Fofurices de criança

lacinho da Maria Joaquina e bolsa boneca feita sob encomenda

Lacinho amora da Maria Joaquina Criancices (preso na bolsa) e bolsa boneca feita sob encomenda

Artesanato é um presente socialmente correto que carrega carinho e originalidade. Comprar de quem faz muitas vezes é sinônimo de comprar de outras mães e ter a chance de saber como é feito ou conhecer a procedência do produto. O que é feito à mão traz mais energia. Para a criança, um presente especial, alheio à produção em massa, geralmente educativo, desenvolvendo habilidades, de materiais ecológicos ou com diferentes texturas – fofinho mesmo!

Este ano minha filha ganhou vários presentes feitos à mão e com muito amor. “Mandei fazer um presente pra Dora, vai chegar pelo correio”, nos diziam. Até um quebra-cabeças de madeira chegou da Croácia! Recomendo muito retribuir o carinho com esses aqui – caso não consigam encomendar as mesmas ideias de presente em tempo para este Natal, procurem quem tem pronta-entrega online ou em feirinhas:

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Lacinhos
Da Maria Joaquina Criancices, são presilhas ou tiaras customizadas com feltro. Há um grande leque de cores, podem ser feitas sob encomenda. Com lacinhos (nos formatos lima, framboesa, carambola ou amora), em espiral (romã) ou tiaras (linha abacate). Lindinhos, moderninhos, coloridos, alegres. Combinam com qualquer estação, no verão são essenciais, mas no inverno ainda parecem quentinhos! E são foscos e sem frescura, pra quem não gosta de brilho.
O romã é bem pequeninho, pra franjinha ou fios rebeldes, pra prender ou só enfeitar. O amora segura um tufo maior de cabelos (não o cabelo todo, o suficiente pra prender umas mechas no centro da cabeça). Com os dentinhos da garra, a presilha até dura bastante tempo na cabeça! O carambola (o rosa da foto), para meninos e meninas, pode virar gravatinha.
Todos os materiais são brasileiros. Tudo confeccionado à mão. Até a tiara é forrada à mão (na parte interna é de metal, não é daquelas plásticas facilmente quebráveis, então tem uma durabilidade maior).
Quando quer dar uma lembrancinha, acessórios para os cabelos são sempre bem-vindos, pelo menos por aqui!

Bolsa-canguru
Para carregar giz de cera e caderninho ou até um livro, a bolsa-canguru com boneca de pano é um charme. A boneca sai do canguru para brincar. Esta aqui foi personalizada. A presenteada escolheu a cor (azul) e o penteado (duas tranças “como a Anna”) da boneca!
A criadora até mandou um cartão, um mini-livro, com uma mensagem especial para a dona da boneca, escrito à mão, cheio de poesia e encantamento.
Adoramos levar a bolsinha em passeios ou almoços fora de casa. Está sempre perto da porta, com um caderno de desenhos dentro e um estojinho.
Minha irmã encomendou diretamente da arquiteta Marcela Garcia Mellado, de São Paulo, mas já encontrei uma parecida e igualmente bonita na feirinha de domingo do Centro de Recife/PE. Se procurar por “bolsa boneca” no Elo7, encontrará algumas opções.

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Livro de atividades
Feito de acordo com os interesses da criança e sua fase de desenvolvimento. A cada página, uma atividade, que podem ser relacionadas uma com as outras – como a feira, a panela, o prato, vejam o vídeo. A Confeitos e Costuras faz tudo com muito capricho e personaliza o livro de acordo com as preferências da criança. Os personagens favoritos também podem aparecer, como o quebra-cabeças da boneca Emília.
Um presente que cresce com a criança, porque você pode encomendar novas atividades para acrescentar ou trocar.
Ótimo para levar em viagens, almoços em restaurantes. Vem com alça, a criança faz questão de carregar.

