Passeio: Projeto Tamar

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / todos os direitos reservados

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / direitos reservados

Ao contrário do que se pensa, no inverno praia também é uma boa pedida. Viajar fora de época é uma escolha sustentável para fugir dos destinos em alta temporada. Para as férias de julho ou para qualquer momento, inclusive dias frios ou nublados, minha sugestão é um passeio a um dos centros de visitantes do Projeto Tamar. Presente em 25 endereços no Brasil, a instituição que preserva as tartarugas marinhas brasileiras (além de outros animais como raias, tubarões e da vida marinha como um todo), através da pesquisa, proteção e manejo das espécies, todas ameaçadas de extinção, tem oito centros de visitação: Fernando de Noronha, PE; Oceanário de Aracaju, SE; Praia do Forte, BA; Arembepe, BA; Regência, ES; Vitória, ES; Ubatuba, SP; Florianópolis, SC. Todos em regiões litorâneas turísticas, unindo lazer com educação ambiental.

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Os centros do Tamar apresentam tanques e aquários com tartarugas marinhas ou outros animais, painéis informativos, réplicas de tartarugas em tamanho real, salas de vídeo, lojinha e proporcionam atividades com interação, visitas guiadas e, eventualmente, até shows. O legal é se informar sobre as atividades dos locais antes de visitar. As tartarugas se alimentam apenas uma vez ao dia. No Projeto Tamar, você pode ver elas se alimentarem e dar comida (peixe fresco) para as tartarugas. A refeição costuma ser por volta das 15h30 ou 16h.

Os personagens da Galera da Praia, que ilustram souvenirs e ganharam esculturas para a garotada abraçar e tirar fotos, são muito simpáticos. Só as animações podem ser um pouco impressionantes para crianças pequenas, então avalie antes de entrar acompanhados de bebês ou crianças menores de 5 anos nas salas escuras. Minha filha, com quase 3 anos na época, nunca esqueceu a cena de um afogamento (seguido de salvamento por uma sereia, com ajuda das tartaruguinhas) de um curtinha que vimos no cineminha do Projeto Tamar da Praia do Forte. Não precisa insistir se a criança não quiser entrar no cinema, lá fora há tanto o que ver!

Na loja, que é irresistível, todos os produtos são confeccionados pelo próprio Projeto Tamar, o que está ligado a seu trabalho com as comunidades. Há vários produtos artesanais e são todos com um apelo ecológico. Preste atenção nos joguinhos ou atividades para crianças – compramos, por exemplo, um kit para brincar com colagem de areias coloridas, bem legal.

Vale muito a pena conhecer mais de um centro de visitantes. Fomos visitar alguns centros do Projeto Tamar e convidamos a Juliana Rosinha, outra mamãe e fundadora da Maria Joaquina Criancices, confecção de lacinhos e acessórios para crianças, pra contar mais sobre o Projeto Tamar de Floripa.

O passeio agrada a todas as idades! Aproveite para ir com as crianças pequenas – até 1,20m de altura, elas não pagam. A regra me parece estranha (minha filha é alta), mas, no fim, o valor do ingresso, apesar de não ser padronizado para todas as unidades, é justo. Fiquem atentos à programação de férias, o horário é diferenciado e há atividades recreativas.

Praia do Forte – BA
Também endereço da sede nacional do Projeto Tamar, este centro de visitação fundado em 1982 está situado no Centro da Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Bahia, a 75km do Centro de Salvador, capital bahiana. É maravilhoso! Preste atenção: entre setembro em março, se pode ver áreas protegidas na areia das praias onde estão os ovos das tartarugas – inclusive na praia em frente ao hotel Iberostar Bahia, onde há também uma réplica da desova das tartarugas.

  • Valor do integral ingresso: R$ 22,00
  • Destaque para: túnel para visualizar os animais debaixo d’água; poder fazer carinho nos tubarões-lixa (guiado por monitores em horário pré-estabelecido); alimentar as raias.
  • Para completar o passeio: Tomar banho nas piscinas naturais da Praia do Forte, com muitos peixinhos. Excelente para bebês!

Ubatuba – SP
Localizado no litoral norte de São Paulo, cerca de 4h de viagem da Capital paulista, no meio do caminho para o Rio de Janeiro. Quase 80% do território do município integra o Parque Estadual da Serra do Mar e é cercado de 73 praias.

  • Valor integral do ingresso: R$ 18,00
  • Destaque para: Parquinho infantil (quase perdemos de vista a nossa pequena, que correu para brincar assim que o enxergou de longe, então atenção); presença de jabutis; Museu Caiçara, que conta a origem de Ubatuba e sua antiga relação com as canoas de pesca; atividades de férias.
  • Para completar o passeio: Visitar o Aquário de Ubatuba, onde há também um museu que orienta os visitantes sobre o lixo no mar.

