Atividade para as férias: massinha caseira

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Fazia tempo que eu queria experimentar uma receita bacana de massinha caseira. Mas eu nunca usei corante alimentício e, quando solicitei ao marido comprar, ele me apareceu com mais farinhas: de cenoura, de beterraba, de morango e de amora. A receita que eu tinha deveria ir ao fogo, a beterraba parecia um polvilho, ficava tudo grudento, não tinha jeito. Até que conseguimos brincar e fazer um pãozinho bem puxa-puxa de beterraba no forno no final.

Então encontrei uma receita sem qualquer orientação de cozinhar. Só misturar bem, amassar e armazenar bem. Fácil demais!

medidas

Adaptei para minhas farinhas, dividindo a quantidade de ingredientes pela metade e substituindo uma xícara de farinha de trigo pela de beterraba. Funcionou! Fiz de beterraba e de morango.

Para a de morango, precisei adicionar farinha de trigo a olho até ficar num ponto bom. Para a de beterraba, as xícaras de farinha de trigo podem ser rasas, pois sobrou um pouquinho de farinha na mistura. A que deu certo foi feita assim:

1 xic farinha
1 xic farinha de beterraba
3/4 xic água
1/4 xic sal integral (originalmente iria 1/2 xícara)
1 colher de chá de óleo (usei azeite de oliva)

Mistura à mão, nem leva ao fogo.

Reduzi o sal porque usei sal integral, que é mais graúdo e forte. Desconfio que a de morango não deu certo porque nessa coloquei só uma pitada de sal em vez de 1/2 ou 1/4 de xícara… Comecei a pensar no sabor, que perderia a doçura do morango. Mas é pra brincar, não pra comer. E as gurias nem colocaram perto da boca! A função do sal é conservar a massa – e nessa quantidade o sabor fica ruim mesmo, para não incentivar comer. O cheirinho é naturalmente agradável, tanto o de morango quanto o de beterraba.

Se alguém não puder usar algum dos ingredientes, adapte. Tenho quase certeza de que funcionaria com farinha de arroz. E não é necessário usar corantes, que podem ser alergênicos. Em empórios (quase todos da Zona Cerealista, em São Paulo), há lindos potes coloridos com diversos tipos de farinha.

A Dora amou, podia passar horas brincando. Deixei que ela, aos 2 anos e pouco, e sua amiga Tatá, um ano mais nova, pegassem tiras de macarrão cru para brincar junto. Tínhamos capellini, a massa mais fininha de todas. Da combinação saíram braços, cabelos e velas de bolo.

brincando com massinhas

Leia mais:
Quer presentear no Natal com massinha de modelar? Leia antes o guia das massinhas da “mãe nerd”
Outra atividade recente que adoramos fazer em casa: feijãozinho
Uma massinha que não faz sujeira, pra brincar no banho
Escolhendo brinquedos educativos e ecológicos

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Técnicas para mudar de posição

Pediatras sempre me orientavam alternar as mamas e a posição que a minha filha fosse mamar. Assim evitaria dores, fissuras no bico (principalmente se a pega não estiver correta e forçar sempre a mesma região) e mamas empedradas ou ingurgitadas. Mudando o bebê de lado e de posição, esvazia bem as mamas, retirando o leite de todos os segmentos mamários.

Pois bem, as posições isoladas parecem fáceis. E como mudar o bebê de posição? O bebê vai ganhando peso, ficando comprido, haja braço para fazer tanta manobra. Precisa fazer tanto esforço?

Eu sempre fui muito atrapalhada e fiz excesso de esforço. Algumas técnicas eu usava quando amamentava usando o sling, mas nunca sem ele. E aí a Dora começou a brincar de amamentar as bonecas e me ensinou o óbvio! Sim, ela me ensinou.

Olha só:

Você pode começar a amamentar na posição que prefere de um dos lados. Por exemplo, na posição clássica na mama direita. Bebê mama no peito esquerdo da mãe e está deitado de lado, com os pés para o lado direito da mãe.

brincando de mamar, me ensinou a amamentar com praticidade

mama esquerda, posição clássica

Esvaziou esse lado ou cansou (você sentiu um desconforto no seio ou na postura ou o bebê parou de mamar, por exemplo). Então ofereça a outra mama.

