Brinquedos ecológicos

Há tempos estou para escrever sobre brinquedos. Já havia falado sobre consciência do consumo e como a boneca é importante para meninos e meninas. Quem acompanha o Instagram da Mamãe Sustentável pode ver que a Dora ama brincar com elementos da natureza, mas também com minha antiga boneca. Sobre brinquedos ecológicos, não falei muito. Até então, não tinha me aprofundado no tema.

Quando chegou perto de um ano e do primeiro Natal (aos 8 meses), a Dora começou a ganhar muito brinquedo. Por isso resisti à tentação de entrar em lojinhas. Afinal, ela já teria bastante atividade com o que ganhou. Não importava se eram os que a mamãe compraria. O importante seria aproveitá-los bem.

Levando em conta a importância do brincar, antes de adquirir novos brinquedos, o que devemos ter em mente?

Três questões entram na roda quando se pensa em consumo consciente de brinquedos:

1. De onde vem?
É fabricado no seu país, estado, cidade, bairro? É artesanal, feito com carinho? (Valorizo muito energia da criação manual, com atenção, diferente da produção em massa.) Você conhece quem faz e está adquirindo direto do produtor? Ou é uma indústria que investe em design, escolhe a matéria-prima, estuda e incentiva o aprendizado das crianças, faz comércio justo, valoriza seus funcionários, etc.?

Ou, ainda, é emprestado, doado, trocado, alugado?

2. De que é feito?
Qual o impacto desse material no meio ambiente? Ele é seguro para a criança? Nem toda madeira é reflorestada. Ainda assim, a madeira é um material natural. Pode ser feito de plástico ou borracha, mas ser livre de BPA, ter origem vegetal e ser biodegradável – ou pelo menos parte do material vem de reciclagem. A tinta é atóxica? É de pano? Melhor ainda, pode ser de algodão orgânico. Ele precisa de pilha para funcionar?

3. Para que serve?
É adequado à fase da criança? Permite que a criança use sua criatividade? Não basta interagir com o brinquedo, ele permite a criança socializar? Vai acrescentar alguma coisa ao desenvolvimento da criança em relação aos que já tem em casa?

Impossível não falar de materiais
Quando bebês, vale a pena tomar mais cuidado. Há opções macias e com pouco ou nenhum tingimento. A delicadeza dos produtos de algodão orgânico combina com esse momento.

Observem que muitos dos brinquedos para o banho não são identificados como BPA free, costumam ser indicados a partir dos 10 meses (quando o bebê fica mais ativo no banho), mas pode ser que você ou o seu bebê queira brincar antes disso. Pensando nisso, trouxemos de viagem para uma amiga da Dora recém-nascida (cuja mamãe estava louca para brincar na água) um patinho espanhol feito de látex natural que não foi colorido.

O problema do plástico, apesar de reciclável, é a origem dele (mas existem brinquedos plásticos que não são oriundos do petróleo), se contém substâncias tóxicas para a criança, se é um brinquedo que pode ser perdido num parque, na areia ou no mar e não é biodegradável ou, mais preocupante, se não é quebrável (alguns racham e realmente podem machucar, outros não têm bom acabamento).

Um dos brinquedos mais vendidos do mundo e que tem mais de 50 anos é a girafa Sofie. Ela existe em vários materiais, de pelúcia ou com tinta comestível. Eu tinha uma quando criança, que era bem maior e certamente não era tão segura (não sei se é a original) e adorava. A Dora ganhou do papai uma apeluciada que fazia um barulho bem suave e a de borracha. Confesso que a Dora curtiu mais a versão brasileira amarelinha, que era um misto das outras duas – tem um sininho dentro, mas é de borracha, anatômica para pegar e boa de morder.

Essa girafinha é um chocalho e mordedor, um brinquedo indicado a partir dos 3 meses, da série Pescoçudos, da linha BDA (Brincar, Divertir e Aprender, brinquedos para bebês) da Toyster. Esse fabricante brasileiro se diz, pelo menos na embalagem, preocupado com os materiais. Além de atóxicos e sem ftalatos, boa parte da matéria-prima dos mordedores é de origem reciclada.

Educativo não é sinônimo de ecológico
Quase todo brinquedo é educativo. Uns permitem a criança criar mais, outros menos.

