Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
Facebook da Bergamota: https://www.facebook.com/bergamotaproducaoecomunicacao
Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

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Atividade para as férias: massinha caseira

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Fazia tempo que eu queria experimentar uma receita bacana de massinha caseira. Mas eu nunca usei corante alimentício e, quando solicitei ao marido comprar, ele me apareceu com mais farinhas: de cenoura, de beterraba, de morango e de amora. A receita que eu tinha deveria ir ao fogo, a beterraba parecia um polvilho, ficava tudo grudento, não tinha jeito. Até que conseguimos brincar e fazer um pãozinho bem puxa-puxa de beterraba no forno no final.

Então encontrei uma receita sem qualquer orientação de cozinhar. Só misturar bem, amassar e armazenar bem. Fácil demais!

medidas

Adaptei para minhas farinhas, dividindo a quantidade de ingredientes pela metade e substituindo uma xícara de farinha de trigo pela de beterraba. Funcionou! Fiz de beterraba e de morango.

Para a de morango, precisei adicionar farinha de trigo a olho até ficar num ponto bom. Para a de beterraba, as xícaras de farinha de trigo podem ser rasas, pois sobrou um pouquinho de farinha na mistura. A que deu certo foi feita assim:

1 xic farinha
1 xic farinha de beterraba
3/4 xic água
1/4 xic sal integral (originalmente iria 1/2 xícara)
1 colher de chá de óleo (usei azeite de oliva)

Mistura à mão, nem leva ao fogo.

Reduzi o sal porque usei sal integral, que é mais graúdo e forte. Desconfio que a de morango não deu certo porque nessa coloquei só uma pitada de sal em vez de 1/2 ou 1/4 de xícara… Comecei a pensar no sabor, que perderia a doçura do morango. Mas é pra brincar, não pra comer. E as gurias nem colocaram perto da boca! A função do sal é conservar a massa – e nessa quantidade o sabor fica ruim mesmo, para não incentivar comer. O cheirinho é naturalmente agradável, tanto o de morango quanto o de beterraba.

Se alguém não puder usar algum dos ingredientes, adapte. Tenho quase certeza de que funcionaria com farinha de arroz. E não é necessário usar corantes, que podem ser alergênicos. Em empórios (quase todos da Zona Cerealista, em São Paulo), há lindos potes coloridos com diversos tipos de farinha.

A Dora amou, podia passar horas brincando. Deixei que ela, aos 2 anos e pouco, e sua amiga Tatá, um ano mais nova, pegassem tiras de macarrão cru para brincar junto. Tínhamos capellini, a massa mais fininha de todas. Da combinação saíram braços, cabelos e velas de bolo.

brincando com massinhas

Leia mais:
Quer presentear no Natal com massinha de modelar? Leia antes o guia das massinhas da “mãe nerd”
Outra atividade recente que adoramos fazer em casa: feijãozinho
Uma massinha que não faz sujeira, pra brincar no banho
Escolhendo brinquedos educativos e ecológicos

Areia

pracinha em Porto Alegre
Perto de casa, temos poucas pracinhas infantis. Isso que moramos na região central da maior cidade do país, uma das maiores do mundo, São Paulo! Até publiquei sobre isso no Instagram recentemente… Quando há parquinho, raramente há brinquedos próprios para bebês ou, pelo menos, uma caixa de areia.

Na cidade onde nasci e cresci, Porto Alegre (onde há uma grande variedade de praças, parques e áreas verdes), a caixa ou tanque de areia geralmente é o centro da pracinha, onde desemboca o escorregador. Diferente das áreas de lazer em grandes metrópoles, em Porto Alegre, a área de lazer infantil dificilmente é cercada, com acesso barrado aos animais de estimação. Ou seja, a caixa de areia fica exposta aos cachorros e suas fezes. Mesmo assim, as crianças brincam com areia natural e crescem resistentes!

caixa de areia: natural ou sintética?

pracinha em Porto Alegre cercada (sem bichinhos de estimação), com caixa de areia

Finalmente encontrei uma pracinha com caixa de areia, numa distância razoável para ir a pé em São Paulo. Bem legal, com brinquedos inteiros, frequentada por muitas crianças e cercada, exclusiva para os pequenos. Selecionamos brinquedos para moldar e criar, colocamos no carrinho e aproveitamos um dia lindo de sol, ainda que frio. Chegando lá, para minha surpresa, tudo muito moderno: a areia era azul turquesa! Lindo, atrativo, mas artificial. Uma avó, que chegou em seguida com a netinha, comentou: “Dizem que é mais saudável para as crianças”!

