Experimentamos: massinha para banho

Fui na Lush Cosméticos olhar produtos pra mim e, pra minha surpresa, quem saiu ganhando foi a Dora. Conhecemos a FUN – massa modelável para limpeza. Uma massinha de modelar que serve como shampoo e sabonete (e é vegana). Dora ganhou a vermelha e a rosa.

Logo que abri o pacote pela primeira vez, pensava que me arrependeria. Começamos pelo vermelho, de tangerina. Seco, ela grudou em tudo antes de entrar no banho. O banheiro branquinho ficou… Vermelho!

massinha vermelha

Sem estresse. Só passar água e sumiu tudo. Nada ficou manchado, nem o rejunte. Por precaução, acho melhor entregar a massinha depois que a moça já entrou no banho (e não ainda de pijama, como na primeira experiência e fotos).

Criança geralmente não quer entrar no banho. E depois não quer sair, né? Agora ela pede e insiste. Depois que acabou, é até mais fácil sair. Não tem como ficar horas brincando porque se desfaz! Tem que cuidar pra não desperdiçar, deixar desmanchar sem espalhar a espuma no corpo, aí sim vai ser difícil economizar água.

massinha de banho

O melhor de tudo isso é que essa brincadeira está incentivando ela se dar banho sozinha. A mocinha de 2 anos e 3 meses já sabe usar o produto melhor que a mamãe. Ela modela logo que entra no banho e então fica esperando se dissolver e desmanchar na água, fazendo bastante espuma. Só aí espalha pelo corpo. Rende bem.

Eu não tenho a mesma paciência. Faço uma bolinha pequeninha e já grudo no cabelo dela para depois espalhar com um pouco d’água. A técnica dela é melhor. Então comecei a pegar um pedacinho e fazer uma bolinha no banho, criando bastante espuma ao modelar – não precisa de muita massinha pra fazer espuma.

No começo estava com receio de usar na cabeça.  Se fosse bebezinha, acho que evitaria pelas cores. Mas aprovei, lava bem, sua composição é natural. Lavando a cabeça, não arde os olhos – só que se colocar a mão cheia de espuma diretamente no olho, aí sim.

Ambos são muito cheirosos, quem passa perto da prateleira já sente. O rosa parece irresistível, no entanto o perfume de tangerina é mais marcante e muito gostoso depois do banho, com cabelo seco, ao menos para a minha sensibilidade. Não chegamos a brincar com mais de uma cor no banho para não misturar os perfumes. A recomendação é usar o vermelho nos banhos da manhã, para acordar. O rosa é mais suave e pode ser usado à noite.

É importante armazenar em um local bem seco, pode ser na própria embalagem de “bala” fechada. Se sobrar um pouco que usou, deixe secar e então guarde em um lugar bem fechado e seco. Se deixar numa saboneteira, molhando, já era!

Leia mais:
Da cabeça aos pés – resenhas de shampoos 2 em 1 para bebês

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Lembrancinha feita em casa

lembrancinhasNeste segundo aniversário, não resistimos às lembrancinhas, mesmo fazendo a festa num salão para 25 pessoas (talvez mais empolgados por isso). A Dora ama desenhar e pintar, o tema da festa era “gato” (e “estrelas”), e ela também ama sacolas e bolsas. Pronto! Nossa lembrancinha para crianças pequenas e grandes foram mini-sacolas ecológicas feitas em casa, com uma máscara de gatinho para pintar desenhada e recortada pela mamãe e um pacote de giz de cera coloridos.

mascaras

Minha ideia inicial era desenhar o gatinho também nas sacolas, mas nem foi preciso. A vovó encontrou apliques de gatinhos e estrelinhas, desses que basta passar a ferro para colar. Se a Dora já estivesse numa fase mais adiantada nos desenhos, certamente pediria para ela mesma decorar as sacolas.