Passeio: GramadoZoo

GramadoZoo / acervo pessoal

GramadoZoo / acervo pessoal

Há muitos posts atrás, me questionei sobre levar ou não levar a criança a zoológicos e parques com animais. Afinal, eles têm que conhecer os animais fora dos livros, preferencialmente de uma forma respeitosa.

Aproveitamos um feriado para visitar o GramadoZoo, localizado na Serra Gaúcha, na cidade de Gramado/RS. Classificado pelo público do Trip Advisor como o melhor do Brasil e um dos melhores da América Latina, o zoológico de Gramado é um passeio bem divertido para as crianças. Excelente para vermos ao vivo os bichos do Brasil. 

Curtimos muito! Estivemos lá pela manhã, quando havia um público bem tranquilo. Na saída, encontramos mais movimento, uma pequena fila na bilheteria. Fiquei curiosa pelo Zoo Noturno, visita à noite pelo zoológico, já que boa parte dos animais têm hábitos noturnos.

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos * foto: zoológico de Gramado / acervo pessoal

Em funcionamento desde setembro de 2008, o GramadoZoo é enquadrado na categoria “A” do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ali, os bichinhos são bem tratados, considerando que são animais de cativeiro que ganharam um espaço razoável para circularem. Espaço limitado, muitos deles ficam isolados do público, mas dentro de uma área maior do que uma pequena jaula e em situação certamente melhor do que a de quando encontrados. Alguns têm até aquecedor para suportar o inverno frio de Gramado.

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foto: Gramado Zoo / acervo pessoal

É um zoológico de animais nativos do nosso país. Apesar de abrigar cerca de 1.500 animais de diferentes espécies, não vi uma variedade de aves como se vê voando livres por Porto Alegre – pelo menos na época que fomos, na chegada da primavera. Não é uma fazendinha, com cavalo, galinha, pintinho, galo, vaca, cachorro ou gatinho. Também não tem elefante, girafa, leão. Mas tem jacaré, cobra, onça pintada, onça preta, furão, ema, anta, capivara, cuati, macacos, cisnes, guarás-rubra (aves tão lindas, parecem flamingos). Ótima oportunidade de apresentar a fauna brasileira para as crianças.

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Por já terem sido domesticados, alguns bichinhos são estrelas. Logo na entrada, fomos recebidos por uma arara que assobiava pra minha filha. Tentei fazer um vídeo, mas assim que a criança saiu dali, quem disse que ela faria um assobio para a câmera? O começo é a melhor parte do passeio: entramos num viveiro cercado no teto, onde tucanos, papagaios e araras voam no meio da gente, se exibindo e dando rasantes.

No final, uma estranheza, assim como no Aquário de Santos, no litoral de São Paulo. Não sabemos bem o que os pinguins estão fazendo ali. São pinguins-de-magalhaes resgatados no litoral de Santa Catarina que estavam intoxicados por um derramamento de óleo e, por isso, não puderam voltar ao seu habitat.

A estrutura para os visitantes é simples. A lanchonete é uma oca e não tinha muita oferta de comida quando fomos, mas o passeio dura o tempo ideal para segurar a fome. Há ração para os animais à venda por R$ 4 em alguns pontos do parque.

Como todo museu, terminamos a volta na lojinha, cheia de lindos bichos de pelúcia bem brasileiros. Se quiser adquirir alguma coisa, se prepare, não são lembrancinhas. Difícil encontrar algo interessante por menos de R$ 50. A camiseta infantil (feita de PET) custa R$ 45, a média de preço dos bichinhos é de R$ 80 ou mais.

A entrada não é uma pechincha também. Pelo menos criança só paga a partir dos 3 anos. Atualmente, custa R$ 54 por adulto, R$ 27 a criança, R$ 27 terceira idade. Por R$ 1,00 a mais, você pode seguir passeando no Parque Gaúcho, que não tivemos tempo de visitar.