O tanque de areia era mesmo a principal atração e um sucesso entre bebês e crianças de idades diversas. Muitas delas, mesmo na sombra e no frio, brincavam descalças ou só de meias. Tudo isso é ainda muito novo pra mim, mãe de primeira viagem, nada acostumada com uma pracinha do lado de casa. (Ou com as de Porto Alegre, onde temos que cuidar, porque às vezes tem até cacos de vidro na grama ou na areia.)

A textura era interessante. As crianças peneiravam, passavam pelo funil, a Dora até provou uns grãozinhos assim que olhei alguns segundos para o lado engatando um papo com a simpática avó da garotinha. Moldar, criar castelos, deixar marcas ou desenhos na areia, no entanto, era um pouco difícil. Essa areia sintética, que parece as dos arranjos de floricultura, não pega forma, muito sem graça.

Se engoliu um grão ou outro, não sei, a Dora passou bem. Não conseguimos deixar marcas na areia, mas o corante marcou as roupas da Dora. Já passei pasta de bicarbonato de sódio e vinagre, os punhos de blusão quentinho e claro continuaram verdes! Estava frio, não tinha como arregaçar as mangas. Até as botas vermelhas – sim, galochas, de borracha, como as da Peppa, para chafurdar na lama (nem tinha barro) – ficaram esverdeadas.

Tudo bem, criança tem que se sujar. Roupa de parquinho pode manchar. Essas logo ficarão pequenas. Mas deixo aqui meu questionamento à afirmação da avó: será mesmo que a areia sintética é mais saudável? Talvez essa areia seja isenta de sílica e “livre de toxinas e bactérias”, mas qual o sentido se limitamos as habilidades motoras e a beleza das formas para brincar? O chão e a sujeira também trazem imunidade.

Leia mais:
Por que não mamãe? Tanque de areia no quintal
Pegadas na areia – sustentabilidade com as crianças na praia

Presente para o papai

Três sugestões de presentes sustentáveis para o Dia dos Pais:

Camiseta Greentee

Greentee & Esforçado

Greentee & Esforçado

As camisetas Greentee são feitas de malha ecológica, de algodão orgânico ou de garrafa PET, e têm uma proposta social. Cada camiseta vendida gera uma gêmea, que é doada a uma criança de uma instituição cadastrada. Há estampas descoladas como esta, diretamente dos muros de São Paulo: Você Praça Acho Graça – uma campanha criada por Dafne Sampaio, o Esforçado, por mais espaços públicos. As camisetas (pelo menos quando compramos para o papai no ano passado) vêm embaladas em saquinhos de algodão feitos com sobras da malha, que podem ser aproveitados em viagens.

Flores, por que não?

rosa de pedra

rosa de pedra *foto: Anderson S. Silva

Flores não são presentes exclusivamente femininos. Alguns arranjos podem ficar lindos e masculinos. Para ficar ecologicamente correto, seria bacana manter a flor ou planta no vaso com terra. Você pode escolher plantas de sombra. Uma suculenta, por exemplo, como a flor de pedra. Ou iniciar uma horta de temperos, com um pé de pimenta.

Carregador de bebê

wrap BabySlings

wrap xadrez marrom BabySlings

Um sling bem masculino, como um wrap liso ou estampado ou MeiTai (ah, queria essa promoção no ano passado!), para abraçar a paternidade. Porque colo de papai também é muito gostoso. Bom presente para futuros papais também!

Certifique-se antes da compra se o carregador é indicado ao tamanho do papai. Wrap costuma dar certo, porque são cerca de 5m de tecido que se amarra de várias formas. Já outros carregadores podem ser mais práticos de usar, desde que compridos o suficiente.