Para a aniversariante, alguns convidados deixaram recadinhos ou desenhos feitos com os papeis coloridos da decoração e já usando os materiais de suas lembrancinhas.

sacolas

Para quem mora em São Paulo, onde encontramos nossos principais materiais:

_algodão cru: na Niazi, na região da 25 de março (dica da minha amiga Lia)
_rolo com a corda para as alças da bolsa em algodão cru no Rei do Armarinho, na região da 25 de março
_giz de cera Leo & Leo: nos Armarinhos Fernando, na região da 25
_máscaras de papel kraft (achei o papel cartão que tinha em casa muito difícil de furar): encontra-se rolos em qualquer papelaria

E precisa mesmo de lembrancinha? Precisar, não precisa. Tem muita gente que não dá ou esquece de entregar. Acho elegante dar uma lembrança como sinal de gratidão para todos os que foram e alegraram a festa. Nem que seja um pratinho de “doces”. Mais legal ainda se, nesse pequeno presente em agradecimento, pudermos transmitir ideias que defendemos, como incentivar o uso da sacola ecológica, estimular a criatividade das crianças ou literalmente distribuir sementes.

 

Mais ideias de lembrança:
Lembrancinhas do primeiro aniversário
Sementes de lembrancinha

Segundo aniversário

bolo de 2 anos

Foi só se aproximar da data do primeiro aniversário, eu já sabia o tema do segundo. “Mimi!”, ela chamava na época o “miau”, como logo depois passou a dizer, sabendo que são gatos. Nós criamos juntas uma festinha para a família e poucos amigos, feita dessa vez num pequeno salão de festas, com direito a sala de brinquedos e playground.

Grande vantagem de um salão infantil bem cuidado de um condomínio: está tão novinho e bonito, que quase não exige decoração. As mesas branquinhas podem ficar expostas sem toalhas, a parede atrás da mesa do bolo na altura das crianças já é colorida. A desvantagem também vem a favor da economia e menos desperdício: cabem menos pessoas (do que na casa da vovó) no salão para os pequenos (pelo menos neste). O incentivo para usar talheres e louças dali é não precisar se preocupar em lavar, está no pacote.

paozinho_aniver

guardanapos_menu

a receita dos pães sem queijo (acima) já foi compartilhada no blog também

Para dar um charme, pensamos no tema (que foi gato da noite – ou gatinhos e estrelinhas; nas palavras da Dora, “miau brilha-brilha”) e nas cores para compor a mesa. A Dora ajudou a escolher, principalmente os tons – ela devolveu o papel que eu estava escolhendo e ela mesma pegou outro do display da loja. E assim recortamos cones de papel para servir pipoca, gatos e estrelas para deixarem recados. Para usar textura na decoração, apostei no papel aveludado.

parede

gatinhos de papel aveludado e mural de recados

Para fazer os cones bem coloridos, escolhi o papel Color Plus, que tem muitas opções de cores, gramaturas e tamanhos. Os papéis coloridos encontramos na Papelaria Universitária (têm uma variedade incrível e ainda foram muito gentis e deixaram a Dora usar o banheiro quando estivemos lá). Preferi trabalhar com o de 120g, gramatura média, que é maleável e encorpado, não fica transparente. Com o que sobrou de papel, fiz uma corrente de argolas para incrementar a decoração – como vocês devem ter visto no Instagram.

pipocas

cones de papel com pipoca

Além de aproveitar o que o condomínio disponibilizava no salão de festas, aproveitei também o que sobrou de copos e pratos de papel do ano anterior. Eles não faziam parte da decoração, mas até combinavam com o esquema de cores! Para evitar desperdício, pedi que os convidados identificassem seu cone e seu copo de papel (no ano passado, foi um sucesso identificar suas garrafinhas e, numa outra experiência em festa de família, com os “homens-pizza”, deu supercerto cada um ter o seu pratinho de papel).

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copos do ano passado também servindo comidinhas na mesa

Fazendo a festa fora de casa, por mais prático que parecesse, senti falta de tempo para organizar tudo com mais calma e poder programar melhor a rotina do sono da aniversariante. Pelo menos ela realmente aproveitou o salão o dia inteiro e se envolveu nos preparativos e na hora de desmontar. Garanti o máximo de materiais laváveis e biodegradáveis também por não ter certeza absoluta de como esse condomínio lidaria com o lixo. Por isso recomendo se preparar para montar um saco separado para lixo seco e, se for o caso, levar embora o lixo para descartar.