Floripa – SC
Situado na Barra da Lagoa, na costa leste, na ilha da Capital catarinense, cerca de 9km do centrinho da Lagoa da Conceição. Não há vista para a praia e fica afastado de pontos de táxi e comércio (mas a equipe pode chamar um táxi para você, que demora um pouco mais de 15 minutos para chegar). A estrutura não é muito grande, então o passeio pode ser rápido ou render mais* se coincidir com o horário de uma visita guiada.

  • Valor integral do ingresso: R$ 12,00
  • Destaques para o programa educativo: as crianças adoraram as caixinhas com curiosidades; há um espaço para desenhar e colorir papeis em formato de tartaruga, caranguejo, estrelas, entre outros (um por criança) – pontos altos tanto para a Catarina, de 1 ano e 10 meses, quanto para a Dora, aos 3 anos e 2 meses.
  • Para completar o passeio: Visitar o Parque Ecológico do Córrego Grande (Horto), o jardim botânico de Floripa. Lá vocês podem fazer a comparação com os jabutis e ver muitos macaquinhos saguis numa grande área verde, com um grande parquinho. Como quase tudo em Floripa, não é perto do Tamar, mas é possível fazer os dois passeios no mesmo dia.

Um adendo: As visitas guiadas são bacanas para aprendermos mais sobre a vida marinha e sua conservação, tirar dúvidas sobre o tamanho, a idade, a espécie, o gênero ou os hábitos das tartarugas marinhas. Por exemplo: por que no desenho do Bob Esponja não aparecem tartarugas? Porque as tartarugas pente gostam de comer esponjas. Mesmo fora do horário oficial de visitação, adoramos ter a sorte de acompanhar a visita de uma escola. Já a filha da Ju se assustou com o guia falando alto para um grupo grande, apesar de ter gostado de ver as tartarugas.

Assim como a gente, a Juliana também visitou o Projeto Tamar Floripa em dia nublado, até com chuviscos. Foi uma maneira ótima para aproveitar bem aquela manhã, pelo menos pra gente. Elas ficaram decepcionadas por não ter visto a soltura de tartarugas para o mar – o que nós não chegamos a ver em nenhuma das três visitas. Sempre há razão para voltar.

Cada vez que visito o Projeto Tamar lembro daqueles que me perguntam por que eu não como peixe… Já que a pesca é uma das principais ameaças para a extinção de tantas espécies marinhas.

Leia mais:
Tudo sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar
Viagem com bebê – pelo Blog da Mamãe Sustentável

Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

Mobilidade em SP

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Esta semana começou muito bem – e não podia terminá-la sem dividir a experiência com vocês. Na terça-feira, 3 de março, foi inaugurada uma nova travessia para pedestres num dos principais cruzamentos de São Paulo, na Consolação com a Caio Prado (pertinho daquele projeto de parque, o Parque Augusta, que infelizmente tem cada vez menos chances de ser público e real). É uma faixa diagonal para pedestres! Até uma semana atrás, quando passávamos por ali, tínhamos que esperar pelo menos dois demorados sinais para atravessar todo o caminho. Agora podemos ir seguros de uma vez só.

Na segunda-feira, ainda em fase de teste, tive o privilégio de atravessá-la com carrinho de bebê. Um rapaz da CET nos acompanhou no trajeto para garantir que a faixa de pedestre era oficial e segura. Adorei! Espero que siga funcionando bem e que mais cruzamentos assim sejam feitos pela cidade, respeitando o pedestre.

A iniciativa integra o projeto Centro Aberto e segue o modelo de cruzamentos para pedestres em Tóquio, no Japão. Há um “X” pintado de azul com as faixas brancas entre as esquinas com guias rebaixadas. As rampas para caldeirantes nas faixas antigas de pedestre deste cruzamento também foram ampliadas, assim como os sinais ficaram mais longos e sincronizados!

Agora está ainda melhor andar de carrinho por Higienópolis! Adoraria ver uma faixa dessas na Av. Angélica, em frente à Praça Buenos Aires.

Mais informações:
Sobre a faixa
Sobre o projeto Centro Aberto
Transporte público com bebê em SP
Manual de convivência com bebês

Forrinho

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Passear com fraldas de pano é possível, sim. Fica mais fácil com um liner, bioliner, insert ou forrinho biodegradável, uma cobertura descartável que fica em contato direto com a pele do bebê e segura as fezes. Como um pedaço fininho de TNT (tecido-não-tecido), mas feito normalmente de bambu, é biodegradável. É vendido em rolo com aprox. 100 pedaços. Essa é uma dica para facilitar o uso de fralda de pano também no berçário, na creche ou mesmo na casa da tia ou da vó!