Leia mais
Dica de leitura
Principalmente para for ao passeio noturno, recomendo quem leiam antes “O Leão Filósofo, Serafim e Outros Bichos”, de Marlene de Castro Correia, editado pela Pequena Zahar. É uma ficção infantojuvenil sobre alguns animais do zoológico do Rio de Janeiro que lutam para bater um papo livremente à noite, fora do “horário de trabalho”, e vão atrás desse e de outros direitos. Interessante a comparação com um zoo que tem até aquecedor para os bichinhos.

Links
GramadoZoo – site oficial
Como conscientizar as crianças sobre os animais?

Novos livros favoritos

Há um tempo me interesso sobre como conscientizar as crianças sobre o mundo, sobre a origem das coisas, sobre os animais. Uma das formas de apresentar a questão é através da leitura.

Eis que há pouco descobri uma coleção de livros infantis voltada para isso. Vejam que graça: Bebê Eco, “para pequenos que amam seu planeta”. Foram publicados em 2009 pela editora ABC Press. Compramos dois livros:

coleção Bebê Eco

De onde vêm? mostra como crescem as frutas, os legumes e os vegetais: debaixo ou por cima da terra, em árvores ou arbustos. Eu mesma aprendi com este livro que a amora-preta vem de um arbusto, diferente das árvores amoreiras que encontro nas ruas e no quintal dos meus pais! É uma forma de ampliar e fixar o vocabulário das crianças, apontando as imagens.

Para que serve? me assusta um pouco no título, que me parece um tanto agressivo. Pulando a capa, é uma oportunidade de mostrar a origem de alguns produtos. O que é feito com lã de ovelha, o que é feito com ovos de galinha, os derivados de leite de vaca e o que é feito da madeira das árvores.

De onde vêm?

De onde vêm? – o que há por dentro

Da mesma coleção, há os volumes Como nascem? e Onde moram?. Os livros têm páginas grossas, para os bebês e crianças pequenas, e são impressos em material reciclado, com tinta atóxica.

Ache Momo

Não precisa ser amante de cachorros para se apaixonar pelo Momo, o cão de Andrew Knapp que ficou famoso no Instagram e ganhou uma série de livros de fotos. Ache o Momo é o novo livro favorito da Dora, não desgruda dele! Encanta pessoas de qualquer idade.

Na edição lançada no Brasil pela Intrínseca, há fotos de passeios de Momo com seu dono pelo Canadá e em Nova York. As fotografias são incríveis. Quem já tentou clicar um bichinho sabe que é tão difícil quanto crianças, nunca param quietos. Cachorros e gatos pretos, então, mais complicados de fotografar. E você não imagina os lugares mais inusitados onde Momo foi parar! Na neve, no mato, no museu… Mais legal de procurar do que Onde está Wally?, porque é real!

Andrew Knapp anda muito a pé ou de bicicleta, mas é mais reconhecido por onde viaja quando dirige sua velha Kombi amarela. Ele é fotógrafo, ilustrador e interface designer. Ache Momo foi lançado nas terras brasileiras impresso e como ebook. O segundo livro, ainda inédito por aqui, é o Find Momo Coast to Coast.

Leia mais:
Como conscientizar as crianças sobre os animais?
Leituras para bebês
Leituras primaveris
Verá: o contador de histórias

Alimentação do bebê: por onde começar?

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a clássica banana amassada

A partir dos seis meses do bebê, começa a introdução de alimentos. Com a orientação do pediatra, o bebê geralmente inicia provando frutas. Com a papa salgada, começam as aventuras dos pais na cozinha. Confesso que quase entrei em pânico chegando nessa fase, mas papinha é muito simples de fazer.

Pra quem morria de medo, tenho orgulho de dizer que minha filha, até completar 10 meses, nunca havia experimentado uma papinha pronta. E está bem nutrida – ao menos dizem que os centímetros comprovam boa nutrição, e ela é bem comprida. Segue mamando, mas provou muitos sabores e já quer comer sozinha. Na hora do lanche, mesmo na rua, nada mais prático do que levar uma frutinha, que já vem pronta e é só descascar (ou nem isso) e não gera lixo.