Para mudar de lado, deixe o bebê na mesma posição, só puxe-o para o lado, posicionando a boca dele na outra auréola. Ou seja, não precisa levar a criança e deitá-la de novo. Se estava na posição clássica, agora está na posição invertida para o lado direito. Agora o bebê continua deitado do mesmo lado, mama no peito direito da mãe, mas seus pés continuam do seu lado direito.

Deslizando

Mamando do lado direito, na posição invertida: só “puxar” pro lado

Terminando, eu anotava em que mama parou. (Hoje, tanto faz, só observo se mamou dos dois lados.)

Passou um tempo, e o bebê quis mamar de novo. (Estima-se que esse intervalo seja de 1h30 a 3h do início da última mamada. Nunca maior do que 4h ou 5h, a não ser que seja madrugada e o pequeno esteja dormindo bem. O ideal é observar a criança e oferecer o peito em livre demanda.)

Agora você começa lá onde parou. Pega o caderninho ou aplicativo e continua, digamos, do lado direito. Dessa vez, começa na posição clássica do lado direito (se terminou desse lado, amamentando na posição invertida). Então, seguindo o exemplo, boca do bebê no peito direito, pezinhos para o lado esquerdo da mãe.

Posicionando a boneca

Posicionando a boneca

Depois, só leva a criança gentilmente e sem muito esforço para o outro peito. Então ela mama na posição invertida do lado esquerdo – peito esquerdo da mãe, deitado do mesmo lado, pés ainda à sua esquerda (aproveitando bem o apoio dos braços da poltrona de amamentação). E por aí vai, invertendo sempre.

Posição invertida, mama esquerda

Posição invertida, mama esquerda

Fácil, não?

Quando o bebê cresce, nada de fazer malabarismo com 15kg! Quer mudar de lado e tá grande demais pra posição invertida ou não tem onde apoiar? Senta a criança e pede pra mudar as perninhas para o outro lado, e ela deita e mama de novo, mas na outra mama. Aos 2 anos e 4 meses (agora, na edição deste texto, quase aos dois anos e meio), ela ainda pede para mudar de lado, geralmente mama umas duas vezes em cada peito. Cansada de levantá-la para mudar de posição e mudar de novo (ela é bem comprida), oriento que ela sente (coloque as pernas pra frente e pra fora) e então seguimos em frente.

Mudando de posição sozinha

Mudando de posição sozinha

A Dora me observa escolhendo roupas e sempre pergunta: “Tem botão a roupa minha? Tem botão a blusa minha? Abre?”. Fica muito feliz quando tem, que a bebê dela vai poder mamar.

Quando saímos para fotografar o mamá, ela pensou demais no assunto e pediu para mamar antes de brincar. Justo.

Saiba mais:
Sobre duto bloqueado, ver página 58 do manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (em pdf)
Para visualizar melhor as posições de amamentação, uma cartilha
Amamentação no segundo ano
Amamentar no sling
Obstáculos da amamentação
O app que eu usei
Aplicativos para amamentação

Rotina

relógio de Vinil - por Rodrigo Terra / flickr
Nos primeiros dias de horário de verão, estou perdida e atrasada! Aos poucos, tento voltar à rotina da Dora. Espero que ainda esta semana a gente fique em paz com o relógio.

Eu achava estranho os pais que se apegavam muito a essa palavra, rotina. Achava exagero. A Dora passou alguns meses sem fazer longas sonecas, mesmo tendo uma certa rotina de atividades (dormia a noite toda na época). Hoje vejo a rotina como sinônimo de disciplina, organização e espaço, liberdade.

Acompanhem nossa rotina dos 2 anos e 4 meses da Dora até poucos dias:

Dorme na cama dela, vem para a cama do casal no meio da noite – talvez 4h ou 5h da manhã. Por volta das 6h mama (amanhecendo) e volta a dormir. Ao acordar, umas 8h, mama de novo, com preguicinha.

