Amamentação: primeiro aparelho ortodôntico

Mídia Ninja

Hora do Mamaço 2013 – Brasília/DF * Foto: Mídia Ninja / flickr

Como amanhã inicia a Semana Mundial do Aleitamento Materno, convidei a Drª Andreia, odontopediatra, para escrever sobre os benefícios da amamentação para a arcada dentária do bebê.

Amamentação x maloclusão dentária

A amamentação, por pelo menos seis meses de vida, além de trazer benefícios nutricionais, imunológicos e emocionais, fortalecendo o elo entre a mãe e o bebê, pode refletir na fala, na respiração, na deglutição e na dentição da criança.

Quando o bebê puxa o leite diretamente do seio da mãe (movimento de ordenha), fortalece a musculatura labial e ainda estimula o crescimento facial, a formação das arcadas dentárias e o correto posicionamento da língua. Durante a mamada, o bebê é obrigado a utilizar exclusivamente o nariz para respirar, o que evita a respiração bucal, responsável pela maioria das alterações nas arcadas dentárias. Ao mamar, a criança aprende a respirar, mastigar e deglutir de maneira adequada.

A amamentação ajuda bastante a prevenir problemas de maloclusão dentária. São as famosas mordidas abertas, mordidas cruzadas – mal posicionamento dos dentes e das arcadas dentárias. Assim, pode-se dizer que a amamentação funciona como o primeiro aparelho ortodôntico preventivo da criança.

Outro benefício da amamentação para a saúde bucal vem da isenção de produtos cariogênicos, como a sacarose. Dessa forma, surgindo os dentinhos na cavidade bucal, estão protegidos de cáries.

Dra. Andreia Ziliotto Berlitz
Especialista em Odontopediatria-CRO/RS7536
Porto Alegre-RS
Email: deiaberlitz@terra.com.br

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Hora do Mamaço 2013

 

Primeiro show: Badi Assad

Badi Assad
Levamos a Dora pela primeira vez ao teatro para assistir a um show infantil. Lançamento do CD Cantos de Casa, da Badi Assad. Conhecíamos o disco e estávamos ansiosos pelo espetáculo. Já tinha assistido um espetáculo adulto da Badi Assad e voltei a ficar encantada com sua desenvoltura em cena. O álbum foi criado após sua experiência como mãe da Sofia, que está com 7 anos.

No palco, muita sucata reciclada, instrumentos de garrafa PET. O show começa fazendo música limpando a casa. No disco, a limpeza também é do corpinho: incentiva a escovar os dentes, tomar banho e afinar os sons, fazendo percussão com o corpo. Educativo, mas nem tão politicamente correto – remete a cola na escola, respostas atravessadas, tudo em tom de piada.

Cantos de Casa

O show foi no Sesc Consolação, em São Paulo. Não sei dizer se a Dora ficou mais encantada com a iluminação ou com os nenês na plateia! Ela se comportou muito bem aos seus 14 meses e meio, mesmo sendo num horário do sono do final da manhã.

Começou mais tímida, observando quietinha, parada no colo, mas sabia que estava lá para ouvir música. A cada intervalo, ela não queria saber de teatro nem palhaço. Virava as palmas das mãos pra cima lamentando, “ca’bô”, e dançava, “qué”, como quem diz “por que parou, quero mais música”. No meio, pediu para mamar, mas não dormiu. Perto do final, quis descer as escadas para dançar lá na frente com outras crianças. Só voltou para o lugar para tentar alcançar o balão gigante que flutua sobre o público no fim do espetáculo – ops, estraguei a surpresa, mas não contem para os pequenos!

Escute também
Quem curtir o CD infantil da Badi pode gostar das Fadas Magrinhas, outro álbum bem brasileiro de uma banda pernambucana para crianças. Pra chacoalhar o chocalho!

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Como adaptar looks para gravidez e amamentação

Tanta roupa boa que deixa de ser usada na gravidez e na amamentação, não é mesmo? Não precisa ser assim. Com alguns acessórios, nenhuma barriga de gestante ou pós-parto precisa passar frio. É só incluir no guarda-roupa uma faixa para as barrigudinhas ou uma camiseta base para as mamães.