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mousse de cacau (da receita já compartilhada aqui) e colheres artesanais de bambu

 

Saiba mais:
Sobre a escolha dos materiais: se usar EVA, por exemplo, lembre que é um material que não é reciclável. Portanto, tente utilizar ao máximo o que fizer com ele e aproveitar também seus retalhos.

Como fazer uma festa ecológica
A festa de um ano da Dora
Mais da festa de um ano: as receitas do mousse de cacau e do pão “sem queijo”, entre outras
O bolo da Dora que repetimos no segundo aniversário, mudando apenas a decoração
A receita do sorvete de cacau, que também servimos em vasinhos com uma folha de hortelã

 

Desfralde: primeiros passeios sem fraldas

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agora o saquinho de troca de fralda virou o saco de roupa suja (sempre levando uma troca de roupa e calcinhas)

Estou aprendendo (começando a aprender), finalmente, a andar com menos peso. Já conseguimos fazer passeios sem a bolsa do bebê: sem fraldas para trocar! Agora algumas calcinhas e pelo menos uma troca de roupa completa ocupam o lugar das fraldas na bolsa.

Nas primeiras semanas, saía com fraldas e levava fraldas comigo. Depois ainda deixei pelo menos uma fralda na bolsa. Logo a substituí pelo redutor de assento, que carrego às vezes no cesto do carrinho. Ultimamente até cocô em banheiro público já saiu sem levar o redutor!

Achava que o processo de desfralde de meninas era mais difícil na rua, ao ver tantos pais de menino oferecendo qualquer lugar público para fazer xixi. Depois muitas mães me contaram que acham o desfralde dos meninos mais difícil. Por enquanto, estou agradecendo que tenho uma filha menina e por hora não precisei pensar sobre incentivar o xixi em espaços abertos urbanos – pensando um pouco, talvez seja por essa tradição que nossas cidades latinas fedem a mijo.

Pelo menos aprendi que todo lugar tem banheiro. Não são todos os estabelecimentos que têm banheiro público, mas grande parte abre as portas para um bebê em desfralde. Principalmente quando o vendedor tem criança na família na mesma fase! Pelo menos nós tivemos essa sorte.

Alguns lugares, como no aeroporto de Congonhas, há vaso sanitário para estatura reduzida. Em outros lugares mais voltados para a família, como no Sesc Belenzinho ou alguns shoppings, há banheiro infantil. E podemos levar na bolsa um óleo de tea tree, álcool gel, lenços umedecidos ou usar o papel para assento ou forrar o assento de papel higiênico. Em parques sem banheiro, mesmo as meninas podem ter direito a fazer xixi na grama – só cuidem com os formigueiros e se atentem a não incentivar muito essa prática pensando se não querem que isso seja um hábito.

Tivemos um “acidente” numa pracinha na primeira semana sem fraldas. Outra vez, numa tarde, ela acordou da soneca no carrinho e não me viu na loja – catástrofe! Com dois anos e poucos dias (ou até antes), ela já conseguia realmente esperar para ir ao banheiro. Se lá em dezembro eu observava um intervalo de até 1h30 entre xixis em casa, desde desfraldada (já em abril), ela fica mais de 3h sem precisar ir ao banheiro.


Leia mais:

Nossa experiência com o desfralde
Tudo já publicado sobre fraldas
Mais usos do oléo essencial de malaleuca e dos saquinhos de roupa suja

 

Desfralde

desfralde

penico na casa da vovó

Já fazia tempo que minha filha dava sinais de desfralde (nem tão óbvios assim, como saber e tirar sozinha fraldas, avisar quando tinha feito xixi ou cocô e mostrar interesse pela rotina de ir ao banheiro), mas não achava que ainda neste verão passado deixaria as fraldas. De uma hora para a outra, estava pronta! Foi tudo muito rápido depois do Carnaval.

Sem muita disciplina, deixávamos que ela ficasse bem à vontade nos dias de calor. Na hora de trocar a fralda, oferecíamos que usasse o redutor de assento ou o penico. Sempre que lembrava e estava em casa, a deixava só de calcinha ou peladinha mesmo.