Há várias linhas educativas de brinquedos. Algumas lojas as identificam:

Waldorf
Brinquedos inspirados na pedagogia Waldorf procuram atender as necessidades da criança respeitando o seu desenvolvimento em cada faixa etária. Os bonecos para bebês e crianças pequenas, por exemplo, são minimalistas, sem rosto definido, estimulando a imaginação. Além de artesanais, os brinquedos dessa linha costumam ser de materiais naturais, como os feltrados.

Montessori
Maria Montessori ensinou a explorar texturas e objetos da casa. Li um texto muito interessante sobre brinquedo ser coisa séria e se poder dizer que não existe um brinquedo “Montessori”.

Antroposófica
A pedagogia Waldorf surgiu da antroposofia, criada pelo austríaco Rudolf Steiner. Ela é voltada para a formação do indivíduo. Segundo uma vendedora de brinquedos educativos que me apresentou brevemente a teoria, nessa linha os brinquedos não têm faixa etária. A idade certa é quando despertar a atenção da criança, que sinaliza quando está interessada em brincar com eles. Alguns exigem a supervisão dos responsáveis por questão de segurança, outros podem requerer a interação de um adulto para ganhar vida, como um fantoche. Perto de um ano, por exemplo, o bebê está explorando os volumes, descobrindo o que é dentro ou fora, por exemplo, e assim alguns elementos lhe chamam mais a atenção.

Teoricamente, grande parte dos brinquedos “faz de conta”, que reproduzem o mundo real, são recomendados a partir dos 3 anos – de acordo com a classificação “oficial”. A Dora está com 1 ano e 5 meses e já faz tempo que pediu para brincar de carrinho de boneca, panelinha, vassoura, telefone, bolsa. Não vou impedir, só tomo cuidado com algumas peças que podem ser perigosas.

Eletrônicos
Com moderação, não sou contra brinquedos eletrônicos. Principalmente aqueles que simulam o que os pais fazem, por exemplo. Tem momentos que é melhor a criança ter a versão dela do objeto em brinquedo do que estragar as de verdade, às vezes tuas ferramentas de trabalho – pais que trabalham em casa devem me entender. Basta equilibrar o eletrônico com outros brinquedos e brincadeiras.

No entanto, brinquedo que tem bateria (gasta energia, gera lixo) não pode ser considerado “sustentável”, concorda? Para alguns brinquedos a pilha é complemento, a criança ainda consegue brincar no modo desligado. Outros ficam totalmente rejeitados sem energia. Geralmente, esses dão poucas asas à imaginação.

Vamos assumir um novo olhar ao comprar brinquedos para o Dia das Crianças?

Leia mais:
Brincadeira de boneca para meninos e meninas
Objetos montessorianos: brinquedo e material
Os brinquedos mudam conforme a idade
Os benefícios dos brinquedos ecológicos
Post pelo Dia das Crianças em 2013

Advertisements

Aniversário saudável

receitas de docinhos sem açúcar para festa de criança

A mesinha dos bebês na festa foi aprovada pelos pequenos. Na foto, nossa priminha Luísa escolhendo um docinho sem açúcar

Para os primeiros aniversários das crianças, é possível oferecer na festa comidinhas saudáveis, sem contra-indicação para o bebê. Essa foi nossa escolha para comemorar 1 ano da Dora, como já havia contado. Foi um sucesso entre pequenos e grandes!

Inspire-se e experimente algumas das receitas que incluímos no cardápio da festinha:

Muffin de banana sem farinha
2 bananas nanicas pequenas e maduras
1 ovo caipira
50ml de leite de coco
canela para polvilhar

Bater todos os ingredientes no liquidificador, colocar em forminhas previamente untadas, polvilhar canela. Assar em forno médio até dourar (25 a 30 minutos). Servir na temperatura ambiente (fica mais doce).

Se fizer em casa e ainda amamentar, pode usar 50ml de leite materno em vez do leite de coco.

Receita original da nutri da Dora.

Cookies de banana (vegan)
1 banana madura
2 colheres de sopa de aveia (bem cheias, às vezes coloco 3 para uma banana média)
1 colherzinha de café de canela

Mistura tudo. Faz bolinhas. Leva ao forno em fogo baixo por 15 minutos. Para ficar mais doce ao paladar adulto, além da banana mais madura, pode acrescentar passas de uva. A prima da Dora já fez com cacau alcalino e aprovou.

