Amamentar até os dois anos, sim

Selfie da Hora do Mamaço 2014

Selfie da Hora do Mamaço 2014

A recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde é que o bebê seja amamentado até pelo menos os dois anos. A amamentação garante a boa nutrição, que está ligada ao crescimento físico da criança, mas também é tão rica em nutrientes que beneficia o desenvolvimento da criança em outros aspectos também – como o DHA, que permite que o cérebro alcance seu maior potencial cognitivo. Sem contar no vínculo afetivo mãe e bebê, que proporcionará segurança ao filho.

Surgem os dentes, a criança começa a falar e, na minha experiência, tudo vai ficando mais prático. Depois dos 10 meses e meio da Dora, preocupada com a introdução de alimentos e certa que amamentar não tira a fome nem a vontade de comer, parei de anotar as mamadas. Pra ser bem sincera, ainda anoto as últimas da noite para lembrar que horas pegou no sono (bem que gostaria saber fazer dormir à noite sem amamentar).

Aos 15 meses (um ano e três), ela pede pra mamar (“mamá, mamãí”). Avisa quando tem que mudar de lado. Já quase abre sozinha as blusas e os sutiãs. Mama em qualquer posição.

Nos primeiros meses, evitava que mamasse deitada pra ficar com a cabecinha mais alta e depois arrotar direitinho. Agora temos manhãs e algumas madrugadas preguiçosas, em que ela mama deitada de ladinho e já emenda num sono gostoso na cama de casal. Quando o pescoço não era firme, achava difícil experimentar a tal “posição do cavalinho”, ainda mais que nasceu bem comprida. Agora mama sentada de frente pra mim e pega no sono no meu colo na maior facilidade. Com uns 12kg, ainda consigo amamentar com ela amarradinha em mim, no MeiTai.

Não tive problemas com mordidas. Se fechava a boca e quase enfiava os dentes é porque continuava pendurada no peito dormindo, aí é só colocar o dedo mínimo e tirar a boca dali. Mas começou com o péssimo hábito de procurar o outro bico do seio pra beliscar enquanto mama, como se quisesse garantir bastante leite. Às vezes, busca o absorvente de seio e se agarra nele, e a roupa fica com aquela mancha de leite materno… Já fiquei sabendo que não sou a única mãe beliscada, outras mães que amamentam dos dois lados já se solidarizaram. Tentei substituir o outro bico do seio ou o disco absorvente pelo paninho de ombro (hoje bem menos utilizado) pra ela segurar ou se esconder, mas não funcionou ainda tão bem.

Mamar é sobremesa do almoço. Mamar é sonífero. Mamar é aconchego e consolo. Mamar é uma das primeiras refeições do dia, mas já não é café da manhã. Ela participa das refeições da família, mas também papa primeiro e mama enquanto a mamãe come. E desse tamanho, tão pequeninha, aponta e mostra que prefere mamar na poltrona de amamentação!

Leia mais:
Amamentação: pulando obstáculos

Verão = sorbet

sorbet orgânico

Muitas dicas para não derreter neste calor!

Primeiro, passem lá no Piccolo Universe e confiram receitas refrescantes no meu artigo 3 dicas para uma boa hidratação das crianças no verão. Tem inclusive nossa experiência com o momsicle, o picolé de leite materno. Aprovado pela Dora!

Piccolo Universe: 3 dicas para uma boa hidratação das crianças no verão

A outra sugestão é para mamães: sorbet orgânico La Naturelle. Perfeito para gestantes (geladinho para refrescar, aliviar enjôos e não engordar) ou para mães que estão amamentando e não podem tomar leite. Além de delicioso, é orgânico e bem natural – o casal Ronaldo Canova e Patrícia Marra criaram os produtos pensando nos familiares com intolerância a alguns corantes. Vendem em potinhos individuais, de 120ml, ou de 490ml – em embalagens de papel (só tem plástico na tampa). São vários sabores, meu preferido talvez seja o de amora, mas o de açaí, apesar de ser o menos cremoso deles, é bem interessante. Fiquei viciada neles neste verão. Veja se já vendem na sua cidade.
La Naturelle

Amamentação: pulando obstáculos

20131028-000207.jpg

Foto: HoboMama

Não gosto de ressaltar o lado negativo das coisas, parece mais difícil do que de fato é. Muitas mães têm dificuldade em amamentar, principalmente no comecinho. Então resolvi dividir aqui minha experiência para vocês entenderem que são pequenos obstáculos que conseguimos superar.

A Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde do Brasil e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e o aleitamento materno complementado pelo menos até os dois anos – inicialmente complementado pela introdução de alimentos e, após, complementando a alimentação. Essa continuidade é importante, de acordo com os pediatras da Sociedade Brasileira de Pediatria, porque “protege contra doenças e contém nutrientes e calorias necessários para o bom crescimento e desenvolvimento” (pág. 194 do livro “Filhos – da gravidez aos dois anos de idade”). O leite materno previne obesidade, hipertensão, diabetes, alergias, infecções respiratórias e de ouvido (pág. 192) – segundo eles, o leite humano contém 250 substâncias de proteção para o bebê. É uma vacina poderosa que não se encontra em postos de saúde.

Sem contar sobre o vínculo mãe-bebê que o aleitamento materno proporciona… Além da facilidade em perder o peso acumulado na gravidez. E da amamentação fazer o útero se contrair e voltar ao tamanho anterior.

Leite fraco ou insuficiente não existe
Tá em todos os livros, mas vou repetir aqui: não existe leite fraco ou pouco leite. E o leite pode levar uns dias para “descer” – para quem fez parto normal, até três dias; parto cesárea, estima-se até cinco dias. E o bebê tem uma reserva calórica para esse comecinho. Nos primeiros dias pode parecer pouco leite, mas é suficiente para o bebê. Ainda citando o livro “Filhos”: “todo leite materno é forte e bom” (p. 195). Quanto mais amamentar, mais irá produzir.

Primeiro vem o colostro, altamente nutritivo. Ele é transparente e pode ser amarelado. Depois de alguns dias, o leite, off-white. No decorrer da mamada, varia a composição do leite materno, por isso é importante deixar o bebê mamar bastante, para receber todas as propriedades. Segundo o livro, se o bebê tomar apenas o leite do início da mamada, pode sentir fome mais vezes – um motivo para você não limitar o tempo de cada mamada.

Fissuras no bico
No hospital, as enfermeiras perguntavam “ainda não rachou?”, como se estivesse por vir esse momento. Alguns dias depois, em casa, numa madrugada dando de mamá, senti as fissuras nos dois bicos. Amamentar assim era como se sentisse um choque elétrico em cada mama. Foi uma única noite com essa dor. Na manhã seguinte, fui assim que possível para o sol.

Como já falei, o melhor remédio e a melhor prevenção é pegar sol direto no peito. Pelo menos desde a metade da gravidez e durante o primeiro mês do bebê. Se estiver nublado e com vento, pode expor que já ajuda a deixar os bicos mais resistentes. Não lavar com sabonete desde a gravidez também protege.

Para “remediar”, passe o próprio leite materno sobre os bicos. E deixe o bebê continuar a mamar. Experimente posições diferentes, como a posição invertida ou deitar na cama e deixar o bebê mamar de lado.

Produção em excesso
Quando a quantidade de leite não está regulada ainda, o que pode levar mais de um mês para ajustar, há produção em excesso. Por isso se aconselha doar. Com tanto leite, eu pelo menos não sabia quando a mama esvaziava. E ela pode entumecer e provocar mastite.

Nesse caso, recomenda-se não espaçar muito as mamadas. Pra tirar o excesso, fazer massagem e tirar manualmente o que restar logo após as mamadas. Se tiver em excesso, evitar deixar cair água morna ou quente do banho sobre o seio (vira de costas, coloca a cabeça bem pra trás, etc) – mas pode tomar sol. A concha de silicone ajuda também a tirar o excesso e a deixar o bico respirar, sem roçar no tecido e machucar.

Caso tenha febre, fale com seu médico. A princípio, a febre também não é empecilho para amamentar.

20131028-000216.jpg

Nursing Mother (Stephanie Gruenwald) 1917, Egon Schiele

Paciência
Passada a fase, podem surgir novos desafios. Em todas as etapas, é importante uma dose de tranquilidade e paciência da mãe. A criança cresce e presta mais atenção no mundo e se distrai com as coisas ao seu redor. Se muito bebê você tinha que fazer cosquinha no pé para combater o sono, agora o obstáculo pode ser a concentração. Barulho, visitas, objetos podem ser motivos de distração ou incômodo. É bom criar um ambiente calmo para o bebê mamar e, ainda mais importante, que a mãe esteja relaxada e descansada.