Leia mais:
Por que usar tecidos ecológicos?
Presente original: plantinhas
Sem limite de colo – nossa experiência com sling de argola e MeiTai

Brechós para mamães e bebês

capricho
Tiramos um dia para conhecer dois brechós bem completos de São Paulo. Emagreci muito desde o parto e estava à procura de uma nova calça jeans, com receio de que logo posso recuperar o peso e voltar a vestir as minhas preferidas. A solução estava logo ali.

Primeiro visitei o auto-denominado “maior brechó do Brasil“, o Capricho à Toa. Fica em São Paulo e é bem fácil de chegar, porque fica numa rua sem saída bem em frente ao metrô Vila Madalena. De cara, dá pra simpatizar, há muitas plantinhas do lado de fora. Apesar de ser acessível de metrô, é melhor ir sem carrinho, pois há várias escadas e andares.

Vale a visita, é realmente grande e organizado. São várias salas, por tipo de peça de roupa, tudo separado por cor e tamanho, bonito de ver. Como tem muita circulação, tem que garimpar um pouco, pois alguns tamanhos têm muita saída. Quem veste jeans 36 faz a festa! Por outro lado, sem muito esforço, encontrei:

– um vestido lindo com abertura em zíper na frente, sem mangas, mas que cobre os ombros, perfeito para amamentar e esconder o sutiã (tamanho 38/40, R$ 69);
– saias bonitas a partir de R$ 10 de vários tamanhos;
– roupas infantis a partir de R$ 6,00;
– acessórios a partir de R$ 6,00;
– brinquedos a partir de R$ 6,00.

Entre outros achados, desde canecas e pratos com ilustrações legais.

O atendimento deixou a desejar. Logo na entrada vão te pedir pra deixar a bolsa, mesmo que seja a bolsa do bebê, num guarda-volumes, você leva a chave. Há vários funcionários, mas não é a mesma coisa que um brechó menor, que consegue garantir uma atenção mais personalizada.

Dois grandes diferenciais são um fraldário e um café. Para finalizar a visita, sentei para tomar um suco, amamentar e estava louca para provar uns biscoitinhos integrais veganos com açúcar orgânico. Não deu tão certo – com bebê no colo, me atrapalhei toda pra abrir o pacote e só sobraram dois biscoitinhos na minha mão, todos os outros caíram no chão. Avisei a garçonete (eles levam o suco na mesa), mas ela fez vista grossa, e pouco depois já tinha gente pisando encima. Uma pena.

Como não sou de comprar o que não estou precisando, saí de mãos abanando. Encontrei minhas jeans da Gap bem confortáveis no Charmonix por R$ 39. Esse outro brechó fica em Santa Cecília. É bem perto do metrô Marechal Deodoro.

O Charmonix tem tamanho médio e uma boa seleção de roupas a preço justo. Vi por lá leggings para gestante (com proteção para a barriga) em ótimo estado por R$ 15. E eles também têm algumas coisas para crianças.

Quem tiver peças para vender tem que agendar uma hora em qualquer um deles. Mas tem que ter muita roupa da mesma estação: pelo menos 50 peças no Capricho à Toa e pelo menos 30 no Charmonix. Isso entre feminino, masculino e infantil, podem ser diferentes tipos de roupa. O valor repassado para o fornecedor, no entanto, costuma ser pelo menos metade do mínimo que você imagina, vale mais a pena emprestar, doar ou doar para um brechó beneficente. Não por acaso há tantos IGs de “desapego” de roupas no Instagram. E existe também o Ficou Pequeno, um site que reúne lojinhas de roupas usadas – qualquer um pode criar a sua, uma iniciativa bem justa e descolada.

Capricho à Toa
Rua Heitor Penteado, 1096, casa 08
Sumarezinho – São Paulo/SP
(Metrô Vila Madalena)

Charmonix
Rua Barão de Tatuí, 183
Santa Cecília – São Paulo/SP
(Metrô Marechal Deodoro)

Leia mais:
Uma resenha com produção de look (de 2009) do Charmonix
Um brechó online com peças até R$ 50
O exemplo de uma mamãe brasileira que mora nos EUA e compra de segunda mão online

Como conscientizar uma criança sobre os animais?

galinha
Quem não assistiu ao vídeo de um menino se negando a comer polvo? Ele virou viral há poucos meses. O gurizinho emocionou a mãe defendendo os animais na refeição.