Não é garantia de que não passa o cocô para a fralda ou absorvente. Às vezes, se estiver mais líquido, pode “manchar” – ainda assim, uma sujeira muito mais fácil de limpar. Pode acontecer de se deslocar na fralda e deixar passar diretamente a sujeira. Por isso também não adianta experimentar usar em fralda descartável, não dá certo. Nesse caso, a chance de gerar mais lixo só fica maior!

No geral, basta embrulhar o cocô e colocar no lixo como uma fralda descartável – o que passa de sujeira para a fralda de pano sai com pouca água e uma esfregada antes de lavar ou pode ir direto pra máquina. O forrinho é suave ao toque. Como o pedaço é grande e não fica sujo por inteiro, uma parte ainda pode ser usada como lencinho (apesar de não ser umedecido), muito prático. Se tiver cocô, certamente tem uma ponta intacta que você pode usar para tirar o excesso que grudou na pele do bebê. Assim já economiza em algodão, lenço umedecido ou na lavagem de um paninho. Depois de remover o excesso, você faz a limpeza como de costume.

O forrinho também pode ser útil caso precisar passar pomada no bebê, se ele estiver assado. Pomadas não combinam com fraldas de pano, podem deixá-las impermeabilizadas. Se precisar mesmo usar, proteja a fralda de pano com o liner.

Estamos usando os forrinhos que comprei em viagem em março do ano passado. O Windeleinlage (forro de fralda) da Tradeline Handels encontramos na Áustria, vinha de Pucking. Pra quem não entende alemão, o rótulo é incompreensível, mas quem está atenado nos acessórios para fralda de pano, rapidamente identifica – relendo o rótulo, não lembro como tive certeza do que era, mas talvez estivesse captando melhor o idioma inserida na viagem. Fácil de achar, vimos na primeira farmácia que entramos em Viena. Este é feito de celulose, parecendo um papel higiênico mais grosso e macio. É resistente ao rasgo, branqueado com oxigênio e compostável.

forro austríaco de celulose

forro de celulose

Tá certo que economizo, prefiro usar quando viajo, em alguns passeios ou em horário em que é mais provável que a bebê faça cocô. Os pedaços são grandes, algumas fraldas parecem menores que o papel no comprimento e largura, mas se ajusta no corpo da criança. Já vem subdividido, com 100 pedaços apenas! O interessante é que não há suporte dentro do rolo, como no papel higiênico.

Agora, com o racionamento de água em São Paulo, os forrinhos descartáveis são ainda mais úteis, pois muitas vezes equivalem a uma lavagem. Pelo menos economiza aquele jato d’água antes de lavar para retirar o excesso de cocô. Eu certamente o usarei mais no período de “rodízio” de água do prédio, que começa hoje.

No Brasil, sei que a DiPano e as Fraldas de Pano Biolinum vendem rolos de liners para fraldas de pano. Das Fraldas Ecológicas Biolinum, usei e gostei, eram importados e estavam esgotados até eu publicar este texto. A DiPano foi a primeira que vi vender no Brasil e oferece dois modelos: feito de milho ou feito de bambu. Já cortei pedaços de TNT para usar como liner, mas nem sempre o TNT à venda é o ideal pra este fim, fino e absorvente o suficiente, além de ser difícil termos certeza de sua composição – assim ainda vale mais a pena procurar os forrinhos específicos para fraldas de pano.

Leia mais:
Forrinhos Eco-Refil Bambu da Biolinum – resenha
Derrubando mitos e bactérias – fraldas na creche?
Como funcionam as fraldas de pano – montando um kit
5 motivos para usar fraldas de pano

Festa ecológica para bebês

mesa ecológica e saudável para festa infantil
Do convite à lembrancinha: numa festa ecológica, tudo deve ser pensado para provocar o mínimo impacto e ser bem utilizado na festa. Todos os detalhes fazem a diferença e dão graça à decoração. Não basta separar o lixo para reciclar, o cardápio também deve ser saudável e sempre que possível com ingredientes orgânicos e naturais.

Princípios para uma festa ecologicamente correta:

– copos, pratos e talheres reaproveitáveis/ laváveis ou biodegradáveis;
– decoração reciclada ou no mínimo reciclável;
– lembrancinha útil, sem excesso de embalagem;
– reduzir impressões (inclusive do convite), reduzir plástico ou o que não for reciclável;
– reduzir e separar o lixo;
– evitar desperdício de comida (distribuir e/ou congelar as sobras).

