Experimentamos: massinha para banho

Fui na Lush Cosméticos olhar produtos pra mim e, pra minha surpresa, quem saiu ganhando foi a Dora. Conhecemos a FUN – massa modelável para limpeza. Uma massinha de modelar que serve como shampoo e sabonete (e é vegana). Dora ganhou a vermelha e a rosa.

Logo que abri o pacote pela primeira vez, pensava que me arrependeria. Começamos pelo vermelho, de tangerina. Seco, ela grudou em tudo antes de entrar no banho. O banheiro branquinho ficou… Vermelho!

massinha vermelha

Sem estresse. Só passar água e sumiu tudo. Nada ficou manchado, nem o rejunte. Por precaução, acho melhor entregar a massinha depois que a moça já entrou no banho (e não ainda de pijama, como na primeira experiência e fotos).

Criança geralmente não quer entrar no banho. E depois não quer sair, né? Agora ela pede e insiste. Depois que acabou, é até mais fácil sair. Não tem como ficar horas brincando porque se desfaz! Tem que cuidar pra não desperdiçar, deixar desmanchar sem espalhar a espuma no corpo, aí sim vai ser difícil economizar água.

massinha de banho

O melhor de tudo isso é que essa brincadeira está incentivando ela se dar banho sozinha. A mocinha de 2 anos e 3 meses já sabe usar o produto melhor que a mamãe. Ela modela logo que entra no banho e então fica esperando se dissolver e desmanchar na água, fazendo bastante espuma. Só aí espalha pelo corpo. Rende bem.

Eu não tenho a mesma paciência. Faço uma bolinha pequeninha e já grudo no cabelo dela para depois espalhar com um pouco d’água. A técnica dela é melhor. Então comecei a pegar um pedacinho e fazer uma bolinha no banho, criando bastante espuma ao modelar – não precisa de muita massinha pra fazer espuma.

No começo estava com receio de usar na cabeça.  Se fosse bebezinha, acho que evitaria pelas cores. Mas aprovei, lava bem, sua composição é natural. Lavando a cabeça, não arde os olhos – só que se colocar a mão cheia de espuma diretamente no olho, aí sim.

Ambos são muito cheirosos, quem passa perto da prateleira já sente. O rosa parece irresistível, no entanto o perfume de tangerina é mais marcante e muito gostoso depois do banho, com cabelo seco, ao menos para a minha sensibilidade. Não chegamos a brincar com mais de uma cor no banho para não misturar os perfumes. A recomendação é usar o vermelho nos banhos da manhã, para acordar. O rosa é mais suave e pode ser usado à noite.

É importante armazenar em um local bem seco, pode ser na própria embalagem de “bala” fechada. Se sobrar um pouco que usou, deixe secar e então guarde em um lugar bem fechado e seco. Se deixar numa saboneteira, molhando, já era!

Leia mais:
Da cabeça aos pés – resenhas de shampoos 2 em 1 para bebês

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Lembrancinha: esfoliantes

esfoliantes
Uma boa ideia de lembrancinha para um chá de bebê (ou “chá de fraldas”) é presentear a mulherada com um esfoliante feito por você. Eu fiz potinhos de esfoliante orgânico para os pés para as mulheres da família no último Natal. Testei antes e adorei, pois é uma receita simples, que também hidrata. Perfeita para o verão.

Para embalar, usei:
– potinhos de vidro pequenos de papinhas do meu sobrinho;
– retalhos de tecido que tinha em casa para cobrir a tampa;
– fita barbante para amarrar;
– etiqueta para identificar e deixar um recadinho.

Ingredientes:
– 3 xícaras de açúcar;
– 1 xícara e 2 colheres (sopa) de óleo de boa qualidade;
– 10 gotas de óleo essencial bem cheiroso.

Usei um açúcar cristal orgânico, o azeite de oliva Andorinha orgânico e o óleo essencial de hortelã mentha arvensis (ou hortelã-pimenta) da Herbia. Basta misturar todos os ingredientes e colocar nos potinhos. Não precisa guardar na geladeira, a não ser que você não consiga fechar bem a tampa e tenha muitas formigas em casa.

É uma receita segura para gestantes, por isso é legal como lembrancinha para o chá. Ou, a quem interessar, pode ser um projeto de brinde para o Dia das Mães! Se o barrigão não permitir alcançar o calcanhar, peça ajuda para alguém massagear seus pés.

