Buster on Tour no Brasil

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10') está na Sessão Curtinha 4 do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Ouriços na Cidade (Letônia, 2012, dir. Evalds Lacis, 10′) está na Sessão Curtinha 4 do festival de cinema infantil Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, de 6 de janeiro a 1º de fevereiro de 2016 no CCBB Brasília e no CCBB São Paulo

Estreou semana passada com muito sucesso em Brasília e começa nesta quarta em São Paulo um festival de cinema para crianças que estou orgulhosamente produzindo pela Bergamota Produção e Comunicação, minha empresa. É o Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings, que traz destaques do festival internacional de cinema infantojuvenil dinamarquês Buster Film Festival e propõe um intercâmbio, incluindo filmes brasileiros. São 40 filmes no total, entre longas, médias e curtas, com recomendação para a faixa etária mais adequada. Convido todos a apreciarem nossas sessões!

Vocês, leitores do Mamãe Sustentável, certamente vão gostar de filmes como OURIÇOS NA CIDADE (Ezi un lielpilseta, 2012), da Letônia, sobre o plano de ouriços muito espertos para recuperar sua floresta, que passa na Sessão Curtinha 4 e é um dos meus preferidos. A Sessão Curtinha é um programa de curtas-metragens que totaliza, em média, 30 minutos para crianças a partir de 3 anos ou de 44 minutos a partir dos 4 anos. A projeção dos filmes da Sessão Curtinha é acompanha de atividades recreativas, incentivando a participação das crianças e a serem críticos e criativos desde pequenos. Falo mais sobre a classificação etária no tumblr da Bergamota, lembrando que temos que respeitar a limitação de cada criança até para respeitar o próximo e não acabar com a diversão de outras crianças, o que vai da consciência e percepção de cada pai ou responsável.

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Julieta Zarza recebe o público mirim da Sessão Curtinha com muita animação no CCBB Brasília *foto: Carol Barboza

Também considero imperdíveis os filmes:

  • BRAM PIMENTINHA (2012), um longa holandês inédito no Brasil muito fofo que questiona os métodos pedagógicos no equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental;
  • o média A BANHEIRA DO BENNY (1971), que, apesar de nada politicamente correto, com restrições, foi criado como uma brincadeira livre, com improvisação de diálogos, valoriza a mente imaginativa das crianças, impressiona no visual artesanal (pintura sobre fotografia) e na trilha sonora maravilhosa de jazz e, ainda mais nas sessões acompanhadas de debate (na abertura em Brasília, tivemos as ilustres presenças do Marcelo Mazzoli, do Unicef, e do Anders Hentze, do Instituto Cultural da Dinamarca), é uma oportunidade de empoderamento da criança;
  • e da sessão BRASILEIRINHOS, com curtas de diversas regiões do Brasil – pois é fundamental nos conhecermos melhor, nos vermos refletidos na tela e até confortante escutarmos nosso sotaque.
Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, 80') está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil - Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Bram Pimentinha (Brammetje Baas, Holanda, 2012, dir. Anna van der Heide, 80′) está entre os meus preferidos da programação tão especial do Buster on Tour no Brasil – Cinema Infantil da Terra dos Vikings

Como é possível organizar tudo isso, mãe de criança pequena que ainda fica em casa? Nós, mães, somos meio mulher-polvo mesmo, querendo abraçar tudo. Minha filha me acompanha em reuniões (não todas) faz tempo, sempre levo uma atividade pra ela ficar entretida. O apoio da família é fundamental. Ficou pela primeira vez 24h sem mamar (aos 2 anos e 8 meses!) no dia da estreia em Brasília e, mesmo assim, continuou mamando na volta (garantia da mãe por perto).

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil fazem nos encantam no filme A CORDILHEIRA DE AMORAS II (2015, Jamille Fortunato, 12'), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

A menina guarani-kaiowá e sua imaginação fértil nos encantam no filme A Cordilheira de Amoras II (2015, dir. Jamille Fortunato, 12′), que integra o programa BRASILEIRINHOS no Buster on Tour no Brasil

E por aqui, tudo isso graças à nossa equipe – somos aproximadamente 36 pessoas nos bastidores diretamente envolvidos com o projeto (lembrando de todos, tradutores, dubladores, recreadores, designers, curadoria, técnicos, entre outros, não apenas produção), entre São Paulo, Brasília e Dinamarca, sem contar o apoio incrível e a equipe fabulosa do Instituto Cultural da Dinamarca e a estrutura e as equipes do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, via lei de incentivo federal do Ministério da Cultura.