Receita também da nutri.

Pão “sem queijo” funcional (vegan)
500g de mandioquinha cozida e amassada (sem casca)
500g de polvilho azedo
2 colheres de chá de sal
3 colheres de sopa de chia
150ml de azeite de oliva
água em temperatura ambiente (medida de olho, o suficiente)

Misture o polvilho com azeite, sal e chia. Forme uma farofa. Adicione a mandioquinha e amasse bem. Adicione aos poucos a água até a massa ficar gostosa de trabalhar e desgrudar das mãos. Fazer bolinhas e assar até dourar – fica com uma casquinha crocante (se assar demais, ressaca por dentro e lembra biscoito de polvilho, mas no ponto fica com uma textura deliciosa e “puxa” como pão de queijo).

Mais uma receita da nutri.

Cachorrinho de legumes
Os cachorrinhos de legumes são receita da vovó adaptada para a festa, mas os detalhes ela não anotou. A ideia é uma massinha de pão feita sem leite (substituiu por água morna) recheada com tirinhas legumes como abobrinha e cenoura. Enrola os legumes como se fosse um rocambole. Em cima do pãozinho vai gergelim. Pode ser pré-assado, congelado e aquecido na hora da festa. Há opção de fazer o recheio de maçã ou banana com canela, mas gosto mais da versão salgada.

Na foto já publicada da mesinha das crianças, vocês podem ver que servimos também comidinhas de colher. Foram sagu de uva, feito sem adição de açúcar, com suco de uva natural – pode ser com o engarrafado, mas a vovó faz com uva preta mesmo, cozinha na panela. Ainda não aprendi a fazer esta receita! E também um mousse de cacau com banana sem açúcar, mas que não vou dividir aqui, porque a Dora não curtiu muito. Na mesinha colocamos, ainda, bolinhos pequenos do mesmo bolo principal (conto em breve a receita).

Saiba mais:
No blog da nutricionista da Dora, que é especializada em nutrição infantil, há mais receitas legais (gostosas, práticas e saudáveis) para crianças
Escrevi um post sobre nossa experiência com leites vegetais – quem tem bebê com APLV pode usá-los para substituir o leite nas receitas com leite de vaca
E também receitas de drinks sem álcool para mamães e gestantes

Da cabeça aos pés

Tem quem defenda que sabonete em barra é menos alergênico e quem diga que o líquido resseca menos. A verdade é que pele de bebê é bastante sensível. Para o recém-nascido e de preferência no primeiro ou nos dois primeiros anos de vida ou pelo menos enquanto não tiver muito cabelo, o que eu mais recomendo é o sabonete “da cabeça aos pés”. Líquido, serve como shampoo e para todo o corpo. Prático e seguro.

Agora, com mais de um ano, com o cabelo fininho crescendo e ficando jeitoso, intercalo no máximo uma vez por semana com um banho de shampoo, condicionador e sabonete em barra – e também com banho de aveia, porque o frio e a água mais quente ressecam a pele, e o condicionador, ainda mais nessas condições e tempo seco, pode provocar espinhas. Mas ainda uso na maior parte do tempo o da cabeça aos pés na minha filha.

Testei e indico três marcas mais naturais, sem corantes e outros componentes. De uma delas usamos o shampoo (depois da Dora ter completado um ano), mas eles também fazem sabonete da cabeça aos pés. Tem que ficar de olho na fórmula: corantes e ácido cítrico podem dar alergia; parabenos e alguns PEG ou outros componentes são cancerígenos. Não basta ser recomendado comercialmente (dizer no rótulo) para bebês.

testei: Vyvedas Baby & Kids Shampoo & Sabonete

Vyvedas Baby & Kids 2 em 1
Shampoo & Sabonete Líquido
Perfume bem suave depois do banho – na hora é mais marcante e lembra tutti-fruti. Bem transparente e incolor. Durou bastante. Quando chegava ao final, não queria que acabasse. Como quase todos tipo “da cabeça aos pés”, pode dar uma certa dificuldade para pentear depois que o cabelo cresce. Com mais de uma semana de uso e tempo seco, deixou o cabelo bem seco.

Encontrado em lojas de produtos naturais, supermercados orgânicos ou nas lojas próprias da marca.