Quando a gente entra no embalo da papinha saudável, começa a se questionar sobre o que a gente come. A papinha do bebê vem da panela, o suco feito na hora, enquanto nosso pão está embalado em plástico, o suco vem da garrafa, pouco do que comemos é fresquinho. Lembrando que, até os dois anos da criança, se recomenda evitar açúcar (mesmo mascavo e até mel) e tudo o que venha embalado seja em pote de vidro ou plástico.

Esse período é mesmo uma ótima oportunidade de repensar a alimentação de toda a família. Até porque logo, logo o bebê vai comer o que os pais comem. Nada melhor do que a família inteira fazer refeições saudáveis, todos juntos, dando bom exemplo e lembrando que alimentação também é o momento de convívio à mesa.

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papinha “salgada” (sem sal)

Separei sete fontes de dicas bacanas para começar a (re)pensar na alimentação dos pequenos e dos grandes:

* Lista dos alimentos mais contaminados por agrotóxicos pela Anvisa
Sempre bom recordar. Você sabia que no topo da lista, antes do morango, está o pimentão? E o pimentão é um alimento com muita vitamina C, sem dúvida melhor se consumido orgânico.

* Cartilha sobre introdução de alimentos do Ministério da Saúde
O guia sugere a quantidade de refeições de acordo com a idade do bebê e sugere papinhas para as diferentes regiões do país.

* Dez passos para a alimentação saudável – guia alimentar para crianças de até dois anos
Álbum pequeninho do Ministério da Saúde. Recomenda a alimentação variada e não forçar a criança a comer, principalmente se doente, pois o estresse diminui o apetite.

* Guia Alimentar da População Brasileira, que se encontra em consulta pública, sujeito a revisão de qualquer cidadão, até 7 de maio
Você pode avaliar as dicas antes que o material seja publicado. O guia incentiva o consumo de comida feita na hora e também as refeições em família, longe da TV e do celular.

* Alimentos Orgânicos – um guia para o consumidor consciente
A cartilha do Governo do Paraná sobre alimentos orgânicos, publicada em Youblisher (como livro digital, você pode virar as páginas), é bem completa e traz uma interessante comparação com os alimentos hidropônicos, ricos em nitrato (cancerígeno).

* Tabela de períodos de safra em São Paulo
Alimentos da época são mais ricos em nutrientes, precisaram gastar menos energia e combustível para chegar ali e recebem menos tratamento do que os produzidos fora de época. Consumir alimentos da safra, além de saudável, favorece o comércio local. A lista acima é do Ceagesp, portando válida para o Sudeste do Brasil.

* Post sobre amamentação até os dois anos ou mais
Bem científico: o leite humano é riquíssimo em nutrientes e contém DHA, permitindo que o cérebro do bebê alcance seu potencial máximo no aspecto cognitivo.

Leia mais:
Como escolher a cadeirinha de alimentação
Todos os posts sobre alimentação

Sem limite de colo

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Colo e carinho em excesso não têm efeito colateral – a não ser criar uma criança feliz e segura (e ocupar os braços e forçar a coluna da mãe). A psicoterapeuta Laura Gutman explica que os filhotes de outros animais prontamente nascem independentes, com a habilidade de se locomover. Já os bebês humanos passam por mais 9 meses de gestação extrauterina.

“(…) quando o bebê tem suas necessidades respeitadas, logo cresce e evolui. Se sua segurança interior for forte, terá mais coragem e vontade de explorar o mundo exterior.

Lembremos que ninguém pede aquilo que não precisa.”

