Segundo aniversário

bolo de 2 anos

Foi só se aproximar da data do primeiro aniversário, eu já sabia o tema do segundo. “Mimi!”, ela chamava na época o “miau”, como logo depois passou a dizer, sabendo que são gatos. Nós criamos juntas uma festinha para a família e poucos amigos, feita dessa vez num pequeno salão de festas, com direito a sala de brinquedos e playground.

Grande vantagem de um salão infantil bem cuidado de um condomínio: está tão novinho e bonito, que quase não exige decoração. As mesas branquinhas podem ficar expostas sem toalhas, a parede atrás da mesa do bolo na altura das crianças já é colorida. A desvantagem também vem a favor da economia e menos desperdício: cabem menos pessoas (do que na casa da vovó) no salão para os pequenos (pelo menos neste). O incentivo para usar talheres e louças dali é não precisar se preocupar em lavar, está no pacote.

paozinho_aniver

guardanapos_menu

a receita dos pães sem queijo (acima) já foi compartilhada no blog também

Para dar um charme, pensamos no tema (que foi gato da noite – ou gatinhos e estrelinhas; nas palavras da Dora, “miau brilha-brilha”) e nas cores para compor a mesa. A Dora ajudou a escolher, principalmente os tons – ela devolveu o papel que eu estava escolhendo e ela mesma pegou outro do display da loja. E assim recortamos cones de papel para servir pipoca, gatos e estrelas para deixarem recados. Para usar textura na decoração, apostei no papel aveludado.

parede

gatinhos de papel aveludado e mural de recados

Para fazer os cones bem coloridos, escolhi o papel Color Plus, que tem muitas opções de cores, gramaturas e tamanhos. Os papéis coloridos encontramos na Papelaria Universitária (têm uma variedade incrível e ainda foram muito gentis e deixaram a Dora usar o banheiro quando estivemos lá). Preferi trabalhar com o de 120g, gramatura média, que é maleável e encorpado, não fica transparente. Com o que sobrou de papel, fiz uma corrente de argolas para incrementar a decoração – como vocês devem ter visto no Instagram.

pipocas

cones de papel com pipoca

Além de aproveitar o que o condomínio disponibilizava no salão de festas, aproveitei também o que sobrou de copos e pratos de papel do ano anterior. Eles não faziam parte da decoração, mas até combinavam com o esquema de cores! Para evitar desperdício, pedi que os convidados identificassem seu cone e seu copo de papel (no ano passado, foi um sucesso identificar suas garrafinhas e, numa outra experiência em festa de família, com os “homens-pizza”, deu supercerto cada um ter o seu pratinho de papel).

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copos do ano passado também servindo comidinhas na mesa

Fazendo a festa fora de casa, por mais prático que parecesse, senti falta de tempo para organizar tudo com mais calma e poder programar melhor a rotina do sono da aniversariante. Pelo menos ela realmente aproveitou o salão o dia inteiro e se envolveu nos preparativos e na hora de desmontar. Garanti o máximo de materiais laváveis e biodegradáveis também por não ter certeza absoluta de como esse condomínio lidaria com o lixo. Por isso recomendo se preparar para montar um saco separado para lixo seco e, se for o caso, levar embora o lixo para descartar.

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mousse de cacau (da receita já compartilhada aqui) e colheres artesanais de bambu

 

Saiba mais:
Sobre a escolha dos materiais: se usar EVA, por exemplo, lembre que é um material que não é reciclável. Portanto, tente utilizar ao máximo o que fizer com ele e aproveitar também seus retalhos.

Como fazer uma festa ecológica
A festa de um ano da Dora
Mais da festa de um ano: as receitas do mousse de cacau e do pão “sem queijo”, entre outras
O bolo da Dora que repetimos no segundo aniversário, mudando apenas a decoração
A receita do sorvete de cacau, que também servimos em vasinhos com uma folha de hortelã

 

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Desfralde: primeiros passeios sem fraldas

bolsinha_roupasuja

agora o saquinho de troca de fralda virou o saco de roupa suja (sempre levando uma troca de roupa e calcinhas)

Estou aprendendo (começando a aprender), finalmente, a andar com menos peso. Já conseguimos fazer passeios sem a bolsa do bebê: sem fraldas para trocar! Agora algumas calcinhas e pelo menos uma troca de roupa completa ocupam o lugar das fraldas na bolsa.

Nas primeiras semanas, saía com fraldas e levava fraldas comigo. Depois ainda deixei pelo menos uma fralda na bolsa. Logo a substituí pelo redutor de assento, que carrego às vezes no cesto do carrinho. Ultimamente até cocô em banheiro público já saiu sem levar o redutor!

Achava que o processo de desfralde de meninas era mais difícil na rua, ao ver tantos pais de menino oferecendo qualquer lugar público para fazer xixi. Depois muitas mães me contaram que acham o desfralde dos meninos mais difícil. Por enquanto, estou agradecendo que tenho uma filha menina e por hora não precisei pensar sobre incentivar o xixi em espaços abertos urbanos – pensando um pouco, talvez seja por essa tradição que nossas cidades latinas fedem a mijo.

Pelo menos aprendi que todo lugar tem banheiro. Não são todos os estabelecimentos que têm banheiro público, mas grande parte abre as portas para um bebê em desfralde. Principalmente quando o vendedor tem criança na família na mesma fase! Pelo menos nós tivemos essa sorte.

Alguns lugares, como no aeroporto de Congonhas, há vaso sanitário para estatura reduzida. Em outros lugares mais voltados para a família, como no Sesc Belenzinho ou alguns shoppings, há banheiro infantil. E podemos levar na bolsa um óleo de tea tree, álcool gel, lenços umedecidos ou usar o papel para assento ou forrar o assento de papel higiênico. Em parques sem banheiro, mesmo as meninas podem ter direito a fazer xixi na grama – só cuidem com os formigueiros e se atentem a não incentivar muito essa prática pensando se não querem que isso seja um hábito.

Tivemos um “acidente” numa pracinha na primeira semana sem fraldas. Outra vez, numa tarde, ela acordou da soneca no carrinho e não me viu na loja – catástrofe! Com dois anos e poucos dias (ou até antes), ela já conseguia realmente esperar para ir ao banheiro. Se lá em dezembro eu observava um intervalo de até 1h30 entre xixis em casa, desde desfraldada (já em abril), ela fica mais de 3h sem precisar ir ao banheiro.


Leia mais:

Nossa experiência com o desfralde
Tudo já publicado sobre fraldas
Mais usos do oléo essencial de malaleuca e dos saquinhos de roupa suja