 

Saiba mais:
A partir de que idade levar as crianças ao cinema?
Quando foi a sua primeira sessão com seu filho?
Levando o bebê ao museu!

Acompanhe o festival:
Catálogo: bit.ly/busterbrasil
Programação completa no CCBB-DF: bit.ly/busterdf
Programação completa no CCBB-SP: bit.ly/bustersp
Facebook do Instituto Cultural da Dinamarca: https://www.facebook.com/dinacultura/
Site do Centro Cultural Banco do Brasil: http://culturabancodobrasil.com.br/
Facebook do CCBB-DF: https://www.facebook.com/ccbb.brasilia
Facebook do CCBB-SP: https://www.facebook.com/ccbbsp
Tumblr da Bergamota: http://bergamotaproducaoecomunicacao.tumblr.com/
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Instagram da Bergamota: https://www.instagram.com/bergamotaproducaoecomunicacao/

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Experimentei: absorventes biodegradáveis e o tal copinho

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Amamentar é tão sustentável que prolonga o tempo sem menstruar. Minha menstruação só voltou aos quase 1 ano e 2 meses da minha filha, que sigo amamentando. Ou seja, mais de um ano após o período de sangramento do puerpério e, o mais interessante, uns 10 dias depois da feira de sustentabilidade.

Posso afirmar que meu corpo aguardou a Natracare Brasil estar pronta para o lançamento comercial para voltar a sangrar. Saber que já existem absorventes biodegradáveis no Brasil é uma tranquilidade. São vários modelos que estão sendo lançados aqui, mesmo para proteção diária – para todo tipo de calcinha.

Fiquei impressionada com a capacidade de absorção do modelo superfino, que pude experimentar nos primeiros dias, de grande fluxo. Há também noturnos, perfeitos para o pós-parto. E, se sua obstetra liberar, os protetores diários podem ser usados em caso de corrimento no final da gestação. (Pelo menos em situações especiais, se estiver com um corrimento freqüente e precise ir a um evento, por exemplo. Não é recomendado o uso de protetores diários na gravidez para evitar abafar a região, para que não fique propensa à proliferação de fungos ou bactérias.)

A cobertura, no entanto, não é a que estamos acostumadas (“seca” ou “suave”). Eu não curto (e me dá alergia) a cobertura plastificada dos modelos “sempre seca”, prefiro o toque macio do algodão. A Natracare segue um caminho do meio: tem uma cobertura superabsorvente, com trama de algodão, nada plástica, que lembra a cada externa dos absorventes tipo “sempre seca”, só que com toque suave.

Seus absorventes femininos são fabricados a partir de algodão 100% orgânico certificado, são livres de cloro, de materiais sintéticos, de plástico, de látex ou de fragrâncias. Além da questão ecológica, os produtos orgânicos e naturais beneficiam a saúde e o bem-estar da mulher. Os materiais sintéticos, os aditivos químicos ou o branqueamento com cloro nos produtos íntimos podem provocar alergias, irritação ou coceiras, candidíase e até mesmo prolongar o tempo ou aumentar o volume do sangramento.

Há quem defenda que o tradicional O.B., que seria apenas um tampão de algodão, seja degradável. Mas testes comprovam que não são tão seguros assim para o corpo feminino, até porque não são puro algodão. O produto da Natracare não solta fibras no corpo da mulher. E o que também é legal: vem embalado em plástico biodegradável, que você pode descartar no lixo comum sem culpa.

coletor menstrual

Coletor menstrual
Preocupada em gerar ainda menos lixo, passei a usar nos últimos meses o Inciclo, a experiência mais sustentável em absorventes que já tive. É um absorvente interno em forma de copo, feito de silicone médico. Prático, lavável com água e sabão, reutilizável e durável.