Depois que tomamos um café da manhã reforçado (ela come sozinha enquanto eu preparo meu suco), passeamos. Geralmente, vamos a um parque com pracinha. Ela toma água, se der fome no caminho (ou na volta), come castanhas e passas. Atualmente, ama castanha de caju. Compramos orgânica sem sal. Por volta das 11h pede pra mamar um pouco, nem sempre.

Entre 11h30 e 12h30, almoça. Quanto mais cedo, melhor come.

Logo que acorda ou esperando o almoço, fica animada para atividades artísticas, pintar, modelar, desenhar. Sempre é hora de escutar música e dançar ou ler livros.

A partir das 13h30, mama (leitinho materno de sobremesa) e dorme.

Normalmente dorme 50 minutos a 1h e pede pra mamar. Segue dormindo no colo mais 30-90 minutos de sono leve. Boa hora pra sentar na frente do computador e trabalhar um pouco. Às vezes faz uma soneca de 2h direto, geralmente pede pra mamar ao acordar quando é assim. Também faz soneca passeando de carrinho – pelo mesmo tempo (às vezes direto, outras vem pro colo e dorme mais, ou um pouco de mamá e cama). Quanto mais cedo faz a soneca, mais rende o dia – se gastar bastante energia de manhã, fica mais fácil.

O lanche da tarde costuma ser por volta das 15h30, depende um pouco da hora do sono.

Às vezes dá tempo de ir de novo pra pracinha à tarde também. Num dia ideal, seria assim. Geralmente saímos pela manhã e pela tarde.

O banho pode ser na volta da pracinha ou no fim do dia. Se atrasamos muito, é depois da janta, o que evitamos, para não dormir de cabelo molhado.

Janta cedo, a partir das 18h. Às vezes depois das 20h. Pelo menos uma vez por semana, até mais cedo, umas 17h30.

Dorme entre 20h30 e 21h30 idealmente. Nos dias mais agitados ou fora da rotina, pega no sono só perto das 22h. Lemos uma história (ou até cinco ou várias vezes) pra ela dormir. O papai adora assistir um desenho de 5 a 10 minutos antes de dormir – como ela chora pedindo mais ou chama a mamãe pra ler história, são raras essas noites. Não mama mais para dormir à noite, mas muitas vezes pede pra mamar antes de escovar os dentes.

Quando seguimos essa rotina, tudo flui, até sobra mais tempo pra gente. Difícil ter birra. Não fazendo a soneca ou mesmo com soneca menor que o habitual (menos de 1h ou depois de dias consecutivos dormindo pouco), já teve terror noturno, um pesadelo para os pais. Dormindo bem durante o dia, dorme bem à noite.

Ah, o relógio no meu pulso sempre ajuda. Quanto mais cedo forem as refeições, melhor se alimenta. E quanto mais cedo fizer a soneca da tarde (brincar na pracinha no sol da manhã colabora pra que isso seja possível), dorme mais cedo e é melhor sua qualidade do sono.

O que vocês me sugerem para não sofrermos com a mudança de horário? O que muda na rotina de vocês?

Leia mais:
Como identificar o choro do bebê de 0 a 29 meses – pode ser sono

foto: Relógio de Vinil, por Rodrigo Terra / flickr

Sebastião

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Não existe felicidade maior para quem escreve do que ter retorno de um leitor. No meu caso, ainda mais feliz ao ter recebido o contato da mamãe sustentável Luciana Portella, de Santa Maria/RS, que acompanha o blog desde o começo da gravidez e decidiu utilizar fraldas de pano no seu filho. Quando estava com 28 semanas, ela me mandou um e-mail para tirar algumas dúvidas. Recentemente, me escreveu de novo.

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Sebastião já está com 4 meses. E vejam que corajosa: em pleno inverno gaúcho, que, além de frio, é úmido, ela encarou usar fraldas de pano direto. Antes disso, o pitoco tinha 10 fraldas de pano modernas – então, até lavar e secar (lembrando que com umidade no ar, demora mais; nos primeiros meses, se troca mais seguido), era pouco. “Agora comprei mais. Está sendo ótimo, elas são gostosas e lindas”, me contou Luciana.