Numa festa para bebês, vale observar se os produtos e embalagens utilizados são atóxicos e seguros (não são frágeis, quebráveis, que possam causar algum acidente). O ambiente deve ser seguro para os pequenos. Deve haver estrutura para atender a demanda dos bebês e seus pais (pelo menos um trocador). Deve haver espaço para as crianças brincarem. O cardápio pode ser de acordo com a dieta dos bebês – com alimentos saudáveis, orgânicos, sem açúcar.

 

Como fizemos a festinha

Já contei um pouco como ficamos felizes em organizar a festa de primeiro aniversário da Dora. Agora, mais detalhes:

Convite
O convite foi virtual. Primeiro um teaser ou save the date com a foto da aniversariante para os convidados se programarem e não viajarem ou voltarem mais cedo no feriado. Depois um convite via Facebook, criando o evento na agenda – é legal porque é possível gerar lembretes e fazer publicações privadas para o grupo de convidados e bom para checar o RSVP (pedindo com carinho a margem de erro é pequena).

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

pompons de papel de seda e lanternas chinesas

Decoração
Nada de balão, apenas pompons de papel de seda, algumas lanternas chinesas de papel e detalhes em pompons de retalhos de lã. O balão estoura, o barulho assusta os menores e sua composição não é biodegradável – as partículas que caírem no jardim por ali ficarão.

Com parte da sobra do papel de seda, fizemos um painel de bolinhas para ficar atrás da mesa do bolo. As bolinhas costuradas em tiras presas na vertical (mas soltas embaixo), dão movimento e graça. Sendo em papel de seda, melhor costurar à mão. Se passar na máquina, todo o cuidado é pouco para rasgar – se colar uma fita adesiva, pode facilitar, mas perde o caráter mais ecológico. Em papel de maior gramatura fica mais resistente, seria mais fácil de costurar e pode ser aproveitado para mais festas.

A cortina de fitas foi do nosso casamento, reaproveitada. Assim como as toalhas de mesa eram de algodão costuradas pela vovó e já utilizadas em outras festas. Na decoração da mesa do bolo, colocamos duas corujinhas confeccionadas artesanalmente em feltro.

Bebidinhas
As suqueiras foram alugadas (em Porto Alegre, na UT Locações). Numa colocamos suco de uva (lá é fácil encontrar sem açúcar, sem conservantes e até mesmo orgânico), na outra chá de maçã com canela gelado, feito em casa com maçã seca.

suqueira e garrafinhas

Uma jarra com água, outra com água saborizada (feita em casa), ambas de vidro.

Para beber, oferecemos alguns copos em vidro, compramos copos de papel descartáveis e disponibilizamos outros vidrinhos (potes e garrafinhas) reaproveitados de embalagens de leite de coco ou geleias para tomar com canudinho de papel. Os copos descartáveis compramos lisos (mais baratos) e decorados no tema da festa. Para não haver desperdício, colocamos um bilhete em papel reciclado pedindo que as pessoas identificassem e cuidassem dos seus copos, disponibilizamos canetinhas hidrocor e colamos adesivos de papel nos vidrinhos para as pessoas escreverem seu nome. Atenção aos canudinhos de papel: não são tóxicos, são degradáveis, são lindos, mas são bem menos resistentes que os copos do mesmo material – facilmente se desmancha, se deixar o bebê brincar, vai comer papel.

canudos e copos

Copos e canudos podem ser encontrados na Rua Barão de Duprat, em lojas perto do estacionamento do Shopping 25, na região da 25 de Março em São Paulo. Os copos decorados são da Magazine 25, que, apesar do nome, fica na Senador Queiroz, bem pertinho da saída da linha amarela da Estação da Luz do metrô.

Comidinhas
Para as crianças/bebês (oferecemos mousse de cacau sem açúcar e sagu de uva natural sem açúcar), compramos colheres pequeninhas de bambu diretamente dos artesãos na feira de domingo da Liberdade (observem na foto principal). Custou R$ 0,60 cada uma, com a vantagem de não ser quebrável, não ter BPA nem toxinas do plástico, ser leve e, diferente da madeira, não proliferar bactérias (pode usar de novo), além de que o bambu é uma planta de rápido crescimento. As colheres de madeira vendidas para festas custavam mais de R$ 1,00 cada.

Talheres para os adultos eram colheres e garfos de verdade, laváveis.

pratos descartáveis de papel

Bandejas e pratos de servir eram de papel, assim como os pratos decorados para servir o bolo, também da região da 25. Os pratos decorados com coruja estavam mais baratos (e foram comprados) na loja de confeiteiro Central do Sabor, na Rua Paula Souza, 190 (mesma região).