Quando minha filha parece que está “brigando” com o peito, aprendi que:
– ela estava esvaziando aquela mama e pedindo para mamar do outro lado;
– ela estava pedindo para fazer um rápido intervalo para arrotar e depois voltar a mamar;
– ela estava cansada e precisava mamar em um ambiente mais calmo, mais silencioso ou com menos luz;
– estava com sono, em pouco tempo dorme.

Já aconteceu também, mesmo que tenha trocado a fralda antes de mamar, ela pedir para parar de mamar por ter feito cocô. Nesse caso, não chego esperar os 30 minutos para arrotar, mas ainda tento esperar um pouco. Posiciono uma almofada no trocador para ela não ficar totalmente deitada – algumas mãe conseguem trocar com o bebê deitado de lado (menino parece mais fácil). Às vezes volta a mamar em seguida, muitas vezes vai fazer um intervalo normal, continuando na próxima mamada.

Se ela fica impaciente, geralmente experimentamos mudar de lado (mama), parar um pouco (em posição de arrotar), mudar de posição (posicionada invertida para mamar) ou dar uma voltinha no colo para acalmar. No auge do refluxo, aprendi a amamentar de pé, balançando para acalmá-la enquanto mamava – mas foi um dia só assim. No blog Amamentar é tudo de bom, há um artigo sobre esses “bebês brigões”.

Dentes
Com a vinda dos dentinhos, não precisam ter medo. Os únicos comentários assustadores que escutei eram de pessoas que nunca amamentaram, por que precisaria considerá-los? O bebê coloca a língua sobre os dentes, você nem sente a “serrinha”. Nesse período, o bebê pode ficar também mais irritadiço, entre outros sintomas. É natural que coincida com o aumento do interesse pelas coisas que você come ou toma e também aí o início da introdução de alimentos.

Se informe mais:
Recomendo muito os cursos específicos sobre amamentação a partir do sexto mês de gravidez.
Um vídeo do Amamentar é sobre a pega correta
Este livro que comentei também é muito bom na preparação para a chegada do bebê e traz o passo-a-passo da amamentação (a boca de peixe, o queixo quase encostando na mama… e muitos textos interessantes): Filhos: da gravidez aos dois anos de idade – dos pediatras da Associação Brasileira de Pediatria, da editora Manole, organizado por Fabio Ancona Lopez e Dioclécio Campos Jr.

Doação de leite

20131001-003104.jpg

Campanha nacional 2013 pela doação de leite materno

Dia 1º de outubro se comemora o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Neste ano, a Rede Brasileira de Bancos de Leite completa 70 anos de atividades. Ontem, Yaskara Delgado Randisek foi homenageada, entre outras mães, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por doar leite a uma maternidade da zona leste da capital.

Tirando o excesso de leite, Yaskara evitou dores e deixou muitas crianças saudáveis. Doou sozinha 26 litros de leite. “Eu teria de tirar o leite de qualquer maneira, porque, quando o seio está muito cheio, o aleitamento é dolorido e dificultoso”, declarou.

Quem está nessa fase de excesso de produção de leite pode aproveitar para fazer sua doação. Muitas vezes nem é preciso ir até o banco de leite, alguém vem até você receber o material. Foi o caso de Yaskara. Depois de coletar seu sangue, a equipe da maternidade Leonor Mendes de Barros passou a voltar semanalmente para retirar seus frascos com leite.

Amamentando, não temos muita noção da quantidade que o bebê mama e, fazendo a ordenha, parece sair muito pouquinho. Não tem problema. Você pode congelar esse pouquinho em um recipiente de vidro esterilizado e, na próxima retirada, você utiliza outro frasco para a ordenha e armazena sobre aquele mesmo congelado. Anote no vidro a data da primeira ordenha, pois esse leite será válido para doação em até 15 dias no freezer. Veja os passos para doação de leite neste link.