Laura Gutman – A Maternidade e o encontro com a própria sombra, p. 130

Por isso, sou muito fã dos carregadores de tecido, especialmente o babysling e o Mei Tai, que são os que já experimentamos. Afinal, um bebê tão pequeno não aprendeu a fazer manha. Muitas vezes precisa de colo extra, sim. E você vai agradecer por poder ficar juntinho do bebê e ter as mão livres.

O sling ou ring babysling, que é o carregador de argola, é muito prático e pode ser usado desde o nascimento. Há uma variedade de posições para colocar o bebê – que você pode conferir neste manual. É como uma redinha, um ninho bem aconchegante, onde ele pode ficar na posição que estava no útero. Bem pequeninho, ele pode ficar deitado, na altura do peito. E você pode deixar de prontidão, encaixado, e ajustar o tecido ao colocar o bebê – puxa embaixo, de um lado, afasta um pouco o nó… Há várias posições para adotar, mais ou menos de acordo com os diferentes colos (hoje uso mais o apoio lateral, sentadinha).

Na rua, você pode proteger o bebê (do sol, da fumaça, dos olhares e até da garoa) com o que sobrar de tecido do outro lado da argola. Alguns modelos vêm com bolso nesse restante de tecido. Seu tamanho, quando comprado sob encomenda, pode ser ajustado de acordo com a altura da mãe, como já havia comentado. E pode facilitar a amamentação em lugares públicos – além de discreto, é um apoio para segurar o nenê em posição confortável.

As argolas podem atrapalhar em duas situações. Se for fazer longas caminhadas, descer ladeiras, o sling vai escorregando e você sentirá a pressão da argola no seu ombro, no ossinho. Ao passar em detectores de metal, no banco ou no aeroporto, pode apitar o alarme. No aeroporto costumam pedir para você passar no detector segurando a criança afastada do seu corpo, então não vai poder usar o carregador nesse momento. Além das argolas de inox, como eu uso, existem as argolas de nylon, injetadas especificamente para este fim, que são seguras e podem ser uma alternativa nessas situações.

O Mei Tai é o que mais se aproxima do canguru (para quem não conhece, é o desta foto). Foi nosso presente do Dia dos Pais e é um bom recurso de participação paterna. Mesmo que o a papai tenha usado com sucesso (fotos acima para comprovar), é o meu recurso favorito para os colinhos do final da tarde, quando preciso resolver algumas coisas e a Dora já está cansada.

Ainda que seu uso seja lógico (sem precisar quebrar a cabeça com o que fazer com o pano, um impasse para iniciantes no wrap, por exemplo), tive uma preguicinha inicial pra começar a usar. Até assistir ao vídeo abaixo e ficar segura de que poderia amarrar sozinha o Mei Tai em mim. Mas é importante aguardar o bebê estar com o pescoço bem firme e poder afastar as perninhas no seu colo para começar a usar.

Diferente de alguns modelos de canguru, o contato com a criança é direto, com o calorzinho do peito, sem material intermediário. Eu duvidava que o bebê pudesse dormir no colinho de Mei Tai, mas é totalmente possível. Na posição barriga-com-barriga, como demonstra o vídeo, minha filha encosta a cabecinha no meu peito e, já nos primeiros dias de uso, dormiu confortavelmente ali. No colo do papai, também.

Estou quase tão fã do Mei Tai quanto do babysling. Já me deu mais segurança para usar em transporte público ou mesmo em táxi. Com o crescimento do bebê, sua coluna vai agradecer por distribuir melhor o peso. Uso como uma mochila na frente – se preciso tirá-la dali, abaixo as alças e pego por cima, conseguindo posicioná-la novamente sem ter que amarrar tudo do zero.

Aliás, esse modo de carregar (barriga-com-barriga) e sua forma de fechar é bem parecida com a do wrap – que é literalmente um pedaço comprido de pano. Se for escolher um wrap, a dica da brasileira que mora na Croácia é preferir os modelos que têm uma estampa diferente no centro, indicando onde você deve posicionar o bebê.