Mais esfoliantes
Aprovado o esfoliante para os pés, experimente outros esfoliantes caseiros e naturais! O rosto é sempre mais delicado, por isso o peeling pode ser feito apenas uma vez por semana.

Pronto para o rosto
Se não quiser arriscar, o melhor e mais natural esfoliante para o rosto (industrializado) que testei foi o da Surya Brasil, da linha Sapien Women – a cor de argila pode assustar a quem não está acostumado com cosméticos naturais, mas o cheiro é incrível.

Sem desperdício
Você pode aproveitar um shampoo infantil que não esteja usando no seu bebê e lavar o rosto com ele e uma pequena quantidade de borra de café para fazer a esfoliação semanal.

Para o rosto e corpo
Essa receita não testei, mas é indicada para o rosto e corpo – só não é vegana: fazer uma mistura homogênea com farinha de milho (fubá) e mel, aplicar nas partes onde quer esfoliar. Pode ser com mel e açúcar. Recomenda-se lavar antes o rosto com água morna para abrir os poros. Depois, enxaguar com água fria para fechar.

Saiba mais:
Sementes de lembrancinha
Para as mamães relaxarem
Os rótulos dos cosméticos
Shampoo da cabeça aos pés

Experimentei: absorventes biodegradáveis e o tal copinho

natracare brasil

Amamentar é tão sustentável que prolonga o tempo sem menstruar. Minha menstruação só voltou aos quase 1 ano e 2 meses da minha filha, que sigo amamentando. Ou seja, mais de um ano após o período de sangramento do puerpério e, o mais interessante, uns 10 dias depois da feira de sustentabilidade.

Posso afirmar que meu corpo aguardou a Natracare Brasil estar pronta para o lançamento comercial para voltar a sangrar. Saber que já existem absorventes biodegradáveis no Brasil é uma tranquilidade. São vários modelos que estão sendo lançados aqui, mesmo para proteção diária – para todo tipo de calcinha.

Fiquei impressionada com a capacidade de absorção do modelo superfino, que pude experimentar nos primeiros dias, de grande fluxo. Há também noturnos, perfeitos para o pós-parto. E, se sua obstetra liberar, os protetores diários podem ser usados em caso de corrimento no final da gestação. (Pelo menos em situações especiais, se estiver com um corrimento freqüente e precise ir a um evento, por exemplo. Não é recomendado o uso de protetores diários na gravidez para evitar abafar a região, para que não fique propensa à proliferação de fungos ou bactérias.)

A cobertura, no entanto, não é a que estamos acostumadas (“seca” ou “suave”). Eu não curto (e me dá alergia) a cobertura plastificada dos modelos “sempre seca”, prefiro o toque macio do algodão. A Natracare segue um caminho do meio: tem uma cobertura superabsorvente, com trama de algodão, nada plástica, que lembra a cada externa dos absorventes tipo “sempre seca”, só que com toque suave.

Seus absorventes femininos são fabricados a partir de algodão 100% orgânico certificado, são livres de cloro, de materiais sintéticos, de plástico, de látex ou de fragrâncias. Além da questão ecológica, os produtos orgânicos e naturais beneficiam a saúde e o bem-estar da mulher. Os materiais sintéticos, os aditivos químicos ou o branqueamento com cloro nos produtos íntimos podem provocar alergias, irritação ou coceiras, candidíase e até mesmo prolongar o tempo ou aumentar o volume do sangramento.

Há quem defenda que o tradicional O.B., que seria apenas um tampão de algodão, seja degradável. Mas testes comprovam que não são tão seguros assim para o corpo feminino, até porque não são puro algodão. O produto da Natracare não solta fibras no corpo da mulher. E o que também é legal: vem embalado em plástico biodegradável, que você pode descartar no lixo comum sem culpa.

coletor menstrual

Coletor menstrual
Preocupada em gerar ainda menos lixo, passei a usar nos últimos meses o Inciclo, a experiência mais sustentável em absorventes que já tive. É um absorvente interno em forma de copo, feito de silicone médico. Prático, lavável com água e sabão, reutilizável e durável.

Não pode ser usado no puerpério. Existem dois tamanhos, A e B, um deles um pouco maior, para mulheres acima dos 30 anos e/ou que passaram pela experiência do parto (mesmo que não tenha sido natural). Uso esse maior. Realmente a menstruação mudou depois do parto, agora parece vir bem mais volume em menos dias.

