Experimentei: linha Lippia Alba (para os cabelos)

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Gestantes, principalmente, devem tomar cuidado com os produtos de beleza e higiene que utilizam, uma proteção ao bebê. Mamães, também. Eu agora tomo banho ao mesmo tempo que a Dora – seja no chuveiro e a Dora na banheirinha dentro da banheira, ou dando banho com ela no colo. A espuma do meu shampoo às vezes vai longe e pode cair na água dela ou até nela. Por isso cuido para que meus produtos sejam sempre que possível naturais e seguros.

Há cerca de um mês, comecei a usar a linha Lippia Alba, da Herbia. O rótulo recém foi remodelado e está lindo. As embalagens do shampoo e do condicionador são invertidas: isso não é um erro, é muito bem pensado. O shampoo, que é mais líquido, mais usado e não deve ser desperdiçado, fica “de pé”, com a tampa pra cima. O condicionador, mais cremoso e espesso, fica de “cabeça para baixo”, com a tampa na base, para descer bem e ser bem aproveitado.

Meus cabelos são mistos, mais para oleosos, então adorei. A sensação de cabelos limpos começa no perfume – cheiro “verde”, natural e refrescante da erva cidreira, como também é conhecida a verbena brasileira. Lembra o creme de mãos Folhas Mágicas (feuilles magiques ou magical leaves), da L’Occitane en Provence, com verbena (Lippia Citriodora Leaf extract) e alecrim, que infelizmente parece ter sido uma edição limitada que não foi mais lançada. O perfume é bem mais marcante que o shampoo de lavanda e verbena branca da Herbia, dura mais nos cabelos também. Aliás, tal como a lavanda, a verbena tem propriedades calmantes.

Gosto de usar duas vezes o shampoo e bem pouco condicionador (nas pontas). Mas já usei uma vez só o shampoo (banho corrido de mãe) e funcionou. Lava bem, sem ressecar. Geralmente acho os condicionadores voltados a cabelos oleosos fracos e pouco eficientes, mas não é o caso deste. Tanto que o fabricante recomenda usar a partir de 3cm de distância do couro cabeludo.

Testei em dias secos e dias úmidos. Em banhos longos e curtos, com água bem quente. Mudei o corte. Tudo certo, aprovadíssimo. E rende bem. Recomendo para gestantes, lactantes e todos que quiserem experimentar, mesmo os papais. Não é exclusividade feminina!

Além de tudo, não testado em animais.

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Banho de mãe
Banho do bebê

Festa ecológica para bebês

mesa ecológica e saudável para festa infantil
Do convite à lembrancinha: numa festa ecológica, tudo deve ser pensado para provocar o mínimo impacto e ser bem utilizado na festa. Todos os detalhes fazem a diferença e dão graça à decoração. Não basta separar o lixo para reciclar, o cardápio também deve ser saudável e sempre que possível com ingredientes orgânicos e naturais.

Princípios para uma festa ecologicamente correta:

– copos, pratos e talheres reaproveitáveis/ laváveis ou biodegradáveis;
– decoração reciclada ou no mínimo reciclável;
– lembrancinha útil, sem excesso de embalagem;
– reduzir impressões (inclusive do convite), reduzir plástico ou o que não for reciclável;
– reduzir e separar o lixo;
– evitar desperdício de comida (distribuir e/ou congelar as sobras).

Numa festa para bebês, vale observar se os produtos e embalagens utilizados são atóxicos e seguros (não são frágeis, quebráveis, que possam causar algum acidente). O ambiente deve ser seguro para os pequenos. Deve haver estrutura para atender a demanda dos bebês e seus pais (pelo menos um trocador). Deve haver espaço para as crianças brincarem. O cardápio pode ser de acordo com a dieta dos bebês – com alimentos saudáveis, orgânicos, sem açúcar.

 

Como fizemos a festinha

Já contei um pouco como ficamos felizes em organizar a festa de primeiro aniversário da Dora. Agora, mais detalhes:

Convite
O convite foi virtual. Primeiro um teaser ou save the date com a foto da aniversariante para os convidados se programarem e não viajarem ou voltarem mais cedo no feriado. Depois um convite via Facebook, criando o evento na agenda – é legal porque é possível gerar lembretes e fazer publicações privadas para o grupo de convidados e bom para checar o RSVP (pedindo com carinho a margem de erro é pequena).