Embalagem: estranhei o formato, achei pouco anatômico, mas não tive problemas com ela; caiu logo o rótulo; a tampa sobe ou desce para travar, você vira e aperta para utilizar, não chegou a vazar.

Não contém ou diz não conter: corantes, Lauryl Ether, óleo mineral, parabenos, PEG, Quaternium-15, sabão, ingredientes de origem animal

rótulo do Vyvedas Baby & Kids Shampoo & Sabonete

Contém: camomila, calêndula, perfume de óleos essenciais; sodium lauroyl sarcosinate (considerado seguro); benzyl alcohol, ácido cítrico

Origem: Brasil

Testei: Weleda Shampoo & Body Wash

Weleda
Calêndula Shampoo & Body Wash
Bem interessante. O perfume clássico da linha baby da Weleda, de calêndula, resiste a banho enforcado, abraços apertados de tias perfumadas e suor – mais de 24h depois, estava lá, ainda que bem suave. Não curto muito (para mim) shampoo que não tenha textura transparente (meu cabelo é oleoso)… Esse sabonete é cremoso, branco, opaco. Por isso talvez facilite um pouco pentear, mas não chega a ser como um condicionador. Depois de vários dias seguidos de uso, aos 14 meses e o cabelo mais crescidinho, deixa dar nó. Aí intervenho e, no dia seguinte, aplico um condicionador. Rendeu bastante.

Encontrado em farmácias e lojas próprias da marca, entre outros estabelecimentos, no Brasil.

Embalagem: em tubo tipo pasta de dente (mas plástico), a tampa logo quebrou e não fecha direito – ou seja, não posso levar para viajar.

Não contém ou diz não conter: sabão, parabenos, corantes, conservantes, Lauryl Ether, PEG, Quaternium-15, ingredientes de origem animal

rótulo Weleda Shampoo & Body Wash

Contém: extrato de amêndoas doces, óleo de gergelim, extrato de calêndula; perfume, Limonene e Linalool de óleos essenciais; glicerina, álcool.

Origem: Suíça

Testei: Hipp Shampoo Delicato

Hipp
Shampoo Delicato
Comprei apenas o shampoo, bem que gostaria de ter experimentado o sabonete da cabeça aos pés da mesma marca. Proporcionalmente foi o mais barato dos três, mas só encontrei no exterior e comprei porque estava viajando. Essa marca desenvolve produtos orgânicos certificados – como as papinhas que comentei. Este produto não é totalmente natural, mas contém óleo de amêndoas orgânico.

O shampoo “delicato” é para peles sensíveis, indicado inclusive a adultos alérgicos. Incolor e bem suave, deixa o cabelo do bebê um pouquinho seco (no tempo seco), com frizz, mas não ao ponto de precisar de condicionador. O perfume é megasuave, tanto que não dura 24h. Bebês perdem calor pela cabeça; se suar muito, pode chegar a sentir o cheirinho de suor antes do próximo banho. Como recomendam para adultos, usei em mim também e (numa primeira experiência) meus cabelos oleosos reagiram bem.

Encontrado na Europa.

Embalagem: Fácil de manusear e fecha bem (lembrando que testei apenas o shampoo)

Não contém ou diz não conter: sabão, perfume alergênico, parabenos, corantes, conservantes, PEG, Quaternium-15, ingredientes de origem animal, óleos essenciais (supondo que alguns podem ser alergênicos)

rótulo Hipp Shampoo Delicato

Contém: extrato natural de amêndoas orgânico; Lauryl Glucoside (que, de acordo com o blog One Love Organics, não provoca irritação e é de origem natural), ácido cítrico, glicerina, cloreto de sódio.

Origem: Suíça

Saiba mais:
Cheiro bom ou cheiro ruim? – artigo sobre fragrâncias para bebês
Banho de aveia no bebê – como preparar
Os rótulos dos produtos – por que ler
Mãos de mãe – ou unhas de mãe

Desodorante para a mamãe

desodorante Crystal
Amamentando, temos que cuidar em dobro os produtos que usamos no corpo. Cheirinho de mãe é natural ao bebê. Perfumes marcantes, não.

Ao escolher um desodorante, além de optar por um produto sem perfume observe também se é saudável para você, para seu bebê e para o planeta.