Não sei se pela minha experiência com absorventes internos descartáveis, minha inexperiência ou com a pressa para colocar – é muita dificuldade se esconder da minha filha, já que passo o dia com ela, e o banheiro geralmente fica de porta aberta -, muitas vezes vaza bem pouquinho na calcinha. Dizem que pode cortar ou lixar o cabinho, que me incomoda nos primeiros dias de ciclo (depois acostumo). Ainda não consegui usar somente este tipo de absorvente, muitas vezes prefiro usar o noturno lavável pois não curto dormir todas as noites com absorvente interno.

A vantagem do coletor é que, além de ser inserido não muito profundamente, é feito de silicone medicinal hipoalergênico. Entretanto, todo o absorvente interno, independente do material, por ser inserido no corpo da mulher e lá permanecer um período, pode provocar infecções. Por isso, deve-se cuidar da higiene e, ao final de cada ciclo, recomenda-se esterilizar em água fervente. Apesar de tudo, totalmente aprovado e recomendado!

Uma forma de evitar o uso de absorventes é “cortar o mal pela raiz”, evitando a menstruação com o uso de anticoncepcionais. O que não é natural – nem natural ao corpo, nem sua composição é natural. Não se pode negar que pára o sangramento e que não trazem bactérias. Mas essa é outra discussão e seria mais indicado conversar com uma ginecologista.

Outras opções ecológicas:
– absorventes de tecido laváveis;
– absorventes de tecido para fazer em casa.

Saiba mais:
Tira dúvidas sobre o coletor menstrual
– Nossa promoção com a loja Enquanto Eles Dormem, que vende o Inciclo.

Experimentei: saquinhos para lanche

candytree
Tive o prazer em testar dois tamanhos de saquinhos reutilizáveis da Candy Tree. São as reusable snack & everything bags Snack Happens, da Itzy Ritzy, nos tamanhos 17.78cm X 17.78cm (grande, de 7″) e 17.78cm X 8.9cm (kit de duas embalagens pequenas). Com fechamento em zíper, impermeáveis, laváveis, os estojinhos para comida e tudo mais são seguros para alimentos, livres de ftalatos, PVC ou chumbo.

MonkeyMania

As estampas são lindas. A Dora ficou encantada com os macaquinhos do estojo maior. O desenho se chama Monkey Mania. No Instagram da Candy Tree, vocês podem ver outras estampas adoráveis também!

banana

Aproveitei um final de semana de viagem para fazer o teste. O menor não é tão pequeno assim: pude colocar todos os biscoitos de banana que fiz (receita com quatro bananas, eram quase 20 biscoitinhos). Na peça gêmea, coloquei frutas secas. No saco maior, que pode comportar um sanduíche (em pão de sanduíche quadrado grande), resolvi levar muitos biscoitos de arroz, para não precisar levar o pacote inteiro.

Fiquei impressionada com o forro. É uma espécie de “korino”, couro sintético, muito fácil de limpar. Outros saquinhos que já improvisei para fins semelhantes, como os de fralda suja, absorventes de seio ou duas necèssaires que já separei para carregar talheres, babeiro ou frutas não eram tão práticos – mesmo os impermeáveis eu lavo na máquina. Os novos posso limpar com esponja e detergente!

forro

Como é fofinho e impermeável, você pode usar para guardar iPod, Kindle, maquiagem, acessórios do bebê e, por que não, comidinhas. No final da viagem, o copo anti-respingo da Dora vazou (pra variar) dentro da bolsa, no mesmo canto de um dos saquinhos, que resistiu sem molhar o conteúdo. Aprovado nesse quesito.

Todavia, recomendo mais para lanches do mesmo dia e frutas frescas com casca. O fechamento em zíper não é equivalente ao fechamento a vácuo, como o dos sacos zip. Enquanto os biscoitos que ficaram em casa na embalagem original aberta (tipo saco zip) continuaram crocantes, os que levamos murcharam em 24h, infelizmente.

Mesmo assim, fiquei muito feliz em ocupar bem menos espaço na bolsa com os saquinhos do que com os potes, que na volta carregaria vazios, tomando o mesmo espaço. Sigo usando com frutas secas e talheres.