Apesar de quase todos eles poderem ser usados como mochila, nas costas, acho que só terei coragem de usar dessa forma com criança maior. Até mochila ou bolsa precisamos carregar na frente do corpo no Brasil! Mas no mundo todo, esse é um dos modos mais comuns de carregar o bebê.

Veja como usar o Mei Tai e como amamentar usando o babysling:

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mudar de lado
(esse sling do vídeo não tem argola, mas no meu, com argola, sentia mais segurança em posicionar a cabecinha no lado da argola, o que ficava mais parecido com a posição que ela demonstra)

Mei Tai

Saiba mais:
Sobre carregadores em passeios
Outro vídeo sobre amamentar com sling

PS.: já aconteceu de eu estar na rua, usando o Mei Tai, e vazar xixi da fralda – ele absorveu e não deixou que me molhasse, ufa!

Leituras para bebês

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Dora explorando a coleção “Leia para uma criança”

A leitura pode ser saborosa mesmo para os bebês pequenos. Quando chegamos de Porto Alegre (onde visitamos a Feira do Livro), nos esperava um pacote da campanha Leia para uma criança, uma iniciativa #issomudaomundo do Itaú. (Talvez ainda dê tempo de pedir a sua coleção!) Vieram dois livrinhos lindos, deliciosos de ler em voz alta – “O Mundo Inteiro” e “E o dente ainda doía”.

Por enquanto, a Dora gostou mais desse último – perde um pouco a paciência com as soluções e gargalha com o espirro. Acho que se identificou com o jacaré, já com dois mínimos dentes na boca. O outro era mais apetitoso no paladar mesmo. Agora que ela tem dentes e sabe sentar sozinha, parece se sentir toda especial sentada do meu lado para escutar a história.

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Livro: O Mundo Inteiro

Acompanhando os livros, veio um folheto com os 10 direitos das crianças de 0 a 5 anos em relação à leitura – vou reproduzir aqui, porque a lista é genial:

1 – Toda criança pequena tem direito de ver os livros e as pessoas lendo, observar como elas se comportam e reagem. Isso desperta na criança o interesse pela leitura.
2 – Toda criança pequena tem direito de conhecer os diferentes lugares onde os adultos leem: na cama, no sofá, no chão, no parque ou no ônibus, e pode escolher seus lugares preferidos para ouvir uma história ou “ler” sozinha.
3 – Toda criança pequena tem direito de explorar o livro – sentar em cima, bater na capa, morder, e ao escutar uma história, pode ficar sentada, deitada e em pé.
4 – Toda criança pequena tem direito de escutar muitas histórias na voz de pessoas queridas, todos os dias. Esse é um momento para o adulto demonstrar carinho, conversar com a criança, mostrar e nomear as coisas do mundo.
5 – Toda criança pequena tem direito de aprender a utilizar os livros. Para isso, é essencial que possa manuseá-los, descobrir diferentes tamanhos e formas, tipos de letra e ilustração, ver qual é a capa, como virar as páginas, onde a história começa e termina.
6 – Toda criança pequena tem direito de ouvir a história do jeito que o autor escreveu, sem alterações feitas pelo adulto que lê. As palavras estranhas e diferentes ampliam o conhecimento da criança.
7 – Toda criança pequena tem direito de ficar em silêncio, perguntar e conversar durante as histórias. É natural para ela falar sobre as suas descobertas e suas dúvidas.
8 – Toda criança pequena tem direito de usar a sua imaginação para brincar com os personagens, as ilustrações, os sons das palavras e as situações do livro, criando sua própria história. Ela pode rir, sonhar, entristecer-se, movimentar-se, surpreender-se ou até sentir uma pontinha de medo.
9 – Toda criança pequena tem direito de reconhecer situações do cotidiano das pessoas do seu grupo ou de grupos diferentes através do livro.
10 – Toda criança pequena tem direito de escutar várias vezes a mesma história, mesmo que não olhe para o livro e suas ilustrações. E, se não gostar de algum livro, a criança também tem direito de interromper a leitura.

