Papinha pronta x comida de verdade: como alimentar o bebê nas viagens?

Lanchinho de fruta no parquinho em Milão

Viajando com bebê que está em fase de introdução de alimentos, hospedado em hotel ou sem tempo ou estrutura para cozinhar, vem a dúvida: como fazer com as refeições? As papinhas prontas nem sempre são a melhor solução. Esse desafio pode fazer parte do planejamento da viagem e não ser motivo de estresse. Preparar a comidinha é uma forma de conhecer a gastronomia local e os alimentos da época, assim como feiras, mercados e novos sabores podem entrar no roteiro da viagem.

Tudo bem atrasar mais uns dias a introdução alimentar se a viagem for muito curta. Quando é só peito ou frutas, fica ainda mais fácil. Papinha pronta de fruta costuma ter apenas ingredientes naturais, mas nada se compara com a fruta fresca, aberta na hora. Sentir o cheiro, a textura… Uma banana é simples de amassar, fácil de encontrar e de descascar.

Precisamos viajar logo no começo da introdução da papa salgada e quando já estávamos introduzindo sólidos. E agora?

Pais de primeira viagem
Na nossa primeira experiência, numa viagem para o Rio nas primeiras semanas de papa “salgada” (ainda sem sal), não precisamos de panela elétrica nem cozinha de amigo: levamos a comidinha congelada, bem armazenada (o pote de vidro protegido com plástico bolha dentro de bolsa térmica), guardamos no freezer do frigobar e descongelávamos e aquecíamos o potinho em banho maria na pia do quarto, que tinha água quente. Chegamos antes do horário de check-in e pedimos para a recepção do hotel guardar num freezer – e o potinho não foi para qualquer congelador, fez check-in no quarto primeiro que nós hóspedes. Ao sair, podíamos pedir para alguém do restaurante aquecer, mas não precisamos. Andávamos com um pote térmico.

Para os lanches e eventuais sucos, frutas locais. Levamos um espremedor manual e fazíamos suco em qualquer lugar. Numa viagem posterior, na Europa, aproveitamos o frio para oferecer bergamota sem semente (clementines) e moranguinhos silvestres orgânicos.

Quando já estava maior, quase com 11 meses, nos liberamos para oferecer comida de restaurante. Pedíamos um prato extra para separar o que ela comeria. Sempre tinham opções saudáveis nas nossas refeições e nem sempre isso encarecia a conta. Em alguns dias, alugamos apartamento pelo Air BnB – experiência maravilhosa (nesse caso, é bom se certificar se o apartamento ou casa é equipado com cozinha completa, com pia, panelas e utensílios que não sejam descartáveis). Adoro mergulhar na cultura local quando viajo, e alugar apartamento é uma oportunidade de intercâmbio, de sentir como as pessoas vivem, como dormem, comem, se deslocam, se organizam, etc. Nesses apartamentos, cozinhávamos comidinhas pra ela.

E assim, até então, sobrevivemos sem papinha pronta. Se você observar no rótulo todos os ingredientes, quantidade de sódio ou açúcar (!), desistirá dela. Para não dizer que nunca experimentamos, compramos dois sabores de uma papinha orgânica bem fácil de encontrar na Europa.

hipp

Papinha orgânica pronta
A Hipp é orgânica, não é cara, é fácil de achar, tem sabores vegetarianos e é isenta de sal. Em compensação, os sabores que provamos (batata com abobrinha ou abóbora com outros legumes), pelo menos, careciam de qualquer tempero. Se puder colocar um azeite de oliva e manjericão fresco por cima, pode melhorar – e virar patê pra colocar no pão ou nos biscoitos de arroz que levamos, porque a Dora não aprovou. (Talvez o sabor seja alterado de acordo com a indicação de idade, certamente são menos temperados para bebês menores, mas a Dora aprendeu a ver o que está comendo e nessa viagem, aos 10 meses, já queria pegar na mão o alimento e poder comer parte sozinha.)

Nossa escolha foi comida de verdade, com fibra, textura, fresca, saudável. Consumia um tempinho do nosso dia para cozinhar, esquentar, escolher o restaurante ou ler o cardápio, não posso negar. Não tem preço a dedicação por um filho. E essa característica da viagem marcou nossas férias e se tornou uma das melhores lembranças.

 

Finger food
Nas primeiras papinhas, amassávamos quase tudo com o garfo. Perto dos 10 meses, a Dora já começou a se interessar por pegar os alimentos e comer sozinha – o que o movimento baby weaning defende, deixando o bebê descobrir os alimentos com as mãos (finger food).

Comida congelada
Além de ser prático cozinhar em maior quantidade, é uma forma de evitar desperdício. Você pode oferecer o alimento fresco no mesmo dia e congelar em pequenos frascos para os próximos ou para quando não puder fazer na hora. Congelando ainda quente, o alimento passa por um processo de choque térmico, semelhante à pausterização, impedindo a proliferação de micro-organismos.

 

Confira a galeria de fotos da nossa última viagem:

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Saiba mais:
Viajar com papinhas caseiras não é um bicho de sete cabeças – post recomendado e aprovado por outra mamãe
Papinha para viagem – vídeo do Mamatraca

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A papinha industrializada tem menos sabores e nutrientes – comentário sobre artigo da Folha de SP sobre pesquisa britânica inclinado a valorizar a papa pronta

Roda de conversa sobre amamentação e papinhas com nutricionista infantil – vale a pena assistir
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3 thoughts on “Papinha pronta x comida de verdade: como alimentar o bebê nas viagens?

  1. Luuu, limão siciliano só é siciliano no Brasil!
    No resto do mundo é só limão mesmo… O nosso é lima!

    Eu só acho que de vez em quando, na necessidade, uma papinha pronta é melhor que nada. E, também acho o Baby lead weaning uma opção maravilhosa!
    Beijo

  2. Lu,
    As fotos estão lindas!
    Ainda não dei papinha pronta pra Maíra e tentarei evitar ao máximo. Ela gosts de comer com a mão e os alimentos inteiros, nada amassado. Esta papinha da Hipp tem aqui, mas não levo fé. Há muito tempo houve uma polêmica sobre os produtos desta marca. Quando engravidei, comprei uma papinha pra provar era totalmente sem gosto também!
    Adorei as dicas do post!
    Bjs e saudades,
    Marília

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