Existem grandes marcas fabricando desodorantes sem perfume, sem parabenos, sem álcool. Mas ainda contendo cloridratos de alumínio, logo o componente mais preocupante. Há estudos que indicam ser um dos provocadores do câncer de mama. Além disso, ao disparar o spray do aerosol, estamos respirando alumínio.

20140903-154354-56634072.jpg

Minha única experiência com um desodorante sem sais de alumínio foi um desastre. Estava viajando, meu fiquei sem desodorante e resolvi comprar o primeiro produto que encontrei. Não havia opção sem perfume, escolhi o que parecia ser menos enjoativo. Tão ruim, que nem existe mais a fragrância à venda, era a tampa azul igual ao rosa da Body Shop, de Londres.

Nos primeiros meses da Dora, meu desodorante acabou e resolvi dar mais uma chance ao roll-on esquecido na prateleira – não lembrava do cheiro. Não sei se ela não me reconheceu ou não suportou a fragrância, não quis mamar. Depois de lavar bem, removendo qualquer resquício do produto, ela voltou ao peito.

Comecei a usar há pouco o Crystal, que existe à venda no Brasil. É um desodorante de bastão, um produto mineral antisséptico, sem perfume, feito de Ammonium Alum. É como se fosse um roll-on, mas não é “melequento” como o roll-on.

O bastão é uma pedra seca. É preciso umedecê-la antes de passar nas axilas. Eu tiro a tampa, viro de lado e deixo pingar água da pia no topo, evitando que escorra água pelo bastão. Viro de ponta cabeça para escorrer o excesso d’água. Aplico de um lado até secar bem. Molho de novo e aplico do outro lado. Cuidando para guardar seco, pois a água pode rachar a pedra. Também é possível aplicar na pele limpa e úmida.

Não deixa cheiro e não mancha. Não acho que seja eficaz por muitas horas, no entanto. Se for praticar alguma atividade física, estiver usando roupa sintética, passar por diferenças de temperatura, vale repor o produto. Depende do quanto você transpira, uma precaução que vale para qualquer desodorante. O perigo dos desodorantes 24h ou 48h é que são antitranspirantes, inibem a transpiração.

Dizem que cuidando bem dura anos. Nem por isso queria arriscar e pagar caro. Existem produtos idênticos, que certamente são igualmente bons, custando R$ 75 no Brasil. Comprei este de 40g por R$ 20 e por enquanto estou satisfeita.

Axilas recém depiladas (se você arranca os fios) podem ficar livres de desodorante por pelo menos 24h. É uma forma de usar menos desodorante. No dia da depilação nem faz bem pra pele usar desodorante.

Existem outras formas naturais de evitar odores nas axilas. Se estiver sem desodorante em casa, já experimentei esfregar um pouco de bicarbonato de sódio – um pouquinho do pó seco mesmo. Também não mancha e não dá cheiro.

 

Leia mais:
Desodorantes sem alumínio @ Yoga Vital
Produtos para as mamães relaxarem
Por que prestar atenção nos rótulos
Shampoo para gestantes, mamães, papais

Bastidores da festa

DSC_0121

No primeiro aniversário, queria muito que minha filha pudesse aproveitar bem sua festinha. Não queria que ficasse com sono no meio de tudo. Por isso cuidei para que a festa começasse cedo (no meio da tarde) e respeitei seus horários para que ela ficasse tranquila na chegada dos convidados. Me preocupei para que a Dora tivesse uma rotina tranquila na véspera e tirasse as sonecas no meio do dia antes da festa.

O dia anterior foi OK. No dia da festa, no final da manhã, a tia levou a aniversariante com sono pra passear de carrinho enquanto a mamãe finalizava os preparativos com a vovó – mas quem disse que ela dormiu? Depois do almoço, sim, mamou e tirou uma bela soneca até 15 minutos antes da festa, quando entrou para o banho.

No começo estava tímida e sonolenta, mas não demorou para entender que a festa era dela. Quase todos os presentes abrimos na frente dela. Quando era brinquedo, deixávamos no tapete para as crianças brincarem.

Seria ainda mais perfeito se soubesse apagar a vela do bolo! Isso ela aprendeu alguns meses depois. Pelo menos não chorou (eu chorei no meu primeiro parabéns)! Já batia palmas e curtiu a função toda.