Sebastião

Sebastião em suas fraldinhas lindas e ecológicas

Ele está usando principalmente fraldas Dipano. Segundo sua mamãe, “são bem boas, parecem durar bastante”. Como todas, o único cuidado é com a impermeabilização. “Mas sempre faço um enxágüe extra e uso pouco sabão”, aconselha. Eles também gostaram bastante da Nós e o Davi. Das biodegradáveis, usaram no começo bastante as Wiona: “Muito boas, só são meio caras, mas achei bem melhor que as comuns da Pampers que experimentei junto”.

Luciana, esqueci de comentar. Se notar que impermeabilizou, não precisa esperar lavar mais uma vez. Usa assim mesmo, mas com um absorvente de algodão por cima (não dentro do bolso). Funciona superbem. Mesmo com uma fraldinha de pano Cremer bem dobradinha como absorvente. Depois lava de novo com pouco sabão!

LUCIANA

Mamãe Luciana

Quando a consultei para compartilhar a experiência dela com vocês, Luciana não hesitou. “O efeito que causa nas pessoas quando vêem as fraldas vale tanto quanto a economia de recursos que elas proporcionam.” Já podemos ver que ela está se saindo muito bem como mãe, mamãe sustentável e corajosa. Nas palavras dela, “a maternidade é uma vivência única, cheia de novas experiências”.

 

Saiba mais:
O que motivou este blog
Meus 5 motivos para usar fralda de pano
Um guia bem bacana pra quem tá começando

Feijãozinho

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foto: Marília – Uma brasileira na Croácia

Convidei a mamãe sustentável Marília, uma brasileira na Croácia, para nos contar sobre as lembrancinhas do aniversário da sua filha Maíra. Ela plantou feijão em lâmpadas incandescentes. Uma ótima ideia de lembrança também para chá de bebê, por exemplo, principalmente quando não se revelou ainda o sexo do bebê – que ainda é um “feijãozinho”.

Acho lindo decorar uma festa com lâmpadas pendentes recheadas com flores. A ideia da Marília, com o pezinho de feijão germinando, me surpreendeu pela graça, simbologia e originalidade. Não deixa de ser uma atividade Montessori para fazer com as crianças e permitir que acompanhem o desenvolvimento da plantinha – Marília aplica o método de Maria Montessori na educação de sua filha (e já me deu dicas valiosas, pelas quais sou muito grata).

Veja como fizeram:

Lembrancinha da Maíra: Feijão plantado na lâmpada!

Desde que vi as diferentes utilidades de uma lâmpada vazia no Pinterest da minha amiga Luísa, deste blog, fiquei encantada! Ano passado, usamos uma para fazer um arranjo de flores para o aniversário. Este ano procurei várias lembrancinhas ecológicas para fazer em casa para o aniversário da minha filha de 2 anos, mas não encontrei nada como eu queria. Aí me veio a ideia de plantar um feijão e colocar na lâmpada! A ideia era algo que ela pudesse acompanhar desde pequena, perceber a importância de cuidar todos os dias da plantinha e ver o seu crescimento. Funcionou direitinho!

Primeiro, assisti a uns vídeos no Youtube para ver como plantar, pois a última vez que plantei feijão foi num potinho de danoninho no jardim de infância! Tudo muito fácil e rápido, o famoso algodão embebido em água e no meio o feijão. Depois, plantamos em um pratinho de vidro, regando todos os dias e sempre deixando o algodão úmido e em local iluminado. Em três dias, começou a brotar, pois estava super quente. A cada dia, acompanhamos o crescimento, que é visível a olho nu! A Maíra ficou super entusiasmada e eu, mais ainda! Quando o broto tinha saído da semente, replantamos na lâmpada usando uma pinça. Colocamos 2/3 de terra e bem no meio, num buraquinho, o feijão brotado.