Não pode ser usado no puerpério. Existem dois tamanhos, A e B, um deles um pouco maior, para mulheres acima dos 30 anos e/ou que passaram pela experiência do parto (mesmo que não tenha sido natural). Uso esse maior. Realmente a menstruação mudou depois do parto, agora parece vir bem mais volume em menos dias.

Não sei se pela minha experiência com absorventes internos descartáveis, minha inexperiência ou com a pressa para colocar – é muita dificuldade se esconder da minha filha, já que passo o dia com ela, e o banheiro geralmente fica de porta aberta -, muitas vezes vaza bem pouquinho na calcinha. Dizem que pode cortar ou lixar o cabinho, que me incomoda nos primeiros dias de ciclo (depois acostumo). Ainda não consegui usar somente este tipo de absorvente, muitas vezes prefiro usar o noturno lavável pois não curto dormir todas as noites com absorvente interno.

A vantagem do coletor é que, além de ser inserido não muito profundamente, é feito de silicone medicinal hipoalergênico. Entretanto, todo o absorvente interno, independente do material, por ser inserido no corpo da mulher e lá permanecer um período, pode provocar infecções. Por isso, deve-se cuidar da higiene e, ao final de cada ciclo, recomenda-se esterilizar em água fervente. Apesar de tudo, totalmente aprovado e recomendado!

Uma forma de evitar o uso de absorventes é “cortar o mal pela raiz”, evitando a menstruação com o uso de anticoncepcionais. O que não é natural – nem natural ao corpo, nem sua composição é natural. Não se pode negar que pára o sangramento e que não trazem bactérias. Mas essa é outra discussão e seria mais indicado conversar com uma ginecologista.

Outras opções ecológicas:
– absorventes de tecido laváveis;
– absorventes de tecido para fazer em casa.

Saiba mais:
Tira dúvidas sobre o coletor menstrual
– Nossa promoção com a loja Enquanto Eles Dormem, que vende o Inciclo.

Crescimento de vegetariana

crescimento

Dora a longo de 2014


Diferente do que dizem sobre crianças vegetarianas, a Dora surpreende com seu tamanho e desenvolvimento. Tem alimentação vegetariana desde a introdução alimentar – na verdade, desde a barriga. Come ovos caipira, mas por enquanto não consome leite e derivados, nem açúcar. Ainda é amamentada no peito.

Seus 19 meses (1 ano e 7 meses), 92cm, 12,600kg com saúde me deixam segura de que fizemos boas escolhas. Nossa decisão foi oferecer à nossa filha alimentos saudáveis, muitos legumes e frutas orgânicos, apresentando a dieta familiar. A pediatra recomendou uma nutricionista infantil, o que nos fez deixar nossas refeições mais incrementadas e saudáveis.

Não consigo me imaginar cozinhando uma carne vermelha ou branca só pra ela “por recomendação médica”. Ela deveria se adaptar e conhecer o que já comemos casa, nossa cultura. Garantimos ômega 3, 6 e 9 usando também o óleo de linhaça, não precisa de peixe.

O que escutei de mães e nutricionistas é que crianças veganas e vegetarianas podem ter crescimento lento, mas longo, e atingirem boa estatura até o final da adolescência. Num sábado, dando uma olhada em livros de nutrição numa feira orgânica, uma senhora me viu com a Dora e me confortou: “Ah, nem te preocupa, os meus sempre foram vegetarianos e agora, oh, são bem mais altos do que eu!”. A Dora sempre esteve com o peso e perímetro cefálico dentro da “curva” (entre linha verde e vermelha superior da tabelada caderneta do Ministério da Saúde), adequados para idade. Sua altura foi progressivamente subindo nos escores, estando agora acima do estimado (além da linha preta superior no gráfico).

Crescimento da Dora

crescimento da Dora

Era esperado que ela fosse alta. Na minha família, dos cinco filhos, pelo menos três irmãos (eu, a irmã mais velha e o irmão mais novo) sempre estiveram acima da média de altura. O pai e o tio também são altos. Certamente nada de sua alimentação até agora a impediu de ter esse crescimento sadio.