Não precisou jantar nem lanchar, beliscou comidinhas saudáveis na festa ao longo da tarde e da noite. Bem gulosa! No aniversário não precisa respeitar o horário dessas refeições.

Fim do dia: pés descalços e vestido imundo! Festa muito bem aproveitada.

 

primeiro aniversário: preparando o bebê para a festa

Leia mais:
Primeiro aniversário – festa para bebês, sim!
Festa ecológica para bebês – como fazer e como fizemos
Sementes de lembrança – lembrancinha de maternidade ou para festas

Leites vegetais

leite e farinha de amendoas

Leite de amêndoas congelado (depois de descongelado, é só sacudir que fica homogêneo de novo) e farinha de amêndoas

Dora continua reagindo ao leite de vaca e, como sigo amamentando, eu também não consumo leite e derivados. Não basta ter baixo teor de lactose, não pode ter leite, só se for leite de origem vegetal. Pra Dora, leite animal só o humano, o leite materno.

Não chegamos a fazer o exame de sangue para confirmar. A alergia à proteína do leite de vaca dela parece ser não mediada, mas não grave. As reações estão mais ligadas à maturidade do aparelho digestivo, mas podem seguir até os 3, 6 ou 9 anos (aos 10 meses e meio não desapareceu, reagia rapidamente). Regurgita, vomita, faz um barulho estranho na faringe como se o que engoliu voltasse pra cima, soluça, arrota, fica muito rouca como se estivesse gripada, fica chatinha – incomodada, como se estivesse com um mal-estar ou tivesse sono. E fica assim não só no dia que regurgita, os sintomas persistem por uns 15 dias depois da data que provei algo com leite (fiz o teste em mim).

Nos primeiros meses demos remédio supondo que ela tinha refluxo. Ao detectar e cortar o leite, cortamos também o remédio. Longe de leite, queijo, manteiga ou outros traços de lactose ela fica tão bem, que não tenho a mínima vontade de mudar a dieta.

Restringir o leite abriu um novo universo pra mim. Me fez enxergar os lacticínios de outra forma – ainda não li o Galactolatria, mas não acho mais natural consumirmos leite de vaca. Não sou vegana, mas quase – enjoei de quindim (gostei mais de cocada) e, de tanto cozinhar ovo de galinha caipira e passar por alguns “acidentes” (já cozinhou ovo com casca rachada dentro da chaleira?), criei um certo nojinho de ovos. Não consumir leite e derivados é um “detox” poderoso, ainda mais amamentando, emagrece.

Por outro lado, há tantos sabores a experimentar. Olha que eu chegava a dizer que meu alimento preferido era o leite condensado, e ele era o ingrediente central da maioria dos meus doces. Aprendi a não sentir falta.

No verão, necessidade zero de leite. Já indiquei aqui receitas só de frutas, vitaminas ou drinques. Tem sorbet até de chocolate. No inverno, principalmente nesses meses de mais frio, vem a vontade de bebidas mais quentes…

A Dora ainda mama, continuo tomando cuidado com o que tomo para não passar pra ela. O cuidado é redobrado agora que ela já come quase tudo o que a gente come – menos açúcar (e leite). Pra ela também experimentar e podermos explorar mais receitas, substituindo o leite, buscamos alternativas nos leites vegetais.

Duas maravilhosas descobertas recentes:

chocolate quente com leite de arroz e coco

Pronto e à venda no Brasil:
IsolaBio, um leite orgânico importado da Itália. Tem outros sabores, mas por enquanto só provei o de arroz com leite de coco. Não tem açúcar de nenhum tipo ou adoçante, é doce naturalmente, adoçado pelo coco.

Tanto que fiz chocolate quente com esse leite acrescentando apenas cacau alcalino (1 colher de chá generosa para uma caneca de leite aquecido) e ficou uma delícia. Um chocolate quente que a Dora poderia tomar!

Para fazer em casa:
Leite de amêndoas – encontrei a receita neste site. Amêndoas não são baratas, mas depois de fazer o leite é possível assar as amêndoas trituradas e fazer farinha de amêndoas. Essa farinha pode ser aproveitada em outras receitas!

Saiba mais:
Por que não oferecer soja às crianças
Uma receita de leite de arroz (quero testar!)