Hoje o feijão está em flor! A foto é de uma semana atrás. Fiquei super feliz com o resultado da experiência e continuamos diariamente regando e cuidando do nosso feijão! As crianças e as mães adoraram a lembrancinha e foi uma ótima oportunidade de reciclar e reaproveitar de uma forma criativa e bonita as lâmpadas usadas!

Muito lindo, né? Pode entregar a muda ainda no algodão também.

#pedefeijao #feijao #plantinha #infancia

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Saiba mais:
O passo a passo detalhado de como plantar feijão no algodão
Passo a passo com fotos de como trabalhar a lâmpada incandescente
O que Maria Montessori dizia sobre o contato com a natureza
Como a gente fazia na escola
Outras ideias de lembrancinhas
O blog da Marília
Pinterest da Mamãe Sustentável

Experimentamos: massinha para banho

Fui na Lush Cosméticos olhar produtos pra mim e, pra minha surpresa, quem saiu ganhando foi a Dora. Conhecemos a FUN – massa modelável para limpeza. Uma massinha de modelar que serve como shampoo e sabonete (e é vegana). Dora ganhou a vermelha e a rosa.

Logo que abri o pacote pela primeira vez, pensava que me arrependeria. Começamos pelo vermelho, de tangerina. Seco, ela grudou em tudo antes de entrar no banho. O banheiro branquinho ficou… Vermelho!

massinha vermelha

Sem estresse. Só passar água e sumiu tudo. Nada ficou manchado, nem o rejunte. Por precaução, acho melhor entregar a massinha depois que a moça já entrou no banho (e não ainda de pijama, como na primeira experiência e fotos).

Criança geralmente não quer entrar no banho. E depois não quer sair, né? Agora ela pede e insiste. Depois que acabou, é até mais fácil sair. Não tem como ficar horas brincando porque se desfaz! Tem que cuidar pra não desperdiçar, deixar desmanchar sem espalhar a espuma no corpo, aí sim vai ser difícil economizar água.

massinha de banho

O melhor de tudo isso é que essa brincadeira está incentivando ela se dar banho sozinha. A mocinha de 2 anos e 3 meses já sabe usar o produto melhor que a mamãe. Ela modela logo que entra no banho e então fica esperando se dissolver e desmanchar na água, fazendo bastante espuma. Só aí espalha pelo corpo. Rende bem.

Eu não tenho a mesma paciência. Faço uma bolinha pequeninha e já grudo no cabelo dela para depois espalhar com um pouco d’água. A técnica dela é melhor. Então comecei a pegar um pedacinho e fazer uma bolinha no banho, criando bastante espuma ao modelar – não precisa de muita massinha pra fazer espuma.

No começo estava com receio de usar na cabeça.  Se fosse bebezinha, acho que evitaria pelas cores. Mas aprovei, lava bem, sua composição é natural. Lavando a cabeça, não arde os olhos – só que se colocar a mão cheia de espuma diretamente no olho, aí sim.

Ambos são muito cheirosos, quem passa perto da prateleira já sente. O rosa parece irresistível, no entanto o perfume de tangerina é mais marcante e muito gostoso depois do banho, com cabelo seco, ao menos para a minha sensibilidade. Não chegamos a brincar com mais de uma cor no banho para não misturar os perfumes. A recomendação é usar o vermelho nos banhos da manhã, para acordar. O rosa é mais suave e pode ser usado à noite.

É importante armazenar em um local bem seco, pode ser na própria embalagem de “bala” fechada. Se sobrar um pouco que usou, deixe secar e então guarde em um lugar bem fechado e seco. Se deixar numa saboneteira, molhando, já era!