O mais legal: oferecendo comida feita em casa, fresquinha e quase sempre inteira (sem triturar), permitimos que ela reconheça os alimentos e se encante por eles. Agora, de vez em quando, se fazemos sopa, ela come (e adora) sopa – mas não a confunde com uma “papinha”. Adora uma berinjela al dente, feijão, frutas! A não ser quando está muito incomodada com os dentes ou com nariz entupido, ela normalmente tem bom apetite. E o que ajuda também é manter um intervalo de pelo menos 2h30 entre as refeições (independente da amamentação, que segue em livre demanda).

Seja qual for a escolha da sua família, vegetariana ou não, se estiver pensando numa introdução alimentar segura e saudável, recomendo para todos, sem restrições: a orientação de uma nutricionista especializada em crianças; permitir que o bebê pegue os alimentos com as mãos (método baby led weaning); o aleitamento materno.

para entenderem a escala da parede

para entenderem a escala da parede

Ah, as tentações!
Somos gaúchos vegetarianos que moram em São Paulo, mas nossos parentes em Porto Alegre, que visitamos com frequência, não são vegetarianos e respeitam nossa escolha. Já fizemos muitas refeições juntos e por enquanto a curiosidade da Dora é maior pelo que está no prato ou no copo dos pais. Fiquei impressionada que ela não se interessou por docinhos que estavam na altura dela na festa de aniversário do primo – mas pediu para repetir o milho que estava na barraquinha do cachorro quente.

Será que vai ser uma dificuldade lidar com essas “tentações”? Pela experiência de uma colega de Pilates, criança criada com alimentação saudável rejeita o que não é saudável e sabe diferenciar o natural do industrializado.

Saiba mais:
Alimentação do bebê: por onde começar?
Receitas para um aniversário saudável
Gravidez saudável

Desodorante para a mamãe

desodorante Crystal
Amamentando, temos que cuidar em dobro os produtos que usamos no corpo. Cheirinho de mãe é natural ao bebê. Perfumes marcantes, não.

Ao escolher um desodorante, além de optar por um produto sem perfume observe também se é saudável para você, para seu bebê e para o planeta.

Existem grandes marcas fabricando desodorantes sem perfume, sem parabenos, sem álcool. Mas ainda contendo cloridratos de alumínio, logo o componente mais preocupante. Há estudos que indicam ser um dos provocadores do câncer de mama. Além disso, ao disparar o spray do aerosol, estamos respirando alumínio.

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Minha única experiência com um desodorante sem sais de alumínio foi um desastre. Estava viajando, meu fiquei sem desodorante e resolvi comprar o primeiro produto que encontrei. Não havia opção sem perfume, escolhi o que parecia ser menos enjoativo. Tão ruim, que nem existe mais a fragrância à venda, era a tampa azul igual ao rosa da Body Shop, de Londres.

Nos primeiros meses da Dora, meu desodorante acabou e resolvi dar mais uma chance ao roll-on esquecido na prateleira – não lembrava do cheiro. Não sei se ela não me reconheceu ou não suportou a fragrância, não quis mamar. Depois de lavar bem, removendo qualquer resquício do produto, ela voltou ao peito.

Comecei a usar há pouco o Crystal, que existe à venda no Brasil. É um desodorante de bastão, um produto mineral antisséptico, sem perfume, feito de Ammonium Alum. É como se fosse um roll-on, mas não é “melequento” como o roll-on.

O bastão é uma pedra seca. É preciso umedecê-la antes de passar nas axilas. Eu tiro a tampa, viro de lado e deixo pingar água da pia no topo, evitando que escorra água pelo bastão. Viro de ponta cabeça para escorrer o excesso d’água. Aplico de um lado até secar bem. Molho de novo e aplico do outro lado. Cuidando para guardar seco, pois a água pode rachar a pedra. Também é possível aplicar na pele limpa e úmida.

Não deixa cheiro e não mancha. Não acho que seja eficaz por muitas horas, no entanto. Se for praticar alguma atividade física, estiver usando roupa sintética, passar por diferenças de temperatura, vale repor o produto. Depende do quanto você transpira, uma precaução que vale para qualquer desodorante. O perigo dos desodorantes 24h ou 48h é que são antitranspirantes, inibem a transpiração.