O que fazer com os biscoitos de arroz?
Colocar um pouquinho no forno. Ficam até mais crocantes do que antes. Só não façam como eu, que deixei no timer e fui trocar uma fralda: queimaram.

Saquinhos gentilmente cedidos pela Candy Tree – muito obrigada, adoramos 🙂

Da cabeça aos pés

Tem quem defenda que sabonete em barra é menos alergênico e quem diga que o líquido resseca menos. A verdade é que pele de bebê é bastante sensível. Para o recém-nascido e de preferência no primeiro ou nos dois primeiros anos de vida ou pelo menos enquanto não tiver muito cabelo, o que eu mais recomendo é o sabonete “da cabeça aos pés”. Líquido, serve como shampoo e para todo o corpo. Prático e seguro.

Agora, com mais de um ano, com o cabelo fininho crescendo e ficando jeitoso, intercalo no máximo uma vez por semana com um banho de shampoo, condicionador e sabonete em barra – e também com banho de aveia, porque o frio e a água mais quente ressecam a pele, e o condicionador, ainda mais nessas condições e tempo seco, pode provocar espinhas. Mas ainda uso na maior parte do tempo o da cabeça aos pés na minha filha.

Testei e indico três marcas mais naturais, sem corantes e outros componentes. De uma delas usamos o shampoo (depois da Dora ter completado um ano), mas eles também fazem sabonete da cabeça aos pés. Tem que ficar de olho na fórmula: corantes e ácido cítrico podem dar alergia; parabenos e alguns PEG ou outros componentes são cancerígenos. Não basta ser recomendado comercialmente (dizer no rótulo) para bebês.

testei: Vyvedas Baby & Kids Shampoo & Sabonete

Vyvedas Baby & Kids 2 em 1
Shampoo & Sabonete Líquido
Perfume bem suave depois do banho – na hora é mais marcante e lembra tutti-fruti. Bem transparente e incolor. Durou bastante. Quando chegava ao final, não queria que acabasse. Como quase todos tipo “da cabeça aos pés”, pode dar uma certa dificuldade para pentear depois que o cabelo cresce. Com mais de uma semana de uso e tempo seco, deixou o cabelo bem seco.

Encontrado em lojas de produtos naturais, supermercados orgânicos ou nas lojas próprias da marca.

Embalagem: estranhei o formato, achei pouco anatômico, mas não tive problemas com ela; caiu logo o rótulo; a tampa sobe ou desce para travar, você vira e aperta para utilizar, não chegou a vazar.

Não contém ou diz não conter: corantes, Lauryl Ether, óleo mineral, parabenos, PEG, Quaternium-15, sabão, ingredientes de origem animal

rótulo do Vyvedas Baby & Kids Shampoo & Sabonete

Contém: camomila, calêndula, perfume de óleos essenciais; sodium lauroyl sarcosinate (considerado seguro); benzyl alcohol, ácido cítrico

Origem: Brasil

Testei: Weleda Shampoo & Body Wash

Weleda
Calêndula Shampoo & Body Wash
Bem interessante. O perfume clássico da linha baby da Weleda, de calêndula, resiste a banho enforcado, abraços apertados de tias perfumadas e suor – mais de 24h depois, estava lá, ainda que bem suave. Não curto muito (para mim) shampoo que não tenha textura transparente (meu cabelo é oleoso)… Esse sabonete é cremoso, branco, opaco. Por isso talvez facilite um pouco pentear, mas não chega a ser como um condicionador. Depois de vários dias seguidos de uso, aos 14 meses e o cabelo mais crescidinho, deixa dar nó. Aí intervenho e, no dia seguinte, aplico um condicionador. Rendeu bastante.

Encontrado em farmácias e lojas próprias da marca, entre outros estabelecimentos, no Brasil.

Embalagem: em tubo tipo pasta de dente (mas plástico), a tampa logo quebrou e não fecha direito – ou seja, não posso levar para viajar.

Não contém ou diz não conter: sabão, parabenos, corantes, conservantes, Lauryl Ether, PEG, Quaternium-15, ingredientes de origem animal

rótulo Weleda Shampoo & Body Wash

Contém: extrato de amêndoas doces, óleo de gergelim, extrato de calêndula; perfume, Limonene e Linalool de óleos essenciais; glicerina, álcool.