Da Ultrafest, os pratinhos são de papel certificado de origem 100% de reflorestamento. Compramos no Magazine 25 dois suportes para cupcake em formato de árvore, também em papel, mas bem resistente, que podem ser usados mais vezes.

De lá, também trouxemos forminhas de papel para os docinhos sem açúcar decoradas e quadradinhas – que são mais resistentes e não grudam no doce, evitando que os bebês comam papel. E também palitos de coruja (em papel e madeira) para decorar os muffins de banana. Eu dispensaria as forminhas de papel, principalmente aquelas tradicionais de brigadeiro, que grudam nos doces e podem ser engolidas pelos bebês. Quanto mais puder reduzir as embalagens, mais respeita o meio ambiente. Deu super certo servir os cachorrinhos de legumes soltos nos pratinhos.

Lembrancinhas
Também da Ultrafest a embalagem das lembrancinhas, pequenas valises de papel decorado, que preenchemos com frutas secas (sem açúcar, compradas na Zona Cerealista de São Paulo).

lembrancinha

Leia mais:
Como fazer uma festa ecológica infantil
Uma festa para o Dia das Crianças
Primeiro aniversário: festa para bebês
Mais inspirações para festas infantis ecológicas

Areia

pracinha em Porto Alegre
Perto de casa, temos poucas pracinhas infantis. Isso que moramos na região central da maior cidade do país, uma das maiores do mundo, São Paulo! Até publiquei sobre isso no Instagram recentemente… Quando há parquinho, raramente há brinquedos próprios para bebês ou, pelo menos, uma caixa de areia.

Na cidade onde nasci e cresci, Porto Alegre (onde há uma grande variedade de praças, parques e áreas verdes), a caixa ou tanque de areia geralmente é o centro da pracinha, onde desemboca o escorregador. Diferente das áreas de lazer em grandes metrópoles, em Porto Alegre, a área de lazer infantil dificilmente é cercada, com acesso barrado aos animais de estimação. Ou seja, a caixa de areia fica exposta aos cachorros e suas fezes. Mesmo assim, as crianças brincam com areia natural e crescem resistentes!

caixa de areia: natural ou sintética?

pracinha em Porto Alegre cercada (sem bichinhos de estimação), com caixa de areia

Finalmente encontrei uma pracinha com caixa de areia, numa distância razoável para ir a pé em São Paulo. Bem legal, com brinquedos inteiros, frequentada por muitas crianças e cercada, exclusiva para os pequenos. Selecionamos brinquedos para moldar e criar, colocamos no carrinho e aproveitamos um dia lindo de sol, ainda que frio. Chegando lá, para minha surpresa, tudo muito moderno: a areia era azul turquesa! Lindo, atrativo, mas artificial. Uma avó, que chegou em seguida com a netinha, comentou: “Dizem que é mais saudável para as crianças”!

O tanque de areia era mesmo a principal atração e um sucesso entre bebês e crianças de idades diversas. Muitas delas, mesmo na sombra e no frio, brincavam descalças ou só de meias. Tudo isso é ainda muito novo pra mim, mãe de primeira viagem, nada acostumada com uma pracinha do lado de casa. (Ou com as de Porto Alegre, onde temos que cuidar, porque às vezes tem até cacos de vidro na grama ou na areia.)

A textura era interessante. As crianças peneiravam, passavam pelo funil, a Dora até provou uns grãozinhos assim que olhei alguns segundos para o lado engatando um papo com a simpática avó da garotinha. Moldar, criar castelos, deixar marcas ou desenhos na areia, no entanto, era um pouco difícil. Essa areia sintética, que parece as dos arranjos de floricultura, não pega forma, muito sem graça.

Se engoliu um grão ou outro, não sei, a Dora passou bem. Não conseguimos deixar marcas na areia, mas o corante marcou as roupas da Dora. Já passei pasta de bicarbonato de sódio e vinagre, os punhos de blusão quentinho e claro continuaram verdes! Estava frio, não tinha como arregaçar as mangas. Até as botas vermelhas – sim, galochas, de borracha, como as da Peppa, para chafurdar na lama (nem tinha barro) – ficaram esverdeadas.

Tudo bem, criança tem que se sujar. Roupa de parquinho pode manchar. Essas logo ficarão pequenas. Mas deixo aqui meu questionamento à afirmação da avó: será mesmo que a areia sintética é mais saudável? Talvez essa areia seja isenta de sílica e “livre de toxinas e bactérias”, mas qual o sentido se limitamos as habilidades motoras e a beleza das formas para brincar? O chão e a sujeira também trazem imunidade.