Dizem que cuidando bem dura anos. Nem por isso queria arriscar e pagar caro. Existem produtos idênticos, que certamente são igualmente bons, custando R$ 75 no Brasil. Comprei este de 40g por R$ 20 e por enquanto estou satisfeita.

Axilas recém depiladas (se você arranca os fios) podem ficar livres de desodorante por pelo menos 24h. É uma forma de usar menos desodorante. No dia da depilação nem faz bem pra pele usar desodorante.

Existem outras formas naturais de evitar odores nas axilas. Se estiver sem desodorante em casa, já experimentei esfregar um pouco de bicarbonato de sódio – um pouquinho do pó seco mesmo. Também não mancha e não dá cheiro.

 

Leia mais:
Desodorantes sem alumínio @ Yoga Vital
Produtos para as mamães relaxarem
Por que prestar atenção nos rótulos
Shampoo para gestantes, mamães, papais

Amamentar até os dois anos, sim

Selfie da Hora do Mamaço 2014

Selfie da Hora do Mamaço 2014

A recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde é que o bebê seja amamentado até pelo menos os dois anos. A amamentação garante a boa nutrição, que está ligada ao crescimento físico da criança, mas também é tão rica em nutrientes que beneficia o desenvolvimento da criança em outros aspectos também – como o DHA, que permite que o cérebro alcance seu maior potencial cognitivo. Sem contar no vínculo afetivo mãe e bebê, que proporcionará segurança ao filho.

Surgem os dentes, a criança começa a falar e, na minha experiência, tudo vai ficando mais prático. Depois dos 10 meses e meio da Dora, preocupada com a introdução de alimentos e certa que amamentar não tira a fome nem a vontade de comer, parei de anotar as mamadas. Pra ser bem sincera, ainda anoto as últimas da noite para lembrar que horas pegou no sono (bem que gostaria saber fazer dormir à noite sem amamentar).

Aos 15 meses (um ano e três), ela pede pra mamar (“mamá, mamãí”). Avisa quando tem que mudar de lado. Já quase abre sozinha as blusas e os sutiãs. Mama em qualquer posição.

Nos primeiros meses, evitava que mamasse deitada pra ficar com a cabecinha mais alta e depois arrotar direitinho. Agora temos manhãs e algumas madrugadas preguiçosas, em que ela mama deitada de ladinho e já emenda num sono gostoso na cama de casal. Quando o pescoço não era firme, achava difícil experimentar a tal “posição do cavalinho”, ainda mais que nasceu bem comprida. Agora mama sentada de frente pra mim e pega no sono no meu colo na maior facilidade. Com uns 12kg, ainda consigo amamentar com ela amarradinha em mim, no MeiTai.

Não tive problemas com mordidas. Se fechava a boca e quase enfiava os dentes é porque continuava pendurada no peito dormindo, aí é só colocar o dedo mínimo e tirar a boca dali. Mas começou com o péssimo hábito de procurar o outro bico do seio pra beliscar enquanto mama, como se quisesse garantir bastante leite. Às vezes, busca o absorvente de seio e se agarra nele, e a roupa fica com aquela mancha de leite materno… Já fiquei sabendo que não sou a única mãe beliscada, outras mães que amamentam dos dois lados já se solidarizaram. Tentei substituir o outro bico do seio ou o disco absorvente pelo paninho de ombro (hoje bem menos utilizado) pra ela segurar ou se esconder, mas não funcionou ainda tão bem.

Mamar é sobremesa do almoço. Mamar é sonífero. Mamar é aconchego e consolo. Mamar é uma das primeiras refeições do dia, mas já não é café da manhã. Ela participa das refeições da família, mas também papa primeiro e mama enquanto a mamãe come. E desse tamanho, tão pequeninha, aponta e mostra que prefere mamar na poltrona de amamentação!

Leia mais:
Amamentação: pulando obstáculos

Amamentação: primeiro aparelho ortodôntico

Mídia Ninja

Hora do Mamaço 2013 – Brasília/DF * Foto: Mídia Ninja / flickr

Como amanhã inicia a Semana Mundial do Aleitamento Materno, convidei a Drª Andreia, odontopediatra, para escrever sobre os benefícios da amamentação para a arcada dentária do bebê.