Leia mais:
Da cabeça aos pés – resenhas de shampoos 2 em 1 para bebês

Lembrancinha feita em casa

lembrancinhasNeste segundo aniversário, não resistimos às lembrancinhas, mesmo fazendo a festa num salão para 25 pessoas (talvez mais empolgados por isso). A Dora ama desenhar e pintar, o tema da festa era “gato” (e “estrelas”), e ela também ama sacolas e bolsas. Pronto! Nossa lembrancinha para crianças pequenas e grandes foram mini-sacolas ecológicas feitas em casa, com uma máscara de gatinho para pintar desenhada e recortada pela mamãe e um pacote de giz de cera coloridos.

mascaras

Minha ideia inicial era desenhar o gatinho também nas sacolas, mas nem foi preciso. A vovó encontrou apliques de gatinhos e estrelinhas, desses que basta passar a ferro para colar. Se a Dora já estivesse numa fase mais adiantada nos desenhos, certamente pediria para ela mesma decorar as sacolas.

Para a aniversariante, alguns convidados deixaram recadinhos ou desenhos feitos com os papeis coloridos da decoração e já usando os materiais de suas lembrancinhas.

sacolas

Para quem mora em São Paulo, onde encontramos nossos principais materiais:

_algodão cru: na Niazi, na região da 25 de março (dica da minha amiga Lia)
_rolo com a corda para as alças da bolsa em algodão cru no Rei do Armarinho, na região da 25 de março
_giz de cera Leo & Leo: nos Armarinhos Fernando, na região da 25
_máscaras de papel kraft (achei o papel cartão que tinha em casa muito difícil de furar): encontra-se rolos em qualquer papelaria

E precisa mesmo de lembrancinha? Precisar, não precisa. Tem muita gente que não dá ou esquece de entregar. Acho elegante dar uma lembrança como sinal de gratidão para todos os que foram e alegraram a festa. Nem que seja um pratinho de “doces”. Mais legal ainda se, nesse pequeno presente em agradecimento, pudermos transmitir ideias que defendemos, como incentivar o uso da sacola ecológica, estimular a criatividade das crianças ou literalmente distribuir sementes.

 

Mais ideias de lembrança:
Lembrancinhas do primeiro aniversário
Sementes de lembrancinha

Segundo aniversário

bolo de 2 anos

Foi só se aproximar da data do primeiro aniversário, eu já sabia o tema do segundo. “Mimi!”, ela chamava na época o “miau”, como logo depois passou a dizer, sabendo que são gatos. Nós criamos juntas uma festinha para a família e poucos amigos, feita dessa vez num pequeno salão de festas, com direito a sala de brinquedos e playground.

Grande vantagem de um salão infantil bem cuidado de um condomínio: está tão novinho e bonito, que quase não exige decoração. As mesas branquinhas podem ficar expostas sem toalhas, a parede atrás da mesa do bolo na altura das crianças já é colorida. A desvantagem também vem a favor da economia e menos desperdício: cabem menos pessoas (do que na casa da vovó) no salão para os pequenos (pelo menos neste). O incentivo para usar talheres e louças dali é não precisar se preocupar em lavar, está no pacote.

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a receita dos pães sem queijo (acima) já foi compartilhada no blog também

Para dar um charme, pensamos no tema (que foi gato da noite – ou gatinhos e estrelinhas; nas palavras da Dora, “miau brilha-brilha”) e nas cores para compor a mesa. A Dora ajudou a escolher, principalmente os tons – ela devolveu o papel que eu estava escolhendo e ela mesma pegou outro do display da loja. E assim recortamos cones de papel para servir pipoca, gatos e estrelas para deixarem recados. Para usar textura na decoração, apostei no papel aveludado.

parede

gatinhos de papel aveludado e mural de recados

Para fazer os cones bem coloridos, escolhi o papel Color Plus, que tem muitas opções de cores, gramaturas e tamanhos. Os papéis coloridos encontramos na Papelaria Universitária (têm uma variedade incrível e ainda foram muito gentis e deixaram a Dora usar o banheiro quando estivemos lá). Preferi trabalhar com o de 120g, gramatura média, que é maleável e encorpado, não fica transparente. Com o que sobrou de papel, fiz uma corrente de argolas para incrementar a decoração – como vocês devem ter visto no Instagram.

pipocas

cones de papel com pipoca

Além de aproveitar o que o condomínio disponibilizava no salão de festas, aproveitei também o que sobrou de copos e pratos de papel do ano anterior. Eles não faziam parte da decoração, mas até combinavam com o esquema de cores! Para evitar desperdício, pedi que os convidados identificassem seu cone e seu copo de papel (no ano passado, foi um sucesso identificar suas garrafinhas e, numa outra experiência em festa de família, com os “homens-pizza”, deu supercerto cada um ter o seu pratinho de papel).

