Alimentação saudável na gravidez

alimentacao

Sou vegetariana e não precisei mudar minha dieta durante a gestação. Apenas tomo mais cuidado para que todas as refeições sejam bem equilibradas e diminuí o intervalo entre elas. Não tive escolha em relação a isso. Desde o começo, principalmente no primeiro trimestre, sentia uma fome incontrolável que aparecia como um alarme, a cada 3h. Não precisava comer mais, só mais seguido. Hoje já se sabe que a gestante não precisa comer por dois. Segundo o livro “Infância – A Idade Sagrada”, da terapeuta Evânia Reichert, o sintoma da fome representa a aceitação da gestação.

Por sorte – ou talvez também por seguir a orientação da médica e respeitar esse intervalo de 3h -, não enjoei. Também não tive os sintomas mais gostosos da gravidez: nenhum desejo especial. No máximo, mais vontade de comer sorvete (não me deixe passar na frente de uma Freddo cheia de sabores de doce de leite!) e coisas refrescantes no começo, ou o suspiro gigante de uma padaria que abriu perto de casa nesse período. No entanto, não podia deixar passar mais de 3h sem comer (nem um minuto) ou sentia um princípio de azia ou um leve mal estar, que não chegava a ser um enjôo. Meu maior aliado nessa fase, principalmente se deixava o tempo passar, foram as bolachas cream cracker puras que não podia deixar de carregar na bolsa.

Em novembro, tive a chance de visitar a Feira do Livro de Porto Alegre e me apaixonei por uma banca com telhado de permacultura. Ali conheci o livro de alimentação macrobiótica para mães e crianças “Mamãe, eu quero”, da Sônia Hirsch. Com base nessa leitura e sugestões de dieta da “Bíblia da Gravidez”, acrescentei alguns elementos à minha alimentação – como a salsinha (barata, serve de tempero e de salada, é riquíssima em ferro) e o óleo de linhaça. Também passei a carregar frutas secas e optei por lanchar corn flakes com leite, mel e banana. Nos armazéns da Zona Cerealista, de São Paulo, encontrei óleo de linhaça dourada com manjericão e extração a frio da Lino Oil, produzido sem agrotóxicos. Esse desafio de utilizar novos ingredientes está me ajudando a desenvolver melhor minhas habilidades culinárias. Muito bom experimentar!

lino_oil

O que eu decorei foi o seguinte: minha dieta tinha que ser totalmente (rica em) C, D e F. Por isso tinha que tomar sol, comer mais ferro e vitamina C para absorver melhor e fixar o ferro. Para o bebê, não há riscos – ele te suga ao longo da gravidez. Para tua própria saúde e futuro, é essencial investir na alimentação saudável e, sempre que possível, orgânica. Por isso, para o meu bem, minha médica receitou complementos vitamínicos – no início tomava ácido fólico, passei a tomar um complexo vitamínico e, em seguida, complementamos com ferro.

Curiosamente, minha ginecologista e obstetra não fica muito satisfeita com algumas dietas recomendadas por nutricionistas para gestantes. Algumas vezes podem ser muito calóricas – e o ideal é ganhar apenas de 9 a 12kg de peso – ou exóticas, que a futura mamãe acaba nem seguindo. Eu discordo em parte e acho que vale consultar, sim, mas é quase impossível marcar uma consulta por plano de saúde e mesmo os particulares costumam ter uma agenda cheia.

Fiquem atentos aos programas do SESC para gestantes. Em março, o Sesc Consolação, na Rua Dr. Vila Nova, em São Paulo, vai oferecer um encontro gratuito com uma nutricionista do Hospital de Clínicas para esclarecer sobre alimentação na gestação.


Leia mais:
* sobre dieta para gestantes;
* sobre alimentação para prevenir azia;
* sobre fome e desejo na gravidez;
* uma receita de caldo de legumes natural;
* uma resenha do livro de Sônia Hirsch;
* uma lista de nutricionistas vegetarianos.

SESC – programas para gestantes
Alimentação Saudável na Gestação
23/03/2013 (sábado)
das 10h30 às 12h
@ SESC Consolação
Orientação interativa sobre a necessidade de alteração alimentar na gestação; informações sobre a Programação Alimentar e seu efeito na vida saudável do bebê. Com Lenycia Neri, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Sala Ômega, 8º andar. Grátis.

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3 thoughts on “Alimentação saudável na gravidez

  1. Lu, adorei este post e ver que já conhecia e seguia as tuas dicas.
    O livro da Evânia tem me ajudado muito a entender o que está acontecendo comigo e com a bebê. Recomendo a todos que queiram saber mais sobre a educação na infância e sua importância. Tive muitos enjoos durante os primeiros 4 meses e depois um pouco de azia. Agora é só festa!
    Acho que a alimentação é super importante sempre, ainda mais nesta fase. Assim como tu, não tive nenhuma grande alteração na minha dieta.
    Beijo,
    MArília

  2. ola, voce teria o site dessa erva mate abuelita pra me passar preciso compra mais nao achei nem um site que aceita paypal e envie para o brasil

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