Passeio: Projeto Tamar

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / todos os direitos reservados

Tartarugas marinhas no Projeto Tamar Praia do Forte * foto: acervo pessoal / direitos reservados

Ao contrário do que se pensa, no inverno praia também é uma boa pedida. Viajar fora de época é uma escolha sustentável para fugir dos destinos em alta temporada. Para as férias de julho ou para qualquer momento, inclusive dias frios ou nublados, minha sugestão é um passeio a um dos centros de visitantes do Projeto Tamar. Presente em 25 endereços no Brasil, a instituição que preserva as tartarugas marinhas brasileiras (além de outros animais como raias, tubarões e da vida marinha como um todo), através da pesquisa, proteção e manejo das espécies, todas ameaçadas de extinção, tem oito centros de visitação: Fernando de Noronha, PE; Oceanário de Aracaju, SE; Praia do Forte, BA; Arembepe, BA; Regência, ES; Vitória, ES; Ubatuba, SP; Florianópolis, SC. Todos em regiões litorâneas turísticas, unindo lazer com educação ambiental.

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Orientação do Projeto Tamar Ubatuba em relação aos demais *foto: acervo pessoal

Os centros do Tamar apresentam tanques e aquários com tartarugas marinhas ou outros animais, painéis informativos, réplicas de tartarugas em tamanho real, salas de vídeo, lojinha e proporcionam atividades com interação, visitas guiadas e, eventualmente, até shows. O legal é se informar sobre as atividades dos locais antes de visitar. As tartarugas se alimentam apenas uma vez ao dia. No Projeto Tamar, você pode ver elas se alimentarem e dar comida (peixe fresco) para as tartarugas. A refeição costuma ser por volta das 15h30 ou 16h.

Os personagens da Galera da Praia, que ilustram souvenirs e ganharam esculturas para a garotada abraçar e tirar fotos, são muito simpáticos. Só as animações podem ser um pouco impressionantes para crianças pequenas, então avalie antes de entrar acompanhados de bebês ou crianças menores de 5 anos nas salas escuras. Minha filha, com quase 3 anos na época, nunca esqueceu a cena de um afogamento (seguido de salvamento por uma sereia, com ajuda das tartaruguinhas) de um curtinha que vimos no cineminha do Projeto Tamar da Praia do Forte. Não precisa insistir se a criança não quiser entrar no cinema, lá fora há tanto o que ver!

Na loja, que é irresistível, todos os produtos são confeccionados pelo próprio Projeto Tamar, o que está ligado a seu trabalho com as comunidades. Há vários produtos artesanais e são todos com um apelo ecológico. Preste atenção nos joguinhos ou atividades para crianças – compramos, por exemplo, um kit para brincar com colagem de areias coloridas, bem legal.

Vale muito a pena conhecer mais de um centro de visitantes. Fomos visitar alguns centros do Projeto Tamar e convidamos a Juliana Rosinha, outra mamãe e fundadora da Maria Joaquina Criancices, confecção de lacinhos e acessórios para crianças, pra contar mais sobre o Projeto Tamar de Floripa.

O passeio agrada a todas as idades! Aproveite para ir com as crianças pequenas – até 1,20m de altura, elas não pagam. A regra me parece estranha (minha filha é alta), mas, no fim, o valor do ingresso, apesar de não ser padronizado para todas as unidades, é justo. Fiquem atentos à programação de férias, o horário é diferenciado e há atividades recreativas.

Praia do Forte – BA
Também endereço da sede nacional do Projeto Tamar, este centro de visitação fundado em 1982 está situado no Centro da Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Bahia, a 75km do Centro de Salvador, capital bahiana. É maravilhoso! Preste atenção: entre setembro em março, se pode ver áreas protegidas na areia das praias onde estão os ovos das tartarugas – inclusive na praia em frente ao hotel Iberostar Bahia, onde há também uma réplica da desova das tartarugas.

  • Valor do integral ingresso: R$ 22,00
  • Destaque para: túnel para visualizar os animais debaixo d’água; poder fazer carinho nos tubarões-lixa (guiado por monitores em horário pré-estabelecido); alimentar as raias.
  • Para completar o passeio: Tomar banho nas piscinas naturais da Praia do Forte, com muitos peixinhos. Excelente para bebês!

Ubatuba – SP
Localizado no litoral norte de São Paulo, cerca de 4h de viagem da Capital paulista, no meio do caminho para o Rio de Janeiro. Quase 80% do território do município integra o Parque Estadual da Serra do Mar e é cercado de 73 praias.

  • Valor integral do ingresso: R$ 18,00
  • Destaque para: Parquinho infantil (quase perdemos de vista a nossa pequena, que correu para brincar assim que o enxergou de longe, então atenção); presença de jabutis; Museu Caiçara, que conta a origem de Ubatuba e sua antiga relação com as canoas de pesca; atividades de férias.
  • Para completar o passeio: Visitar o Aquário de Ubatuba, onde há também um museu que orienta os visitantes sobre o lixo no mar.

