Manual de convivência com bebês

Manual de Convivência com Bebês
Mães ficam um pouco neuróticas para proteger suas crias, principalmente se estão na rua passeando com o bebê. Ou se vem alguém da rua. Num mundo ideal, todo mundo deveria saber como interagir (ou não interagir) com seu bebê. Fiz uma listinha básica de cuidados que todos deveriam ter:

1. Não pegue suas mãozinhas
Não importa o tamanho do bebê, elas vão direto pra boca. Evite pegá-las. Ao visitar um bebê, lembre de lavar as mãos ao chegar.

2. Não pegue no seu pé!
Os pés dos bebês são tão fofinhos, macios, irresistíveis… Até pra eles! Sim, também vão para a boca. Bebês são flexíveis e adoram morder um dedão do pé.

Deixe o bebê dormir (e outras 6 regras para a vida social do bebê)

3. Deixe o bebê dormir
Bebês precisam tirar suas sonecas ao longo do dia. Às vezes a melhor maneira é levando-os pra passear. Se você vê que um bebê pegou no sono ou acordou e quiser avisar a mãe ou o pai, seja discreto. Você não sabe o quanto eles precisaram andar pra que o bebê pudesse nanar. Seja no colo, no carrinho, no sling, na cadeirinha do carro – não fale com o bebê!

Tem gente que não pode ver um bebê dormindo que enfia a cabeça no carrinho pra ter certeza disso e fala, em alto e bom tom, com a boca virada e na altura do bebê: “Olha, ela dormiu!”, “Ela tá acordando!” ou “Olha, ela dormiu de novo!”. Shhshhhhhh! Deixe o bebê dormir!

4. Deixe o carrinho passar
Atravessar a rua é uma gincana. As calçadas no Brasil não são lá essas coisas (em São Paulo, então…), quanto mais a duração do sinal para o pedestre atravessar. Com filho, você não vai querer mais arriscar e atravessar fora da faixa de pedestre e com sinal de pedestre fechado. Mas aí vem um problema universal (já observei em todas as cidades que andamos): todo mundo quer atravessar na rampa da faixa de pedestre. Todos sabemos que a rampa foi feita para cadeiras de rodas e carrinhos. Mas parece que todos têm medo de tropeçar. Aliás, não é só na sinaleira. As pessoas acham mais fácil e seguro subir a rampa do que os degraus. Aqui no prédio, quantas vezes os vizinhos não dão “ré” pra gente passar com o carrinho!

Gente, para atravessar a rua, libere a passagem da rampa para cadeirantes, carrinhos de bebês e, ok, vamos ser gentis, bebês de colo, crianças pequenas, gestantes, idosos e pessoas com visível dificuldade de locomoção. Se você está dirigindo, pare antes da faixa de pedestre (isso é lei) e dê passagem para pedestres. Cuide para não bloquear uma guia rebaixada ou rampa ao parar e estacionar.

5. Evite buzinar
Você não faz ideia de quantos bebês acabaram de pegar no sono esperando para atravessar a rua, no jardim de um prédio ou no seu bercinho dentro de sua casa a qualquer momento do dia e da noite. Eles estremecem com buzinas ou alarmes, deixando seus pais nervosos! Vamos diminuir a poluição sonora. Por favor, não buzine!

Ah, existe som pior que buzina: motores zunindo, especialmente motos barulhentas, e subwoofers ou aquele tremor grave dos carros.

6. Não fume
Ah, se eu pudesse, com minha sensibilidade de alérgica, proibia todo mundo de fumar, mesmo dentro de suas casas! Como queremos melhorar o convívio em sociedade e esse é um vício difícil de largar, podemos combinar o seguinte. Quer fumar? Escolhe um lugar arejado, mas de preferência que não seja uma área de lazer pública e seja longe de toldos ou janelas, leve um cinzeiro com você e fique parado, ali. De preferência sem se mexer e, se pudesse, sem acender o cigarro! Lembre que as nossas mãos ficam na altura dos carrinhos. Portanto, cuidado!

Se todo mundo respeitasse esses seis pontos, certamente viveríamos numa sociedade melhor e os bebês se sentiriam bem-vindos.

PS – aliás, nesta semana conseguimos finalmente atravessar na faixa de pedestre na Nestor Pestana, em frente à Praça Roosevelt, com tranquilidade: tinha uma moça da CET na esquina, só assim para nos respeitarem – a Dora convenientemente até bateu palmas pra ela quando terminamos de atravessar!

Leia mais:
Acessibilidade em ano de Copa
Rastros na areia
O que diz a lei em proteção ao pedestre, segundo a CET-SP

One thought on “Manual de convivência com bebês

  1. Oi,tentei comentar ontem, mas deu erro!
    Quem dera que as pessoas seguissem este manual! Às vezes, parece que acontece o contrário, as pessoas vaodireto nas mãozinhas, sem noção! E até estranhos! Deu vontade de de imprimir e colocar aqui em casa hehe! Bj

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