Origem: Suíça

Testei: Hipp Shampoo Delicato

Hipp
Shampoo Delicato
Comprei apenas o shampoo, bem que gostaria de ter experimentado o sabonete da cabeça aos pés da mesma marca. Proporcionalmente foi o mais barato dos três, mas só encontrei no exterior e comprei porque estava viajando. Essa marca desenvolve produtos orgânicos certificados – como as papinhas que comentei. Este produto não é totalmente natural, mas contém óleo de amêndoas orgânico.

O shampoo “delicato” é para peles sensíveis, indicado inclusive a adultos alérgicos. Incolor e bem suave, deixa o cabelo do bebê um pouquinho seco (no tempo seco), com frizz, mas não ao ponto de precisar de condicionador. O perfume é megasuave, tanto que não dura 24h. Bebês perdem calor pela cabeça; se suar muito, pode chegar a sentir o cheirinho de suor antes do próximo banho. Como recomendam para adultos, usei em mim também e (numa primeira experiência) meus cabelos oleosos reagiram bem.

Encontrado na Europa.

Embalagem: Fácil de manusear e fecha bem (lembrando que testei apenas o shampoo)

Não contém ou diz não conter: sabão, perfume alergênico, parabenos, corantes, conservantes, PEG, Quaternium-15, ingredientes de origem animal, óleos essenciais (supondo que alguns podem ser alergênicos)

rótulo Hipp Shampoo Delicato

Contém: extrato natural de amêndoas orgânico; Lauryl Glucoside (que, de acordo com o blog One Love Organics, não provoca irritação e é de origem natural), ácido cítrico, glicerina, cloreto de sódio.

Origem: Suíça

Saiba mais:
Cheiro bom ou cheiro ruim? – artigo sobre fragrâncias para bebês
Banho de aveia no bebê – como preparar
Os rótulos dos produtos – por que ler
Mãos de mãe – ou unhas de mãe

Experimentei: linha Lippia Alba (para os cabelos)

foto
Gestantes, principalmente, devem tomar cuidado com os produtos de beleza e higiene que utilizam, uma proteção ao bebê. Mamães, também. Eu agora tomo banho ao mesmo tempo que a Dora – seja no chuveiro e a Dora na banheirinha dentro da banheira, ou dando banho com ela no colo. A espuma do meu shampoo às vezes vai longe e pode cair na água dela ou até nela. Por isso cuido para que meus produtos sejam sempre que possível naturais e seguros.

Há cerca de um mês, comecei a usar a linha Lippia Alba, da Herbia. O rótulo recém foi remodelado e está lindo. As embalagens do shampoo e do condicionador são invertidas: isso não é um erro, é muito bem pensado. O shampoo, que é mais líquido, mais usado e não deve ser desperdiçado, fica “de pé”, com a tampa pra cima. O condicionador, mais cremoso e espesso, fica de “cabeça para baixo”, com a tampa na base, para descer bem e ser bem aproveitado.

Meus cabelos são mistos, mais para oleosos, então adorei. A sensação de cabelos limpos começa no perfume – cheiro “verde”, natural e refrescante da erva cidreira, como também é conhecida a verbena brasileira. Lembra o creme de mãos Folhas Mágicas (feuilles magiques ou magical leaves), da L’Occitane en Provence, com verbena (Lippia Citriodora Leaf extract) e alecrim, que infelizmente parece ter sido uma edição limitada que não foi mais lançada. O perfume é bem mais marcante que o shampoo de lavanda e verbena branca da Herbia, dura mais nos cabelos também. Aliás, tal como a lavanda, a verbena tem propriedades calmantes.

Gosto de usar duas vezes o shampoo e bem pouco condicionador (nas pontas). Mas já usei uma vez só o shampoo (banho corrido de mãe) e funcionou. Lava bem, sem ressecar. Geralmente acho os condicionadores voltados a cabelos oleosos fracos e pouco eficientes, mas não é o caso deste. Tanto que o fabricante recomenda usar a partir de 3cm de distância do couro cabeludo.

Testei em dias secos e dias úmidos. Em banhos longos e curtos, com água bem quente. Mudei o corte. Tudo certo, aprovadíssimo. E rende bem. Recomendo para gestantes, lactantes e todos que quiserem experimentar, mesmo os papais. Não é exclusividade feminina!

Além de tudo, não testado em animais.