Passamos por alguns acidentes no começo, na soneca da tarde depois de mamar, ainda no meu colo. Nada assustador. Qualquer mãe habituada com fraldas de pano tira de letra!

Logo percebi que as calcinhas que estavam no tamanho certo (nem precisavam ser especiais*) seguravam até cocô. Além de serem fáceis de lavar, secam muito rápido. Bem mais rápido que qualquer fralda de pano. Meu primeiro impulso foi querer aumentar muito a coleção de calcinhas (o que, no comecinho, foi realmente necessário).


Como foi

Depois que ganhou o penico de Natal, começou a se interessar mais pelo desfralde. Mas só na semana que antecedeu o Carnaval começou a pedir para usar o penico com o objetivo de fazer xixi, geralmente na hora do banho, antes ou depois, sempre peladinha. E então eu notei que os pedidos para ir ao banheiro funcionavam quando ela estava pelada ou de calcinha, não com fralda, mesmo que fosse de pano, independente do modelo. De fralda, ela só avisava ou pedia para tirar depois que sujasse.

Depois de uma semana quase inteira fazendo pelo menos um xixi por dia no penico, resolvi levar o redutor de assento na viagem de Carnaval. Na ultima noite, ela pediu umas três vezes para usar o redutor até que fez cocô na patente! E nem estava em casa!

O papai, depois de presenciar esta cena, passou também a incentivar o uso de penico pela manhã, cedinho. E então ela passou as duas semanas seguintes pedindo para usar o penico direitinho, quanto orgulho! Para sair e para dormir, ainda usava fralda (com um ano e 10 meses). Mas aí comecei a achar que estava confundindo a cabeça dela. Que não deveria continuar de fralda depois que acordasse nem usar pra sair. Incentivada por outras mães, tomei coragem e deu supercerto!

Depois, assumindo o desfralde, teve atrasos no horário do cocô ao viajar pra casa da vovó. Às vezes fazia cocô na fralda antes de dormir. Até que acostumou e não suportava mais uma fralda suja – andava de perna aberta se tinha cocô!

Nas primeiras semanas de desfralde, talvez tenha aumentado uma lavagem de máquina por semana. Normalmente, antes de iniciar o processo, lavava fraldas de pano a cada três dias. Agora, usando fraldas de pano apenas para dormir, posso lavar a cada seis!

Algumas mães me disseram que tiraram as fraldas diurnas e noturnas ao mesmo tempo das meninas. Tentador. Várias vezes as fraldas amanhecem sequinhas.

Paramos com as descartáveis (boa hora, em que tudo importado triplicou o preço), porque mal se percebia o xixi nas fraldas. Tivemos alguns acidentes só por atrasar para colocar as fraldas para dormir, mas já teve noite em que esquecemos e deu tudo certo. Mesmo assim, o plano é desfraldar à noite só no próximo verão – ainda que ela às vezes não queira colocar fralda para dormir.

Dora recém fez dois anos – na publicação deste post, está com 26 meses. Desfraldou, mas ainda mama no peito.

 

* Já ouviu falar em fraldas e calcinhas especiais para desfralde?

Delícias quentinhas

pêra quentinha
O bebê não quis maçã ou pêra em pedaços ou sobrou meia maçã na geladeira do suco verde da mamãe? Maçã na geladeira cozinha com o frio, o ideal é ir para o forno. Nada de desperdício! Vamos oferecer uma alternativa na hora. Quem sabe com cara de sobremesa, saboroso, mas sem açúcar? Não há bebê que rejeite!


Pêra no forno com suco de uva

_01 pêra cortada em cubos dividida em tigelas de cerâmicas pequenas
_cerca de 01 colher de sopa de suco de uva integral (de preferência sem conservantes e orgânico)
_canela em pó para finalizar
_possibilidade de colocar cravo (que eu tiraria na hora de servir para os bebês)

Maçã no forno com calda de laranja
_meia maçã fuji cortada em cubos pequenos
_meia ou 01 laranja espremida
_canela em pó a gosto

Você pode fazer também com abacaxi (sem casca) em cubos coberto de raspas de limão, que combina com uma calda de pink lemonade, mas nem precisa de suco adicional. Forma ideal de apresentar o abacaxi antes de oferecê-lo “cru”.

