brilho e de esmaltes claros ou brancos)

Tolueno (toluene) – um dos três componentes que não integram os produtos “3free”, é um solvente derivado do petróleo, um líquido altamente inflamável e seu potencial tóxico está relacionado ao uso crônico de produtos com a substância em ambiente doméstico; 95% das alergias a esmalte são em função do tolueno.

Formaldeído (formaldehyde resin) ou formol – outro dos três componentes que não integram os produtos “3free”, é tóxico, inflamável e cancerígeno, pode causar irritação por inalação ou contato.

Dibutilftalato (dibutyl phthalate) ou DBP
– o terceiro componente que está ausente nos produtos “3free” é um plastificante que acrescenta brilho ao esmalte, pode provocar irritação na pele, nos olhos e no sistema respiratório; deixou de ser usado em brinquedos na Europa nos anos 1990, mas já era proibido em cosméticos desde 1976.

Mica (CL 77019) – corante altamente alergênico encontrado em esmaltes e maquiagens (esmaltes hipoalergênicos devem ser livre de corantes alergênicos também), encontrado em esmaltes cintilantes.

Tartrazina (CL 19140) – pigmento amarelo que pode causar alergia, também encontrado em alimentos.

Lembrando que os esmaltes hipoalergênicos são certificados pela Anvisa, enquanto 3free é uma categoria informal (no Brasil). E os esmaltes 3free podem conter outras substâncias alergênicas.

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Na foto, um esmalte hipoalergênico da marca brasileira Two One One Two. O desenho foi feito com carimbo.

Sugestões de produtos:

Para dar maior durabilidade no esmalte e evitar que se quebre logo, passe uma cobertura extrabrilho ou top coat como o Sunscreen, da Orly, que tem proteção UV, ou o Glosser, de alto brilho.

Cucumber oil – O óleo essencial de pepino prepara a unha para um crescimento saudável, hidratando e nutrindo unhas e cutículas. Pode ser usado depois da esmaltação, servindo também como óleo secante.

Secador de esmaltes Orly Spritz Dry – Mamães não têm muito tempo a esperar, o esmalte deve secar logo. Este produto não contém ingredientes de origem animal e é 3free.

Para quem está sem tempo de fazer ou pintar as unhas, aproveite para deixá-las mais fortes, tomando vitaminas (um suco verde em jejum ao acordar, por exemplo) e passando quantas vezes lembrar, várias vezes ao dia, um produto para proteger e fortalecer as unhas, como a cera nutritiva da Granado.

O que é bom para prevenir assaduras do bebê também é bom para hidratar unhas e cutículas. Experimente deixar as unhas de molho no azeite de oliva por uns 20 minutinhos (se conseguir) ou passe nas unhas antes de dormir. Os cremes do bebê (de calêndula da Weleda ou o da Granado, Desitin, Bepantol, Hipoglos – uma pomada bem vitaminada) também funcionam para hidratar as cutículas.

Saiba mais:
Sobre a indústria de cosméticos
Sobre esmaltes hipoalergênicos e 3free
Aprenda a usar o carimbo

P.S.: apesar do título do artigo, a foto principal é de mão de tia – no meu colo, meu lindo sobrinho Leonardo, ainda recém-nascido

As fases e as fraldas

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Agora no verão é a melhor época para começar a usar fraldas de pano. No calor, só a fralda já veste a criança. No máximo, mais um vestido para as meninas ou uma camiseta para os meninos para completar o look. Assim, o vazamento, que é a queixa mais comum ao começar a usar, não incomoda tanto, sem sujar as roupinhas. Se o bebê já passou dos seis meses, não é tarde para começar, é até mais fácil: o cocô começa a ficar mais sólido, sendo simples a remoção e limpeza.

Acompanhe as fases que já passamos:

RN
Nos primeiros 28 dias, usamos majoritariamente fraldas biodegradáveis descartáveis que ganhamos de amigos. As fraldas de pano ainda eram grandes então. Já existem fraldas de pano (modernas) bem pequenas brasileiras, mas não “crescem” com o bebê. Alguns modelos tamanho único estrangeiros podem ser usados desde muito cedo, regulando altura e largura da fraldinha – e agora já existem modelos brasileiros assim. Também não demorou muito para usarmos o tamanho pequeno da Fralda Bonita, aos 20 dias já estava experimentando.

Dessas menores, que são tamanho P (não RN), uma demorei pra me dar bem, não sei se pelo ajuste na perna que ainda era grande ou porque estava impermeabilizada – era o modelo de barreiras 3D. A outra, toda de algodão, foi mais fácil. Essa que deu bem certo no começo, no entanto, foi a primeira que paramos de usar, mesmo tendo fechamento em velcro. A 3D, hoje, aos 8kg, com fechamento em velcro, ainda cabe (agora que fizemos as pazes e começamos a nos acertar, tá ficando pequena).