Amamentação x maloclusão dentária

A amamentação, por pelo menos seis meses de vida, além de trazer benefícios nutricionais, imunológicos e emocionais, fortalecendo o elo entre a mãe e o bebê, pode refletir na fala, na respiração, na deglutição e na dentição da criança.

Quando o bebê puxa o leite diretamente do seio da mãe (movimento de ordenha), fortalece a musculatura labial e ainda estimula o crescimento facial, a formação das arcadas dentárias e o correto posicionamento da língua. Durante a mamada, o bebê é obrigado a utilizar exclusivamente o nariz para respirar, o que evita a respiração bucal, responsável pela maioria das alterações nas arcadas dentárias. Ao mamar, a criança aprende a respirar, mastigar e deglutir de maneira adequada.

A amamentação ajuda bastante a prevenir problemas de maloclusão dentária. São as famosas mordidas abertas, mordidas cruzadas – mal posicionamento dos dentes e das arcadas dentárias. Assim, pode-se dizer que a amamentação funciona como o primeiro aparelho ortodôntico preventivo da criança.

Outro benefício da amamentação para a saúde bucal vem da isenção de produtos cariogênicos, como a sacarose. Dessa forma, surgindo os dentinhos na cavidade bucal, estão protegidos de cáries.

Dra. Andreia Ziliotto Berlitz
Especialista em Odontopediatria-CRO/RS7536
Porto Alegre-RS
Email: deiaberlitz@terra.com.br

Leia mais:
Hora do Mamaço 2014: dia 2 de agosto, às 10h
Hora do Mamaço 2013

 

Como adaptar looks para gravidez e amamentação

Tanta roupa boa que deixa de ser usada na gravidez e na amamentação, não é mesmo? Não precisa ser assim. Com alguns acessórios, nenhuma barriga de gestante ou pós-parto precisa passar frio. É só incluir no guarda-roupa uma faixa para as barrigudinhas ou uma camiseta base para as mamães.

Sabe aquela vontade de abrir o botão das calças jeans pra encaixar a barriga? Na gestação não é um capricho depois do almoço, é uma necessidade por bem mais tempo. Com o Mammybelt, é possível abrir o botão com estilo e protegendo a barriga. Nesta loja online, eles vendem nas cores básicas e também faixas avulsas coloridas ou com detalhes charmosos, como rendinhas.

como usar o mammybelt

como usar o mammybelt

Não enfrentei o inverno grávida, então não precisei usar roupas de frio com o barrigão e não conhecia o acessório na época, digo sem experimentar. Deve funcionar melhor com calças que já são de cintura baixa. Mais para o final da gravidez, além do barrigão enorme, o quadril naturalmente fica mais largo para preparar o corpo para o parto – aí certamente roupas mais apropriadas para gestante ou leggings e calças de cotton ou de tecidos mais maleáveis devem ser mais confortáveis e indicados. Mesmo assim, a faixa economiza gastos desnecessários no começo da gravidez, quando a gente nem tem total noção do tamanho que a barriga vai ficar.

E depois, para amamentar, acabamos nos limitando a cardigans, camisas e blusas que abrem na frente. Com uma camiseta base, como o modelo da Samba Calcinha, as blusas cacharel, os blusões de lã e as camisetas podem continuar em uso. É só levantar a blusa sem vergonha, que ali está a segunda pele já com a abertura para o sutiã de amamentação. Prático e quentinho. Aproveitem que a Samba Calcinha está liquidando esta semana!

camiseta base para amamentação

 

Leia mais:
Outro acessório coringa: o colete
Figurino de mamãe
Brechós para mamães e bebês
Resenha da Samba Calcinha

Resultado – Samba Calcinha

Vejam quem foi contemplada no sorteio com a Samba Calcinha:

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A resposta da Marina, de São Paulo/SP foi:

Porque é o melhor e mais completo alimento,
já vem pronto, quentinho e sem embalagem 🙂

 

Amamentação é um tema tão apaixonante que tivemos outras respostas lindas. Leiam mais algumas aqui:

“Porque é uma bênção divina poder ‘sustentar’ nossos bebês com o puríssimo amor que flui de nós mamães! Leite materno é vida!” – Gabi, Salvador/BA