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

Decoração
Nada de balão, apenas pompons de papel de seda, algumas lanternas chinesas de papel e detalhes em pompons de retalhos de lã. O balão estoura, o barulho assusta os menores e sua composição não é biodegradável – as partículas que caírem no jardim por ali ficarão.

Com parte da sobra do papel de seda, fizemos um painel de bolinhas para ficar atrás da mesa do bolo. As bolinhas costuradas em tiras presas na vertical (mas soltas embaixo), dão movimento e graça. Sendo em papel de seda, melhor costurar à mão. Se passar na máquina, todo o cuidado é pouco para rasgar – se colar uma fita adesiva, pode facilitar, mas perde o caráter mais ecológico. Em papel de maior gramatura fica mais resistente, seria mais fácil de costurar e pode ser aproveitado para mais festas.

A cortina de fitas foi do nosso casamento, reaproveitada. Assim como as toalhas de mesa eram de algodão costuradas pela vovó e já utilizadas em outras festas. Na decoração da mesa do bolo, colocamos duas corujinhas confeccionadas artesanalmente em feltro.

Bebidinhas
As suqueiras foram alugadas (em Porto Alegre, na UT Locações). Numa colocamos suco de uva (lá é fácil encontrar sem açúcar, sem conservantes e até mesmo orgânico), na outra chá de maçã com canela gelado, feito em casa com maçã seca.

suqueira e garrafinhas

Uma jarra com água, outra com água saborizada (feita em casa), ambas de vidro.

Para beber, oferecemos alguns copos em vidro, compramos copos de papel descartáveis e disponibilizamos outros vidrinhos (potes e garrafinhas) reaproveitados de embalagens de leite de coco ou geleias para tomar com canudinho de papel. Os copos descartáveis compramos lisos (mais baratos) e decorados no tema da festa. Para não haver desperdício, colocamos um bilhete em papel reciclado pedindo que as pessoas identificassem e cuidassem dos seus copos, disponibilizamos canetinhas hidrocor e colamos adesivos de papel nos vidrinhos para as pessoas escreverem seu nome. Atenção aos canudinhos de papel: não são tóxicos, são degradáveis, são lindos, mas são bem menos resistentes que os copos do mesmo material – facilmente se desmancha, se deixar o bebê brincar, vai comer papel.

canudos e copos

Copos e canudos podem ser encontrados na Rua Barão de Duprat, em lojas perto do estacionamento do Shopping 25, na região da 25 de Março em São Paulo. Os copos decorados são da Magazine 25, que, apesar do nome, fica na Senador Queiroz, bem pertinho da saída da linha amarela da Estação da Luz do metrô.

Comidinhas
Para as crianças/bebês (oferecemos mousse de cacau sem açúcar e sagu de uva natural sem açúcar), compramos colheres pequeninhas de bambu diretamente dos artesãos na feira de domingo da Liberdade (observem na foto principal). Custou R$ 0,60 cada uma, com a vantagem de não ser quebrável, não ter BPA nem toxinas do plástico, ser leve e, diferente da madeira, não proliferar bactérias (pode usar de novo), além de que o bambu é uma planta de rápido crescimento. As colheres de madeira vendidas para festas custavam mais de R$ 1,00 cada.

Talheres para os adultos eram colheres e garfos de verdade, laváveis.

pratos descartáveis de papel

Bandejas e pratos de servir eram de papel, assim como os pratos decorados para servir o bolo, também da região da 25. Os pratos decorados com coruja estavam mais baratos (e foram comprados) na loja de confeiteiro Central do Sabor, na Rua Paula Souza, 190 (mesma região).

Da Ultrafest, os pratinhos são de papel certificado de origem 100% de reflorestamento. Compramos no Magazine 25 dois suportes para cupcake em formato de árvore, também em papel, mas bem resistente, que podem ser usados mais vezes.