Amadurecimento
A fase do mecônio é bem curta. Depois, o bebê faz cocô várias vezes ao dia. Apenas alimentado no leite materno, ele pode ser mole e passar a diminuir a freqüência – uma vez ao dia ou menos. Aos poucos, o cocô vai mudando de cor e textura, mesmo que o bebê esteja exclusivamente mamando no peito.

Nós gostamos de alternar as fraldas biodegradáveis com as de pano, priorizando o uso do pano em casa e durante o dia. Tentávamos adivinhar a hora do cocô. No começo, parecia que as fraldas de pano eram as preferidas para o “número dois”. Nessa fase, que era inverno, funcionou muito bem a fralda noturna da Morada da Floresta.

A partir do final do primeiro semestre
Quando você já acha que domina o cocô, o horário do cocô, lavar as fraldas, esculhamba tudo de novo. Com a chegada dos dentinhos, ainda que antes da introdução de alimentos, o bebê pode voltar a sujar a fralda com cocô várias vezes ao dia, ter diarreia e vir tanto, tanto cocô que não há fralda que não vaze, mesmo que não seja de pano.

Em compensação, na introdução de alimentos (e preparando a papinha na panela de ferro), o cocô fica tão mais durinho que fica muito mais fácil de lidar com as fraldas de pano. É um alívio pra quem já está craque no assunto e um ótimo momento para quem nunca ousou experimentar – nunca é tarde para começar. O cocô vai fácil para a patente, pode até rolar no chão e sobra pouca sujeira para limpar.

Aí a empolgação de uma ou duas semanas se vai: é hora de experimentar mamão. Se a mãe comer mamão e o bebê também então… Amolece tudo de novo. E o cocô começa a ter várias cores e cheiros.

Dicas da Ana Paula Silva, diretora da Morada da Floresta e fundadora das fraldas Bebês Ecológicos, para uma boa adaptação às fraldas de pano:
– o absorvente deve estar ajustado na largura da fralda e sempre dentro da fralda;
– experimente usar a capa anti-vazamento;
– se for menino, certifique-se se o absorvente está posicionado mais na parte frontal e posicione o pintinho para mirar para dentro da fralda ou capa;
– certifique-se se a fralda está bem ajustada ao corpo do bebê, não ficando larga;
– estabeleça uma frequência de trocas de acordo com o ritmo de evacuações do bebê, aos poucos vai reconhecer uma fralda muito cheia;
– experimente trocar a cada 2h, protegendo a pele do bebê e facilitando o desfralde;
– assista ao vídeo sobre como ajustar a fralda de pano.

As fraldas de pano preferidas experimentadas em todas as fases:

BumGenius
Tivemos problemas de vazamento com todas as fraldas – às vezes porque estava folgada na perna, geralmente porque estava impermeabilizada. Com a fralda pocket tamanho único da BumGenius, no entanto, não lembro de ter problemas. Desconfio que o segredo deles seja o material – por fora, um tecido fosco e elástico que facilita fechar com os botões de pressão; por dentro, um tecido absorvente fininho, que não fica impermeabilizado tão fácil. Mesmo assim, na própria etiqueta da fralda, que fica pendurada do lado de fora, recomendam usar na lavagem 1/4 da medida de sabão recomendada pelo fabricante (do sabão) – exatamente, instruções de lavagem em letras miúdas mas bem visíveis (do lado de fora da fralda). Temos uma só, lisa, na cor lilás bem clarinho, e vários recheios de microfibra. Ela vem com um recheio de microfibra, mas muito fininho. Recomendo comprar separadamente os absorventes, que cabem em outras fraldas também. E mais: esses absorventes são perfeitos para os guris, pois vêm com botão de pressão para poder dobrar e deixar mais fofo na frente. Fraldas fabricadas entre Estados Unidos e Egito, absorventes de microfibra feitos na China ou no Egito.

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BumGenius

GoGreen
Custo-benefício, um dos melhores entre as fraldas de pano nos Estados Unidos. “Made in China with love” (assim consta na etiqueta), mas criada no Colorado. As estampas são lindas e modernas, com cores fortes. O tecido denuncia a fabricação chinesa: sem elasticidade, não é fosco, é até meio brilhoso – apesar das estampas bem modernas, lembra muito um tecido tradicional chinês. O que mais me incomoda é o logotipo, bem grande e posicionado em destaque no bumbum, nada discreto – nas fotos de venda não parece que é tão grande. Mas é tamanho único, tem várias alturas, podendo ser usada em bebês bem pequenos, provavelmente em recém-nascidos também (compramos depois). Os botões de pressão são coloridos, para facilitar o fechamento (são de plástico e um pouco duros de fechar, mesmo em relação às fraldas brasileiras). Vem com um recheio de microfibra, que é um pouco menos concentrado que os absorventes de microfibra extras da BumGenius, mas é bom igual. Tem abertura na parte da frente e de trás do bolso, bem prático pra acomodar o recheio. Tem uma barreira interna que lembra as fraldas descartáveis e facilita encaixar uma capa com outro absorvente se quiser. Já tivemos vazamento com essas fraldas, mas não é sempre que acontece.

