Entre cães e gatos

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Passeio com Manu e Fiona

Eu brinco que tenho dois filhos adotivos e uma legítima. Os adotivos tive que deixar sob o cuidado dos avós. São dois gatos irmãos, o Fellini e a Mia – não seria justo tirá-los de um jardim e privá-los da liberdade de passear pela vizinhança em Porto Alegre para ficarem sozinhos, presos em um apartamento em São Paulo.

Além deles, existem vários “primos” cachorrinhos. Fora a questão dela ser nova na família, temos a distância das cidades e por isso não vemos todos com frequência. Não fazia ideia de como apresentaria a Dora pra eles.

Em São Paulo, a maioria dos “animais” que convivem com ela são reproduções em brinquedos ou livros. Às vezes, os cachorros ou gato dos vizinhos nas manhãs de sol. Passamos pela primeira vez uma semana em Porto Alegre e testamos essa aproximação.

Pra ela, com três meses e meio, pouco importava. “Olha o gatinho”, e às vezes sorria. Na maior parte do tempo, nem bola.

jardim

Mia por perto

Os gatos já estavam notando aos poucos que ela viria, com a chegada do berço na casa, com a barriga. Eles reagiram muito bem, sempre mansinhos. Ficaram a maior parte do tempo por perto, se esfregavam no carrinho, ronronavam só de deitar no braço do sofá enquanto amamentava. O máximo de aproximação foi tentar dividir o colo.

insta

Fellini pedindo colo

Com a Fiona e com a Manu, duas cachorrinhas, foi diferente. A Manu, Shih-Tzu, adora criança e foi espiar o carrinho. A Fiona, que é Dálmata, começou ignorando – entrou de costas no elevador pra passear, fingia que não via mesmo. Nem fez pose pra foto! No final do dia, já parava no meu lado quando estava com a Dora no colo.

fiona

Fiona pedindo foto

O Ralph, um Lulu da Pomerânia em Sampa, teve uma aproximação que foi um “misto” dessas situações. Sentados no chão, no sol, ele ficava perto, cuidando, protegendo. Dentro de casa, principalmente se estávamos em um nível diferente dele (no sofá e ele no chão, por exemplo), fazia igual à Fiona: ficava de costas!

ralph

Ralph

Vamos continuar acompanhando…

De acordo com as recomendações da ASPCA – American Society for the Prevention of Cruelty to Animals para apresentar o bebê ao cãozinho (certamente funciona também com gatos domésticos) é importante o seguinte:
* ao entrar em casa com o bebê, mantenha a calma, os bichinhos captam se ficar nervoso;
* sente em um ambiente calmo com o bebê e deixe o bichinho se aproximar para conhecer o novo integrante da família;
* mostre para o bichinho que é divertido interagir com ele e, no dia-a-dia, o ensine a amar o bebê;
* dê bastante atenção ao bichinho quando estiver na mesma sala com o bebê – eles ficam bem carentes -, então mostre que quando o bebê está por perto, ele também ganha bastante carinho, brincadeira, recompensas;
* treine o bichinho a se afastar – se ele insistir em ficar debaixo dos seus pés – e repita 10 vezes o procedimento;
* na sala de amamentação pode ter um cantinho aconchegante para o bichinho;
* nunca force a aproximação, deixe o bichinho se aproximar sozinho.

Há mais dicas e detalhes no artigo original, “Introducing your dog to your new baby”.

Nesta publicação específica para gatos, há outras dicas interessantes:
* tente acostumar o bichinho com o som de um bebê chorando (um CD ou vídeo, por exemplo) antes do bebê chegar;
* tome cuidado para que o bichinho não tenha acesso ao bebê enquanto ele estiver dormindo (encoste a porta do quarto).

Vamos ver se chegamos a algo parecido com isso:

Ou isso:

A Dora já está começando a querer falar assim, veja que dupla fofa:

Veja outros casos de convivência entre bebês e animais de estimação:
Vida materna – dois Shih-Tzu e um bebê e mais dicas
Look Bebê – um Lulu da Pomerânia bem parecido com o Ralph
Louca dos Gatos – bebês que convivem com gatinhos e uma entrevista

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2 thoughts on “Entre cães e gatos

  1. Tive esta experiência com o meu primeiro filho,o Guilherme,pois nosso cachorrinho Billy,um poodle, já morava conosco e digo que foi bárbara!Nunca esqueço da chegada do Gui em casa no carrinho e o Billy se aproximando para ver o que tinha dentro…Foram super amigos e inclusive o Gui aprendeu a ficar de pé apoiando-se no Billy,que nunca reclamou de nada…muito fofo!
    Abraços,Déia.

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