De lá, também trouxemos forminhas de papel para os docinhos sem açúcar decoradas e quadradinhas – que são mais resistentes e não grudam no doce, evitando que os bebês comam papel. E também palitos de coruja (em papel e madeira) para decorar os muffins de banana. Eu dispensaria as forminhas de papel, principalmente aquelas tradicionais de brigadeiro, que grudam nos doces e podem ser engolidas pelos bebês. Quanto mais puder reduzir as embalagens, mais respeita o meio ambiente. Deu super certo servir os cachorrinhos de legumes soltos nos pratinhos.

Lembrancinhas
Também da Ultrafest a embalagem das lembrancinhas, pequenas valises de papel decorado, que preenchemos com frutas secas (sem açúcar, compradas na Zona Cerealista de São Paulo).

lembrancinha

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Mais inspirações para festas infantis ecológicas

regador

Vamos molhar as plantinhas? Quando sugeri pra Dora, tinha em mente dois vasos pequeninhos que estavam sobre a mesa. Ela imediatamente foi pra sacada e me esperou com o regador na mão. Claro, vamos molhar todas as plantinhas! Nesse inverno seco, precisavam muito desse carinho. Mamãe orgulhosa nem se importa com a bagunça no final.

Vamos molhar as plantinhas?
Vamos molhar as plantinhas?
Vamos molhar as plantinhas?
Vamos molhar as plantinhas?

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Ensine seus filhos a cuidar da natureza – o contato com as plantas pode ajudar na formação do indivíduo e do cidadão

Areia

pracinha em Porto Alegre
Perto de casa, temos poucas pracinhas infantis. Isso que moramos na região central da maior cidade do país, uma das maiores do mundo, São Paulo! Até publiquei sobre isso no Instagram recentemente… Quando há parquinho, raramente há brinquedos próprios para bebês ou, pelo menos, uma caixa de areia.

Na cidade onde nasci e cresci, Porto Alegre (onde há uma grande variedade de praças, parques e áreas verdes), a caixa ou tanque de areia geralmente é o centro da pracinha, onde desemboca o escorregador. Diferente das áreas de lazer em grandes metrópoles, em Porto Alegre, a área de lazer infantil dificilmente é cercada, com acesso barrado aos animais de estimação. Ou seja, a caixa de areia fica exposta aos cachorros e suas fezes. Mesmo assim, as crianças brincam com areia natural e crescem resistentes!

caixa de areia: natural ou sintética?

pracinha em Porto Alegre cercada (sem bichinhos de estimação), com caixa de areia

Finalmente encontrei uma pracinha com caixa de areia, numa distância razoável para ir a pé em São Paulo. Bem legal, com brinquedos inteiros, frequentada por muitas crianças e cercada, exclusiva para os pequenos. Selecionamos brinquedos para moldar e criar, colocamos no carrinho e aproveitamos um dia lindo de sol, ainda que frio. Chegando lá, para minha surpresa, tudo muito moderno: a areia era azul turquesa! Lindo, atrativo, mas artificial. Uma avó, que chegou em seguida com a netinha, comentou: “Dizem que é mais saudável para as crianças”!

O tanque de areia era mesmo a principal atração e um sucesso entre bebês e crianças de idades diversas. Muitas delas, mesmo na sombra e no frio, brincavam descalças ou só de meias. Tudo isso é ainda muito novo pra mim, mãe de primeira viagem, nada acostumada com uma pracinha do lado de casa. (Ou com as de Porto Alegre, onde temos que cuidar, porque às vezes tem até cacos de vidro na grama ou na areia.)

A textura era interessante. As crianças peneiravam, passavam pelo funil, a Dora até provou uns grãozinhos assim que olhei alguns segundos para o lado engatando um papo com a simpática avó da garotinha. Moldar, criar castelos, deixar marcas ou desenhos na areia, no entanto, era um pouco difícil. Essa areia sintética, que parece as dos arranjos de floricultura, não pega forma, muito sem graça.