Leia mais:
Por que não mamãe? Tanque de areia no quintal
Pegadas na areia – sustentabilidade com as crianças na praia

No skate com o bebê

longboard baby
Semana passada, quando estava nos visitando, meu sobrinho me surpreendeu andando bastante por São Paulo de uma forma bastante sustentável e inusitada. Pegou metrô e ônibus em alguns momentos, sim, ok. E desbravou a cidade de skate, como meio de transporte.

Ele já não é mais nem adolescente, tem praticamente a minha idade (são quase seis anos de diferença). Mas me deixou pensando como um pai ou mãe podem andar com os filhos sobre essas rodinhas.

Eis que está para ser lançado o seguinte:

Skate sob carrinho
A Quinny, conceituada marca de carrinhos de bebê, está desenvolvendo com a agência de design belga Studio Peter Van Riet um novo conceito em mobilidade urbana – carrinho para mães ou pais skatistas: o longboard stroller. Do mesmo modelo de skate do primo da Dora, long, bem urbano, para longas distâncias ou para andar à beira mar. Há um ano, em fase de teste.

longboard stroller, da Quinny

longboard stroller, da Quinny

 

Para o irmão mais velho
Quando chega o segundo filho e o carrinho passa para o novo bebê, o irmão (ou irmã) mais velho, se já for grandinho, pode “andar de skate” enquanto os pais empurram o carrinho. Já existem opções para adaptar uma plataforma nas rodinhas para a criança ficar de pé. Atenção ao material, há produtos de plástico à venda, mas a escolha mais resistente e ecologicamente correta são os de madeira. Como o Sidekick Stroller Board, da Orbit Baby, que funciona bem até para o terceiro filho (pode ser acoplado um skate em cada rodinha ao lado de quem estiver empurrando o carrinho):

Orbit Baby

Sidekick, da Orbit Baby

Ou como o PiggyBack, da Uppa Baby, que mais se assemelha aos de plástico, mas também é de material natural e eco-friendly, feito de madeira:

PiggyBack, da UPPABaby

PiggyBack, da UPPABaby

 

Em São Paulo
Skate é a cara da cidade. Passear de skate na metrópole é bem possível, sim. No Centro, onde há ruas, viadutos e passarelas de pedestre, não há dúvida e há trajetos interessantes, como da Sé à Luz via São Bento e Viaduto Santa Ifigênia ou no Vale do Anhangabaú. Também em parques – Diego recomenda andar de longboard no lindo Parque do Ipiranga.

Cadeirinha ou cadeirão

cadeirinha de alimentação

A clássica cadeira alta para alimentação do bebê é chamada de “cadeirinha” no Sul do país e “cadeirão” no Sudeste. A verdade é que a Dora tem um cadeirão em Porto Alegre, presente do avô, e uma cadeirinha, bem do tamanho dela, com mesinha, em São Paulo.

É uma escolha. Trazer a criança para comer na mesa com os adultos e a ter a facilidade de olhar nos olhos, estar na nossa altura, participar com a família das refeições. Ou permitir que a criança tenha o prazer de comer à mesa, à própria mesa, como defende o método da Maria Montessori: tudo na altura da criança, com liberdade e autonomia.

Lembro que as primeiras cadeiras que vi em grandes lojas de bebê eram quase todas iguais e o que as diferenciava era a bandeja (que faz as vezes de mesinha) e a quantidade de alturas. Não precisa ter muitas alturas, o mais importante é ficar na altura do olhar dos pais quando sentados. E, se possível, que também possa ser aproveitada como mesa de chão. A que eu usava quando criança podia ser virada e transformada numa mesinha de chão, como as classes antigas em que a cadeira era ligada à mesa. Durou não só para eu usar (era quase uma escrivaninha), mas também meus sobrinhos usaram muito. Esse era o modelo ideal que eu procurava, algo parecido com este da foto:

high chair

Tínhamos também a cadeirinha alta que foi do meu pai (e certamente dos irmãos dele), que meus irmãos, eu e meus sobrinhos usamos, entre outros bebês. Mas era totalmente de madeira e sem qualquer proteção. Se procurar uma dessas num antiquário, veja se tem ou se é possível adaptar uma proteção entre as perninhas para a criança não escorregar ou use um AgarraDini nela (veja mais abaixo).

