Alimentação do bebê: por onde começar?

blog_Dora_banana

a clássica banana amassada

A partir dos seis meses do bebê, começa a introdução de alimentos. Com a orientação do pediatra, o bebê geralmente inicia provando frutas. Com a papa salgada, começam as aventuras dos pais na cozinha. Confesso que quase entrei em pânico chegando nessa fase, mas papinha é muito simples de fazer.

Pra quem morria de medo, tenho orgulho de dizer que minha filha, até completar 10 meses, nunca havia experimentado uma papinha pronta. E está bem nutrida – ao menos dizem que os centímetros comprovam boa nutrição, e ela é bem comprida. Segue mamando, mas provou muitos sabores e já quer comer sozinha. Na hora do lanche, mesmo na rua, nada mais prático do que levar uma frutinha, que já vem pronta e é só descascar (ou nem isso) e não gera lixo.

Quando a gente entra no embalo da papinha saudável, começa a se questionar sobre o que a gente come. A papinha do bebê vem da panela, o suco feito na hora, enquanto nosso pão está embalado em plástico, o suco vem da garrafa, pouco do que comemos é fresquinho. Lembrando que, até os dois anos da criança, se recomenda evitar açúcar (mesmo mascavo e até mel) e tudo o que venha embalado seja em pote de vidro ou plástico.

Esse período é mesmo uma ótima oportunidade de repensar a alimentação de toda a família. Até porque logo, logo o bebê vai comer o que os pais comem. Nada melhor do que a família inteira fazer refeições saudáveis, todos juntos, dando bom exemplo e lembrando que alimentação também é o momento de convívio à mesa.

Dora_papasalgada241113

papinha “salgada” (sem sal)

Separei sete fontes de dicas bacanas para começar a (re)pensar na alimentação dos pequenos e dos grandes:

* Lista dos alimentos mais contaminados por agrotóxicos pela Anvisa
Sempre bom recordar. Você sabia que no topo da lista, antes do morango, está o pimentão? E o pimentão é um alimento com muita vitamina C, sem dúvida melhor se consumido orgânico.

* Cartilha sobre introdução de alimentos do Ministério da Saúde
O guia sugere a quantidade de refeições de acordo com a idade do bebê e sugere papinhas para as diferentes regiões do país.

* Dez passos para a alimentação saudável – guia alimentar para crianças de até dois anos
Álbum pequeninho do Ministério da Saúde. Recomenda a alimentação variada e não forçar a criança a comer, principalmente se doente, pois o estresse diminui o apetite.

* Guia Alimentar da População Brasileira, que se encontra em consulta pública, sujeito a revisão de qualquer cidadão, até 7 de maio
Você pode avaliar as dicas antes que o material seja publicado. O guia incentiva o consumo de comida feita na hora e também as refeições em família, longe da TV e do celular.

* Alimentos Orgânicos – um guia para o consumidor consciente
A cartilha do Governo do Paraná sobre alimentos orgânicos, publicada em Youblisher (como livro digital, você pode virar as páginas), é bem completa e traz uma interessante comparação com os alimentos hidropônicos, ricos em nitrato (cancerígeno).

* Tabela de períodos de safra em São Paulo
Alimentos da época são mais ricos em nutrientes, precisaram gastar menos energia e combustível para chegar ali e recebem menos tratamento do que os produzidos fora de época. Consumir alimentos da safra, além de saudável, favorece o comércio local. A lista acima é do Ceagesp, portando válida para o Sudeste do Brasil.

* Post sobre amamentação até os dois anos ou mais
Bem científico: o leite humano é riquíssimo em nutrientes e contém DHA, permitindo que o cérebro do bebê alcance seu potencial máximo no aspecto cognitivo.

Leia mais:
Como escolher a cadeirinha de alimentação
Todos os posts sobre alimentação

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2 thoughts on “Alimentação do bebê: por onde começar?

  1. Oi Lu,
    adorei o post e as indicações de leitura.
    Aqui na Croácia tenho visto que a tendência é começar com os legumes para ter uma aceitação maior. No fim, dizem que tanto faz a ordem, o importante é seguir uma certa tabela de alimentos, conforme os meses.

    Bj,
    Marília

    • Oi, Marília!
      Não seguimos nenhuma tabela rígida. Só introduzimos gradualmente legumes (ou frutas) novos e esperamos um tempo para oferecer leguminosas, temperos naturais, o que poderia dar gases ou cólica e também farinha de trigo (só depois de experimentar bastante aveia que começou a comer massa). Das frutas, só não come ainda abacaxi nem kiwi – e morangos ou frutinhas vermelhas só se forem orgânicos, assim como o tomate, por exemplo.
      Estamos com acompanhamento de uma nutricionista infantil, o que é ótimo!
      Bjos

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