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GoGreen: como vendem e como é

Fralda Bonita
São lindas e com preço justo, fabricadas em Gramado/RS. Oferece várias opções de fechamento – adorei o fechamento em velcro, estendeu o tempo de uso de alguns modelos. Não tem tamanho único. As fraldas Tutti, de algodão, são boas para usar se o bebê pegou algum fungo – se passar um pouco de pomada não vai impermeabilizar tão fácil -, mas não segura o xixi por tanto tempo quanto as outras. A +Sek tem facilidade para impermeabilizar, mas quando está com sua capacidade total de absorção é ótima e não demora tanto para secar quando lavada. A Windy do modelo original, com a parte interna furadinha e externa de um tipo de Tactel, é minha preferida – também pode ser usada como biquini, sozinha, e é a que seca primeiro no varal (e logo que sai da piscina, se usada sem recheio). Meu jeito preferido de usar qualquer Fralda Bonita é com dois recheios enxutos dentro de cada fralda pocket: um sobre o outro, com os lados de microfibra pra fora e de algodão para dentro (criando mais uma barreira impermeável embaixo e deixando a camada de cima sempre sequinha).

A Bettina Launtterbach é bem acessível e tira dúvidas por e-mail. Tem um blog das fraldinhas também.

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Windy fase A sem absorvente

Morada da Floresta
Experimentamos apenas a Dry Fit, com tecido de biquini e capa anti-vazamento, e a noturna pocket com absorvente noturno. A noturna é maravilhosa, resiste a muitas horas de xixi, então pode ser usada quando o bebê emenda a noite dormindo. A Dry Fit demorei mais para começar a usar porque era mais larga na perna, mas o legal é que ela também pode ser usada sozinha, como biquini (como na foto do topo deste post). Observe que os modelos variam de acordo com as marcas (e os nomes dos modelos também) – a Dry Fit dos Bebês Ecológicos lembra a Windy da Fralda Bonita (e não a +Sek).

A Ana Paula Silva, fabricante, é de São Paulo/SP e tem uma comunidade no Facebook onde as mães trocam dicas, tiram dúvidas e vendem fraldas usadas da marca.

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fralda noturna

Adoraria experimentar mais marcas e modelos, especialmente as feitas em algodão orgânico, fibra de bambu ou os absorventes de cânhamo. Como nunca é tarde para recomeçar, estou louca para experimentar na Dora a fralda tamanho único recém-lançada, das Fraldas Ecológicas Biolinum, que tem fechamento em botão de pressão e velcro (não precisa escolher). E também o forrinho de bambu degradável da Biolinum.

Pra quem quer mudar para a fralda de pano:

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Saiba mais:
A causa que motivou este blog: fraldas
Como funcionam as fraldas de pano
Os recheios das fraldas
Derrubando mitos e bactérias
A lavagem das fraldas
Usar ou não usar fralda de pano durante um tratamento contra infecções

Vida longa

Neste primeiro aniversário do blog (eeeeeê!), além de relembrar o que me motivou a escrever e compartilhar os textos aqui, destaco os acessórios coringa, que dão vida longa às roupas e renovam o figurino da mamãe e dos bebês. E são os leitores que ganham presente: mais um sorteio!

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Estou à procura de uma peça que permitirá que eu reaproveite vestidos de alcinha e tomara-que-caia do verão passado (da gravidez) para amamentar neste verão e não me preocupar com as alças do sutiã. Essa peça-chave é um colete, que só não pode ser muito cavado. Ele quase sumiu das coleções de verão, mas quem tem uma jaqueta em casa pode transformá-la num.

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Se existe um acessório que pode dar vida longa às roupinhas do bebê e facilitar a vida dos pais adeptos às fraldas de pano modernas é o extensor de body. Sabe aquele período em que o bebê deu uma espichada no comprimento, mas o tamanho seguinte ainda parece grandinho? Aí também o extensor se encaixa muito bem. A brasileira BabyBio fabrica extensores de body com dois e três botões de pressão, em branco, preto, azul ou rosa.

Hoje o Blog da Mamãe Sustentável completa um ano. Para celebrar e desejar longa vida ao blog, vou sortear com a BabyBio dois extensores brancos. O modelo de dois e o de três botões de pressão. Para se inscrever, neste link, me conte sobre o que gosta ou gostaria de ler por aqui.