Sabe aquela vontade de abrir o botão das calças jeans pra encaixar a barriga? Na gestação não é um capricho depois do almoço, é uma necessidade por bem mais tempo. Com o Mammybelt, é possível abrir o botão com estilo e protegendo a barriga. Nesta loja online, eles vendem nas cores básicas e também faixas avulsas coloridas ou com detalhes charmosos, como rendinhas.

como usar o mammybelt

como usar o mammybelt

Não enfrentei o inverno grávida, então não precisei usar roupas de frio com o barrigão e não conhecia o acessório na época, digo sem experimentar. Deve funcionar melhor com calças que já são de cintura baixa. Mais para o final da gravidez, além do barrigão enorme, o quadril naturalmente fica mais largo para preparar o corpo para o parto – aí certamente roupas mais apropriadas para gestante ou leggings e calças de cotton ou de tecidos mais maleáveis devem ser mais confortáveis e indicados. Mesmo assim, a faixa economiza gastos desnecessários no começo da gravidez, quando a gente nem tem total noção do tamanho que a barriga vai ficar.

E depois, para amamentar, acabamos nos limitando a cardigans, camisas e blusas que abrem na frente. Com uma camiseta base, como o modelo da Samba Calcinha, as blusas cacharel, os blusões de lã e as camisetas podem continuar em uso. É só levantar a blusa sem vergonha, que ali está a segunda pele já com a abertura para o sutiã de amamentação. Prático e quentinho. Aproveitem que a Samba Calcinha está liquidando esta semana!

camiseta base para amamentação

 

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Resenha da Samba Calcinha

Unhas de menina: resultado da pesquisa

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Perguntei aqui a partir de que idade as leitoras permitiram ou permitirão que suas filhas pintem as unhas. As respostas ficaram bem divididas: 33% já a partir dos 2 aninhos, mas 25% apenas depois dos 12 anos.

Muitas pensam em deixar para quando a criança demonstrar interesse, sem incentivar. Uma menina pintou pela primeira vez, com a permissão da mãe, aos 6 anos, mas depois nunca mais pediu. Quem já vê a mamãe pintando as unhas em casa tem interesse mais cedo, geralmente por volta dos 3 anos.

Atualmente, os esmaltes menos nocivos para mocinhas vaidosas são à base d’água, que elas mesmas podem tirar no banho.

Brechós para mamães e bebês

capricho
Tiramos um dia para conhecer dois brechós bem completos de São Paulo. Emagreci muito desde o parto e estava à procura de uma nova calça jeans, com receio de que logo posso recuperar o peso e voltar a vestir as minhas preferidas. A solução estava logo ali.

Primeiro visitei o auto-denominado “maior brechó do Brasil“, o Capricho à Toa. Fica em São Paulo e é bem fácil de chegar, porque fica numa rua sem saída bem em frente ao metrô Vila Madalena. De cara, dá pra simpatizar, há muitas plantinhas do lado de fora. Apesar de ser acessível de metrô, é melhor ir sem carrinho, pois há várias escadas e andares.

Vale a visita, é realmente grande e organizado. São várias salas, por tipo de peça de roupa, tudo separado por cor e tamanho, bonito de ver. Como tem muita circulação, tem que garimpar um pouco, pois alguns tamanhos têm muita saída. Quem veste jeans 36 faz a festa! Por outro lado, sem muito esforço, encontrei:

– um vestido lindo com abertura em zíper na frente, sem mangas, mas que cobre os ombros, perfeito para amamentar e esconder o sutiã (tamanho 38/40, R$ 69);
– saias bonitas a partir de R$ 10 de vários tamanhos;
– roupas infantis a partir de R$ 6,00;
– acessórios a partir de R$ 6,00;
– brinquedos a partir de R$ 6,00.

Entre outros achados, desde canecas e pratos com ilustrações legais.

O atendimento deixou a desejar. Logo na entrada vão te pedir pra deixar a bolsa, mesmo que seja a bolsa do bebê, num guarda-volumes, você leva a chave. Há vários funcionários, mas não é a mesma coisa que um brechó menor, que consegue garantir uma atenção mais personalizada.

Dois grandes diferenciais são um fraldário e um café. Para finalizar a visita, sentei para tomar um suco, amamentar e estava louca para provar uns biscoitinhos integrais veganos com açúcar orgânico. Não deu tão certo – com bebê no colo, me atrapalhei toda pra abrir o pacote e só sobraram dois biscoitinhos na minha mão, todos os outros caíram no chão. Avisei a garçonete (eles levam o suco na mesa), mas ela fez vista grossa, e pouco depois já tinha gente pisando encima. Uma pena.

