Primeira consulta ao dentista

primeira consulta ao dentista: quando fazer?

Não precisa esperar o primeiro dentinho chegar, a primeira consulta ao odontopediatra deve ser bem antes disso *foto: Maturana/flickr

Como garantir uma dentição saudável do seu filho? Quando começar a se preocupar com isso? A nosso convite, a Drª Andreia esclarece essa dúvida:

Quando deve ser feita a primeira consulta ao dentista?

Essa é uma dúvida que muitas mães têm. Com que idade devo levar meu filho ao dentista?

O ideal é antes mesmo do nascimento, durante o período gestacional. É neste período que iniciam a formação e a calcificação dos dentinhos do bebê. Condições bucais desfavoráveis na mãe, como cáries e doenças gengivais, má alimentação ou ingestão de medicamentos, podem interferir diretamente na saúde bucal do futuro bebê.

Além disso, infecções gengivais severas não tratadas durante a gestação podem levar a complicações gestacionais, como partos prematuros e pré-eclâmpsia e à geração de bebês de baixo peso. A gestante, devido aos enjoos e refluxo, pode desenvolver erosão dental pela presença constante de ácidos na cavidade bucal. O aumento do estrógeno e progesterona, com presença de placa bacteriana, favorece a inflamação gengival. Por isso, quanto mais a futura mamãe souber em relação à sua saúde bucal, melhor será para o bebê, visto que os hábitos são transmitidos de mãe para filho.

A alimentação durante a gravidez também é importantíssima. Sabe-se que o paladar se desenvolve a partir da sétima semana de vida intrauterina e que os alimentos interferem na qualidade do líquido amniótico. A sacarose (açúcar) ingerida em excesso pela futura mamãe passa para o bebê através do líquido amniótico, e ele se acostuma a altas doses de glicose, desenvolvendo um paladar ávido por doces ao longo da vida, o que aumenta muito o risco de desenvolver cáries. A dieta da gestante deve ser rica em vitaminas A, C e D, cálcio e fósforo durante o primeiro e segundo trimestres de gestação, período em que os dentes de leite do bebê estão em formação e calcificação.

Por essas e outras inúmeras razões, é muito importante para a gestante fazer o pré-natal odontológico. Muitas vezes, quando recebo crianças pequenas para consulta, alguns hábitos de higiene e alimentação já estão instaurados e fica muito difícil mudá-los. Outras vezes, crianças muito pequenas, aos dois ou três anos de idade, já vêm com algumas necessidades de tratamento, o que é uma pena. Investir na prevenção ainda é a melhor maneira de proteger nossas crianças. Quanto mais cedo a mãe procurar auxílio, melhor para ela e para seu filho. Só assim poderemos vislumbrar um futuro livre de cáries e de outras doenças bucais.

Dra. Andreia Ziliotto Berlitz
Especialista em Odontopediatria-CRO/RS7536
Porto Alegre-RS
Email: deiaberlitz@terra.com.br

Leia também:
O primeiro post da Drª Andréia, Amamentação: o primeiro aparelho ortodôntico.

Foto: Maturana / flickr

 

 

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Como adaptar looks para gravidez e amamentação

Tanta roupa boa que deixa de ser usada na gravidez e na amamentação, não é mesmo? Não precisa ser assim. Com alguns acessórios, nenhuma barriga de gestante ou pós-parto precisa passar frio. É só incluir no guarda-roupa uma faixa para as barrigudinhas ou uma camiseta base para as mamães.

Sabe aquela vontade de abrir o botão das calças jeans pra encaixar a barriga? Na gestação não é um capricho depois do almoço, é uma necessidade por bem mais tempo. Com o Mammybelt, é possível abrir o botão com estilo e protegendo a barriga. Nesta loja online, eles vendem nas cores básicas e também faixas avulsas coloridas ou com detalhes charmosos, como rendinhas.

como usar o mammybelt

como usar o mammybelt

Não enfrentei o inverno grávida, então não precisei usar roupas de frio com o barrigão e não conhecia o acessório na época, digo sem experimentar. Deve funcionar melhor com calças que já são de cintura baixa. Mais para o final da gravidez, além do barrigão enorme, o quadril naturalmente fica mais largo para preparar o corpo para o parto – aí certamente roupas mais apropriadas para gestante ou leggings e calças de cotton ou de tecidos mais maleáveis devem ser mais confortáveis e indicados. Mesmo assim, a faixa economiza gastos desnecessários no começo da gravidez, quando a gente nem tem total noção do tamanho que a barriga vai ficar.

E depois, para amamentar, acabamos nos limitando a cardigans, camisas e blusas que abrem na frente. Com uma camiseta base, como o modelo da Samba Calcinha, as blusas cacharel, os blusões de lã e as camisetas podem continuar em uso. É só levantar a blusa sem vergonha, que ali está a segunda pele já com a abertura para o sutiã de amamentação. Prático e quentinho. Aproveitem que a Samba Calcinha está liquidando esta semana!

camiseta base para amamentação

 

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Finalmente de volta!

pilates na gravidez

Uma ponte sobre a Av. Paulista: eu e minha instrutora Bruna no último dia de pilates na gravidez – meu exercício favorito pra garantir que a mocinha estaria bem posicionada para o parto

Meu melhor presente de Dia das Mães foi voltar ao pilates. Fui bem mimada no dia também, claro. Ganhei café da manhã especial e presentes… Mas essas duas horinhas semanais são preciosas.