Deixe de 15 a 20 minutos no forno (qualquer uma das receitas) e espere esfriar ou coloque um pouco no congelador antes de servir.

E para completar, um chazinho. O que mais você faria com a casca do abacaxi? Nós já experimentamos cozinhá-lo com gengibre e canela em pau, fica delicioso!

Vejam também minha receita de quentão sem álcool para festas juninas no Piccolo Universe.

Mobilidade em SP

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Esta semana começou muito bem – e não podia terminá-la sem dividir a experiência com vocês. Na terça-feira, 3 de março, foi inaugurada uma nova travessia para pedestres num dos principais cruzamentos de São Paulo, na Consolação com a Caio Prado (pertinho daquele projeto de parque, o Parque Augusta, que infelizmente tem cada vez menos chances de ser público e real). É uma faixa diagonal para pedestres! Até uma semana atrás, quando passávamos por ali, tínhamos que esperar pelo menos dois demorados sinais para atravessar todo o caminho. Agora podemos ir seguros de uma vez só.

Na segunda-feira, ainda em fase de teste, tive o privilégio de atravessá-la com carrinho de bebê. Um rapaz da CET nos acompanhou no trajeto para garantir que a faixa de pedestre era oficial e segura. Adorei! Espero que siga funcionando bem e que mais cruzamentos assim sejam feitos pela cidade, respeitando o pedestre.

A iniciativa integra o projeto Centro Aberto e segue o modelo de cruzamentos para pedestres em Tóquio, no Japão. Há um “X” pintado de azul com as faixas brancas entre as esquinas com guias rebaixadas. As rampas para caldeirantes nas faixas antigas de pedestre deste cruzamento também foram ampliadas, assim como os sinais ficaram mais longos e sincronizados!

Agora está ainda melhor andar de carrinho por Higienópolis! Adoraria ver uma faixa dessas na Av. Angélica, em frente à Praça Buenos Aires.

Mais informações:
Sobre a faixa
Sobre o projeto Centro Aberto
Transporte público com bebê em SP
Manual de convivência com bebês

Embalagem do lixo

descarte
Quando paramos para refletir sobre o lixo, parece não haver solução a não ser mudar de planeta, como me disse uma amiga esses dias. Reduzir é o segredo se estamos preocupados com essa questão. A forma mais eficaz possível para gerar menor impacto ambiental é cortar a fonte e não gerar lixo. Ou seja, em vez de tomar suco de caixinha ou garrafa, fazer o seu suco, aproveitando até a casca ou adubando a terra, fazendo compostagem com o lixo orgânico gerado. Para o lixo da cozinha, a composteira é uma ótima solução. E quando falamos em fraldas?

As fraldas de pano são duráveis e reutilizáveis, solução para gerar menos lixo. Os paninhos também, que podem substituir algodões ou lenços umedecidos. As fraldas descartáveis biodegradáveis, que teoricamente se decompõem em 5 anos, podem ser utilizadas por várias horas num bebê grandinho. No verão e no desfralde, o bebê pode ficar peladinho em casa ou só de calcinha/cuequinha.

O que fazer se gerarmos lixo, como armazenar e descartar esse lixo? Vamos reduzir sacos de lixo também!

Tenho pavor de sacolas dentro de sacolas, dentro de outras sacolas… Parece que aquele lixo está tão protegido que nunca irá se decompor. Perguntei a três ou quatro biólogas e engenheiras químicas, mas não obtive uma resposta definitiva sobre o fato de uma sacola dentro da outra atrasar a decomposição de seu conteúdo. Vamos lembrar que no caminhão de lixo muitos sacos grandes já se abrem, mesmo assim aquele plástico continua lá.