O que me admira é o fato dos profissionais de muitas maternidades não incentivarem a doação de leite. Pelo menos quando tive princípio de mastite, perto do 30º dia da Dora, ninguém falou nada. Só não me incentivaram a retirar o leite com a máquina, mas pela ordenha manual, para não aumentar ainda mais a produção de leite. Falta informação acessível. Infelizmente, em São Paulo, é bem difícil falar com a Secretaria Municipal de Saúde e ninguém atendia nos telefones em muitas vezes que liguei. Mas procure a maternidade mais próxima no seu bairro ou cidade, pois certamente a comunicação deve ser mais rápida no contato direto.

Consulte a lista de postos de coleta de todo o Brasil neste linkAqui há uma lista de endereços só da cidade de São Paulo e região metropolitana. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disponibiliza o seguinte telefone para doações no interior: (16) 3610-2649.

Chás para mamães

DSC03951

Duas dicas de chás para mamães:

Anis estrelado
Por que tomar: Dica da minha amiga Sara, supermamãe do Davi e da recém-nascida Clara. Estimula a produção de leite materno e previne as cólicas do bebê (as propriedades são transmitidas através do leite materno). Veja este depoimento de outra mamãe que também aderiu ao chá.

Como faço: Fervo oito estrelas de anis em um litro d’água por cinco minutos e deixo até 15 minutos em infusão. Segundo a Sara, deve ser tomado quente e puro, quatro xícaras por dia (e fica mais gostoso ainda quente).

Onde encontrar: para quem mora em São Paulo, o melhor lugar são os armazéns da Zona Cerealista.

20130829-161557.jpg

Foto: BioÉ Orgânicos

Hortelã
Por que tomar: Dizem que inibe os gases, então é bom para o bebê que é amamentado (os benefícios se estendem através do leite materno), e para a mãe. As mudanças hormonais no período pós-parto são comparáveis à menopausa. Além do estresse das primeiras noites mal dormidas, há uma considerável diminuição de estrogênio – mesmo hormônio que deixa o cabelo das grávidas lindo e forte. Estimulando ou não a produção de estrogênio, esse chá não contém cafeína. Por essa razão e por ajudar na digestão, pode ser bom para gestantes. Recomendado na gestação também em função da retenção de líquidos, já que o hortelã é diurético e o chá ajuda no bom funcionamento dos rins. Atenção: este post sobre as propriedades do hortelã alerta para evitá-lo antes de dormir.

Como faço: Fervo um punhado de folhas de hortelã em um litro d’água e deixo em infusão por cinco minutos. Sirvo e consumo ainda quente, puro. (Muito mais gostoso com folhas frescas do que no saquinho!)

Onde encontrar: Em qualquer supermercado, em feiras (de preferência, orgânicas), mas você pode ter sempre em casa numa hortinha de temperos.

Para servir, nada mais belo do que uma xícara bem vintage da sua família ou garimpada em feirinhas de antiguidades. Na foto, uma banca da feira de San Telmo, de Buenos Aires. Num chá da tarde entre mamães (por que não?), separe algumas estrelinhas ou folhinhas para decorar o pires.

20130829-161610.jpg

Foto: Matraqueando

Saiba mais:
Sem cafeína na gestação
A queda de cabelo no pós-parto, segundo uma dermatologista
O estrogênio, segundo uma yogi e doula
A Feirinha de San Telmo, segundo uma viajante

Sem pudor: mamaço

20130731-110002.jpg
Existe algo mais auto-sustentável do que a amamentação? Apesar da recomendação da Organização Mundial de Saúde pela exclusividade do leite materno até os 6 meses do bebê, o Ministério da Saúde estima que apenas 41% dos menores de 6 meses são alimentados apenas no peito. Comemorada anualmente entre os dias 1º a 7 de agosto, a Semana Mundial da Amamentação visa conscientizar as pessoas sobre a importância do aleitamento materno.

No Brasil, 4 de agosto é dia de mamaço. Em diversas cidades, às 14h, mães vão se reunir contra o preconceito à amamentação em público. Será uma amamentação coletiva. No ano passado, o mamaço rendeu este vídeo.