Leia também:
Por que prestar atenção nos rótulos
Produtinhos para as mamães
Banho de mãe
Banho do bebê

Ofurô

Se me perguntarem qual a forma de reduzir o consumo de água no banho do bebê, a resposta é ofurô. Com menos da metade da quantidade de água de um banho razoável das banheirinhas tradicionais, você garante uma imersão confortável e relaxante para o bebê. Pra quem não conhece, o ofurô é um balde sem alças, próprio para o banho do nenê.

A primeira experiência da Dora no ofurô foi inesquecível. Pais de primeira viagem, colocávamos pouca água na banheirinha e, na maioria das vezes, ela não curtia nada o banho. Numa noite de choro, com 42 dias, resolvemos dar um segundo banho, sem lavar a cabeça. Assim que ela ficou sentadinha no ofurô, o choro parou imediatamente. Como se fosse uma experiência de corpo inteiro que te renovasse, um mergulho, como dar CTRL+ALT+DEL no bonequinho (e reiniciasse bem mais rápido que um computador). Nas palavras da época: “Chorou pra entrar no balde. Lá, emudeceu. Ficou boquiaberta, perplexa de tão satisfeita e relaxada”. Pena que não registramos o escândalo que ela tinha feito.

Modo de usar
A temperatura indicada da água para o ofurô é de 35 a 37 graus. A medida de água é menos da metade do balde ou até começar a cobrir os ombros do bebê (lembre-se que a água sobe quando o bebê entra). É possível dar banho mesmo em bebês muito pequenos (dá um pouco de trabalho para segurar o pescoço). O banho pode durar até 20 minutos (o tempo que a água se mantém quentinha).

Desvantagens
No dia-a-dia, pode não ser prático se abaixar para dar banho no ofurô. Acho arriscado apoiar numa mesa ou superfície mais alta. Para ensaboar o corpinho, todo debaixo d’água, também não é tão prático. Mesmo assim, muitos pais são adeptos do ofurô (e apaixonados pelo banho noturno com ofurô) desde as primeiras semanas do bebê e usam, sim, o ofurô como banho principal.

Vantagens
Apertadinho, dá segurança ao bebê, reproduzindo a sensação de dentro do útero. Repetindo: gasta menos água; relaxa o bebê; é relativamente barato*. Quando não estiver em uso, pode servir para guardar roupas sujas ou lavar as roupinhas do bebê.

ofurôO balde da foto é da Adoleta Bebê e um exemplo de produto livre de BPA com preço acessível

Faixa de preço e modelos
À venda no Brasil de R$ 25 a mais de R$ 100. Teoricamente*, qualquer balde serve, mas os vendidos como banheira têm pelo menos um apoio na base para não virar. Existem ofurôs (mais caros) com um “banquinho” para o bebê sentar – não é necessário. Vale checar se o plástico é atóxico.

Considerações finais
Mesmo que você escolha outra forma para dar banho no bebê, você pode alternar e economizar água dando alguns banhos no ofurô. Pegando o bebê no colo, no chuveiro, sem banheira, talvez você consuma mais água. Além de reduzir o volume, o ofurô é um carinho para a criança.

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Dispensáveis e indispensáveis

Experimentei: Biolinum

Fraldas Biolinum

Contar sobre fralda de pano logo no primeiro dia de uso é arriscado, pois ela precisa ser lavada pelo menos duas vezes (dois ciclos na máquina, não necessariamente com sabão) para ficar mais absorvente. Estava ansiosa para experimentar na minha filha as Fraldas Ecológicas Biolinum, que é uma nova marca brasileira de fraldas de pano, produzidas em Campinas. Escrevo depois da segunda experiência com a fralda, o absorvente de algodão, o absorvente de microfibra e o forrinho de bambu.

Usamos com o absorvente interno de algodão reforçado com o forro de microfibra e com o Eco-Refil, forrinho biodegradável – tudo junto. Os absorventes podem ser usados separadamente, mas a troca da fralda deve ser mais frequente. O forrinho é descartável.

Características marcantes:
Adorei o fechamento em velcro e em botão da fraldas de pano Biolinum. Usei os botões para regular a altura, mas é muito prático fechar na cintura com o velcro, sem se preocupar em encaixar os botões.