Se engoliu um grão ou outro, não sei, a Dora passou bem. Não conseguimos deixar marcas na areia, mas o corante marcou as roupas da Dora. Já passei pasta de bicarbonato de sódio e vinagre, os punhos de blusão quentinho e claro continuaram verdes! Estava frio, não tinha como arregaçar as mangas. Até as botas vermelhas – sim, galochas, de borracha, como as da Peppa, para chafurdar na lama (nem tinha barro) – ficaram esverdeadas.

Tudo bem, criança tem que se sujar. Roupa de parquinho pode manchar. Essas logo ficarão pequenas. Mas deixo aqui meu questionamento à afirmação da avó: será mesmo que a areia sintética é mais saudável? Talvez essa areia seja isenta de sílica e “livre de toxinas e bactérias”, mas qual o sentido se limitamos as habilidades motoras e a beleza das formas para brincar? O chão e a sujeira também trazem imunidade.

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Por que não mamãe? Tanque de areia no quintal
Pegadas na areia – sustentabilidade com as crianças na praia

Fraldas impermeabilizadas

gotinhas
Fraldas de pano modernas costumam vir impermeabilizadas pela goma do tecido. Os fabricantes recomendam lavar pelo menos três ciclos completos da máquina para ter atrito, enxágue e remover a goma. Já em uso, colocar bem pouco sabão e dar duplo enxágue. Depois de um tempo, infelizmente, se mudar o sabão, aumentar a medida do sabão, esquecer do segundo enxágue ou outra pessoa lavar, usar uma pomadinha no bebê, por exemplo, tudo pode voltar a impermeabilizar. E agora?

O que não pode impermeabilizar é a parte interna da fralda, onde deve ser absorvido o xixi. Se essa camada for de algodão, ela não fica impermeável. No entanto, o algodão fica molhado rápido, então você deve trocar logo a fralda do bebê, enquanto o microsoft faz a camada “sempre seca”, deixando passar o xixi e permitindo que a pele do bebê continue seca e em contato com uma superfície seca e por isso dura mais tempo – mas impermeabiliza fácil.

O mesmo acontece com os recheios absorventes. Absorventes de algodão ou de microfibra não impermeabilizam. De microfibra, no entanto, não deve ser usado em contato com a pele do bebê, mas em fraldas pocket, dentro do bolso da fralda. Os de algodão costumam ter várias camadas e ter boa absorção, podem ficar em contato com a pele, não impermeabilizam, mas ficam molhadinhos e não são ideais para uso contínuo por muitas horas ou passar a noite. E existem os que são de microsoft ou que têm um lado, uma camada em soft para fazer essa cobertura “seca”, só que esses impermeabilizam. E isso ocorre com várias marcas e modelos, é muito comum.

Faça primeiro o teste. Mesmo ainda molhado, saindo da máquina, você pode checar se a impermeabilização continua. Coloque uma gotinha de água e veja onde ela vai parar. Se aquela gota continuar formada e correr pelo tecido, isso também pode acontecer com o xixi e vazar a fralda – está impermeável. Se ela for absorvida, se desfizer, entrar, está tudo certo.

O que fazer
Não se desespere sem fraldas, colocando tudo na máquina. Tente usar mais uma vez. Se a parte interna da fralda ficou impermeável, não use como fralda pocket, não coloque o absorvente no bolso: coloque-o sobre essa camada que ficou impermeabilizada, de preferência sem as capinhas para absorventes, para evitar mais barreiras e permitir a absorção do xixi. Se o lado de microsoft do recheio estiver impermeável, deixe-o virado pra baixo, colocando o lado de algodão mais próximo da pele do bebê.

Na hora de lavar, repita o procedimento lá do começo com as fraldas: dê enxágues extras ou repita várias vezes o ciclo. Lavou muitas vezes, ainda parece não absorver bem? Deixe secar e coloque em uso novamente, usando ainda como fralda capa, com o absorvente por cima, não por dentro. Nas próximas lavagens, a absorção da fralda será recuperada.

Já os absorventes, mesmo com a camada de microsoft, podem ser lavados separadamente. Coloque-os num balde com água fervente e bicarbonato de sódio (uma colher de sopa para 1l d’água, aproximadamente) – isso geralmente é suficiente para recuperar sua capacidade de absorção. (Não fazemos o mesmo com as fraldas, porque costumam ter uma camada plástica dentro do bolso ou seus botões podem não ser resistentes também.)