Como não sou de comprar o que não estou precisando, saí de mãos abanando. Encontrei minhas jeans da Gap bem confortáveis no Charmonix por R$ 39. Esse outro brechó fica em Santa Cecília. É bem perto do metrô Marechal Deodoro.

O Charmonix tem tamanho médio e uma boa seleção de roupas a preço justo. Vi por lá leggings para gestante (com proteção para a barriga) em ótimo estado por R$ 15. E eles também têm algumas coisas para crianças.

Quem tiver peças para vender tem que agendar uma hora em qualquer um deles. Mas tem que ter muita roupa da mesma estação: pelo menos 50 peças no Capricho à Toa e pelo menos 30 no Charmonix. Isso entre feminino, masculino e infantil, podem ser diferentes tipos de roupa. O valor repassado para o fornecedor, no entanto, costuma ser pelo menos metade do mínimo que você imagina, vale mais a pena emprestar, doar ou doar para um brechó beneficente. Não por acaso há tantos IGs de “desapego” de roupas no Instagram. E existe também o Ficou Pequeno, um site que reúne lojinhas de roupas usadas – qualquer um pode criar a sua, uma iniciativa bem justa e descolada.

Capricho à Toa
Rua Heitor Penteado, 1096, casa 08
Sumarezinho – São Paulo/SP
(Metrô Vila Madalena)

Charmonix
Rua Barão de Tatuí, 183
Santa Cecília – São Paulo/SP
(Metrô Marechal Deodoro)

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Uma resenha com produção de look (de 2009) do Charmonix
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Roupinhas duráveis: casacos

Casaco é uma peça difícil de colocar e que por isso, assim como alguns sapatos, dura pouco no guarda-roupas do bebê. Isso, dependendo do modelo e, principalmente, do material. Se for mais maleável e macio, veste como uma luva, ou melhor, como uma meia. Assim, pode ser um casaco que cresce com o bebê. Foi o caso de casacos da Dora que sobreviveram a dois invernos.

casaco tamanho 3 meses aos 14 meses

O de lã colorido tamanho 3 meses está com as mangas curtas, de resto está servindo bem, justo sem apertar. Ele é perfeito para usar em casa em dias frios, para comer ou brincar e não se sujar. É bem feminino, mas com cores vivas que combinam com várias roupas. Ele já tinha sido de outra menina e foi bem adotado por aqui.

Em agosto/2013 e em julho/2014

Em agosto/2013 e em julho/2014

O da Nature Purest era tamanho 3 a 6 meses. Não era muito comprido, mas cobria o bumbum e tinha as mangas dobradas, para mostrar a estampa do lado interno (é reversível). Aos 12 meses, incrivelmente, ainda era uma jaquetinha, que mesmo usada sem dobrar as mangas continuava bonita e confortável. Fora que é neutro, vai com tudo e é unissex. Tão fofinho e macio, de algodão orgânico, dá gosto continuar a usar. Aproveitamos bem nos dias frios de outono, mas agora que mudou a estação está ficando um pouquinho curto nas mangas – a Dora é bem comprida.

Em março, mangas dobradas. Em junho, certinho.

Em março, mangas dobradas. Em junho, certinho.

Na última compra de casaco pra ela, fomos muito bem orientados pela vendedora da Benetton a escolher um tamanho maior, pois é um modelo que não parece grande no corpo e é possível dobrar as mangas. Nosso medo era comprar um casaco para as férias de final de inverno europeu em março e não conseguir usar no frio do Brasil. Apesar da variedade tentadora de cores, escolhi o azul marinho que entra bem com todas as roupas. Ele é quentinho, impermeável e perfeito para viajar, pois é guardado dentro de um saquinho, ocupando pouco espaço na mala – perfeito para visitar a família no frio. Certamente durará todo inverno, mas não tenho certeza se poderá ser usado no próximo ano, porque a mocinha é muito alta e cresce rápido. Talvez pudéssemos até ter escolhido o número seguinte.

Tinha a impressão que mangas que partem do pescoço e não do ombro, bem diagonais, sem marcar a largura das costas, duravam mais. Se for de um tecido pesado, de nada adianta esse corte, pois ficará grande demais antes da fase indicada e logo ficará pequeno ou difícil de vestir. De fato, não marca a largura dos ombros. Se tiver uma boa abertura nos braços e não apertar as axilas, a roupa pode ser usada como manga 3/4.

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