Floripa – SC
Situado na Barra da Lagoa, na costa leste, na ilha da Capital catarinense, cerca de 9km do centrinho da Lagoa da Conceição. Não há vista para a praia e fica afastado de pontos de táxi e comércio (mas a equipe pode chamar um táxi para você, que demora um pouco mais de 15 minutos para chegar). A estrutura não é muito grande, então o passeio pode ser rápido ou render mais* se coincidir com o horário de uma visita guiada.

  • Valor integral do ingresso: R$ 12,00
  • Destaques para o programa educativo: as crianças adoraram as caixinhas com curiosidades; há um espaço para desenhar e colorir papeis em formato de tartaruga, caranguejo, estrelas, entre outros (um por criança) – pontos altos tanto para a Catarina, de 1 ano e 10 meses, quanto para a Dora, aos 3 anos e 2 meses.
  • Para completar o passeio: Visitar o Parque Ecológico do Córrego Grande (Horto), o jardim botânico de Floripa. Lá vocês podem fazer a comparação com os jabutis e ver muitos macaquinhos saguis numa grande área verde, com um grande parquinho. Como quase tudo em Floripa, não é perto do Tamar, mas é possível fazer os dois passeios no mesmo dia.

Um adendo: As visitas guiadas são bacanas para aprendermos mais sobre a vida marinha e sua conservação, tirar dúvidas sobre o tamanho, a idade, a espécie, o gênero ou os hábitos das tartarugas marinhas. Por exemplo: por que no desenho do Bob Esponja não aparecem tartarugas? Porque as tartarugas pente gostam de comer esponjas. Mesmo fora do horário oficial de visitação, adoramos ter a sorte de acompanhar a visita de uma escola. Já a filha da Ju se assustou com o guia falando alto para um grupo grande, apesar de ter gostado de ver as tartarugas.

Assim como a gente, a Juliana também visitou o Projeto Tamar Floripa em dia nublado, até com chuviscos. Foi uma maneira ótima para aproveitar bem aquela manhã, pelo menos pra gente. Elas ficaram decepcionadas por não ter visto a soltura de tartarugas para o mar – o que nós não chegamos a ver em nenhuma das três visitas. Sempre há razão para voltar.

Cada vez que visito o Projeto Tamar lembro daqueles que me perguntam por que eu não como peixe… Já que a pesca é uma das principais ameaças para a extinção de tantas espécies marinhas.

Leia mais:
Tudo sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar
Viagem com bebê – pelo Blog da Mamãe Sustentável

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Passeio: GramadoZoo

GramadoZoo / acervo pessoal

GramadoZoo / acervo pessoal

Há muitos posts atrás, me questionei sobre levar ou não levar a criança a zoológicos e parques com animais. Afinal, eles têm que conhecer os animais fora dos livros, preferencialmente de uma forma respeitosa.

Aproveitamos um feriado para visitar o GramadoZoo, localizado na Serra Gaúcha, na cidade de Gramado/RS. Classificado pelo público do Trip Advisor como o melhor do Brasil e um dos melhores da América Latina, o zoológico de Gramado é um passeio bem divertido para as crianças. Excelente para vermos ao vivo os bichos do Brasil. 

Curtimos muito! Estivemos lá pela manhã, quando havia um público bem tranquilo. Na saída, encontramos mais movimento, uma pequena fila na bilheteria. Fiquei curiosa pelo Zoo Noturno, visita à noite pelo zoológico, já que boa parte dos animais têm hábitos noturnos.

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos

A onça-pintada é um dos animais de hábitos noturnos * foto: zoológico de Gramado / acervo pessoal

Em funcionamento desde setembro de 2008, o GramadoZoo é enquadrado na categoria “A” do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ali, os bichinhos são bem tratados, considerando que são animais de cativeiro que ganharam um espaço razoável para circularem. Espaço limitado, muitos deles ficam isolados do público, mas dentro de uma área maior do que uma pequena jaula e em situação certamente melhor do que a de quando encontrados. Alguns têm até aquecedor para suportar o inverno frio de Gramado.

placa zoo gramado

foto: Gramado Zoo / acervo pessoal

É um zoológico de animais nativos do nosso país. Apesar de abrigar cerca de 1.500 animais de diferentes espécies, não vi uma variedade de aves como se vê voando livres por Porto Alegre – pelo menos na época que fomos, na chegada da primavera. Não é uma fazendinha, com cavalo, galinha, pintinho, galo, vaca, cachorro ou gatinho. Também não tem elefante, girafa, leão. Mas tem jacaré, cobra, onça pintada, onça preta, furão, ema, anta, capivara, cuati, macacos, cisnes, guarás-rubra (aves tão lindas, parecem flamingos). Ótima oportunidade de apresentar a fauna brasileira para as crianças.