Leia mais:
A lavagem das fraldas
Como prevenir mal cheiro ou proliferação de bactérias
Tipos de absorventes das fraldas
Como são as fraldas de pano modernas
A causa que motivou este blog

 

Primeira consulta ao dentista

primeira consulta ao dentista: quando fazer?

Não precisa esperar o primeiro dentinho chegar, a primeira consulta ao odontopediatra deve ser bem antes disso *foto: Maturana/flickr

Como garantir uma dentição saudável do seu filho? Quando começar a se preocupar com isso? A nosso convite, a Drª Andreia esclarece essa dúvida:

Quando deve ser feita a primeira consulta ao dentista?

Essa é uma dúvida que muitas mães têm. Com que idade devo levar meu filho ao dentista?

O ideal é antes mesmo do nascimento, durante o período gestacional. É neste período que iniciam a formação e a calcificação dos dentinhos do bebê. Condições bucais desfavoráveis na mãe, como cáries e doenças gengivais, má alimentação ou ingestão de medicamentos, podem interferir diretamente na saúde bucal do futuro bebê.

Além disso, infecções gengivais severas não tratadas durante a gestação podem levar a complicações gestacionais, como partos prematuros e pré-eclâmpsia e à geração de bebês de baixo peso. A gestante, devido aos enjoos e refluxo, pode desenvolver erosão dental pela presença constante de ácidos na cavidade bucal. O aumento do estrógeno e progesterona, com presença de placa bacteriana, favorece a inflamação gengival. Por isso, quanto mais a futura mamãe souber em relação à sua saúde bucal, melhor será para o bebê, visto que os hábitos são transmitidos de mãe para filho.

A alimentação durante a gravidez também é importantíssima. Sabe-se que o paladar se desenvolve a partir da sétima semana de vida intrauterina e que os alimentos interferem na qualidade do líquido amniótico. A sacarose (açúcar) ingerida em excesso pela futura mamãe passa para o bebê através do líquido amniótico, e ele se acostuma a altas doses de glicose, desenvolvendo um paladar ávido por doces ao longo da vida, o que aumenta muito o risco de desenvolver cáries. A dieta da gestante deve ser rica em vitaminas A, C e D, cálcio e fósforo durante o primeiro e segundo trimestres de gestação, período em que os dentes de leite do bebê estão em formação e calcificação.

Por essas e outras inúmeras razões, é muito importante para a gestante fazer o pré-natal odontológico. Muitas vezes, quando recebo crianças pequenas para consulta, alguns hábitos de higiene e alimentação já estão instaurados e fica muito difícil mudá-los. Outras vezes, crianças muito pequenas, aos dois ou três anos de idade, já vêm com algumas necessidades de tratamento, o que é uma pena. Investir na prevenção ainda é a melhor maneira de proteger nossas crianças. Quanto mais cedo a mãe procurar auxílio, melhor para ela e para seu filho. Só assim poderemos vislumbrar um futuro livre de cáries e de outras doenças bucais.

Dra. Andreia Ziliotto Berlitz
Especialista em Odontopediatria-CRO/RS7536
Porto Alegre-RS
Email: deiaberlitz@terra.com.br

Leia também:
O primeiro post da Drª Andréia, Amamentação: o primeiro aparelho ortodôntico.

Foto: Maturana / flickr

 

 

Presente para o papai

Três sugestões de presentes sustentáveis para o Dia dos Pais:

Camiseta Greentee

Greentee & Esforçado

Greentee & Esforçado

As camisetas Greentee são feitas de malha ecológica, de algodão orgânico ou de garrafa PET, e têm uma proposta social. Cada camiseta vendida gera uma gêmea, que é doada a uma criança de uma instituição cadastrada. Há estampas descoladas como esta, diretamente dos muros de São Paulo: Você Praça Acho Graça – uma campanha criada por Dafne Sampaio, o Esforçado, por mais espaços públicos. As camisetas (pelo menos quando compramos para o papai no ano passado) vêm embaladas em saquinhos de algodão feitos com sobras da malha, que podem ser aproveitados em viagens.