É um absurdo que possa existir preconceito. Sou totalmente a favor da amamentação em qualquer lugar. Onde quer que você vá, o leite está ali, pronto e na temperatura perfeita para o bebê mamar, não precisa de mais nada. As mães devem literalmente peitar os preconceituosos – como essa mãe poetisa inglesa, Hollie McNish:

A natureza é tão perfeita, que a mulher tem nove meses para preparar o corpo para receber o bebê. São tantas as mudanças que a gestante tem que enfrentar. Faz parte delas o despudor. A barriga salta pra fora e se torna pública, todo mundo quer encostar, abençoar com as mãos. Não existem “borboletas na barriga” pela mão que toca, a sensibilidade é interna, dos movimentos suaves como um peixe ou rápidos como um trem do bebê que se forma.

Na gravidez, há um desprendimento, um certo desapego do corpo, e um processo de aceitação. A mulher fica “sem-vergonha” mesmo! Não é por acaso que são tantos os ensaios nus com gestantes. Na yoga pré-Natal, por exemplo, há uma redescoberta do prazer com os movimentos.

Um exercício de despudor que prepara o “forno” desse leitinho e a coragem da mãe é expor o peito ao sol. Seja por uma fresta da janela, na sacada, na área de serviço. Corpo de gestante pode tudo e merece muita luz e vitamina D. O sol é milagroso, ajuda na produção do colostro e na preparação das tetas para amamentar. Na falta ou no excesso de leite, em caso de fissuras: sol nas mamas. E a melhor “pomada” para o bico do seio é o próprio leite materno.

Perdi minha “tatuagem” do top do biquini tomando sol na gravidez. Não teria medo de conhecer uma praia de nudismo nesse período, seria um alívio. O resultado foi muito leite e o peito até esteticamente preparado pra ser posto pra fora.

Vamos peitar o preconceito e amamentar juntas nesse domingo? Confira a lista de cidades participantes aqui.

20130731-001832.jpg

Saiba mais:
Evento no Facebook
Artigo do Roteiro Baby sobre a Semana Mundial de Amamentação 2013

Companheira água

water

Mamães e futuras mamães precisam se manter hidratadas. Na gestação, a água previne o inchaço do corpo e é essencial para manter um bom nível de líquido amniótico. Para a amamentação, ajuda na produção de leite. Pelo menos no meu caso, começo a amamentar, e parece que a boca seca!

Assim como minha filha é uma “milk junkie” (gulosinha, viciada em leite materno), criei esse hábito e não consigo largar minha garrafinha d’água tanto em casa como por onde eu andar. Com a garrafa, consigo controlar a quantidade de água que bebo por dia. Na rua ou nas salas de espera, aproveito para abastecê-la em bebedouros ou filtros, evitando o uso de copinhos plásticos que nem sempre vão pra reciclagem e economizando a compra de outras garrafas PET.

squeeze
Minha companheira atual é uma garrafa de 700ml, BPA free (plástico não tóxico) com uma alça fixa na tampa. Assim posso pendurá-la no carrinho ao passear com o bebê (e não a perco por aí). Na sua próxima compra de água, você pode escolher a embalagem que mais lhe agradar e mantê-la para novos abastecimentos. Existem garrafas pequenas de vidro também. Cuidado: o plástico comum, se exposto ao sol ou calor (guardado no porta-luvas do carro ou carregado na bolsa, por exemplo), pode ser prejudicial à saúde.

limao
Quem não tem esse costume pode tornar esse momento mais charmoso e deixar o líquido mais saboroso. Pegue uma jarra de vidro, coloque gelo, fatias de limão (tahiti ou siciliano – ou laranja) e raminhos de hortelã e complete com água. Fatias fininhas de gengibre podem frisar o sabor refrescante. Experimente com água com gás. No verão, uma delícia! Na jarra da foto, coloquei limão e manjericão. Pra acrescentar charme, cubra a jarra com uma redinha de voal ou com uma tampa de crochê.

Você pode substituir “maus” hábitos por este também – pequenas coisas. Em vez de comer um docinho ou coçar uma casquinha de ferida, tome um gole d’água. Pra enganar o sono (até durante a amamentação), mais água. Um vício saudável que te deixará mais leve.

No documentário “Food Matters”, disponível no Netflix, eles ensinam que é preciso limpar as toxinas com água para que o corpo possa absorver as vitaminas. Por isso é importante beber água antes das refeições.

Leia mais
Sobre plástico e calor – um artigo interessante sobre o perigo do Bisfenol A (BPA)