Modelos que já experimentamos:

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Encaixe na mesa – Usamos num restaurante, foi bem bacana, a Dora participou da mesa da família, mas não aguentou sentada ali muito tempo (talvez por outros motivos). Muito fácil de encaixar, tem boa estabilidade. Era assim, mas tinha umas mãozinhas que se agarravam na mesa. Não usaria em casa, porque aqui, nos avós e na tia que mora mais perto as mesas são de tampo de vidro.

cadeirão (ou cadeirinha?)
Cadeirão convencional – 
Modelos em geral bem parecidos e confortáveis, mudando a estampa e as alturas (como falei, acho desnecessário). São totalmente de plástico e certamente menos duráveis. Segundo o fabricante, o modelo da foto pode ser usado dos 6 aos 36 meses (3 anos).

cadeirão
Cadeirinha de modelo antigo, respeitando o meio ambiente
– Feita de madeira maciça reflorestada, com design holandês, esse modelo da Tulipa Baby não vem com mesinha própria, aproximando ainda mais a criança da mesa dos adultos. Perigo à vista: os pequenos adoram puxar toalhas, pratos, talheres e tudo o que vêem pela frente! Fazem em acabamento em três cores diferentes, são definitivamente menos infantis, combinando com os móveis da casa.

cadeirinha
Mesinha e cadeirinha – 
A cadeirinha pode ser usada desde quando a criança começa a sentar (com supervisão dos pais, sempre) e dura mais ou menos o tempo de uso da cadeira alta. Depois vira brinquedo, mas a mesa continua útil. Mesmo comprando separado o conjunto de mesa e cadeira, não sai tão cara a brincadeira. A mesa, se não continuar a ser usada pelas crianças, pode ser uma boa mesa de centro ou canto da casa.

No geral é mais fácil encontrar mesa e cadeira para o tamanho de crianças de 1 a 4 anos, não menores. E há modelos com cadeirinhas mais altas, para crianças a partir dos 2 anos. A diferença pode ser de 10 a 20cm do chão. (A foto é meramente ilustrativa, pois esse modelo parece ser ainda grandinho para 12 meses, sem apoio de braços laterais, como uma poltrona.)

Foi um conjunto de mesa e cadeira de madeira que escolhemos pra Dora, um presente da tia Tata. Nosso modelo é indicado de 1 a 4 anos. Aos 9 meses, ela é um bebê comprido. Apesar dos pés não alcançarem o chão, sentou confortavelmente na poltroninha (tem braços) e ficou muito feliz em ter a própria mesa. A mesinha encaixa sobre a cadeira, a cadeira tem os apoios laterais e é mais funda “no fundo” (atrás), então é difícil a criança escorregar.

É lindo acompanhar o desenvolvimento da criança e incentivar a sua independência.

AgarraDini
AgarraDini – Um acessório bem legal e útil. É uma faixa larguinha para agarrar bem o bebê, fofinho para não machucar e que fecha atrás com velcro, então se encaixa em vários modelos de cadeira. Interessante deixar na bolsa para levar para sair, pois nem todas as cadeiras de restaurantes têm cinto de segurança. É uma ideia parecida com esta, mas não sei se o My Little Seat se adapta a quase qualquer cadeira.

Como comentei acima, pode ser interessante usar a AgarraDini para dar mais segurança à criança ao usar os antigos modelos de cadeirão. Também uso na poltrona baixinha da Dora, porque ela anda muito bagunceira e já se jogou de barriga no chão outro dia. Ela aceita colocar o cintinho numa boa. No entanto, recomendo mais o AgarraDini para deixar na bolsa, pois não é tão resistente para usar quatro vezes ao dia em casa.

Já experimentei usar numa cadeira de adulto, funciona bem nos modelos com encosto de ripas de madeira verticais. Mas atenção: existe o perigo da cadeira cair pra trás. Diferente das cadeiras próprias para bebês, as cadeiras de adulto não são à prova de tombamento, então tem que ficar junto. A altura da criança não é ideal, não fica exatamente na altura dos nossos olhos, mas se vê a boquinha; e na nossa mesinha da cozinha, que é mais baixa, ela fica pouco abaixo da altura da mesa.


Veja mais:
Modelos de cadeiras de alimentação aqui, aqui e aqui
Indispensáveis e dispensáveis – revendo os itens do enxoval do bebê

Passeio de domingo em SP

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Domingo passado experimentamos, apenas eu e Dora, atravessar todo o trajeto do Minhocão, ida e volta, para chegar a pé até a feira de orgânicos do Parque da Água Branca. Quem quiser seguir a dica, aproveite o sol em São Paulo e confira o último dia do Festival de Gastronomia Orgânica. Na programação do evento, tem cursos para crianças.