Flores, por que não?

rosa de pedra

rosa de pedra *foto: Anderson S. Silva

Flores não são presentes exclusivamente femininos. Alguns arranjos podem ficar lindos e masculinos. Para ficar ecologicamente correto, seria bacana manter a flor ou planta no vaso com terra. Você pode escolher plantas de sombra. Uma suculenta, por exemplo, como a flor de pedra. Ou iniciar uma horta de temperos, com um pé de pimenta.

Carregador de bebê

wrap BabySlings

wrap xadrez marrom BabySlings

Um sling bem masculino, como um wrap liso ou estampado ou MeiTai (ah, queria essa promoção no ano passado!), para abraçar a paternidade. Porque colo de papai também é muito gostoso. Bom presente para futuros papais também!

Certifique-se antes da compra se o carregador é indicado ao tamanho do papai. Wrap costuma dar certo, porque são cerca de 5m de tecido que se amarra de várias formas. Já outros carregadores podem ser mais práticos de usar, desde que compridos o suficiente.

Leia mais:
Por que usar tecidos ecológicos?
Presente original: plantinhas
Sem limite de colo – nossa experiência com sling de argola e MeiTai

Amamentar até os dois anos, sim

Selfie da Hora do Mamaço 2014

Selfie da Hora do Mamaço 2014

A recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde é que o bebê seja amamentado até pelo menos os dois anos. A amamentação garante a boa nutrição, que está ligada ao crescimento físico da criança, mas também é tão rica em nutrientes que beneficia o desenvolvimento da criança em outros aspectos também – como o DHA, que permite que o cérebro alcance seu maior potencial cognitivo. Sem contar no vínculo afetivo mãe e bebê, que proporcionará segurança ao filho.

Surgem os dentes, a criança começa a falar e, na minha experiência, tudo vai ficando mais prático. Depois dos 10 meses e meio da Dora, preocupada com a introdução de alimentos e certa que amamentar não tira a fome nem a vontade de comer, parei de anotar as mamadas. Pra ser bem sincera, ainda anoto as últimas da noite para lembrar que horas pegou no sono (bem que gostaria saber fazer dormir à noite sem amamentar).

Aos 15 meses (um ano e três), ela pede pra mamar (“mamá, mamãí”). Avisa quando tem que mudar de lado. Já quase abre sozinha as blusas e os sutiãs. Mama em qualquer posição.

Nos primeiros meses, evitava que mamasse deitada pra ficar com a cabecinha mais alta e depois arrotar direitinho. Agora temos manhãs e algumas madrugadas preguiçosas, em que ela mama deitada de ladinho e já emenda num sono gostoso na cama de casal. Quando o pescoço não era firme, achava difícil experimentar a tal “posição do cavalinho”, ainda mais que nasceu bem comprida. Agora mama sentada de frente pra mim e pega no sono no meu colo na maior facilidade. Com uns 12kg, ainda consigo amamentar com ela amarradinha em mim, no MeiTai.

Não tive problemas com mordidas. Se fechava a boca e quase enfiava os dentes é porque continuava pendurada no peito dormindo, aí é só colocar o dedo mínimo e tirar a boca dali. Mas começou com o péssimo hábito de procurar o outro bico do seio pra beliscar enquanto mama, como se quisesse garantir bastante leite. Às vezes, busca o absorvente de seio e se agarra nele, e a roupa fica com aquela mancha de leite materno… Já fiquei sabendo que não sou a única mãe beliscada, outras mães que amamentam dos dois lados já se solidarizaram. Tentei substituir o outro bico do seio ou o disco absorvente pelo paninho de ombro (hoje bem menos utilizado) pra ela segurar ou se esconder, mas não funcionou ainda tão bem.

Mamar é sobremesa do almoço. Mamar é sonífero. Mamar é aconchego e consolo. Mamar é uma das primeiras refeições do dia, mas já não é café da manhã. Ela participa das refeições da família, mas também papa primeiro e mama enquanto a mamãe come. E desse tamanho, tão pequeninha, aponta e mostra que prefere mamar na poltrona de amamentação!

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Amamentação: pulando obstáculos