Figurino de Mamãe

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Na gravidez, é comum preparar a mala da maternidade para o bebê e esquecer da mãe. Ou escolher um pijama para a maternidade e não separar a roupa da saída do hospital. E depois, o que vestir?

Para gestantes, há poucas, mas existem lojas e linhas especiais de roupas. Os vestidos costumam ser mais compridos na frente, por exemplo. Na verdade, você nem precisa de roupas especiais durante a gestação. Costuma sair mais barato comprar roupas largas ou flexíveis que você possa usar depois. Vestidos longos e batas são fáceis de encontrar. Vale a pena investir em uma calça ou bermuda e/ou uma roupa mais social que talvez você precise usar para trabalhar. Eu usei muito um macacão preto para gestante que não deixava a barriga em evidência, mas infelizmente era de um material péssimo e estava quase desmanchado no final da gestação.

Na maternidade é bom ter um pijama ou camisola próprio para amamentação, lembrando que, além das visitas, médicos e enfermeiras entram toda hora no quarto. Uma camisola de verão, entretanto, pode funcionar, se você conseguir baixar uma das alças para colocar o peito pra fora – mas provavelmente deixaria exposto o sutiã de amamentação. Blusas fechadas talvez você nem queira levantar pra não exibir a barriga inchada. Experimente antes. Alguns modelos, mesmo próprios para amamentação, são mais fáceis de sujar do que usar – como as blusas com fendas escondidas para passar o seio (veja se pelo menos as aberturas ficam na altura do seu peito). Algumas marcas vendem a blusa do pijama, sem a calça, fique atenta.

Além do pijama, é bom levar umas camisetas ou blusas para as primeiras horas depois do parto. Se você tomou anestesia, uma enfermeira provavelmente vai te auxiliar no primeiro banho. Isso pode levar algumas horas e, até lá, eles te deixam com o avental de TNT do centro cirúrgico, mas você pode substituí-lo por uma blusa sua. Para a sala de parto, lembre de levar com você (e não deixar na mala) um par de chinelos confortáveis para andar durante o período de espera.

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Samba Calcinha

Na saída da maternidade e no período do puerpério, prefira roupas com abertura para amamentar e largas. A barriga dos primeiros dias costuma se parecer com a do quinto mês (só que mole). Lembre da cinta pós-parto (leia mais aqui ou aqui).

O mais difícil é encontrar roupas para depois, largas para esconder a barriga inchada ou disfarçar os quilinhos extras da gravidez, mas confortáveis e com boa abertura para dar de mamá. Prefira tecidos macios. Atenção para os botões: há muitos modelos com falsos botões, que não abrem.

No guarda-roupa, você vai precisar:
* No mínimo três sutiãs de amamentação (um usando, um lavando, outro secando);
* Blusas com abertura no mínimo até abaixo do peito;
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* De preferência blusas práticas de abrir ou fechar (imagine um bebê aos berros de fome enquanto você desabotoa) – botão de pressão, como os dos bodies de bebê, ajudam (aliás, por que os botões de pressão das fraldas de pano são maravilhosos e os das roupinhas infantis não?);

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* De preferência que abram bem e não machuquem o rosto do bebê (mesmo que você coloque uma fraldinha de boca ou ombro, a criança pode ficar com marca de botão) – zíper geralmente fica exposto, tem que cuidar pra não arranhar o rostinho;
* Decotes muito grandes podem ajudar, mas costumam deixar exposto o sutiã de amamentação. Procure colocar por baixo um top ou blusinha, que você pode adaptar em casa, ou uma gola avulsa por cima;
* Decotes transpassados (como modelos mais orientais) podem facilitar, mas teste com o sutiã de amamentação e lembre que, com a produção de leite, os seios ficam maiores ainda;
* Se os decotes não forem grandes ou resistentes o suficiente, podem rapidamente ficar esgarçados;
* Blusas e vestidos tomara-que-caia são ótimos na gravidez, mas para amamentar deixam exposto o sutiã e o bebê pode muito facilmente puxar tudo pra baixo;
* Nos primeiros dias em casa, você vai poder usar as calças da gravidez ou leggings, então cheque se as blusas são compridas o bastante para completar o conjunto. Em breve você volta para as calças e saias de antes da gestação.

Se dê o direito de ficar à vontade em casa nos primeiros dias. E dê uma olhada no guarda-roupa enquanto grávida. Depois você terá pouco tempo e disposição para sair de casa e fazer compras.