Amamentar é amor, ao filho, à mãe e à natureza. Tão natural que transcende a beleza da ternura materna. Sustentável porque não há melhor do que utilizar nada além do seio, a boca e o coração.” – Andressa Deboer, Cachoeirinha/RS

Amamentar é deixar a vida fluir pelo corpo, através dele.
É íntimo, é simples, perfeito e completo.
Nem mais, nem menos.
Não é luxo, não é moda, não é novidade.
Não carece medida, não carece horário, não carece preparo.
Protege, nutre, vincula e não desperdiça.
É amor líquido pronto pra ser servido e saboreado!”
– Gabi Prado, São Paulo/SP

Agradeço a participação de todas! E não deixem de conhecer melhor as roupas e lingeries para mamães e gestantes da Samba Calcinha.

 

Último dia de inscrição

Samba Calcinha
Um pouco de inspiração para você responder por que amamentar é sustentável e também te inscrever no sorteio de um sutiã e um par de absorventes de seio laváveis da Samba Calcinha. Veja uma seleção de respostas das participantes:

“Porque é um ato de puro amor à vida.”
Gabrielle – Salvador, BA

“Porque economiza tempo, planta olhares e recicla o amor! :)”
Fabiana – São Paulo, SP

“Amamentar é seguro porque não tem risco de contaminação, não requerendo preparo, pois o leite está pronto para ser consumido. Contém fatores exclusivos de proteção, evitando infecções, principalmente as diarréias e as pneumonias e protege também contra doenças alérgicas, entre outras inúmeras vantagens; além de ser saudável, porque contém os nutrientes necessários e em quantidade e qualidade adequadas para o desenvolvimento da criança. É sustentável, porque basta que a mãe queira amamentar, estando sensibilizada e apoiada pela família e por profissionais que a assistem.”
Ingrid – Uberlândia, MG

“Porque é amar e estar presente na relação com seu filho(a), sustentando seu desenvolvimento psíquico, enquanto o acarinhamos e o nutrimos da sensação de ser amado e ser visto em sua dimensão integral. Assim, ele poderá ter uma referência saudável de amor possibilitando o desenvolvimento de um contato profundo consigo mesmo durante o seu crescimento até a fase adulta. O início amado da vida é a base para um futuro com pessoas mais amorosas consigo e consequentemente com o mundo ao redor, e isso significa dizer que o amor é o maior sustentáculo para a saúde no mundo, iniciado nos braços e abraços acarinhados de quem amamenta.”
Mari – Rio de Janeiro, RJ

Mais detalhes aqui, ficha de inscrição aqui e um link para começar a escolher o modelo do prêmio.

Aguardando vocês!

Como escolher o sutiã de amamentação

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Não existe fórmula matemática para calcular com antecedência o tamanho do sutiã de amamentação. Há um certo consenso de que pode aumentar dois números até começar a amamentar. Passados os primeiros meses depois do parto ou mesmo em horários diferentes do dia, o volume dos seios da nutriz pode variar.

Um dos primeiros sinais de gravidez, para muitas mulheres, são os peitos maiores. Para algumas, o sutiã fica pequeno nas primeiras semanas de gestação. Há gestantes que já começam a dormir de sutiã para não sentir os seios doloridos à noite. Outras conseguem manter quase a mesma numeração mesmo na amamentação.

Pela minha experiência, precisei de sutiãs novos no final do segundo trimestre de gravidez (não só pelo tamanho, mas também porque começou a vazar colostro e precisava trocar mais seguido de sutiã). Estava totalmente desorientada qual tamanho comprar, mas decidida a levar um modelo que fosse de amamentação. Minha numeração chegou a aumentar dois tamanhos, indo do 42 ao 46 no começo da amamentação. Por isso minha recomendação é deixar para começar a comprar a partir do último trimestre de gestação.

Vale a pena ter mais do que três sutiãs e, dependendo do caso, principalmente se você estiver em dúvida, pode ser que dois tamanhos diferentes sejam úteis. Tendo sempre em mente que o que dá a sustentação é a base do sutiã, na largura das costas, e não apenas as alças. Apesar de que as alças dos sutiãs de sustentação e amamentação são mais largas e resistentes. E o sutiã deve ser confortável, então não deve apertar.