Fonte: folheto “Leia para uma criança”, da Fundação Itaú Social (2013)

Não é tudo muito justo e verdadeiro? Lembro bem quando tentavam me enrolar e mudavam algum trecho dos livros que liam pra mim antes de aprender a ler!

De Porto Alegre, trouxemos também alguns livros na bagagem. Apesar da área infantil ter perdido o espaço maravilhoso dos anos anteriores (no cais), nosso passeio pela Feira do Livro foi todo voltado para a Dora. Claro que saímos de lá com livros pra ela. O único que comprei para mim era sobre maternidade – ou seja, mais um para a Dora.

Ela curtiu bastante o passeio. Assistiu atentamente a uma orquestra no palco da Praça da Alfândega e a um pocket show de músicas infantis. Encontramos os livros que procurávamos, de 6 a 12 meses, da Editora Girassol, e também livros para o banho, macios e de plástico mas livres de PVC, como um da editora Salamandra.

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Livro: Miau!

A Girassol publica livros especiais para bebês. A coleção O seu bebê mais esperto é dividida por fases e começa dos 0 a 6 meses. Com páginas duras, cantos arredondados, os livros são traduções da série norte-americana Begin Smart. Voltado para bebês de até 6 meses, “O que bebê vê?” tem apenas imagens – o contraste das cores estimula a visão, e uma narrativa é criada pelo contraste dos desenhos. De 6 a 12 meses de vida, para quem gosta de gatos, tem o “Miau!”, um livro com som e textura.

Abra livros e janelas para a imaginação do seu bebê. Através dessas páginas, você enriquece seu vocabulário e aponta para o mundo. Afinal, o mundo também está ali.

“O mundo inteiro está aqui. Está ali. Está em todo lugar. O mundo inteiro é tudo o que se encontra à nossa volta. Agora.”

Assim encerra e se resume “O Mundo Inteiro”, de Liz Garton Scanton e Marta Frazee (da Paz e Terra, na coleção do Itaú), aproveitando a contracapa como página final.


Leia mais:

A importância da leitura, por uma colega do portal Piccolo Universe

Dia das Crianças consciente

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Em vez de seguir a onda das datas comerciais, você pode tornar o Dia das Crianças especial de uma forma diferente, menos consumista. Lembrando que brincadeiras ou jogos são mais importantes do que brinquedos ou objetos. Aí vão algumas dicas.

1. Participe de uma feira de troca de brinquedo
O Instituto Alana organiza várias feiras de trocas. Veja se haverá alguma na sua cidade neste dia 12 de outubro. Em São Paulo, a feira será realizada na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), das 11h às 15h.

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Projeto Criança e Consumo – Movimento Boa Praça
Foto: Renata Franco

2. Participe de uma feira de troca de livros
No Mês das Crianças no Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – tel. 11 2168-1777), há uma feirinha de troca de livros infantis em todos os sábados, a partir das 14h.

3. Doe
Você pode arrecadar brinquedos novos ou usados, assim como roupas em bom estado, e doar para uma entidade. No meu prédio, temos a sorte de ter um síndico que apoia várias campanhas de doação. Mesmo fora de período de arrecadação, temos um baú de doações na área comum. Na dúvida de onde deixar suas doações, procure uma igreja ou escola próxima – talvez eles mesmos recebam as doações.


Leia mais:

Sobre campanha de doação de brinquedos no blog Macetes de Mãe
Sobre as feiras de troca de brinquedo

Leituras primaveris

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Eu cresci aqui, p. 11

A primavera está se aproximando, e trago uma dica de livro para a criança entender melhor as estações do ano e o ciclo da vida: Eu cresci aqui (J’ai grandi ici), da designer suíça Anne Crausaz, editado pela Pequena Zahar. Belas ilustrações, com traços modernos, se irradiam pelas páginas. Apresenta a trajetória de uma semente de maçã. Com frases curtas, pode ser indicado a todas as idades.