Para minha surpresa, semana passada, vimos vários carrinhos de bebês pelo caminho. Inclusive um pai correndo com um carrinho de jogging, com um bebê bem feliz. Confesso que a ida foi muito mais tranquila do que a volta. A Dora também cansou. Ir sozinha com o bebê foi um tanto ousado da minha parte, mas foi totalmente possível. Talvez com companhia ou ficando mais tempo no parque no intervalo, facilite o caminho de volta.

Na ida, quase não fizemos paradas. Apenas para checar se ela estava bem e pra eu tomar mais água. Logo na entrada do parque, um pitstop para mamar um pouquinho, no primeiro banco que vimos, em meio às galinhas. Os bichinhos domésticos ainda não chamam a atenção dela, perto dos seis meses, mas as galinhas e os pintinhos, sim – isso que ela nem sabe o que é Galinha Pintadinha. Depois da feira, mamãe fez um “brunch” orgânico, enquanto amamentava a Dora.

Na volta, ela estava mais impaciente. Revesamos entre carrinho, colo e sling. Uma parada pra água de coco no Minhocão. Parada pra trocar fraldas no carrinho. Ela tentou ajudar a empurrar o carrinho do colo, mas estava pesado com o “rancho”. Uma ajudinha para empurrar até chegar em casa seria bem-vinda! Mas deu tudo certo.

Fora essa questão, um ponto bem difícil é o acesso. A saída do elevado na Av. Francisco Matarazzo é bem complicada para passar com carrinho. Precisa ter muito cuidado e, infelizmente, andar pelo meio da rua mesmo para chegar à calçada. No domingo, pelo menos, o movimento de carros nesse horário do final da manhã costuma ser reduzido.

High Line Park

Foto: Kwong Yee Cheng

O ideal seria que o Elevado Costa e Silva, nome completo do Minhocão, esse viaduto de 3.4 km de extensão, fosse mais verde, com áreas de sombra ou mais confortáveis. Sem eliminar a passagem de carros durante a semana, fica difícil transformá-lo, segundo urbanista norte-americana que visitou o local. Em Nova York, o High Line é um parque sob linha de trem aérea desativada e uma ótima inspiração – recém foi eleito um dos dez jardins mais belos do mundo.

Veja também:
Imagens do projeto do Elevado Costa e Silva no Acervo da Folha
Uma sugestão para o domingo em Porto Alegre (hoje ainda)

Doação de leite

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Campanha nacional 2013 pela doação de leite materno

Dia 1º de outubro se comemora o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Neste ano, a Rede Brasileira de Bancos de Leite completa 70 anos de atividades. Ontem, Yaskara Delgado Randisek foi homenageada, entre outras mães, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por doar leite a uma maternidade da zona leste da capital.

Tirando o excesso de leite, Yaskara evitou dores e deixou muitas crianças saudáveis. Doou sozinha 26 litros de leite. “Eu teria de tirar o leite de qualquer maneira, porque, quando o seio está muito cheio, o aleitamento é dolorido e dificultoso”, declarou.

Quem está nessa fase de excesso de produção de leite pode aproveitar para fazer sua doação. Muitas vezes nem é preciso ir até o banco de leite, alguém vem até você receber o material. Foi o caso de Yaskara. Depois de coletar seu sangue, a equipe da maternidade Leonor Mendes de Barros passou a voltar semanalmente para retirar seus frascos com leite.

Amamentando, não temos muita noção da quantidade que o bebê mama e, fazendo a ordenha, parece sair muito pouquinho. Não tem problema. Você pode congelar esse pouquinho em um recipiente de vidro esterilizado e, na próxima retirada, você utiliza outro frasco para a ordenha e armazena sobre aquele mesmo congelado. Anote no vidro a data da primeira ordenha, pois esse leite será válido para doação em até 15 dias no freezer. Veja os passos para doação de leite neste link.

O que me admira é o fato dos profissionais de muitas maternidades não incentivarem a doação de leite. Pelo menos quando tive princípio de mastite, perto do 30º dia da Dora, ninguém falou nada. Só não me incentivaram a retirar o leite com a máquina, mas pela ordenha manual, para não aumentar ainda mais a produção de leite. Falta informação acessível. Infelizmente, em São Paulo, é bem difícil falar com a Secretaria Municipal de Saúde e ninguém atendia nos telefones em muitas vezes que liguei. Mas procure a maternidade mais próxima no seu bairro ou cidade, pois certamente a comunicação deve ser mais rápida no contato direto.

Consulte a lista de postos de coleta de todo o Brasil neste linkAqui há uma lista de endereços só da cidade de São Paulo e região metropolitana. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disponibiliza o seguinte telefone para doações no interior: (16) 3610-2649.