Os primeiros 44 comprei antes do parto e logo ficaram pequenos. Os 46 eram mais convenientes no começo, mas também são mais confortáveis nas noites mais longas de sono hoje. Muitas horas sem amamentar, usando o tamanho menor, alguns modelos se abrem nas costas e acordo sem sutiã ou o peito salta pra fora e não há absorvente que proteja o vazamento.

Da Samba Calcinha, por exemplo, uso um M do modelo nadador. O bom é que não sai do corpo (porque tem uma parte fechada nas costas). Para meu conforto (tenho costas largas), uso um extensor. Se por um lado esse modelo dá um “up” no visual durante o dia, à noite o risco dos seios sambarem pra fora do bojo existe – daí vale usar o modelo maior.

O legal dos tamanhos P, M ou G é que por mais que mude seu número, você sempre continua sendo P, M ou G. É só pensar na escolha do top do biquini. Então dá uma olhada na tabela de medidas por segurança, mas não há muito erro. E o melhor de um atendimento personalizado como o da Samba Calcinha é que você pode agendar uma visita no ateliê ou mesmo quem está longe pode ajustar o tamanho ou trocar.

Já escolheu qual modelo quer ganhar no sorteio?

Modelos
Além de cores e estampas diferentes (sim, é possível fugir do bege), há um leque de formatos para diferentes corpos, gostos, momentos e combinações de roupa. Escolha modelos diferentes para poder alterná-los.

Sutiã de Amamentação Tradicional
Samba Calcinha
O clássico. Para garantir a sustentação, as alças continuam segurando o sutiã quando se abre a janelinha para amamentar (por isso não pense que um modelo comum que abre na frente para trocar as alças poderia substituí-lo, porque nem seria prático). Além de ser desenhado para a amamentação, facilita para deixar os bicos do seio respirarem, pois é recomendável deixar as “janelas abertas” em alguns períodos. Na versão da Samba Calcinha, o fundo é sempre decorado, agregando graça à peça.

Sutiã de Amamentação Nadador
Samba Calcinha
É uma briga esconder as alças largas de amamentação nas roupas. Este modelo é perfeito para as mangas mais cavadas. As tiras na altura do pescoço podem ficar mais expostas, mas em alguns casos são mais fáceis de esconder que no ombro (se bem que com um sutiã bonito você pode assumir que amamenta e permitir que ele apareça, né). Tem ainda outras duas vantagens: faz uma leve compressão nos seios, sem machucar, deixando-os parecer ainda mais volumosos; e fica sempre fechado nas costas, mesmo que tenha regulador – portanto, se o regulador abrir à noite, você não fica sem sutiã. Recomendo alternar seu uso com o modelo tradicional para não sobrecarregar o trapézio.

Top Transpassado ou Cruzado
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O legal desse top é que pode ser usado sempre, mesmo antes de engravidar ou depois que parar de amamentar. Vida útil maior, mais sustentável. É prático para amamentar, só puxar um pouco para o lado. Expõe um pouco mais os seios. Pode ser usado no dia-a-dia ou para fazer pilates ou outros exercícios.

Sutiã de Sustentação
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Indicado para quem tem seios fartos, não apenas gravidinhas e mamães. Confeccionado para garantir o conforto. Bom para as noites de TPM. Não é um modelo especial de amamentação.

Sutiã de Amamentação com Bojo
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Uma novidade da Samba Calcinha é o sutiã de amamentação com bojo, perfeito para quem sempre usou bojo não estranhar quando começar a usar um sutiã de amamentação ou também para quando os peitos não estão mais tão enormes assim. Com renda, ficou bem classudo. Ele não tem aro no meio e permite uma sustentação ainda mais firme na base do sutiã. Ao ser dobrado na hora da mamada, ele ajuda a sustentar o peso dos seios e serve como apoio. Criado para quem tem seios maiores, a numeração deste modelo da Samba Calcinha é um pouco maior – o P deste é pra quem usaria M, o G para quem usaria GG, etc. Peitudas podem ficar mais peitudas!

Fica a dica para presente do Dia das Mães 😉

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