Toalhas de banho: aquele abraço

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Um presente maravilhoso para bebês é uma boa toalha de banho de algodão orgânico. O símbolo perfeito de um abraço aconchegante. A Dora tem duas toalhas de algodão orgânico que existem para vender no Brasil e que vou comparar aqui para conhecerem melhor.

A primeira que ela ganhou foi a da Nature Purest, marca inglesa que tem lojas próprias em shoppings brasileiros. Bem felpuda, marrom mais escuro, tem orelhas de cachorrinho na toca. É do modelo Cuddle Robe, da coleção Little Leaves.

No começo, não curtia muito secar a Dora recém-nascida com ela, porque, apesar de macia, soltava felpas que grudavam em sua pele, principalmente entre os dedinhos dos pés (como algumas meias). Eu notava quando passava hidratante nela. Não era descamação da pele. Aí, certa vez, deixei a toalha suja no fundo do balde de roupa suja por mais de três dias. Ela umedeceu e mofou um pouquinho. Nós fervemos num panelão apenas com água para tirar o mofo. A recomendação do fabricante é não lavar em temperatura superior a 40ºC. Problemas corrigidos: o mofo se foi, e a tolha parou de soltar pêlos. Uma amiga me contou que nunca teve esse problema com a do filho dela, mas conosco foi assim.

A segunda a Dora ganhou no aniversário de um ano. Pois é, depois de um ano, ainda vale a pena ganhar toalhas boas assim! É brasileira, da Cotton Cloud, revendida em lojinhas de roupas orgânicas para bebês em todo o Brasil. Ela é bem macia também, mas mais fininha, penugem mais rala. De um lado, algodão estampado; atoalhada na parte interna. Cor creme, clarinha. Há desenhos fofos de coelhinhos e, na touca, orelhas de coelho – modelo já fora de catálogo, mas semelhante aos da nova coleção.

As vantagens da nova toalha em relação à primeira é que, além de não termos passado por nenhuma experiência negativa com ela, é brasileira e parece um pouco mais larga. Então facilita a vida dos pais ou cuidadores para secar a criança quando cresce. Quando a toalha é muito estreita, precisamos de uma para tirar a criança do banho e outra para enxugá-la. Mesmo já mais independente, a Dora ama essa toalha.

O que faz a diferença é a disposição, o tamanho é uma ilusão. A da Nature Purest tem formato de losango e touca pequena – essa seria a mesma posição do cueiro para fazer o wrap e enrolar o bebê, mas falta pano nas laterais à medida que a criança cresce. A da Cotton Cloud tem touca maior e formato retangular.

Medidas:
Nature Purest: 94cm x 1m, com 13cm de capuz
Cotton Cloud: 98cm x 66cm, com 22cm de capuz

Sempre usei diretamente, sem precisar de cueiros. No caso da primeira toalha, se tivesse um cueiro bem macio, poderia ter usado com ela e então as felpas não “grudariam” na pele da minha filha. Se você já tem outras toalhas infantis, mas quer o toque macio do algodão orgânico na pele do seu bebê, recomendo investir num cueiro de algodão orgânico, como o da Green is Great, marca brasileira que trabalha com matéria-prima brasileira. O cueiro desta marca não tem capuz, então pode ser usado como uma manta leve nos passeios, na saída de banho com a toalha ou para enrolar o corpo do recém-nascido e começar o banho do bebê.

Saiba mais:
Como dar banho no bebê
Por que usar algodão orgânico
Como escolher o enxoval do bebê
Dispensáveis e indispensáveis

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Roupinhas duráveis: casacos

Casaco é uma peça difícil de colocar e que por isso, assim como alguns sapatos, dura pouco no guarda-roupas do bebê. Isso, dependendo do modelo e, principalmente, do material. Se for mais maleável e macio, veste como uma luva, ou melhor, como uma meia. Assim, pode ser um casaco que cresce com o bebê. Foi o caso de casacos da Dora que sobreviveram a dois invernos.

casaco tamanho 3 meses aos 14 meses

O de lã colorido tamanho 3 meses está com as mangas curtas, de resto está servindo bem, justo sem apertar. Ele é perfeito para usar em casa em dias frios, para comer ou brincar e não se sujar. É bem feminino, mas com cores vivas que combinam com várias roupas. Ele já tinha sido de outra menina e foi bem adotado por aqui.