Que delícia sair do estúdio bem alinhada e chegar em casa mais disposta! Trabalhar a força da coluna. Ganhar força muscular. E rever os amigos.

Há quem procure exercício físico e dieta para “recuperar o peso após o parto”. Este não é o meu caso, que já fazia pilates antes de engravidar e pratiquei durante toda a gestação, com alimentação equilibrada, meu ganho de peso na gravidez foi dentro do esperado. Ainda mais sem trabalhar musculação, amamentando (e tendo que cortar o leite), voltei ao peso da época da faculdade (cerca de 5kg a menos de antes de engravidar).

Dá pra perceber quanto tempo fiquei fora pela obra do shopping vista da janela do estúdio:

vista da Av. Paulista em 2013/2014

Nesse um ano que se passou, não posso dizer que fiquei parada. Amamentando bastante, dando muito colo, caminhando (e andando quase exclusivamente a pé, nem transporte público), empurrando carrinho… Sem dúvida meus braços estão mais fortes!

Não recomendo pra ninguém ficar tanto tempo sem fazer exercício físico! Numa rápida reavaliação, minha instrutora já sabia dizer de que lado eu pego a Dora no colo. Corpo de mãe é assim mesmo, vai se moldando.

Alimentação para a nutriz

Mãe que amamenta tem tanta ou mais fome do que na gestação. Principalmente nos primeiros dias, pode chegar a ter desejos! Tive mais desejos quando comecei a amamentar do que grávida.

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saudade de brócolis
Foto: Frédéric Voisin-Demery

No geral, mudei bastante o cardápio em relação à gravidez. Não existe alimento proibido, o importante é se alimentar bem, mas você pode observar como o bebê reage. Não como mais brócolis, couve-flor ou vagem nem tempero com muito alho – dão cólica na minha filha. Diferente da gestação, diminuí o leite e a salsinha. Cortei quase totalmente (a não ser em algumas recaídas) leite de vaca e derivados em função do refluxo do bebê. Já couve e espinafre, por exemplo, posso comer à vontade.

No pós-parto, estava preferindo frutas e alimentos laxantes. Passados os primeiros 30 dias, pude voltar a comer feijão. As propriedades do feijão que provocam cólica no bebê (ou gases em geral) desaparecem se os grãos forem bem lavados. Isso significa deixar 12h de molho e não reaproveitar essa água, lavar mais vezes até o líquido não ficar mais escuro (no caso do feijão preto).

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Foto: Paul Goyette

As frutas continuam boas aliadas. Até porque, por mais que procure criar uma rotina no bebê, já virou rotina não manter as refeições em horários pré-estabelecidos e não consigo ficar tanto tempo sem comer. No inverno, por exemplo, vale aproveitar, pra quem gosta, a safra da bergamota (lá no Sul chamamos assim), muito prática para descascar (preguiça não é desculpa). Morangos orgânicos são fáceis de lavar e nem são descascados. Na primavera as opções aumentam e vale se puxar mais e preparar uma saladinha de frutas.

O tempo para se alimentar é escasso. Então – eu, pelo menos – me acostumei a comer com o bebê no colo e até a me alimentar usando a mão esquerda (sou destra). Por isso tenho ficado cada vez mais interessada em superalimentos.

Três passinhas de goji berry, por exemplo, uma frutinha vermelha do Tibet, suprem a quantidade diária de vitamina C de uma pessoa – como a vitamina C ajuda na absorção do ferro, sou vegetariana e estou amamentando, aumentei essa quantidade para umas cinco passinhas. Elas são muito pequeninhas e vermelhas, têm sabor levemente azedinho e podem ser misturadas na salada ou na vitamina/smoothie. Para sua eficácia, devem ser reidratadas, consumidas com líquido. Estão na moda porque ajudam a perder peso, por estimularem o metabolismo. Elas vêm de tão longe, o que é pouco “sustentável”, mas é a mãe “saudável” que fala mais alto – que está louca para ir a pé até a Zona Cerealista de São Paulo comprar mais.

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Foto: Miriam Wilcox

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Moda africana para mamães

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foto: MaiyaB

Uma amiga me trouxe do Senegal um presente muito especial quando eu estava no começo da gravidez: um cinto de miçangas para proteger a barriga. Meu conjunto é de cinco tirinhas elásticas com contas coloridas combinadas com pecinhas douradas. Na África é um sucesso e quanto mais camadas de cordões na cintura, melhor.

A região do ventre feminino é muito delicada e interfere em sua estrutura física e emocional como um todo. Acima do umbigo, fica o plexo solar. No baixo ventre, o chacra sacro, ligado aos ovários. Os orientais consideram este chacra, também conhecido como chacra sexual, como “um dos principais centros de força do campo energético”.

Essa jóia africana é geralmente usada abaixo do umbigo. Portanto acredita-se que protege a mulher, ajudando a engravidar e, no pós-parto, a recuperar a auto-confiança. Com o barrigão empinado, pode ser usada como cinto para destacar a barriga, ajustando as roupas largas abaixo do peito. Originalmente, é usada abaixo da roupa, em contato com a pele, como um amuleto e como moda íntima, sensual, para exibir ao marido e despertar a sexualidade.

Uma sugestão de presente para o Dia dos Namorados…

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Sobre essa jóia tradicional africana