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copos do ano passado também servindo comidinhas na mesa

Fazendo a festa fora de casa, por mais prático que parecesse, senti falta de tempo para organizar tudo com mais calma e poder programar melhor a rotina do sono da aniversariante. Pelo menos ela realmente aproveitou o salão o dia inteiro e se envolveu nos preparativos e na hora de desmontar. Garanti o máximo de materiais laváveis e biodegradáveis também por não ter certeza absoluta de como esse condomínio lidaria com o lixo. Por isso recomendo se preparar para montar um saco separado para lixo seco e, se for o caso, levar embora o lixo para descartar.

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mousse de cacau (da receita já compartilhada aqui) e colheres artesanais de bambu

 

Saiba mais:
Sobre a escolha dos materiais: se usar EVA, por exemplo, lembre que é um material que não é reciclável. Portanto, tente utilizar ao máximo o que fizer com ele e aproveitar também seus retalhos.

Como fazer uma festa ecológica
A festa de um ano da Dora
Mais da festa de um ano: as receitas do mousse de cacau e do pão “sem queijo”, entre outras
O bolo da Dora que repetimos no segundo aniversário, mudando apenas a decoração
A receita do sorvete de cacau, que também servimos em vasinhos com uma folha de hortelã

 

Desfralde: primeiros passeios sem fraldas

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agora o saquinho de troca de fralda virou o saco de roupa suja (sempre levando uma troca de roupa e calcinhas)

Estou aprendendo (começando a aprender), finalmente, a andar com menos peso. Já conseguimos fazer passeios sem a bolsa do bebê: sem fraldas para trocar! Agora algumas calcinhas e pelo menos uma troca de roupa completa ocupam o lugar das fraldas na bolsa.

Nas primeiras semanas, saía com fraldas e levava fraldas comigo. Depois ainda deixei pelo menos uma fralda na bolsa. Logo a substituí pelo redutor de assento, que carrego às vezes no cesto do carrinho. Ultimamente até cocô em banheiro público já saiu sem levar o redutor!

Achava que o processo de desfralde de meninas era mais difícil na rua, ao ver tantos pais de menino oferecendo qualquer lugar público para fazer xixi. Depois muitas mães me contaram que acham o desfralde dos meninos mais difícil. Por enquanto, estou agradecendo que tenho uma filha menina e por hora não precisei pensar sobre incentivar o xixi em espaços abertos urbanos – pensando um pouco, talvez seja por essa tradição que nossas cidades latinas fedem a mijo.

Pelo menos aprendi que todo lugar tem banheiro. Não são todos os estabelecimentos que têm banheiro público, mas grande parte abre as portas para um bebê em desfralde. Principalmente quando o vendedor tem criança na família na mesma fase! Pelo menos nós tivemos essa sorte.

Alguns lugares, como no aeroporto de Congonhas, há vaso sanitário para estatura reduzida. Em outros lugares mais voltados para a família, como no Sesc Belenzinho ou alguns shoppings, há banheiro infantil. E podemos levar na bolsa um óleo de tea tree, álcool gel, lenços umedecidos ou usar o papel para assento ou forrar o assento de papel higiênico. Em parques sem banheiro, mesmo as meninas podem ter direito a fazer xixi na grama – só cuidem com os formigueiros e se atentem a não incentivar muito essa prática pensando se não querem que isso seja um hábito.

Tivemos um “acidente” numa pracinha na primeira semana sem fraldas. Outra vez, numa tarde, ela acordou da soneca no carrinho e não me viu na loja – catástrofe! Com dois anos e poucos dias (ou até antes), ela já conseguia realmente esperar para ir ao banheiro. Se lá em dezembro eu observava um intervalo de até 1h30 entre xixis em casa, desde desfraldada (já em abril), ela fica mais de 3h sem precisar ir ao banheiro.