Como a criança urbana pode entrar em contato com os animais? Para conscientizá-la sobre os direitos dos animais entramos num dilema: levar ou não levar a zoológicos e parques com animais? Bichinhos enjaulados, em gaiolas ou explorados numa apresentação circense não são os melhores exemplos.

Algumas sugestões:

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Parque da Água Branca


Preferir reservas ecológicas ou parques onde os animais estejam livres
Em São Paulo, no meio da cidade, as crianças podem conviver com os bichinhos no Parque da Água Branca.
Adotar um animal em vez de comprar
Em feiras de adoção, como as promovidas pelo Matilha Cultural, a criança pode aprender sobre o abandono e os cuidados necessários.
Mostrar livros e jogos educativos
Procure livros infanto-juvenis humanitários sobre os direitos dos animais.
Apesar da comunidade em defesa dos animais não apoiar algumas ações da organização, o Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) tem um portal infantil com atividades bacanas e divertidas: Peta Kids.

Saiba mais
Dicas de passeios de férias para as crianças entrarem em contato com animais
Conheça o Instituto Nina Rosa, ONG em defesa dos animais
Conheça a ONG Little Heart Kids – Animal Abuse Awarness and Education for Kids (Educação e Conscientização do Abuso a Animais para Crianças)
20 maneiras de ampliar a consciência (20 ways to raise awarness)
Vídeo (4 minutos, para adultos) sobre o futuro do planeta
Para crianças maiores e adolescentes, a fotógrafa Jo-Anne McArthur, do Canadá, registra animais explorados para o consumo e tem um programa educativo

Brincadeira de sucata

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Você pode ensinar seu filho desde os primeiros dias de vida a ter atitudes ecologicamente corretas e hábitos saudáveis. Desde o momento da escolha das fraldas, sendo um modelo exemplar, e também nas brincadeiras.

Para criar ainda mais intimidade dos pais com o bebê, no momento da troca de fraldas, a mãe ou o pai pode conversar e fazer jogos com a criança. Com um rolinho de papel higiênico, pode sussurrar um segredinho no ouvido dele. Você pode pintar ou forrar o rolinho – na foto, demos uma segunda utilidade a um pacote de presente.

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Mais adiante, você pode incentivar seu filho a criar seus próprios brinquedos com sucata, reaproveitando os materiais que tiver em casa. Diversão com criatividade! Meias velhas, por exemplo, podem ser transformadas em ursinho.

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ideia original do painel Craft & Fun Ideas (I’ll Probably Never Do)

Inspire-se mais:
No Pinterest vocês podem encontrar mais ideias
A Mãe de Guri publicou esses tempos sobre brinquedos de papelão, com várias sugestões pra criar em casa

Crianças brasileiras merecem um país melhor

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O objetivo deste blog é compartilhar soluções possíveis, não fazer denúncia. No entanto, para garantirmos um mundo melhor, precisamos nos manifestar. Por isso apoio os movimentos que estão sendo realizados nas ruas brasileiras e a campanha #protestomaterno.

Para o país começar a mudar, os ministérios precisam entrar em comum acordo. Assim como o governo federal deve se comunicar melhor com os estados e municípios. E o povo tem o direito à real participação.

O Ministério da Saúde afirma que o aleitamento materno deve ser feito com exclusividade até os seis meses de idade e defende a livre demanda. As empresas já podem oferecer seis meses de licença maternidade, mas a Previdência Social subsidia apenas 120 dias de salário maternidade a seus contribuintes. O valor da contribuição mensal ao INSS, principalmente para contribuintes individuais, é proporcionalmente muito alto em relação ao valor do salário mínimo recebido. No retorno ao emprego, a lei só permite dois períodos de 30 minutos diários para as mães lactantes trabalhadoras amamentarem seus bebês, totalmente incoerente.

O Ministério da Saúde, ainda bem intencionado, criou uma caderneta de saúde da criança, à qual toda criança brasileira teoricamente tem direito. Porém, ela não é distribuída em postos de saúde, e a responsabilidade é das secretarias municipais de saúde (o Ministério da Saúde se abstém de responder ao cidadão, encaminhando o assunto aos municípios), que sequer são acessíveis por contato telefônico.