Em agosto/2013 e em julho/2014

Em agosto/2013 e em julho/2014

O da Nature Purest era tamanho 3 a 6 meses. Não era muito comprido, mas cobria o bumbum e tinha as mangas dobradas, para mostrar a estampa do lado interno (é reversível). Aos 12 meses, incrivelmente, ainda era uma jaquetinha, que mesmo usada sem dobrar as mangas continuava bonita e confortável. Fora que é neutro, vai com tudo e é unissex. Tão fofinho e macio, de algodão orgânico, dá gosto continuar a usar. Aproveitamos bem nos dias frios de outono, mas agora que mudou a estação está ficando um pouquinho curto nas mangas – a Dora é bem comprida.

Em março, mangas dobradas. Em junho, certinho.

Em março, mangas dobradas. Em junho, certinho.

Na última compra de casaco pra ela, fomos muito bem orientados pela vendedora da Benetton a escolher um tamanho maior, pois é um modelo que não parece grande no corpo e é possível dobrar as mangas. Nosso medo era comprar um casaco para as férias de final de inverno europeu em março e não conseguir usar no frio do Brasil. Apesar da variedade tentadora de cores, escolhi o azul marinho que entra bem com todas as roupas. Ele é quentinho, impermeável e perfeito para viajar, pois é guardado dentro de um saquinho, ocupando pouco espaço na mala – perfeito para visitar a família no frio. Certamente durará todo inverno, mas não tenho certeza se poderá ser usado no próximo ano, porque a mocinha é muito alta e cresce rápido. Talvez pudéssemos até ter escolhido o número seguinte.

Tinha a impressão que mangas que partem do pescoço e não do ombro, bem diagonais, sem marcar a largura das costas, duravam mais. Se for de um tecido pesado, de nada adianta esse corte, pois ficará grande demais antes da fase indicada e logo ficará pequeno ou difícil de vestir. De fato, não marca a largura dos ombros. Se tiver uma boa abertura nos braços e não apertar as axilas, a roupa pode ser usada como manga 3/4.

Leia mais:
Como escolher as roupinhas do bebê

Como escolher as roupinhas do bebê

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Algumas características e práticas tornam o guarda-roupa do bebê mais sustentável.

Três princípios para aumentar o ciclo das roupas:
Trocar
Em vez de comprar, você pode pegar emprestado, ir ou fazer feiras de trocas, comprar em brechós ou alugar roupinhas. Faça a roupa circular, pois roupinhas de crianças são usadas por pouco tempo. Mesmo que sujem rápido e sejam lavadas seguido, continuam com aspecto de novas.

Reaproveitar
Algumas cores e estampas mais neutras tornam o produto mais resistentes a modas e duráveis para futuros bebês, independente do sexo.
A matéria-prima também pode ser reaproveitada. Existem tecidos de material reciclado, feitos de garrafas PET. Se você costura as próprias roupas ou tem uma costureira, pode reutilizar um tecido – quem não lembra do filme A Noviça Rebelde? As cortinas da casa foram transformadas em roupas chiques para as crianças.

Cuidar
Procure usar o mínimo de sabão possível (três vezes menos do que o indicado pelo fabricante costuma ser o suficiente), dispense o amaciante para evitar alergias no bebê. As roupas ficam macias e duráveis.
Se a roupinha não sujou, procure utilizar mais vezes antes de lavar – deixe arejar antes de guardar. Se quiser deixar um cheirinho gostoso, guarde na gaveta ou num saquinho com um sabonete em barra infantil. Prefira saquinhos de TNT aos plásticos, pois conservam melhor, enquanto o plástico não deixa o tecido respirar e atrai mofo.
Conserte a costura e os botões caso desgastem de tanto abrir para trocar fraldas, vale a pena insistir no uso.