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Nem todas as aberturas feitas para amamentar encaixam no peito ou são práticas. Esta, da Samba Calcinha, não tem erro

Recém fui apresentada ao trabalho da estilista Daniela Ferraz, que faz roupas e lingeries confortáveis em pequena escala, de forma artesanal, para gestantes e mamães. Vejam os modelos de blusas da Samba Calcinha (marca da Daniela) para amamentação, que capricho – largas para o pós-parto, sem marcar a barriga. Quem disse que sutiã de amamentação precisa ser feio? Você pode até optar por um top transpassado que possa continuar a usar depois da lactação:

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Até os discos absorventes para amamentação da Samba Calcinha são bonitinhos.

Para quem puder comprar em libras, a Amoralia tem sutiãs para amamentação coloridos e compostos 90% de algodão orgânico.

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sutiã orgânico da Amoralia

Veja mais:
Sobre absorventes ecológicos
Inspirações de roupas para mamães
Veja como não é só no Brasil que é difícil encontrar lingerie de algodão orgânico para amamentação

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Apps para amamentação

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Amamentar é um momento mágico. O bebê já nasce sabendo sugar, não tem muito mistério. Nos primeiros meses de vida, principalmente, é essencial seguir a livre demanda: sempre que o bebê pedir, mama.

O que eu não sabia antes da minha filha nascer é que ela seria quase um reloginho, e nesses primeiros meses eu me sentiria trabalhando o dobro de um projecionista de cinema. São oito a dez sessões por dia de longas mamadas. Algumas são de épicos, podem levar horas, ter intervalo, bem lentas. Outras do tamanho de um documentário para cinema, mais enxutas.

Com uma pequena variação de tempo, a maioria é de longa-metragem. As sessões são em média a cada três horas – do horário inicial, como no cinema. O intervalo entre elas é variável e, nessa época, curto.

Para entender o ritmo do bebê e cuidar para que as mamadas não fossem também tão espaçadas, eu, que adoro um caderno, comecei a anotar. Adoro mesmo um bloquinho, um caderninho… Quem não lembra da música O Caderno, do Toquinho, cantada por Chico Buarque (por sinal, aniversariante do dia de hoje) naquele álbum Casa de Brinquedos?

Uma amiga (quem confeccionou com tanto carinho a almofada linda que aparece na foto) me incentivou a substituir meu caderno por um app. Pra quê gastar papel e caneta se o celular é mais fácil de carregar com você onde quer que vá? E não derruba árvores.

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Na mesma tela, vemos o histórico do dia ou das últimas 24h

Estou usando um aplicativo gratuito, o Nursing Log. (Prometo que o caderno já aberto não será esquecido num canto qualquer, terá outras anotações!) Nele, aparece tudo o que você pode querer consultar na mesma tela: histórico (do dia, das últimas 24h ou geral), um cronômetro para as duas mamas, horário inicial e final, distância da ultima mamada, número de mamadas e tempo médio. A desvantagem é o tamanho dos botões. Há um botão de pausa, então é possível ter noção do tempo despendido. Caso mude de idéia, aperte errado ou precise por qualquer motivo voltar à mama inicial, o programa entenderá como o início de uma nova mamada.

Em português, existe o aplicativo do site Aleitamento.com, que traz além de cronômetro e dicas de amamentação, um mapa para localizar bancos de leite (mas em São Paulo, por exemplo, indica apenas um endereço quando são vários).

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Diferente do app que uso, há um cronometro para cada peito que podem funcionar simultaneamente – em caso de amamentação simultânea de gêmeos, por exemplo. É preciso salvar.

Existe também um aplicativo para amamentação da Pais & Filhos, com uma tela para cada mama:

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Cronômetro não invalida a livre demanda, como diz um dos textos do guia prático do aplicativo Aleitamento. Ele é um suporte para entender as necessidades e o comportamento do bebê. Como também ajuda a mãe a lembrar em qual seio amamentou da última vez ou há quanto tempo parou de amamentar – se já segurou o bebê tempo suficiente e pode colocá-lo para dormir, inclusive. Observando o cronograma, notei, por exemplo, que minha filha “almoça” (às vezes tem direito a “sobremesa” – mais um pouquinho de puro leite materno na mama, claro) e faz “sesta” todos os dias, não necessariamente no mesmo horário nem com a mesma duração.

Saiba mais
Não existe uma regra nem tempo determinado para a amamentação, cada bebê tem ritmos e necessidades próprios. Para aliviar a ansiedade das mamães de primeira viagem e entender que tudo flui naturalmente (e que a tendência é melhorar e ficar mais prático), este texto conta um pouco sobre amamentação nos primeiros dias e meses num cronograma. Só não fique apegada, pois não é um modelo, mais um exemplo.
Sobre livre demanda
Textos da Cientista que Virou Mãe sobre amamentação
Quem não se lembra desse comercial com a canção do Chico e do Toquinho?