Falando nessa sementinha para futuros adultos bem letrados e conscientes, um clássico para pequenos leitores, também traduzido do francês, é O Menino do Dedo Verde (Tistou, Les Pouces Verts), de Maurice Druon (ed. José Olympio), que conta a história de Tistu, o menino que fazia brotar flores onde encostava seu polegar.

Sabia que 70% do vocabulário da criança aos sete anos foi adquirido nos primeiros três anos de vida? Daí a importância de conversar com a criança e da leitura para a criança. Leia mais sobre isso neste artigo da Bolsa de Mulher.

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Como conscientizar uma criança sobre os animais?

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Quem não assistiu ao vídeo de um menino se negando a comer polvo? Ele virou viral há poucos meses. O gurizinho emocionou a mãe defendendo os animais na refeição.

Como a criança urbana pode entrar em contato com os animais? Para conscientizá-la sobre os direitos dos animais entramos num dilema: levar ou não levar a zoológicos e parques com animais? Bichinhos enjaulados, em gaiolas ou explorados numa apresentação circense não são os melhores exemplos.

Algumas sugestões:

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Parque da Água Branca


Preferir reservas ecológicas ou parques onde os animais estejam livres
Em São Paulo, no meio da cidade, as crianças podem conviver com os bichinhos no Parque da Água Branca.
Adotar um animal em vez de comprar
Em feiras de adoção, como as promovidas pelo Matilha Cultural, a criança pode aprender sobre o abandono e os cuidados necessários.
Mostrar livros e jogos educativos
Procure livros infanto-juvenis humanitários sobre os direitos dos animais.
Apesar da comunidade em defesa dos animais não apoiar algumas ações da organização, o Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) tem um portal infantil com atividades bacanas e divertidas: Peta Kids.

Saiba mais
Dicas de passeios de férias para as crianças entrarem em contato com animais
Conheça o Instituto Nina Rosa, ONG em defesa dos animais
Conheça a ONG Little Heart Kids – Animal Abuse Awarness and Education for Kids (Educação e Conscientização do Abuso a Animais para Crianças)
20 maneiras de ampliar a consciência (20 ways to raise awarness)
Vídeo (4 minutos, para adultos) sobre o futuro do planeta
Para crianças maiores e adolescentes, a fotógrafa Jo-Anne McArthur, do Canadá, registra animais explorados para o consumo e tem um programa educativo

Livro: Verá, o contador de histórias

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Comemora-se hoje o Dia Nacional do Livro Infantil e amanhã, 19 de abril, o Dia do Índio. Em homenagem a essas datas, recomendo a Coleção Memórias Ancestrais, da Editora Peirópolis.

No livro “Verá, o contador de histórias”, Olívio Jekupé resgata a mitologia ainda viva do povo Guarani, que soma cerca de 80 aldeias no Brasil, distribuídas por dez estados, além de países como Paraguai, Uruguai e Bolívia. O protagonista é um pequeno contador de histórias que se preocupa com o respeito à tradição e com a realidade de sua aldeia, como bem apresenta o texto divertido sobre Nhanderu, o grande criador indígena. As histórias trazem termos em Tupi-Guarani, que são traduzidos em um glossário no final. As ilustrações são de crianças Guarani.

O Dia Nacional do Livro Infantil foi escolhido em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882.

Permita que suas leituras circulem e procure uma biblioteca para doar os livros que estão parados na prateleira. A Prefeitura de São Paulo aceita doações de livros infantojuvenis e HQs na Biblioteca Monteiro Lobato, localizada na Rua General Jardim, na Vila Buarque.

Leia mais:
Sobre o Dia do Índio
10 dicas para incentivar seu filho a ler