A camada externa é macia e fosca, de um algodão impermeabilizado, quase uma camurça – eles chamam de Fashion Peach Skin (pele de pêssego). O forro interno, de microsoft, que não fica molhado de xixi, bom para a pele do bebê. Aparentemente, a largura da fralda é um pouco maior (cerca de 1cm mais larga) que as já experimentadas, mas é tamanho único.

Recomendo começar a usar a partir da quinta lavagem. Pode colocar na máquina com as outras roupinhas do bebê. Não demora muito a secar, não vai demorar a usar.

ferrinho de bambu

Segredinhos:
Se usar o forro de fibra de bambu, corte um pedaço do rolo que cubra de ponta a ponta da fralda, assim garante que as fezes fiquem sob o paninho. O material é como um TNT bem fino, biodegradável. Muito fácil de descartar o cocô com esse paninho, o que facilita as saídas com fralda de pano. Ele retém as fezes, mas deixa a fralda absorver o xixi e pode ficar suja, manchada – ou seja, você não vai reaproveitar a fralda, mas a sujeira será fácil de remover na lavagem à máquina.

O ajuste nas pernas do bebê pode ser feito puxando o elástico, que é caseado e pode ser preso com um botão. O teste que eu faço para saber se a fralda tá bem ajustada nas pernas é amamentar na posição clássica – cuidado que, se a fralda estiver larga, pode vazar. Nessa experiência, tudo OK. Outras fraldas da Dora têm o elástico ajustável, mas confesso que não sabia que era possível ajustar. Nessa, o botãozinho é bem acessível caso precise apertar ou alargar.

Um diferencial bem interessante: nas laterais da fralda é possível prender reforços opcionais em velcro para evitar que a fralda se abra acidentalmente (depois que a criança já está caminhando).

Fralda e absorventes gentilmente cedidos pela Fralda Ecológica Linum Bebê e Natureza

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Sobre fraldas

Recheios das fraldas

insertsOs absorventes, também conhecidos como inserts, são os “recheios” das fraldas de pano modernas. Podem ser usados por dentro do bolso das fraldas de modelo pocket ou sobre a capa, em contato com a pele do bebê. Os absorventes laváveis para fraldas podem ser de diferentes materiais: algodão, microsoft (que compõe a camada “sempre seca”), microfibra, fibra de bambu, moletom ou fleece, cânhamo, flanela, toalha.

Apresento aqui alguns modelos que experimentei:

Absorvente de algodão
Pode ficar em contato com a pele do bebê ou no interior do bolso da fralda. Fica molhado com o xixi, então é recomendável usar na parte interna. Pode ser usado associado a outro tipo de recheio. Quando lavado, não seca muito rápido.

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Paninhos de microfibra
Encontrados em supermercados como material de limpeza. Os de tamanho menor podem ser usados com o absorvente de algodão para criar mais uma camada de proteção. Os maiores, sozinhos. Como não feitos para este uso, são leves mas mais volumosos (proporcionalmente menos absorventes) que os especiais para fraldas. Ainda assim recomendo o uso, porque são muito baratos e secam muito rápido. Sempre na parte interna da fralda.

microfibra

Absorvente de microfibra
Este modelo é da BumGenius e “cresce” com o bebê. Há dois encaixes com botões de pressão, conforme o tamanho da fralda. Muito bom para os meninos, pois a dobra pode ser colocada para o lado frontal da fralda, fazendo uma proteção. Muito eficaz na absorção. Para usar no lado interno do bolso.

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Absorventes enxutos
Este modelo é da Fralda Bonita. Agora com novo desenho na costura, com duas linhas verticais, ficou mais anatômico e anti-vazamento. Não é volumoso, mas não é muito rápido para secar. De um lado, é de algodão. Do outro, de microsoft. Pode ser usado tanto no bolso como na capa anti-vazamento. O lado de algodão é indicado para o desfralde, pois a criança vai perceber que está molhada. O outro é a “camada sempre seca”.

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Absorventes diurnos e noturnos
A Morada da Floresta ou Bebês Ecológicos vende recheios mais espessos para a noite. O segredo para não demorar a secar é que esse absorvente pode ser aberto como um pano só na hora de lavar e secar. Na fralda, fica dobrado em várias camadas. Também tem um lado seco de microsoft, mas a maior parte é de um algodão bastante absorvente. Pode ser usado no bolso e na capa, com a “camada sempre seca” para cima ou com o algodão em contato com o bebê (e o microsoft criando uma camada mais externa de proteção).

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