Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
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Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

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No museu com o bebê

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Leda e o Cisne, de Leonardo da Vinci

Gosto de aproveitar esta fase de exclusividade da amamentação para voltar a fazer minhas atividades e passeios que possa estar acompanhada da Dora. É prático, não preciso temer ficar muito tempo longe de casa, que tem sempre leite pronto pra ela. No máximo, os passeios vão alterar um pouco a rotina e atrapalhar um pouquinho o sono. Até agora, sair para ficar parada e encontrar muita gente por um longo período do dia, sim, interferiu nas horas de sono. Caminhar, passear e mostrar o mundo para o bebê, pelo contrário, traz até qualidade ao sono.

Aos quatro meses (e até um pouco antes), a Dora já estava muito observadora. A primeira experiência dela com obras de arte foi na galeria do restaurante vegetariano Veggie’s na Praça, no Espaço Buenos Ayres, que fica em frente à Praça Buenos Aires, em Higienópolis, em São Paulo. Ali tive segurança de que ela pode me acompanhar numa exposição. Ela ficou vidrada no colorido dos quadros! Assim como já fazemos no cinema, ela vai se acostumando ao ambiente e aprendendo a se comportar nesses lugares.

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Madonna con Bambino, de Carlo Crivelli

Aos cinco meses, levei-a para conhecer um pouco de Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano, Botticelli, Veronese, Il Bassano, entre outros artistas italianos na exposição Mestres do Renascimento no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Devido à grande procura, a exposição foi prorrogada até 29 de setembro – tanto que no site oficial, até a publicação deste texto, a data não estava atualizada. Supus que no meio da semana, à tarde, o movimento seria tranquilo. Imagine: chegando perto do CCBB, já se via as grades para organizar a entrada dos visitantes. Aí está mais uma vantagem de ir ao museu com criança de colo, você não enfrenta a fila. Procure o segurança na porta principal, e ele te conduz até o caminho do elevador.

São três andares de exposição mais um de cronologia e vídeos no subsolo, tudo gratuito. Uma sala por andar, mais de 50 obras. Só não visitamos o subsolo, porque estava tarde e o elevador mecânico estava quebrado. Para os demais pisos, havia um elevador onde cabem um carrinho e três pessoas bem apertadas além da ascensorista. Começamos passeando com o carrinho (mas a Dora no colo), depois o deixamos estacionado nas entradas das salas, supervisionado pelos seguranças.

Eram várias Madonna con Bambino nas telas enquanto a Dora era o único bebê visitante. No mesmo dia, no entanto, outros cinco bebês haviam aparecido, a maioria filhos de turistas estrangeiros, segundo os funcionários do centro cultural. Logo de cara, a Dora já quebrou o silêncio do 4º andar com suas impressões sobre as obras. Deu gritinhos de alegria, estava mesmo feliz de estar ali. Continuou com seus barulhinhos e teve paciência de ver tudo até o final. A luz das salas era suave, o ar bem forte para a conservação das pinturas. O que chamava mais a atenção do bebê não eram os drapeados, coloridos nem a iluminação dentro ou fora dos quadros; as pessoas eram mais interessantes. Foi simpática, sorriu e gargalhou para seguranças e visitantes, mesmo para quem não fazia gracinha pra ela.

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Madonna con Bambino e Santa Catarina,
de L’Ortolano

Corra pra lá até domingo, que está acabando! Indo ao CCBB-SP, não deixe de fazer uma parada na doçaria portuguesa Casa Mathilde para comer um docinho, sentar e amamentar e aproveitar que estão inaugurando o trocador (não chegamos a experimentar, mas os doces – bem doces e grandes – realmente recomendo). Para quem nunca foi, é mais fácil chegar de metrô, Sé ou São Bento – ali não passa carro. Nós fomos a pé.

Agora estamos planejando visitar a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, que vai até 10 de novembro.

Algumas dicas para levar um bebê no museu:
* Evite dias ou horários muito cheios;
* Prefira museus ou centros culturais com espaços abertos ou de fácil circulação – geralmente há bancos para sentar e observar as obras, além de um café ou restaurante;
* Preste atenção no bebê e faça uma pausa para amamentar se necessário; se a criança estiver muito agitada, dê uma volta e continue a olhar a exposição depois;
* Leve sempre uma mantinha, fraldinha de boca, gorro ou casaco com capuz, pois as salas de exposição (ou as entradas delas) costumam ter ar condicionado forte.

Saiba mais:
Sobre a exposição Mestres do Renascimento no CCBB-SP
A representação das crianças nas obras de arte no artigo A criança nasceu no Renascimento