Comércio sustentável:
Como ter segurança de que estamos contribuindo para um comércio justo e que não existe trabalho escravo ou exploração de mão de obra infantil na fabricação dos produtos? Uma escolha consciente também é adquirir diretamente de produtores em feiras, certamente uma solução mais econômica do que as lojas de roupas orgânicas importadas. Incentiva o comércio local e não polui com frete. São escolhas.

Características a observar ao escolher as peças:

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este é um “wrap top” que pode ser usado como blusa ou casaquinho – tamanho 0 a 6 meses

Tamanho durável – Alguns modelos permitem que a roupa do bebê seja aproveitada por mais tempo. Geralmente esses tamanhos são indicados como 0 a 6 meses, não apenas P, M, G. Numeração RN costuma ser pouco usada, dificilmente poderá ser aproveitada além dos 28 dias – a não ser, de repente, em caso de prematuros.

como é uma peça transpassada, o laço permite ajustar de acordo com o tamanho da criança

Blusas e casaquinhos ajustáveis, como esse amarrado com fita, crescem com a criança.

Calças mais largas no bumbum geralmente duram mais e são melhores para usar com as fraldas laváveis; calças sem pé também podem durar mais se não for muito apertada na cintura. Minha filha já veste tamanho M aos dois meses, mas ainda veste esta calça P (0 a 3 meses), que é larguinha no quadril e justinha no calcanhar – assim o pé não fica “solto” se ela dobra a perna, e a calça não fica comprida nos primeiros dias:

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algodão orgânico colorido 0 a 3 meses

Camisetas duram mais que bodies e são mais praticas para usar com as fraldas (o body logo fica curto para fechar com a fralda de pano moderna), mas verifique se a passagem da cabeça é confortável e ampla.

Alças de vestidos e macacões ajustáveis também ampliam o uso.

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neste macacão, o botão fica na alça; poderia ser invertido

Jardineiras são usadas fofinhas e largas no quadril, também resistem mais ao crescimento da criança.

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jardineira orgânica adquirida no site de compras coletivas norte-americano Zulily

Tecidos macios e flexíveis expandem mais e são mais fáceis de colocar, mesmo quando a criança cresce. Uma jaquetinha jeans, por exemplo, pode ser linda, combinar com várias peças e parecer que ainda está no tamanho da criança, mas como o tecido é mais duro, talvez seja impossível de vestir.

Tecido e tinta – por que cuidar?

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Algodão orgânico e tingimento natural deixam a roupa macia e são hipoalergênicos, protegendo a pele do bebê. Roupas muito coloridas, dependendo da tintura, gastam mais água e são menos práticas, pois precisam ser lavadas separadamente. Acreditem, há roupinhas infantis com cheiro forte de tinta. Além disso, o processo de fabricação do tecido natural é menos prejudicial ao meio ambiente, sem utilização de substâncias tóxicas.

O algodão ocupa cerca de 55% das terras cultivadas do planeta. Para seu cultivo, utiliza-se 75% dos inseticidas do mundo. Sem utilizar agrotóxicos, contribuímos para a saúde do solo e das pessoas, desde os agricultores até os consumidores.

Além da consciência ecológica, tem a questão prática:
– roupinhas que fecham nas costas são difíceis de fechar;
– bodies que fecham na frente são mais fáceis de colocar do que os que passam pela cabeça;
– no geral, golas que não tem botão do lado são mais anatômicas e tranquilas de colocar;
– macacões que fecham com zíper são os mais práticos, mas, ainda que sejam de algodão, devem ser usados com um body por baixo, pois a cada troca de fralda o corpinho todo fica exposto ao frio.


Leia mais

Sobre algodão orgânico colorido brasileiro
Um guia interessante para o enxoval do bebê – lembrando que é difícil calcular a quantidade e o modelo das peças do bebê por estação pelos seguintes motivos (ao menos no Sul e Sudeste do Brasil): mesmo que você saiba o mês que o bebê vai nascer, não se pode adivinhar com que rapidez ele vai crescer; não existe norma para a numeração de roupas no Brasil, então há bastante diferença nos tamanhos; as estações do ano estão cada vez menos definidas, infelizmente. Assim, mamães de primeira viagem, não se empolguem muito com as compras, até porque se ganha muito presente e os filhotes crescem rápido e pouco usam as roupas.