No condomínio onde moramos, há lixeiras com sacos de lixo em todos os andares para lixo orgânico. O lixo ali depositado deve estar embalado, pois eles fazem o possível para reunir os lixos, mantendo aquele saco na lixeira por mais tempo. Como não posso simplesmente pegar o cesto de lixo e despejar diretamente ali, procuro evitar acumular um saco dentro do outro em casa e utilizar uma embalagem de fácil decomposição. Assim, o lixo de fraldas pode ser embalado com o lixo de banheiro, por exemplo.

Para a lixeira das fraldas, fora as sacolas oxi-degradáveis, que são feitas para se desmanchar no meio ambiente (em alguns meses no sol, observe ela se desfazer em pedaços), mas não necessariamente deixam de ser tóxicas para o meio ambiente (elas não deixam de existir), prefiro usar:

– a embalagem das fraldas (as Wiona no Brasil estão vindo em sacos biodegradáveis, feitos de milho);
– o saco de papel da padadria, geralmente pardo (são perfeitos para embalar de uma a três fraldas, depende da capacidade, e no geral não seriam reciclados, porque além de muito amassados às vezes ficam também engordurados);
– uma dobradura com papel jornal, se temos jornal em papel em casa.

Para fazer a dobradura, o passo-a-passo é este aqui. No entanto, com o tamanho do papel dos jornais do Sul do país ou dos distribuídos gratuitamente na rua (tipo tablóide), o embrulho se torna pequeno para mais de uma fralda suja e frágil para uma fralda pesada, bem recheada.

O saco de papel de pão foi, por enquanto, a melhor alternativa para se livrar do cheiro do cocô matinal na fralda noturna no quarto. Já na casa da vovó, quando usamos fralda descartável, ela vai direto para a lixeira grande de lixo orgânico, sem precisar de embalagens menores. Pena que esses sacos grandes dificilmente são ao menos oxi-degradáveis.

Como é o descarte do lixo na sua casa?

Leia mais:
O lixo que não se desfaz – por EcoMaternidade
Sem desperdício – pensando nos mínimos detalhes

Forrinho

forro_rot

Passear com fraldas de pano é possível, sim. Fica mais fácil com um liner, bioliner, insert ou forrinho biodegradável, uma cobertura descartável que fica em contato direto com a pele do bebê e segura as fezes. Como um pedaço fininho de TNT (tecido-não-tecido), mas feito normalmente de bambu, é biodegradável. É vendido em rolo com aprox. 100 pedaços. Essa é uma dica para facilitar o uso de fralda de pano também no berçário, na creche ou mesmo na casa da tia ou da vó!

Não é garantia de que não passa o cocô para a fralda ou absorvente. Às vezes, se estiver mais líquido, pode “manchar” – ainda assim, uma sujeira muito mais fácil de limpar. Pode acontecer de se deslocar na fralda e deixar passar diretamente a sujeira. Por isso também não adianta experimentar usar em fralda descartável, não dá certo. Nesse caso, a chance de gerar mais lixo só fica maior!

No geral, basta embrulhar o cocô e colocar no lixo como uma fralda descartável – o que passa de sujeira para a fralda de pano sai com pouca água e uma esfregada antes de lavar ou pode ir direto pra máquina. O forrinho é suave ao toque. Como o pedaço é grande e não fica sujo por inteiro, uma parte ainda pode ser usada como lencinho (apesar de não ser umedecido), muito prático. Se tiver cocô, certamente tem uma ponta intacta que você pode usar para tirar o excesso que grudou na pele do bebê. Assim já economiza em algodão, lenço umedecido ou na lavagem de um paninho. Depois de remover o excesso, você faz a limpeza como de costume.

O forrinho também pode ser útil caso precisar passar pomada no bebê, se ele estiver assado. Pomadas não combinam com fraldas de pano, podem deixá-las impermeabilizadas. Se precisar mesmo usar, proteja a fralda de pano com o liner.