Leia mais:

Nossa experiência com o desfralde
Tudo já publicado sobre fraldas
Mais usos do oléo essencial de malaleuca e dos saquinhos de roupa suja

 

Desfralde

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penico na casa da vovó

Já fazia tempo que minha filha dava sinais de desfralde (nem tão óbvios assim, como saber e tirar sozinha fraldas, avisar quando tinha feito xixi ou cocô e mostrar interesse pela rotina de ir ao banheiro), mas não achava que ainda neste verão passado deixaria as fraldas. De uma hora para a outra, estava pronta! Foi tudo muito rápido depois do Carnaval.

Sem muita disciplina, deixávamos que ela ficasse bem à vontade nos dias de calor. Na hora de trocar a fralda, oferecíamos que usasse o redutor de assento ou o penico. Sempre que lembrava e estava em casa, a deixava só de calcinha ou peladinha mesmo.

Passamos por alguns acidentes no começo, na soneca da tarde depois de mamar, ainda no meu colo. Nada assustador. Qualquer mãe habituada com fraldas de pano tira de letra!

Logo percebi que as calcinhas que estavam no tamanho certo (nem precisavam ser especiais*) seguravam até cocô. Além de serem fáceis de lavar, secam muito rápido. Bem mais rápido que qualquer fralda de pano. Meu primeiro impulso foi querer aumentar muito a coleção de calcinhas (o que, no comecinho, foi realmente necessário).


Como foi

Depois que ganhou o penico de Natal, começou a se interessar mais pelo desfralde. Mas só na semana que antecedeu o Carnaval começou a pedir para usar o penico com o objetivo de fazer xixi, geralmente na hora do banho, antes ou depois, sempre peladinha. E então eu notei que os pedidos para ir ao banheiro funcionavam quando ela estava pelada ou de calcinha, não com fralda, mesmo que fosse de pano, independente do modelo. De fralda, ela só avisava ou pedia para tirar depois que sujasse.

Depois de uma semana quase inteira fazendo pelo menos um xixi por dia no penico, resolvi levar o redutor de assento na viagem de Carnaval. Na ultima noite, ela pediu umas três vezes para usar o redutor até que fez cocô na patente! E nem estava em casa!

O papai, depois de presenciar esta cena, passou também a incentivar o uso de penico pela manhã, cedinho. E então ela passou as duas semanas seguintes pedindo para usar o penico direitinho, quanto orgulho! Para sair e para dormir, ainda usava fralda (com um ano e 10 meses). Mas aí comecei a achar que estava confundindo a cabeça dela. Que não deveria continuar de fralda depois que acordasse nem usar pra sair. Incentivada por outras mães, tomei coragem e deu supercerto!

Depois, assumindo o desfralde, teve atrasos no horário do cocô ao viajar pra casa da vovó. Às vezes fazia cocô na fralda antes de dormir. Até que acostumou e não suportava mais uma fralda suja – andava de perna aberta se tinha cocô!

Nas primeiras semanas de desfralde, talvez tenha aumentado uma lavagem de máquina por semana. Normalmente, antes de iniciar o processo, lavava fraldas de pano a cada três dias. Agora, usando fraldas de pano apenas para dormir, posso lavar a cada seis!

Algumas mães me disseram que tiraram as fraldas diurnas e noturnas ao mesmo tempo das meninas. Tentador. Várias vezes as fraldas amanhecem sequinhas.

Paramos com as descartáveis (boa hora, em que tudo importado triplicou o preço), porque mal se percebia o xixi nas fraldas. Tivemos alguns acidentes só por atrasar para colocar as fraldas para dormir, mas já teve noite em que esquecemos e deu tudo certo. Mesmo assim, o plano é desfraldar à noite só no próximo verão – ainda que ela às vezes não queira colocar fralda para dormir.

Dora recém fez dois anos – na publicação deste post, está com 26 meses. Desfraldou, mas ainda mama no peito.

 

* Já ouviu falar em fraldas e calcinhas especiais para desfralde?