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Tucanos, papagaios e araras nos recebem aos gritos e com rasantes no GramadoZoo * foto: acervo pessoal

Por já terem sido domesticados, alguns bichinhos são estrelas. Logo na entrada, fomos recebidos por uma arara que assobiava pra minha filha. Tentei fazer um vídeo, mas assim que a criança saiu dali, quem disse que ela faria um assobio para a câmera? O começo é a melhor parte do passeio: entramos num viveiro cercado no teto, onde tucanos, papagaios e araras voam no meio da gente, se exibindo e dando rasantes.

No final, uma estranheza, assim como no Aquário de Santos, no litoral de São Paulo. Não sabemos bem o que os pinguins estão fazendo ali. São pinguins-de-magalhaes resgatados no litoral de Santa Catarina que estavam intoxicados por um derramamento de óleo e, por isso, não puderam voltar ao seu habitat.

A estrutura para os visitantes é simples. A lanchonete é uma oca e não tinha muita oferta de comida quando fomos, mas o passeio dura o tempo ideal para segurar a fome. Há ração para os animais à venda por R$ 4 em alguns pontos do parque.

Como todo museu, terminamos a volta na lojinha, cheia de lindos bichos de pelúcia bem brasileiros. Se quiser adquirir alguma coisa, se prepare, não são lembrancinhas. Difícil encontrar algo interessante por menos de R$ 50. A camiseta infantil (feita de PET) custa R$ 45, a média de preço dos bichinhos é de R$ 80 ou mais.

A entrada não é uma pechincha também. Pelo menos criança só paga a partir dos 3 anos. Atualmente, custa R$ 54 por adulto, R$ 27 a criança, R$ 27 terceira idade. Por R$ 1,00 a mais, você pode seguir passeando no Parque Gaúcho, que não tivemos tempo de visitar.

Leia mais
Dica de leitura
Principalmente para for ao passeio noturno, recomendo quem leiam antes “O Leão Filósofo, Serafim e Outros Bichos”, de Marlene de Castro Correia, editado pela Pequena Zahar. É uma ficção infantojuvenil sobre alguns animais do zoológico do Rio de Janeiro que lutam para bater um papo livremente à noite, fora do “horário de trabalho”, e vão atrás desse e de outros direitos. Interessante a comparação com um zoo que tem até aquecedor para os bichinhos.

Links
GramadoZoo – site oficial
Como conscientizar as crianças sobre os animais?

Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

Atividade para as férias: massinha caseira

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Fazia tempo que eu queria experimentar uma receita bacana de massinha caseira. Mas eu nunca usei corante alimentício e, quando solicitei ao marido comprar, ele me apareceu com mais farinhas: de cenoura, de beterraba, de morango e de amora. A receita que eu tinha deveria ir ao fogo, a beterraba parecia um polvilho, ficava tudo grudento, não tinha jeito. Até que conseguimos brincar e fazer um pãozinho bem puxa-puxa de beterraba no forno no final.

Então encontrei uma receita sem qualquer orientação de cozinhar. Só misturar bem, amassar e armazenar bem. Fácil demais!

medidas

Adaptei para minhas farinhas, dividindo a quantidade de ingredientes pela metade e substituindo uma xícara de farinha de trigo pela de beterraba. Funcionou! Fiz de beterraba e de morango.

Para a de morango, precisei adicionar farinha de trigo a olho até ficar num ponto bom. Para a de beterraba, as xícaras de farinha de trigo podem ser rasas, pois sobrou um pouquinho de farinha na mistura. A que deu certo foi feita assim:

1 xic farinha
1 xic farinha de beterraba
3/4 xic água
1/4 xic sal integral (originalmente iria 1/2 xícara)
1 colher de chá de óleo (usei azeite de oliva)

Mistura à mão, nem leva ao fogo.

Reduzi o sal porque usei sal integral, que é mais graúdo e forte. Desconfio que a de morango não deu certo porque nessa coloquei só uma pitada de sal em vez de 1/2 ou 1/4 de xícara… Comecei a pensar no sabor, que perderia a doçura do morango. Mas é pra brincar, não pra comer. E as gurias nem colocaram perto da boca! A função do sal é conservar a massa – e nessa quantidade o sabor fica ruim mesmo, para não incentivar comer. O cheirinho é naturalmente agradável, tanto o de morango quanto o de beterraba.

Se alguém não puder usar algum dos ingredientes, adapte. Tenho quase certeza de que funcionaria com farinha de arroz. E não é necessário usar corantes, que podem ser alergênicos. Em empórios (quase todos da Zona Cerealista, em São Paulo), há lindos potes coloridos com diversos tipos de farinha.

A Dora amou, podia passar horas brincando. Deixei que ela, aos 2 anos e pouco, e sua amiga Tatá, um ano mais nova, pegassem tiras de macarrão cru para brincar junto. Tínhamos capellini, a massa mais fininha de todas. Da combinação saíram braços, cabelos e velas de bolo.

brincando com massinhas

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Uma massinha que não faz sujeira, pra brincar no banho
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