Estamos usando os forrinhos que comprei em viagem em março do ano passado. O Windeleinlage (forro de fralda) da Tradeline Handels encontramos na Áustria, vinha de Pucking. Pra quem não entende alemão, o rótulo é incompreensível, mas quem está atenado nos acessórios para fralda de pano, rapidamente identifica – relendo o rótulo, não lembro como tive certeza do que era, mas talvez estivesse captando melhor o idioma inserida na viagem. Fácil de achar, vimos na primeira farmácia que entramos em Viena. Este é feito de celulose, parecendo um papel higiênico mais grosso e macio. É resistente ao rasgo, branqueado com oxigênio e compostável.

forro austríaco de celulose

forro de celulose

Tá certo que economizo, prefiro usar quando viajo, em alguns passeios ou em horário em que é mais provável que a bebê faça cocô. Os pedaços são grandes, algumas fraldas parecem menores que o papel no comprimento e largura, mas se ajusta no corpo da criança. Já vem subdividido, com 100 pedaços apenas! O interessante é que não há suporte dentro do rolo, como no papel higiênico.

Agora, com o racionamento de água em São Paulo, os forrinhos descartáveis são ainda mais úteis, pois muitas vezes equivalem a uma lavagem. Pelo menos economiza aquele jato d’água antes de lavar para retirar o excesso de cocô. Eu certamente o usarei mais no período de “rodízio” de água do prédio, que começa hoje.

No Brasil, sei que a DiPano e as Fraldas de Pano Biolinum vendem rolos de liners para fraldas de pano. Das Fraldas Ecológicas Biolinum, usei e gostei, eram importados e estavam esgotados até eu publicar este texto. A DiPano foi a primeira que vi vender no Brasil e oferece dois modelos: feito de milho ou feito de bambu. Já cortei pedaços de TNT para usar como liner, mas nem sempre o TNT à venda é o ideal pra este fim, fino e absorvente o suficiente, além de ser difícil termos certeza de sua composição – assim ainda vale mais a pena procurar os forrinhos específicos para fraldas de pano.

Leia mais:
Forrinhos Eco-Refil Bambu da Biolinum – resenha
Derrubando mitos e bactérias – fraldas na creche?
Como funcionam as fraldas de pano – montando um kit
5 motivos para usar fraldas de pano

Sorvete de Cacau

cacau

Fica nessa consistência depois de bater, antes de congelar

 

Na noite anterior à viagem para a praia, recolhi todas as bananas maduras para congelar. Descasquei, cortei em rodelas e guardei em potes separados as orgânicas e as comuns. No dia de viajar, já que era sábado, verão e o início de uma semana diferente, tirei do congelador o equivalente a uma banana para fazer sorvete no café da manhã da bebê que ama cacau, mas não conhece açúcar.

A receita é muito simples, mas é mais fácil de fazer em liquidificadores potentes (de 600v está bom). Não precisa ter máquina de fazer sorvete. Só vai banana congelada e cacau, nem água vai:

Sorvete de cacau
– 1 banana congelada cortada em rodelas
– 1 colher rasa de chá de cacau alcalino

Basta colocar na velocidade máxima do liquidificador e deixar a mistura homogênea. Se o liquidificador não tiver tanta potência (não chegar a ter 5 opções de velocidade, por exemplo), bata aos poucos na potência máxima.

Pode servir na hora se quiser oferecer de forma mais suave, com textura quase de mousse. Ou congele por no mínimo mais 1h para ficar consistente e gelado.

Você pode variar a proporção do cacau a gosto. Quanto mais, mais escuro. É bem forte e rende bem, prefiro usar pouco nas receitas de bebê. Quanto à banana, há quem congele com casca. No meu caso, estavam tão maduras e pretas, se abrindo, que preferi congelar em pote sem casca.

Estamos curtindo o começo dessa aventura mãe e filha sozinhas na praia, se virando com mar, sol, areia, sinais de desfralde, trabalhando no 3G. Pena que não trouxe o cacau, porque a Dora me lembra todos os dias do sorvete que fiz pra ela! Aliás, ela gosta tanto de “ca-cau”, que é uma de suas palavras preferidas – às vezes se referindo ao leite de amêndoas ou de arroz com avelãs, mesmo sem adição de cacau.

E se… tiver banana madura em casa, faça também os biscoitos de banana com aveia. Receita rápida e fácil, boa para levar nos lanches de passeios.