Além disso, se não estiverem cientes de seus direitos, gestantes, lactantes e portadores de crianças de colo não são tratados com prioridade em estabelecimentos públicos, mal sinalizados e com funcionários sem treinamento. Sem falar em falta de vagas em creches, na qualidade do ensino, nas calçadas, entradas de agências bancárias e de parques ou praças sem acessibilidade, e outras tantas questões primárias.

Leia na íntegra o manifesto do #protestomaterno:

“O Protesto Materno surgiu da vontade de mães fazerem algo pelo país, já que nem todas podem ir para as ruas com o seu filhote. O movimento começou com a adesão de mães blogueiras (mais de 150), que postam em seus blogs nessa sexta-feira suas visões e opiniões sobre o movimento legítimo e democrático que toma conta das cidades! O protesto reúne outras centenas de mães conectadas – que já estão divulgando o manifesto virtual via redes sociais – e as que decidiram levar essa união materna de volta para as ruas.

O intuito é engrossar as manifestações pacíficas que estão acontecendo pelo Brasil, apoiando mudanças além dos 20 centavos e que, sem dúvida, podem fazer da nação verde-amarela um lugar melhor para nossos filhos. Lutamos por educação, saúde, segurança, menos impostos, um basta a corrupção e impunidade.

Nem precisa ser mãe para divulgar o banner e a tag #protestomaterno, criados para representar a iniciativa – que pertence a todas as famílias brasileiras! Mas que fique claro; isso não é apenas a circulação de um banner bonitinho; é a união de pessoas realmente preocupadas com o futuro dos filhos!

Já são mais de 150 blogs maternos participantes, com o apoio de movimentos nas ruas de várias cidades. Nesta sexta-feira, às 10 horas da manhã, haverá um twitaço para balançar esse país!

Porque quem disse que mãe só entende de fralda?! Mãe entende do futuro dos filhos e quer o melhor para eles! Vem com a gente! Ajude, compartilhando, escrevendo, divulgando os links e acompanhando pela tag #protestomaterno! Também usamos #mudaBrasil #acordabrasil #vemprarua #ogiganteacordou.”

Cebola: solução para os ouvidos

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Para gestantes e crianças, muitos medicamentos são proibidos ou ainda não foram testados. Nada melhor do que receitas saudáveis e caseiras para solucionar qualquer problema.

Deixo vocês com o depoimento de uma amiga que está se adaptando ao frio da Alemanha com a família:

“Filha de 5 anos, algumas semanas ou mais, surdinha, com os ouvidos entupidos (como muito comumente, só percebemos um tempo depois, quando se agravou por conta de um resfriado). No ano passado depois de alguns resfriados rápidos, ela se queixou ocasionalmente de dor nos ouvidos, também depois de umas idas à piscina, mas a dor passava. Imagino que teria sido o começo.
Oh, meu deus! E agora? Otorrino? Medicações? Drenagem?!!!
E viva a natureza.
CEBOLA nela!
Minha ajudante de cozinha teve duas vezes a metade da cebola dos almocos semi-picada, entroxadinha com papel toalha e amarrada com uma linda bandana nas orelhas. Assim, por fora mesmo. Meia horinha.
A primeira fez tchan. Ficou mais surdinha ainda! A mãe aqui não é ignorante e muito menos paranóica. Só pensou: ok, mexeu alguma coisa. Vamos de novo…
E na segunda já fez tchan tchan tchan tchan!
‘Mama, eu tô ouvindo tudo! Fala normal comigo! Eu posso te ouvir lá do outro lado!’
Há três dias ela está feliz da vida por ouvir de novo.
Eu tinha lido sobre isto há muito tempo e esperava a oportunidade de experimentar um dia. Vale pra dores de ouvido, tudo.
E agora canto o canto triunfante da ‘supermamae’ e recomendo!
Quantos médicos conhecem isso?”

supermamãe Renata, 16 de março de 2013

Saiba mais:
Outras receitinhas naturais para aliviar a dor de ouvido
No avião, já havíamos comentado em post anterior, as dicas são aspirar o nariz, amamentar durante o voo ou oferecer a chupeta